É bem, sim senhor!

Na passada quinta-feira, o Conselho de Ministros aprovou uma medida que determina a comparticipação a 100% de todos os medicamentos genéricos para os pensionistas que recebam pensões inferiores ao salário mínimo nacional.


Como é óbvio, houve quem aludisse aos objectivos meramente eleitoralistas que estão por detrás desta medida, dizendo que já devia ter sido tomada e que é, ainda assim, insuficiente.
Sócrates, por seu turno, disse que a medida foi adoptada por «uma razão de justiça».

A mim, sinceramente, é-me indiferente. Acho que a medida se justifica plenamente e só lamento que ela não tenha outro alcance porque, infelizmente, ainda há médicos que não autorizam a sua compra. Esse, sim, é um aspecto que merecia uma atitude diferente dos doentes que, muitas vezes, não «batem o pé», mas também das autoridades deste país.

5 comentarios:

Ferreira-Pinto disse...

Ainda na passada sexta-feira, Medina Carreira, um crítico assertivo, instado por Manuela Moura Guedes (que persiste em confirmar que só consegue, de facto, ver para um dos lados) a dar opinião sobre os apoios sociais (certamente à espera de mais uma desanca), saiu-se com um palidar: "eu com esses apoios até concordo porque é preciso comprar alguma paz social!".

Quanto aos meandros profundos e esconssos dos genéricos e dos "de marca" muito haveria para contar atendendo às corporações em presença ... a Ordem dos Médicos, os médicos e os seus conflitos de interesses entre o privado e o público conciliados na sua carteira, as farmácias e a sacrossanta Associação Nacional de Farmácias, as farmacêuticas e um Ministério, o da Saúde, que é outro poço sem fundo!

António de Almeida disse...

O alcance da medida é muito reduzido, poucas patologias graves ou crónicas dispõem de genéricos. Não tenho uma posição fechada sobre o assunto, mas parece-me uma medida aceitável, à primeira vista.

pedro oliveira disse...

Uma medida que deve ir muito mais longe,quer nas patologias,quer nos benefeciários.A crise ainda não bateu no fundo.
boa semana

Compadre Alentejano disse...

Levou algum tempo a "convencer" o meu médico cardiologista a receitar genéricos, mas valeu a pena. Não noto qualquer diferença entre medicamento de marca e o seu genérico...
Compadre Alentejano

O Guardião disse...

Nada a opor, mas porque é que não se acaba com as pensões e salários de miséria? Há limites abaixo dos quais a dignidade humana não é respeitada, portanto comecem a actuar aí.
Cumps