Destruir a família

Uma coisa é o comportamento homossexual que é um direito individual, outra bem diferente é considerar esse comportamento como base de uma relação legalmente prevista, ao ponto de se tornar uma instituição do nosso ordenamento jurídico.
O respeito para com os homossexuais não implica a equiparação jurídica das uniões entre pessoas do mesmo sexo, com a instituição casamento entre homem e mulher, base da família, célula primária da sociedade, pois tal levaria à desvalorização de valores fundamentais que, desde sempre, são parte integrante do património da humanidade.
Penso que as uniões homossexuais não deverão pois usufruir das mesmas garantias jurídicas das da instituição casamento, até porque se trata de instituições diferentes na sua constituição.

Vi na passada quinta-feira anunciado um programa a emitir nesse dia como fazendo parte de um novo canal. Não o vi, mas pela publicidade feita, tratava-se de uma pessoa que possuía os dois sexos, tendo até ganho um prémio num concurso de beleza feminina. Resolve então ficar legal e fisicamente com o sexo masculino, mas mantendo os órgãos genitais femininos. Casa com uma mulher e resolve ter um filho por inseminação artificial. A imagem de um homem com barba, para indicar o seu sexo legal, mas grávido, é abjecta. Para mim é.
A mulher toma hormonas para aumentar e desenvolver os seios a fim de poder amamentar a criança que vai ser parida pelo homem.
Todo um cenário montado pelos intervenientes para realizarem dinheiro. Aproveitamento reprovável do mesmo por quem o usufruiu, pois a criança é um pequeno ser indefeso e, como tal, descartável.
O que será o inferno da sua vida quando passar a conviver e a brincar com as crianças da sua idade? Será objecto de rejeição e troça, uma infeliz, e quando se tornar homem estou certo que fará impossíveis para ocultar o seu nascimento, por muito carinhosa que tenha sido a sua infância, o que não acredito.
Parece absurdo? Mas é apenas a lógica do esforço para destruir a família enquanto instituição.

19 comentarios:

Ferreira-Pinto disse...

Esta é, digo-o pela enésima vez, uma temática complicada de abordar dado os problemas morais que levanta.
Poder-se-ia dizer jurídicos também, mas antes, quando se legitimaram figuras como o divórcio, também foi um escândalo e a família sobreviveu.

Para simplificar, diria que não me repudia que aos homossexuais sejam dados direitos idênticos aos que, no plano meramente civil, resultam do casamento. O casamento, no Direito Civil, e, aos olhos da nossa Lei, é esse que vale, é um mero contrato. Encare-se, pois, a união homossexual como um contrato.

Já quanto a essas brincadeiras de inseminações e quejandos que aqui são referidos, isso já me mete alguma agonia na alma!

Fa menor disse...

Gostei muito de ler este texto.
Há coisas que não devemos temer dizer, só pelo facto de nos quererem impingir coisas, comportamentos, atitudes como normais, que de normalidade nada têm. Uma coisa é, como bem disse, o "comportamento homossexual como um direito individual", e outra toda uma panóplia de absurdos que lhe querem associar.

Portaria ILEGAL disse...

Venho-te convidar a fazeres parte de um grupo que considero interessante, visita o blogue: http://portaria-59.blogspot.com/
Beijos da Alexix

Compadre Alentejano disse...

Concordo com o Ferreira-Pinto, quando diz que a união homossexual, não é mais que um contrato entre duas pessoas. Quanto ao resto, a música toca mais fino...
Compadre Alentejano

Peter disse...

Ferreira Pinto

Deixemos os problemas morais para o “casamento religioso”. Quando foi legitimado o “divórcio” a “família” sobreviveu e tinha mesmo de sobreviver, pois a “instituição”, que é um “contrato”, prosseguiu com outros intervenientes, sem que a sua estrutura intrínseca fosse alterada. Aliás os intervenientes masculino e feminino, prudentemente, já há muito que tinham contornado o problema, abdicando do casamento pela Igreja, que, como sabes, prevalecia maioritariamente em Portugal.

A minha posição e julgo que é isso que faço transparecer no artigo é a que acabas por dizer:
“o casamento, no Direito Civil, e, aos olhos da nossa Lei, é esse que vale, é um mero contrato. Encare-se, pois, a união homossexual como um contrato.”

Portanto duas “instituições legais”: “casamento” e “união homossexual”, ambas contratos aos olhos da lei, mas com intervenientes diferentes no primeiro caso e iguais no segundo e, por isso mesmo, devendo ter direitos diferentes no plano civil.

Mas não é isto que os homossexuais pretendem. Querem “direitos idênticos” nomeadamente o “direito de testar” e o de “adoptar”. É este último que eu combato, porque defendo a criança e admira-me bastante que tenhas ignorado o assunto.

O próprio Sócrates, prudentemente ignorou o “casamento de homossexuais", no Congresso do PS que tem estado a decorrer em Espinho. Nada de “temas fracturantes” para agradar à esquerda. O “preço a pagar” podia ser demasiado alto…

As “brincadeiras de inseminações e quejandos que aqui são referidos”, como escreves, são factos que ocorreram e não deviam ter ocorrido. Metem-me nojo e revolta e não posso deixar de mostrar a minha recusa em aceitá-los. É esta a Sociedade a que pertenço? Somos piores que animais.

Fernando Vasconcelos disse...

Por acaso não concordo absolutamente nada com este post. Por várias razões que passo a enumerar.
1) Primeiro quanto ao facto da destruição da "família" pelo facto de se reconhecer o direito legal ao casamento entre dois homens ou duas mulheres. Muitos apontam esse problema porém poucos explicam porque razão e como isso aconteceria e logo para mim sem a descrição desse mecanismo manda a minha faceta de homem de ciência dizer que é um postulado que carece de prova. Neste caso diz-se "desvalorização de valores fundamentais". Quais e porquê? E porque razão isso destrói seja o que for? Para mim se duas pessoas decidem viver juntas devem poder beneficiar dos mesmos direitos (e observar os mesmos deveres) independentemente do(s) seu(s) sexo(s)
Segundo: Este post mistura dois assuntos que devem ser vistos como separados. Mesmo que se reconheça o anterior direito já tudo o resto pode e dever ser discutido como questões absolutamente separadas em meu entender.
Terceiro: Mesmo que se admita como errado o comportamento descrito em 2) e eu admito sinceramente que me faz alguma confusão a vergonha da futura criança essa não é culpa dos progenitores, por mais errados que eventualmente estejam. Essa vergonha será sempre culpa absolutamente nossa.
Quarto e ultimo : "por muito carinhosa que tenha sido a sua infância, o que sinceramente não acredito" ... não acreditar Peter neste caso não passa de um caso de fé, e isso não se discute.
E para que conste sou heterosexual e católico praticante. Defendo a família e os valores da mesma e precisamente por isso afirmo que o amor entre pessoas adultas e responsáveis nunca é problema. Já do ódio não diria a mesma coisa. Peço desculpa pelo longo comentário, espero que contribua para uma sã discussão de pontos de vista obviamente inconciliáveis.

Peter disse...

Fernando Vasconcelos

Concordar é com o Governo, aqui procuramos debater problemas:

1) Juridicamente o “casamento” é entre um homem e uma mulher. Se dois homens, ou duas mulheres pretendem viver juntos e legalizar a sua situação, nada os deve impedir, não será “casamento”, será, por exemplo, “união homossexual” e competirá ao ordenamento jurídico, considerar esta nova “instituição” e definir e regulamentar os seus direitos. Teremos então uma “família homossexual”, cujos “valores fundamentais” diferem dos de uma “família heterossexual”, nomeadamente na propagação da espécie.
2) Claro que misturo dois assuntos, ou melhor, o mesmo assunto visto sob outra perspectiva. Acha que toda essa “embrulhada” é um “casamento”? Sob o ponto de vista legal até é.
3)Não os considero “progenitores”, seria ofender os verdadeiros pais e mães. Os nossos filhos, ou netos, se tivessem como colega de escola uma criança dessas far-lhe-iam a vida num inferno.
4)Como estou na mesma situação: sou heterossexual e católico praticante, defendo a família e os valores da mesma e precisamente por isso afirmo que o amor entre pessoas adultas e responsáveis nunca é problema.
O que é problema é pretender equiparar, para todos os efeitos legais, a “instituição casamento” com uma realidade existente, QUE EU NÃO ODEIO, mas que não tem existência legal.

Fernando Vasconcelos disse...

Ora bem, a concordância ou a discordância também tem a ver com o seu post dado que exprime uma opinião. O facto de se ter ou não o poder de a concretizar não inibe creio eu o direito de discordar ou de debater. Por outras palavras posso concordar ou não com o governo da mesma forma que posso ou não concordar consigo.
De resto a questão da utilização da palavra "Casamento" ou outra qualquer é uma questão de semântica que penso não deve ser realmente o focus do debate.

A propagação da espécie enquanto valor fundamental da família parece-me ser demasiado redutor e provavelmente esse será um dos pontos básicos do nosso de desacordo, até porque nem me parece que esse seja um dos seus valores fundamentais.
Quanto ao ponto 3) precisamente. Fariam-lhe a vida num inferno mas não lhe parece que isso também revela falta de valores, precisamente que a família é suposto dar? Não acha que essas crianças deveriam na educação cristã mostrar compreensão? Filho meu que eu soubesse que fazia de outras forma lhe garanto que rapidamente se aperceberia do erro.
Finalmente em relação a 4. a questão é que precisamente deveria ser legal e chamado pelo seu nome, igual para todos.
E já agora aproveito para pedir desculpa se de alguma forma dei a entender que "odiava". O termo era genérico e não pretendia de forma nenhuma atingi-lo a si.

Peter disse...

Fernando Vasconcelos

“De resto a questão da utilização da palavra "Casamento" ou outra qualquer é uma questão de semântica que penso não deve ser realmente o focus do debate.”

Claro que é. O “casamento” como sacramento (já que é católico) e como instituição jurídica, que é o aspecto que estou a abordar, aplica-se às uniões heterossexuais. Se querem legislar sobre as uniões homossexuais legislem sobre as mesmas.

“A propagação da espécie enquanto valor fundamental da família parece-me ser demasiado redutor e provavelmente esse será um dos pontos básicos do nosso desacordo, até porque nem me parece que esse seja um dos seus valores fundamentais.”

“Fundamental” para a propagação da espécie é-o, eticamente há todo um conjunto de valores morais que, como católico praticante que diz ser, deve conhecer, pelo que me abstive de os mencionar.

Quando digo que fazer-lhe-iam a vida num inferno, falo da realidade das nossas escolas e não duvido que, tal como eu, procurasse fazer o seu filho aperceber-se do seu comportamento errado.

Estamos a dialogar, por isso não há lugar para ofensas, ou pedidos de desculpa.

Angela Ladeiro disse...

Polémico! Eu preservo a família e por isso sei do que está a postar... Estou de acordo com quase tudo. E afinal para quê casar? Até já não é importante. Por falar nisso...vou fazer 45 anos de matrimónio dia 8. Mas isso é uma outra história. A beleza encontra-se sempre, (se a procuramos), claro!

Fernando Vasconcelos disse...

Peter,
O estado é laico e em meu entender deve ser laico. Nós católicos não temos o direito nem tão pouco o dever de nos apropriarmos do "verdadeiro" significado de uma palavra, por mais que ela tenha para nós um determinado sentido (é nosso e só a nós diz respeito). Desta forma num estado laico deve ser utilizada a mesma palavra para designar todas as uniões contratualmente definidas pelo estado. Quanto ao comportamento das crianças está a ver Peter que se todos os pais cumprissem o seu dever de educadores possivelmente o problema que citou não existiria.
Quanto à propagação da espécie penso que na realidade esta troca de ideias nos levaria bastante longe. Na verdade eu defendo o valor intrínseco da vida e penso que em muitos aspectos estamos a ir longe de mais, não por uma qualquer questão teológica mas porque estamos a banalizar o valor fundamental: a criação da vida e a sua fragilidade, a sua aleatoriedade. Esses são os valores que nos fazem evoluir enquanto espécie e mais do que a simples preservação pelo número preocupa-me a preservação da diversidade ... em todo o caso Peter eu realmente acho que este este problema pode ser debatido de forma independente do anterior pelo simples facto que não me parece que isso seja um risco. Aliás Peter ainda não me disse como é que pode ser um risco? É porque repare nós aqui estamos sempre a falar de percentagens. Não lhe parece que a maioria dos humanos preferirá a hetero sexualidade? Não lhe parece que assim sendo o risco é minimo?

pedro oliveira disse...

O mundo está diferente e como diz no post de cima, o ferreira -pinto, estamos perante uma mudança civilizacional.Para melhor, para pior? Não sei ,mas somos a viVê-la e isso faz toda a diferença em relação ás mudanças feitas lá atrás e que agora as achamos banais.
boa semana

Peter disse...

Pedro Oliveira

Concordo plenamente:estamos perante uma mudança civilizacional.
Nasci duas gerações antes, por isso, se quiser "sobreviver", terei de encarar a vida tal como ela se nos oferece, o que é sempre difícil.
É um fenómeno natural, que vivi quando transitei da geração dos meus avós e da destes para a dos meus pais. Agora vejo-me perante a geração dos meus filhos e a do sec XXI que é a dos meus netos.

Boa semana

Adoa disse...

O comportamento homossexual é legítimo e um direito que como tal tem de ser legalmente previsto simplesmente porque estamos a falar de pessoas que têm de viver com leis. E se estamos a falar de direitos, e os homossexuais temos os deveres todos que qualquer outra pessoa tem, desculpe mas é de muito cinismo afirmar que näo nos podemos equiparar nos direitos. Portugal é um estado laico e como tal näo deve olhar a ofensas aos pseudo-religiosos que o säo a maioria das pessoas que se afirmam religiosas mas que näo sabem AMAR o próximo. Que para viver em sociedade precisam de dizer a outros que näo podem, näo devem, que é imoral, etc. Instituicöes säo apenas instituicöes e como tal devem ser regidas por leis feitas pelos governantes do país em questäo, que neste caso é laico. Outra coisa é casar pela igreja. Um contracto que agradará a uns mas näo a todos. Que tragédia seria se todos tivessem de casar só porque uma instituicäo o diz! Já viu que barbaridade seria? Só por ser homem ter de casar... Nunca se viu tal coisa! Mas negar o casar isso sim! Já viu se näo podesse casar porque no país era ilegal ser heterossexual e a igreja considerava imoral os heterossexuais casarem? Você estava tramado... Célula primária da sociedade? Uma sociedade é feita por muitas pessoas e näo terá sido um casal a formar a sociedade portuguesa como tal. Foi formada por um número de pessoas que individualmente até nem seriam todas hetero... devo lembrar-lhe que a homossexualidade näo existe há meia dúzia de anos... nem há meia dúzia de séculos. Imagine uma democracia sem direito a ser diferente - mas agora tem de lhe dar outro nome, pois já näo será uma democracia pois näo?

Pois entäo o meu amigo tem o direito de contrair matrimónio com quem bem entender e se o entender. Os seus bens iräo para o cônjuge e os filhos do casal. E no caso do homossexuais? Como é? É como com os padres que têm filhos por aí mas ninguém sabe e depois näo têm direitos em caso de falecimento... tanto para as mäes como para os filhos - repare.
No caso dos homossexuais, os seus bens väo todos para a família - pai e mäe - esta família muitas vezes repudia os seus filhos homossexuais mas na hora de lhes ficar com os bens,näo importa a orientacäo sexual - cambada de hipócritas näo acha? Ou concorda?
Valores fundamentais, por favor, a que valores se refere? Ao AMOR? Ao RESPEITO um pelo outro? Näo se deve chamar casamento porquê? Quando duas pessoas se casam que outro nome existe para o facto? Vamos agora inventar outra palavra só porque você e mais alguns estäo descontentes por estarem no mesmo barco dos homossexuais ou será que o AMOR que você sente pela sua esposa é mais sagrado e bonito e coisa e tal que o AMOR entre duas pessoas de sexo igual? Acorde!!
Todos nós estamos no mesmo barco em tudo! Estamos no mesmo Planeta ou já se esqueceu? Quando este deixar de existir vai acontecer para todos nós e näo só para alguns! E Cristo quando morreu na cruz também foi para todos e näo só para alguns! Quando ele pregava também era para todos, já se esqueceu? Ele AMOU A TODOS, Ele näo escolheu a quem AMAR! Fê-lo incondicionalmente!
Há muitos casais por aí que têm filhos através de inseminacäo artificial, qual o problema? Mas digo-lhe desde já - porque é que esses casais näo têm a iniciativa de adoptar? Estou a falar de todo o tipo de casais, näo só dos homossexuais. Tantos casais por aí que preferem andar anos e anos a tentar a inseminacäo e nem consideram a adopcäo! Quando se AMA, AMA-se! Mas vêm para aí mulheres que näo têm onde cair mortas e recorrem a esses métodos para ter filhos. Acabam por ter 8 filhos de uma vez... Desculpe lá, mas isto diz-lhe alguma coisa? "Todo um cenário montado pelos intervenientes para realizarem dinheiro. Aproveitamento reprovável do mesmo por quem o usufruiu, pois a criança é um pequeno ser indefeso e, como tal, descartável." Säo estas as suas palavras! E concordo consigo! Provavelmente nos dois casos acontece o mesmo, já reparou? Já viu como uma mulher com 14 criancas, sem ter uma casa de geito, sem trabalho, ter estas criancas todas só para aparecer na televisäo? Pelo menos no caso que você fala o casal vai ter agora o segundo filho - para mim parecem-me ter mais cabeca do que essa mulher que teve agora 8! Mas pronto, cada qual tem a sua ideia de família, näo é? Imagine essas criancas o que iräo sofrer na escola se os colegas souberem o que a mäe fez... Aqui todos nós temos de intervir, meu senhor. É que tanto num caso como noutro, e noutros, as criancas teräo de ser educadas, os pais também, no sentido de aceitar os outros nas suas diferencas. Afinal näo somos nem seremos nunca todos iguais nem na aparência nem no que for... Mas já näo somos todos irmäos como diz a sua religiäo?
Tanto esforco para destruira família? Mas a família de quem? A sua por acaso? Alguém o irá obrigar a casar com um homem se näo o desejar?

Meu senhor, o que eu afirmo é - tanto esforco para impedir o AMOR de ser...

AME e deixe AMAR - o resto säo cantigas que só afectam quem passa por elas - os homossexuais - que säo discriminados e assassinados mesmo que só figurativamente, por pessoas que säo täo religiosas...

Passe bem irmäo! Boa Páscoa...

Peter disse...

Adoa

Citando Francisco Sarsfield Cabral - Página 1 - Jornal Online [jornalonline@pagina1.pt]

“Tornou-se “moderno” o chamado casamento homossexual. Na falta de outro tipo de medidas consideradas de esquerda, os temas fracturantes estão na moda.
Importa, então, que os promotores desta moda modernaça sejam consequentes e não se fiquem pelo “casamento gay”. Numa perspectiva multicultural politicamente correcta, por que não legalizar a poligamia e (para não discriminar as mulheres) a poliandria?

Já agora, faria sentido consagrar também o casamento com animais. Os direitos dos animais são hoje uma bandeira dita progressista, havendo quem considere que um chimpanzé adulto tem mais direitos do que um bebé humano. Nessa perspectiva, não se vê motivo para impedir, por exemplo, o casamento de uma idosa com o fiel cão com quem vive.”

Sim. Por que não legalizar a poligamia e (para não discriminar as mulheres) a poliandria?

Adoa disse...

Peter, se você precisa das palavras de outros para justificar absurdos, talvez devesse revisar o seu nome e acrescentar "Pan" porque näo é pessoa de ter sentido crítico das coisas e vive num Mundo mui próprio...

Para já o termo "moderno" passou à história há muito pois a era da modernidade também já era... Estamos na época "actual" que um dia terá outro nome que a História lhe proporcionará...

Medidas de esquerda... Há muito homossexual por aí que näo é de esquerda e que gostaria de casar - se calhar até por ser da direita e ser religioso/a...

Depois, a poligamia terá os seus defensores e até lhe digo que nenhuma sociedade é 100% monogâmica, näo falo em termos legais mas no sentido em que tanta gente tem amantes (tanto homens como mulheres) que até seria mais sensato assumirem-se. Seria mais honesto e mais saudável. Claro que também teriam de lidar com as consequências de tal atitude.

Esta questäo é mais moral que outra coisa...

Olhe ainda na outra semana um homem na américa foi preso por ser polígamo - aliás mudou de religiäo por causa disso - mas gostava de maltratar os filhos e as esposas.. Ora aí está um "animal"! Acho é que chamar uma pessoa de "animal" é utilizar muito mal a palavra porque os animais säo bem mais racionais do que muitos humanos...

Há por aí muita gente que está casada com puros "animais" e ou näo o sabe ou acaba por aceitar. O que é uma pena... Sendo que muitas dessas pessoas säo mulheres maltratadas das mais variadas formas, elas acabam por ser submetidas de tal forma que nem conseguem fugir...

Disto você näo fala... grande parte das vezes a igreja é conivente com estas situacöes. É a cruz que devem carregar näo é? Você também deve concordar com isto... Com a insolvência da instituicäo casamento. - Pois as sociedades evoluem. Se assim näo fosse, ainda seria aceite por todos que uma mulher fosse maltratada e até assassinada pelo cônjuge. Mas você até deve gostar disso... É uma elaccäo que tiro... corrija-me se estiver errada!

Casar com animais - é uma maneira de dispersar um assunto muito sério para levar para o campo da imbecilidade, näo acha? Mas como há gente para tudo... E muitos recorrem a certos animais para fins sexuais... qualquer dia porque näo? Só vamos ter de comprovar que o animal em questäo está a dizer sim de livre vontade - tradutores näo väo faltar, com tantos animais humanos por aí...

Tem mais demagogia ou já chega?

Peter disse...

Adoa

Poupe-me com a sua verborreia. Não tenho nada contra as lésbicas, nem contra os pederastas.
Não concordo em que uma instituição jurídica, denominada "casamento", perfeitamente definida no Código Civil, seja abrangente. Não tenho que lhe dar, nem a si nem a ninguém, qualquer justificação.

Adoa disse...

"Nós escrevemos, vocês dizem!

Gostaríamos todos os dias de provocar a reflexão e a discussão.
Bem temperada e no respeito pela opinião alheia.
Umas vezes será a política, outras a sociedade e a vida ...
aqui e ali, quando a inspiração for diminuta,
um tema mais ligeiro.

Mas procurando sempre que tenham
dado por bem empregue o tempo que nos dedicaram."

Peter, estas palavras em cima säo a sua verborreia...

Peter disse...

Ádoa

Fui eu que escrevi isso? Já não me lembro.

Se fui, não há dúvida que tem sido uma boa reflexão com uma discussão
bem temperada e respeito pela opinião alheia.

A propósito: o meu dentista é homossexual assumido. Se morar em Lisboa e precisar dos seus serviços, tenho o maior prazer em lhe dar o contacto e olhe que é uma excelente pessoa e um óptimo profissional.