Tetra do Porto na campanha do Benfica ...

Bruno Carvalho pretende exercer um direito legítimo enquanto sócio do Benfica. Quer concorrer como candidato contra Luís Filipe Vieira à presidência do clube da Luz.
Ao director do “Porto Canal” podia dar para pior, mas ele lá sabe as linhas com que se coze.
Embalado, e certamente esperançado, lançou uns cartazes em que apresenta aspectos da festa do tetra-campeonato conquistado pelo Futebol Clube do Porto com a interrogação que ali podem ler. Que tem o seu quê de ironia e de legítima.
De ironia porque Luís Filipe Vieira continua a ser sócio do Porto e leva assim com os parabéns do rival; legítima porque enquanto naquela casa reinar a desorganização será muito mais fácil ao Porto ganhar campeonatos.
Ainda recentemente Rodriguez afirmava que no Dragão até o cozinheiro é profissional, marcando assim a diferença para o rival da Luz.
Enquanto no Benfica não compreenderem isto e continuarem a apostar que o Porto só ganhou o que ganhou com recurso à batota, então não compreendem nada. E ainda bem!

Desta vez é Alexandra

Estou irritadíssima! Furibunda, passada! Muito custa ser criança neste país!
Agora é esta desgraçada desta Alexandra que não fala russo, não vivia com a mãe biológica que não tinha capacidades económicas e estabilidade emocional para ter a filha consigo, e foi entregue a uma família de acolhimento que fez o que se esperava, acolheu-a, e agora cá vai disto: marcha para a Rússia assim de jacto, habitua-te aí à tua mãe e toma de levar pancada que é por causa das coisas. E ainda há quem faça documentários e ande a gravar a desgraça!!
Pergunto só: em que escola de desumanidade é que os nossos juízes tiram os cursos?
Raios partam o raio da biologia e mais o parir dos filhos como se estes fossem propriedade inalienável!
Desculpem, passei-me!

O "show" de bola de Oliveira e Costa!

Com mil macacos, digo-vos que gostei! Às tantas até mais que a final de logo à noite que irei espreitar entre dois levantamentos de halteres.
Mas, dizia-vos, gostei de ver o Oliveira e Costa ali na Comissão Parlamentar.
Fez-me lembrar algumas equipas de futebol titubeantes de início e francamente atrevidas à medida que o tempo passa!
O nosso homem quando se soltou, parecia um mágico do meio campo … passes em profundidade, para as laterais, bolas picadas por cima da defesa e até duas bolas ao poste. Uma, pelo menos, terá deixado o Capitão Haddock pasmado … com a linguagem rasteira e de flibusteiro que Dias Loureiro terá empregue quando se viu ali apertadito …
Já num plano mais teológico ficamos a saber que Oliveira e Costa pode não ser Jesus Cristo, mas que, valha-nos isso, Miguel Cadilhe não é nenhum Pilatos!

O país das oportunidades!

Estava eu sentada à beira mar, num belo fim de semana que ameaçava chuva torrencial, quando me recordei que estava no reino dos Algarves e no dito reino a chuva é sempre de pouca dura.
Pensamento puxa pensamento, que é como as palavras e as cerejas, e acabei por me recordar que vivemos no país das oportunidades em energias alternativas e porque raio é que nunca me teria antes lembrado de colocar uns painéis solares em casa?... Como nestas coisas parece sempre que uma qualquer coincidência nos faz ter pensamentos coincidentes com a publicidade, vai daí e ouço um spot de rádio acerca do apoio dado pelos nossos bem amados governantes a quem decidir optar por colocar painéis solares em casa, bastando para isso ir a paineis solares.

Não é tarde nem é cedo - pensei eu - e toca de ir para casa e clicar no computador as ditas palavras mágicas. É claro que não encontrei nenhum site com a dita denominação, o mais perto que cheguei foi ao portal do governo e um documento onde se pode ler muita propaganda sobre o "apoio dado pelo governo na abertura de linhas de crédito em instituições que tratem de crédito, para os particulares que optem por essa energia alternativa".
Depois de algum tempo a googlar (desculpem lá o estrangeirismo, mas pareceu-me que teria de ser o mais honesta possível!) em busca do dito site apregoado na rádio, encontrei esta pérola: "Se [os portugueses] querem dar um bom contributo para, em primeiro lugar, reduzirem a sua factura energética e gastarem menos dinheiro com o aquecimento da água, se querem dar um contributo para o seu país, para haver mais emprego e mais dinamismo económico, por favor instalem painéis solares nas suas casas, aproveitem este programa do Governo"

Neste mesmo artigo, um professor da Universidade do Porto, declara que esta parceria do Governo é uma fraude...
Bom, bom, mas como? Onde? Porquê? Quem pode imaginar tal possibilidade?
O nosso Governo associado a fraude? Quem poderia imaginar depois da prológica e o Magalhães? Ou depois do Freeport?
E depois disto vão dizer o quê, que os nossos governantes se governam ao invés de nos governar a nós?

Importa-se de repetir?

Sobre o caso da criança que apareceu às cinco da manhã numa rua de Faro ... com este tipo de declarações, eu começo a achar que não são só os políticos que nos fazem de idiotas...

Sem palavras!!!




Perante as mais recentes notícias
dos acontecimentos da politica portuguesa,
somadas a todas as outras
que têm inundado os jornais
e televisões nestes últimos meses,
incluindo até algumas sobre Ordens Profissionais,
...
não encontrei melhor forma de me exprimir!

O sermão da Senhora Doutora de Espinho!

A polémica de Espinho onde a professora Josefa Rocha, que prometia discrição mas já aparece com foto estampada em jornais, é o ciclone principal, devia servir para se discutirem outras coisas para além do aspecto legal da gravação, da truculência dos ditos e de aparentemente a docente estar convencida da sua superioridade moral, cívica e intelectual à conta de um mestrado ou lá que raio é!

Podíamos falar da necessidade da Educação Sexual e de saber em que moldes deve a mesma ser abordada. E a partir de quando.
Podíamos falar das curiosas visitas de estudo obrigatórias em que alunos se vêm na contingência de ter de pagar as mesmas. Ainda recentemente por uma visita a Peniche tive de desembolsar 20,00€ por cada uma das gémeas, mais almoço e lanche. Ora, na turma das minhas filhas existem, pelo menos, duas colegas que têm ambos os pais desempregados.
Pois foi-lhes dito que tinham de ir e de … pagar!
Mas que bosta de país é esta, pergunto eu?

Podíamos falar se uma pessoa que não domina completamente a sua língua materna pode ter um mestrado ou lá que e falar atropelando a mesma? E ser docente? Pelos vistos pode!
Quanto ao resto, aguardemos com serenidade. E não se tome a nuvem por Juno.
A "senhora doutora" Josefa Rocha é apenas uma professora, aquelas mães são apenas aquelas mães e aquela turma aquela turma.
À cautela, se a “senhora doutora” Josefa Rocha ler isto, faz favor de se me dirigir por “senhor doutor” ou, quando muito, "senhor licenciado". E aqui o rapaz é doutor num curso de via larga, aviso já.

O pequeno país que queria ser GRANDE

Nada como quinze dias fora aqui do burgo para nos apercebermos de que 10 milhões de habitantes num minúsculo rectângulo atlântico nos transformam (não) necessariamente num país de reduzidíssima dimensão.

Pandemia de gripe. Sim, ok, já se percebeu que há por aí um surto gripal não sazonal que potencialmente até poderá evoluir para algo pandémico. Certo que as coisas ali para os lados do México e dos EUA e do Reino Unido e agora do Japão até nem têm andado famosas. Mas porque é que Portugal se arma (em gigante afectado, para não dizer em parvo)?

Em duas semanas estive em quatro aeroportos fora do país (ok, agora vou eu armar-me em parva): London Heathrow-Terminal 5 três vezes, Glasgow International 2 vezes, Chicago O'Hare 2 vezes, New York-Newark uma vez. Sabem quantas pessoas de máscara eu vi? ZERO! Sabem quantas notícias de gripe eu vi e li no Reino Unido e nos EUA? Pouco acima de ZERO! E sabem o que me fazem na viagem de regresso a Portugal as autoridades deste país? Pedem-me para voluntariamente preencher um formulário indicando se eu tenho gripe! E como era voluntário, sabem quantas pessoas naquele Boeing 757 o preencheram? Exactamente: ZERO!

Pergunto-me quantas pessoas já terão morrido em Portugal devido à Gripe A. Muito este país gosta de sensacionalismo! Muito gostamos de nos armarmos em grandes!

P.S. - Acabei agora, já depois de escrito o belíssimo texto acima, de ver o Jornal das 10 e ia sufocando de riso. Então não é que puseram de quarentena uma miserável qualquer de Seia sob o aparato mais despropositado do que o dos filmes de Hollywood? Aquilo era vê-los fugir da senhora como da peste todos vestidos de astronautas. Ó valha-me Cristo Senhor!

O Dias Ferreira leva e o povo discute!

Regressava eu ontem ao serviço depois de ter passado todo o dia a assistir a um seminário jurídico e o vigilante, mesmo antes de me cumprimentar, dispara-me um “então agrediram o Dias Ferreira”?
Como se um tipo, depois de quase sete horas encafuado num auditório a ouvir duas ou três intervenções jeitosas e uma mão cheia de futilidades, conseguisse logo topar quem era o Dias Ferreira.
Aliás, o homem deve ter notado algures que eu estava a tentar processar a informação vital, pois logo completou que era o advogado, “o do Sporting”.
Ah, disse eu, bateram-lhe?
Azar …. Aliás, parvoíce. Levei ali logo com um relato tal que cheguei a temer estar ante testemunha ocular ou perpetrador da agressão.
E no meio daquilo tudo, pensei cá com os meus botões que isto é que interessa à maior parte do povo. Pelo menos o que tem trabalho. Futebol e má-língua.
Agora para onde foram parar 15.000 desempregados ou se 8.000 camas na rede de cuidados continuados são importantes para o país … isso já não.

Sol lucet omnibus?

Os nossos antepassados latinos gostavam de mostrar-se bastante democratas e dizer estas frases feitas que muito divergiam do que realmente se passava em Roma, em que escravos eram tidos como pouco mais que os animais e os animais pouco mais que pó.

Mas passados estes séculos todos eu pergunto-me se Orwell não teria mesmo muita razão quando na sua maravilhosa obra "O triunfo dos porcos" dizia que todos somos iguais mas uns são mais iguais que os outros?...

É que se o Sol quando brilha é para todos, eu sinto-me um pouco à sombra, em pleno solarengo Maio, na bela serra algarvia onde o estio se sente logo desde cedo.
Sim, sinto-me à sombra e não estou só, somos alguns milhares os que de repente nos sentimos abraçados por uma imensa mão cinzenta e fria que nos vai esganando e exaurindo todos os recursos que com cuidado, perseverança e trabalho fomos tentando construir pelo tempo fora.

Mas do que raio estarei eu a falar?
Pois então passo a explicar e que me perdoem os apologistas da liberdade entre raças e a igualdade de oportunidades, mas o que é demais também chateia e no momento estou muito, muito aborrecida.

O caso foi o seguinte: infelizmente tenho na família um caso de doença oncológica, que exigiu há uns tempos a extracção mamária, sofrimento e dor à mistura, com a consequente mágoa de um filho demasiado pequeno para perceber porque não podia estar com a mãe e a possibilidade de não a ver de todo pelo futuro fora.
Numa das consultas de rotina, esta minha familiar teve de aguardar a sua chamada na sala de espera do Hospital, tal como centenas de outros pacientes, que, uns com mais outros come menos dores, lá iam pacientemente aguardado a sua vez, sem queixumes ou aparente revolta...
Já depois de algum tempo de sofrimento, por a cirurgia ter sido recente e a costura estar inflamada, a minha familiar preparava-se para ser chamada, faltando-lhe apenas duas pessoas à frente, pouca coisa para quem tinha já esperado duas horas... Mas entrou pela porta uma senhora de etnia cigana com uma criança esfarrapada ao colo, num berreiro que metia dó e durante mais trinta minutos gritavam mãe e filho, cada um à vez e por vezes em simultâneo, até que de dentro das portas da urgência sai uma médica muito bem intencionada a convidá-la a entrar antes de todas as outras pessoas que até ali tinham aguardado pacientemente pela sua vez...

Eu sei o que estais a pensar: então e ninguém se queixou? Pois não, ninguém se queixou, porque uns ficaram em choque, outros estavam tão doentes que o que quer que acontecesse à sua volta não passava de uma mancha na paisagem, outros ainda estavam satisfeitos por, como que por magia, o som estridente daquela mulher e criança ter-se evaporado!

Sol lucet omnibus?
Não me parece! A mim parece-me que o sol hoje quando brilha é para quem grita mais alto, para quem faz mais barulho, por muito que o que diga não passe de demagogia, de publicidade, de fanfarronice. Vão-me desculpar se aos ciganos vou assemelhando os políticos, mas a analogia era demasiado aparente para eu a desperdiçar...

Fico-me então por esta garra que me vai apertando a garganta, dizendo de mim para mim que não sou de todo racista ou xenófoba, assim como alguns dizem por aí que não existem bruxas, mas que las hay, las hay!

indomável

Cenas do quotidiano

Sexta-feira, dia 15. Loja do Cidadão, Aveiro. 19.10 horas.
A cidadã entra apressada e olha em volta, constatando que os serviços funcionam ainda em pleno. Aliviada por ter conseguido chegar a tempo, dirige-se à Tesouraria onde deverá liquidar o seu primeiro pagamento de IVA.
Aí chegada tenta tirar uma senha mas, ao fim de várias tentativas, um outro cidadão informa-a que as senhas terminaram às dezanove horas. O funcionário olha atentamente enquanto a curta conversa se desenrola, mas retoma o seu trabalho assim que ela termina, sem intervir.
Às dezanove e vinte e cinco, o diligente funcionário, quando confrontado com o primeiro contribuinte sem senha, informa que não atenderá pessoas na mesma situação.
Quando a contribuinte em questão responde que já não havia senhas desde as dezanove horas, mas que tinha saído uma última (e única) às dezanove e vinte , o funcionário diz condescendentemente: "Vá, excepcionalmente, vou atender. Mas, para a próxima, não atendo ninguém".
A contribuinte diz ao que vai e o dito funcionário responde-lhe num tom de voz digno de uma Susan Boyle: "Para isso tem muito tempo, o prazo só termina no dia 27!! Volte noutro dia! Agora só atendo quem vier liquidar IVA!".
A jovem, educadamente, pede o livro de reclamações e leva como resposta um "ai é?! Então, já não atendo mais ninguém!".
Como seria de esperar, gera-se a confusão mas o senhor João Feliciano está irredutível e, enquanto tira a gravata e desabotoa o botão do colarinho, vai dizendo: "Já disse que não atendo mais ninguém e acabou! Querem reclamar, reclamem. Vão lá à frente e peçam o livro de reclamações!"
A cena termina com os cinco contribuintes indignados, a fazerem as respectivas reclamações escritas.
Enquanto isso, João Feliciano abandona o balcão de atendimento e desaparece do palco.
Esta cena é real e aconteceu mesmo, por incrível que pareça. A cidadã referida no segundo parágrafo da apresentação desta cena sou eu. Parece ficção, não é?

O ajudante despachado de Ferreira Leite!

Se eu bem entendi o secretário de Estado Vasco Valdez de seu nome deu o seu "concordo", a escassos dias de ir para a rua pois Santana Lopes estava para assumir funções de Primeiro-Ministro, a um pedido que valeu 1.000.000,00€ de benefícios fiscais a um agrupamento bancário.
Mas, como Ferreira Leite tinha delegado funções, não sabia, nem soube de nada.
Espectáculo de país este em que um assina quando já está com um pé na rua, e acha que 1.000.000,00€ é uma bagatela e nada diz à chefe. Ou será que disse?

As Pressões!

Como a mim me custa um bocado entender esta coisa das pressões, descobertas por um cientista de nome Lopes da Mota, acho eu, decidi fazer uma pesquisa,e como não sou egoista, aqui vos
deixo umas imagens que demonstram as tais pressões.


As ditas cujas: há as altas e as baixas!


Aparelho para medir as tais pressões!

Aparelho para evitar, ou pelo menos impedir as tais pressões de poderem ter efeito!
Espero que tenham ficado tão esclarecidos como eu!!!

Partidos piores que Al Capone!

Bem sei que dizem a democracia tem custos, que o sistema parlamentar também, que os partidos políticos são necessários à sociedade, mas tenham paciência! Depois de todos deram dado o sim à alteração da lei de financiamento, depois da proposta de lei aprovada na generalidade, estes sem vergonha, ao abrigo de um esquema habilidoso, arranjam maneira de alterar a redacção para ainda se beneficiarem mais?
Quer dizer, já não bastava terem-se permitido receber quantias mais generosas sob a forma de donativos em espécie e anónimos (maços de notas dentro de malas pretas), estes sem vergonha, não fosse o Demo tecê-las, ainda aprovam agora que, no fim duma campanha eleitoral, se sobrar dinheiro, o mesmo fica para o partido?
Nem por isso lhes lembrou prever ou obrigar que fossem obrigados a deduzir a diferença na subvenção que mamam à custa do Orçamento e de todos nós, ou sequer que deviam entregar tal verba a instituições de solidariedade social.
Qual quê, ficam com ele sob o pretexto que é para campanhas futuras!
Mas, como são mesmo uns sem vergonha, acharam por bem que os cidadãos independentes sejam, em iguais circunstâncias, obrigados a reverter o dinheiro para o Estado.
Razão tinha o brasileiro que dizia que na próxima ia votar nas prostitutas, porque os filhos já lá estavam!

Nada de decotes profundos ou mini saias!

Sabiam que o Conselho Executivo da Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos José Maria dos Santos, no Pinhal Novo, proibiu alunos, professores e funcionários de usarem tops com decotes pronunciados e saias demasiado curtas?
Parece que a última gota surgiu quando "um professor sentiu-se incomodado por conseguir ver as cuequinhas de uma menina, devido à mini-saia muito curta que ela vestia".
A provar que a medida foi ponderada e não de ânimo leve notem que outro contributo fundamental ocorreu aquando do Euro2004 (!!) porque, diz a responsável pela escola, um aluno se apresentou na sala de aula "pintado da cabeça aos pés". Sempre gostava de saber como é que ela sabe que era mesmo da cabeça aos pés … é que ali pelo meio há umas partes que eu não sei … terão sido vistas? E por ela?
Noutra ocasião a própria teve de alertar um rapaz por se verem uns "boxers" laranja … espero que o alerta não tenha sido motivado por factores políticos, caso contrário lá vai ver o Manuel Alegre com mais umas bocas!
Sendo decotes pronunciados e saias demasiado curtas critérios elásticos, parece que o próximo passo é definir as medidas regulamentares. Depois disso, a responsável da escola já garantiu ao "NOTAS" que não escapa nada!

Mais burro que o fotógrafo do Nuno Melo!

São cinco da tarde e apercebo-me agora que, depois de ter passado quase duas horas da minha existência a tentar explicar a um calhau que uma Câmara Municipal não constitui sociedades comerciais por dá cá aquela palha (não constitui, pois não?), não tenho nada para escrever.
Quer dizer, podia debruçar-me sobre o tal cancro das sociedades anónimas de capitais minoritariamente públicos, maioritariamente públicos e quejandos que pululam por esse universo autárquico, mas ia logo ter aqui à perna alguns leitores a inquirirem porque ainda perco tempo com isso.

Também podia debruçar-me sobre o jantar arranque da campanha do meu conterrâneo Nuno Melo, mas além daquilo ter tido quase tanta gente do PSD como do PP (e se aqueles vão votar todos no Paulo Rangel foram ao jantar só para fazer número, não?), e de o cartaz inaugural conseguir ser ainda pior que o da concorrência … aliás, quem terá sido o sacripanta que se lembrou de usar uma fotografia daquelas, onde o homem parece e se dá ares de superioridade? E um “não andamos a brincar às casinhas”, também não?

Mas, como dizia, são cinco da tarde e, além de não ter assunto, ainda tenho agora aqui outro cavalheiro à conta de uma audiência prévia. O tipo vai-me contar um filme e vai sair a pensar que eu tenho cara de burro. E eu vou fazer de conta que tenho. Soubessem vocês as vezes que tenho de me dar ares de ser realmente mesmo, mas mesmo, mesmo muito burro!

Povo deprimido?

Vão desculpar-me todos os que costumam ler este blog, mas este é um post de alguém que anda deprimida, profundamente deprimida...

Até há bem pouco tempo, tinha como leitura assídua a crónica da Fernanda Câncio, hã? Não sabem quem seja a senhora? Pelo amor de deus, então sabem quem é uma desconhecida qualquer que se declarou virgem aos sete ventos sem ter produzido mais nada de proveitoso que se soubesse e não conhecem a Fernanda Câncio?
Bom, então passo a apresentar - a Fernanda Câncio é uma excelente jornalista, sempre a li pela acutilância da palavra que longe de ser fácil, me pareceu sempre perspicaz, inteligente e irónica o quanto baste...
Ah! É verdade, ela é também considerada a namorada de José Sócrates, o que não lhe tem garantido nada de muito bom e agora ainda menos, desde que o senhor tem assassinado moral e politicamente todos quantos se associam a ele...

Apesar disso e de automaticamente a associarem negativamente àquele que é o Primeiro- -Ministro do País, não estava à espera que a senhora perdesse também qualidades, afinal, quem somos não depende de quem somos associados, ou depende?
Esta semana li a crónica da senhora, que não deixa de estar bem escrita, bem organizadinha, bem arrumadinha, tudo muito bem "gramatizado", por assim dizer, mas falta-lhe... a Fernanda, falta-lhe a paixão, a acutilância, a importância do tema até.
Dir-se-ia que a senhora, tal como milhões de portugueses por esse rectângulo fora, está com uma valente depressão... afinal, páginas mais tarde, depois da sua crónica, que leio eu?
Depressão infantil, é isso que leio, com todas as palavras, diagnósticos, causas e consequências do facto!
Bem, meus amigos, quando as crianças andam deprimidas, quando os problemas dos adultos ameaçam as futuras gerações e vislumbramos os futuros adultos como pessoas deprimidas, perpetuamente de baixa, então que será de nós?
Tal como a Fernanda, parecemos todos demasiado fracos, demasiado curvados perante a pretensa força de uma classe política que manobra e manipula... Talvez seja a hora de erguer a espinha e a cabeça e mostrar que somos mais que cordeirinhos, nem que à força de ansiolíticos pá!

Um recado

Um dia destes, o Ferreira falava aqui deste outdoor e da inocência de uma adolescente que acreditava mesmo que poderia falar directamente com a Dra. Ferreira Leite...
Hoje retomo o assunto e, apesar de saber que a digníssima senhora dificilmente me dará ouvidos, gostaria de lhe deixar aqui uma pequena mensagem: A Dra. vai-me desculpar, mas o país não precisa de todos. O país precisa de gente séria, responsável, patriótica e, acima de tudo, sabedora e competente!
É que da outra, daquela que é corrupta e que corrompe, daquela que não olha a meios para atingir os fins, aquela que pensa que sabe, mas não sabe nada, dessa gente está a malta mais do que farta!

Quem manda nas ruas do País?

“O Governo tem de interpretar com rigor o sinal que chega de Setúbal: a violência impune pôs em xeque as forças de segurança pública. Como é isto possível? Os factores são conhecidos: as novas regras penais, que levam à lengalenga de “a polícia detém, o tribunal liberta”; a falta de investimento nas forças de segurança – é necessário mais reconhecimento, melhor retribuição, armas adequadas e apoio do Estado em caso de dúvida sobre a proporcionalidade do uso da força; o lançar milhões, em forma de subsídios, sobre comunidades marginais, sem controlo da sua efectiva integração social; a falta de rigor nas escolas. Tudo isto somado gerou o caldeirão fervente junto ao Sado. É urgente que fique claro quem manda nas ruas do País: a chusma criminógenada da impunidade violenta; ou os instrumentos do Estado de Direito, que os cidadãos pagam, antes de tudo, para segurança e protecção.” (Correio da Manhã, “Nota editorial”, 09/05/09).


Segundo Maria das Dores Meira, Presidente da Câmara de Setúbal: “É um grupo de jovens que se manifesta emocionalmente contra o que aconteceu. A situação não deve ser generalizada ao resto do bairro [da Bela Vista]”. Claro que “a situação não deve ser generalizada ao resto do bairro [da Bela Vista], como “o que aconteceu” foi um grupo de jovens ter-se manifestado “violentamente” (utilizando cocktails molotov) e não “emocionalmente” , contra o facto de um jovem que estava a roubar um Multibanco ter sido abatido acidentalmente pelas Forças da Ordem.
É tempo de nos deixarmos de “paninhos quentes”. Já se esqueceram do maior assalto realizado em Portugal, na A2 contra uma carrinha de transporte de valores da Prosegur, feita muito provavelmente por estrangeiros com treino militar e que deve ter rendido 3 milhões de Euros?

A Memória!

Do alto dos meus 60 anos julgava eu que a memória do ser humano era algo que com o correr do tempo sobre os acontecimentos presenciados, se ia apagando, perdendo elementos, e que mesmo que os factos presenciados fossem da maior importância para a vida, a sua memória não deixaria de acabar por ser apenas memória, tantas vezes já não muito fiel aos factos acontecidos.

Pois estava redondamente enganado!
E quem mo “demonstrou” foram os McCann e os seus amigos, que passados dois anos sobre os factos acontecidos, vêm com uma precisão notável fazer um novo retrato robot do suposto raptor (radicalmente diferente do anterior), e com pormenores e precisões a todos os títulos notáveis! Ou seja, afinal a memória não só recorda tudo com clareza, mas vai mais longe, e passados dois anos vai buscar pormenores que não lembrava quando o acontecimento ainda estava “fresco”!

Não faço juízos sejam eles quais forem (ou pelo menos tento não os fazer), mas toda esta história me cheira muito mal e infelizmente e mais uma vez com alguma influência politica pelo meio.
Pobre Maddie, a única parte importante e infelizmente credível no meio de todo este "circo"!

Esconder Paulo Rangel porquê?

Paulo Rangel foi o coelho que saiu da cartola. Comparado com os restantes cabeças de lista ao Parlamento Europeu até é capaz de ser o mais sensato e razoável.
Isto porque na ala esquerda pontificam Miguel Portas e Ilda Figueiredo, produtos refinados do mais puro sectarismo doutrinário e, no caso da candidata, quase a dar razão a Sílvio Berlusconi quando queria mandar para Estrasburgo umas estampas italianas!
Na ala direita, Nuno Melo, sagaz, tecnicamente preparado e arguto de verbo perde muito pela agressividade quase constante que empresta às suas intervenções e pelo facto de, a crer nas últimas sondagens, o PP estar em queda.
Quanto ao PS, e à lástima da sua lista, onde Vital Moreira insiste em provar que um excelente intelectual e jurista não dá forçosamente um bom político, pouco mais há para dizer. Arrisca-se a ganhar sem saber ler nem escrever.

Ora, neste contexto, se o principal problema de Paulo Rangel está em ser quase um ilustre desconhecido aos olhos da maior parte do eleitorado, porque raio insiste o PSD em esconder o seu candidato?
Estará, como aqueles jogadores de sueca prenhes de trunfos, a guardar o ás para o fim?
Ou, tendo já garantida a vitória nas autárquicas, apostará o PSD numa espécie de empate agora sabendo que tem garantido um dos dois primeiros lugares, e avançando com tudo para as Legislativas?

O "call centre" da Dra. Manuela!

Andaram para aí a pendurar a Dra. Manuela Ferreira Leite, retocaram-lhe antes a imagem, puseram-na numa de “política de verdade” e agora apresentam-na como operadora de um centro de atendimento de chamadas.
À conta lá do número gratuito, uma das minhas herdeiras sofreu o seu primeiro desgosto político.

A pobre teve a infeliz ideia de pegar no telemóvel e ligar para aquele número, pensando ela que ia ser atendida por nada mais, nada menos que a Dra. Manuela Ferreira Leite.
Puro engano. Aliás, a moça ainda pensou que a Dra. Manuela Ferreira Leite estivesse temporariamente indisponível por mor de alguma precisão fisiológica ou por estar a tomar o café matinal, mas não.
Aquilo não passa de promessa de campanha.
Eles no PSD querem é o nosso voto, mas já quanto a porem a Dra. Manuela Ferreira Leite a atender o telefone … está quieta!
Aliás, há mesmo quem diga que a Dra. Manuela Ferreira Leite lá no centro de atendimento de chamadas do PSD está como muitos trabalhadores por este País fora.

A prazo e a caminho do … desemprego!

Ainda o chinfrim do 1º de Maio!

Vamos lá ver se eu entendi bem .
Vital Moreira, numa comitiva do PS convidada pela CGTP para estar presente nas comemorações do 1º de Maio, ouviu uns assobios, insultos, tomou banho e aquilo é a Marinha Grande dele? O sol fez-lhe mal ao cérebro!
Carvalho da Silva acha que um convidado assobiado, insultado e banhado no evento, não merece que lhe peçam desculpa porque o PS é que andou a provocar os trabalhadores? Isto é o mesmo que eu dizer que um convidado meu esbofeteado por uma das minhas filhas não seria digno dum pedido de desculpas só porque levava uma camisola ... amarela!

Manuel Alegre, a quem ninguém cala, paladino das mais amplas liberdades, vocifera contra tudo mas aqui gere a coisa com pinças, para manter a capa de arauto dos oprimidos. Mas o poeta é adepto do sol na eira e chuva no nabal ou homem de postura vertical que não olha a quê ou a quem?
O PS quer que o PCP apresente um pedido de desculpas, mas os comunistas fazem um manguito. Também eu queria que às vezes o PS me apresentasse desculpas mas, até hoje, o máximo que consegui foi ... um manguito!
Entretanto, e já depois de rabiscada esta mísera reflexão, venho a saber que um dos meliantes milita nesse exemplo de virtudes chamado ... Bloco do Esquerda. Não está mal, não senhor.

Com "O Cherne", Portugal está mais no cerne...

Depois de ver e ouvir a entrevista de Mário Crespo ao Presidente da Comissão Europeia - José Manuel Durão Barroso - cabe-me dizer duas coisas:

1ª - Só quando olhamos as questões de cima nos damos conta de quão pequeno Portugal é;
2ª - Fica bem claro onde quer chegar o Sr. "Engenheiro" com as políticas "pró-Europeias", como o TGV e o novo aeroporto às custas dos nossos tão flagelados bolsos...
Com que então há meios de co-financiamento por parte da UE?
Se calhar são os mesmos disponibilizados pela Segurança Social a uma associação de solidariedade social para a construção de um lar fundamental para a comunidade em que se inseriria, para logo de seguida a mesma Segurança Social exigir alterações ao projecto que significariam uma despesa superior ao apoio dado pela dita S.S... Hummm, nunca duas consoantes assim conjugadas me pareceram tão semelhantes a outras duas que conhecemos da História...

E pronto, espaço aberto aos vossos sempre tão certeiros, argutos e pungentes comentários.
Sou toda atenção, digam lá que palavras (nada de palavrões) vos cabe dizer depois de tão esclarecedora entrevista.

Deixa-me rir!

Depois de ler ISTO (Mugabe safa-se com 75,00€?), começo a pensar se o Pai Natal também existe...

Os dois males de que sofre a vida portuguesa

Manha e Falso Prestígio

Os dois males de que sofre a vida portuguesa

José de Almada Negreiros*


Há, sim senhor!
Há um Portugal sério, um Portugal que trabalha, que estuda; curioso, atento e honrado! Há um Portugal que não perde o seu tempo com inimigos fantásticos e cujo o único desejo é apenas e grandemente ser Ele próprio! Há um Portugal, o único que deve haver e que afinal é o único que não anda por causa dos vários Portugais inventados de todos os lados de Portugal! Há um Portugal profissionalista, civil e insubornável! Há, sim meus senhores!

Mas entretanto…Entretanto, a nossa querida terra está cheia de manhosos, de manhosos e de manhosos, e de mais manhosos. E numa terra de manhosos não se pode chegar senão a falso prestígio. É o que mais há agora por aí em Portugal: os falsos prestígios.
E vai-se dizer de quem é a culpa de haver manhosos e falsos prestígios: a culpa é nossa, é só nossa! Não há nenhum português, nem o escolhido entre os melhores, que não tenha forte parte nesta culpa. Porque os portugueses, os bons, os melhores, os sérios, os inteiros, enfim os portugueses (se se entendesse bem esta palavra) não sabem, ou melhor, não desejam lutar contra a manha dos que chegam a ser ou favorecem os falsos prestígios. Ora, a maneira de lutar contra a manha não é manha e meia, antes pelo contrário, é a de detestá-la absolutamente, e mais, desmascarando-a publicamente e ali mesmo. Senão ouvi:É completamente impossível esmerar-se cada qual apenas no que produz de correcto dentro da sua profissão. Para que fosse possível seria necessário que o conjunto colectivo correspondesse de facto à qualidade de toda e qualquer profissão. Impossível aqui em Portugal. O momento tem a realidade imperativa do seu instante. Aqui não se distingue o correcto do impróprio. É necessário vir explicá-lo na praça pública.

Todo aquele que cuide que lhe bastará para progredir na sua profissão o ser probo nos seus estudos e produções, engana-se terrivelmente, pois que lhe falta ainda e sobretudo o seu dever cívico de encarreirar as gentes e livrá-las dos glosistas, pasticheurs e até mixordeiros de toda e qualquer profissão. É urgente e actualíssimo vir até ao público e denunciar-lhe como o comem por parvo com falcatruas, e lhe dão gato por lebre.

Efectivamente o único complicado aqui é a maneira de liquidar os manhosos. É complicado porque eles escapariam até aos gases asfixiantes! É complicado porque eles conhecem a fundo e melhor do que ninguém como funciona a superstição sentimental das gentes e, confessamo-lo, servem-se dela admiravelmente. Tão admiravelmente que ganham sempre com as recansadas fórmulas que ainda são inéditas para tantos: oficiais do mesmo ofício, invejas, concorrências, etc… evitando simplesmente a polémica técnica e a discussão do mérito. E francamente, eles não deixam de ter carradas de razão, carradíssimas de razão ao confiar em que isso do mérito em Portugal é questão de cara ou coroa. Pois apesar disso ainda fazem batota por cima. Por cima, não, por baixo: de cócoras, beijoqueiros, manteigueiros e por último descarados. Um autêntico e constante desfile de atropeladores à coca do lugar de falso prestígio. E chegam lá. Depois rebentam.

A culpa de ser a nossa querida terra tão propícia à vegetação dos manhosos e à arribação dos falsos prestígios, essa culpa é incomparavelmente menos misteriosa do que possa parecê-lo à simples vista. Ela não está na inocência dos simples e dos leigos que servem sem querer e sem saberem de trampolim elástico para o salto mortal dos cambalhoteiros. A culpa, meus senhores, é de nós todos e sobretudo nossa. Nossa porque tivemos sempre muitíssima mais razão do que serenidade para dizermos com toda a claridade a razão que temos. Esta nossa falta de serenidade tem sido, oiçam-nos bem, meus senhores, a grande vantagem, a maior de todas, e da qual os manhosos melhor se servem para acabar de convencer o público lá pelos seus processos nada invejáveis. Este terreno é deles e são naturalmente dos maitress chez soi. Façamo-los vir para o nosso. E não esqueçamos tão pouco que eles sabem muito bem que o público se convence melhor com o sonoro do que com o mudo. Sejamos, pois, tão sonoros como eles mas nitidamente contrários.

Declaremos a guerra ao empenho, à cunha, à apresentação, ao salamaleque, à porta travessa, à côterie, às amizades e às inimizades pessoais, e a toda essa gama de pechotice que medra e faz medrar a marmelada nacional. E, sobretudo, com toda a serenidade, lancemo-nos definitivamente ao ataque dos manhosos e dos prestígios, esta vergonha maior de Portugal, e que seja tão nítido o nosso ataque, tão clara a nossa razão e tão serena a nossa atitude, que, nunca mais aconteça o que até aqui, em que a nossa indignação e protesto eram movidos com tão justo calor português que nem se davam conta das falhas que arrasta consigo a serenidade, essas falhas legitimamente nossas e que as sabem tão bem pescar os manhosos, ou como diz o povo, os aldrabões!

A verdade é esta: o nosso combate aos manhosos até hoje teve o triste resultado de se poder confundir com o dos caluniadores e dos invejosos. Façamos grandemente atenção a isto mesmo e teremos liquidado o último recurso dos manhosos. Estamos a nós próprios um desaire a que estão sujeitos os caluniadores e os invejosos, os quais são, bem contrariamente, o único gás com que afinal sobe de verdade o aeróstato do falso prestígio!

Conheceis certamente aquela história da Antiga Grécia, onde um homem que tem de castigar um escravo é tomado de ira, de tal maneira que é forçado a suspender o castigo, dizendo-lhe: o que a ti te vale é eu estar tão irado, senão, se eu tivesse serenidade neste momento, não perdias nenhuma das que eu te queria dar.
Ora, meus senhores, nem toda a gente é susceptível de dispor de serenidade, e os menos susceptíveis de todos são francamente os manhosos.

([* in Diário de Lisboa de 3 de Novembro de 1933]

Muito melhor do que eu, escreve José de Almada Negreiros.

Como é que ele sabia há tantos anos o que se passa agora?!

Os choques tecnológicos de Sócrates.

O "Diário de Notícias" (DN) dava conta de mais uma trapalhada tecnológica. Desta vez, é o Cartão do Cidadão (CC) e se o mesmo tem ou não o número de eleitor. Aqui o provinciano, que já tem o dito cujo CC, como ficou com o cartão de eleitor nas mãos, acha que não. Mas, pelo que diz o DN, há quem assevere o contrário.
Aliás, e se o CC era para acabar com a resma de documentos que um cidadão transporta, não entendo o porquê de não poder lá constar o meu número de beneficiário da ADSE, a Carta de Condução e o próprio Número de Eleitor. Mas isto sou eu que, conforme já disse, sou um parolo provinciano!

Ontem também fiquei a saber que, pelos vistos, o famoso Magalhães garantia é coisa que ninguém sabe muito bem se tem ou não, embora a empresa que o forneça, para garantir que quem o arranja é apenas e só ela, tenha cravado o miolo à capa azul do dito cujo.
Assim, como era o caso do pai que me relatava o sucedido, e que é perito em Informática, ele se quisesse soldar não sei quê que se partiu, tinha de rebentar o computador e ficava … sem nada!
Se a isto somarmos a capacidade limitada do disco e …

Raios.
Ó senhor engenheiro Sócrates, você também podia dar uma ajuda, não?
Quer dizer, eu até acho que aqui e ali leva bordoada de forma injusta, mas o Senhor Primeiro-Ministro (eu ia escrever camarada, mas achei melhor não o fazer não vá o diabo tecê-las e Vossa Senhoria me malhar com um processo em cima) não acha que, às vezes, podia não se por a jeito?
Mas, note, isto sou eu que, como disse, sou um parolo provinciano enquanto Vossa Eminência, Senhor Primeiro-Ministro, é homem de choques tecnológicos!