Selectividade, sim! Discriminação, não!

Nos últimos dias, problemas com o meu portátil forçaram-me a assistir mais vezes ao que os canais televisivos nos dão.
Sabia que a oferta televisiva é uma treta, mas confesso que a experiência é bem pior do que esperava. As novelas sucedem-se, os blocos informativos é vira o disco e toca o mesmo ... Freeport, Freeport, Freeport... Haja pachorra! Até compreendo que muitos não suportem Sócrates, mas esta condenação sem julgamento em praça pública?
Então, o que é feito da chamada presunção de inocência?!
E a imprensa escrita? Também esta não é grande pastilha, mas sempre se pode ler algo mais para além das notícias sobre o Feeport e os casos de criminalidade que sucedem por todo o país...
Li, por exemplo, no "Público" uma notícia sobre declarações do Ministro do Interior italiano após um caso de ataque a um imigrante indiano.
Para quem não sabe, três jovens italianos, depois de uma noite de drogas e copos, decidiram incendiar um homem que dormia num banco de uma estação perto de Roma.
Objectivo? Ver "quanto tempo ele durava".
Um dia depois desse ataque, o ministro declarou que "para lutar contra a imigração ilegal não é preciso ser bondoso mas mau, determinado, para afirmar o rigor da lei" e acrescentou que é preciso fazer compreender que "as portas estão fechadas para quem venha, não para trabalhar, mas para cometer delitos, traficar droga".
Roberto Maroni, o ministro em causa, é membro da Liga do Norte, o partido xenófobo de Umberto Bossi e foi acusado pelo Partido Democrático de proferir "palavras perigosas".

Valha a verdade que o "timing" não foi o mais apropriado, tendo em conta o acontecimento prévio, mas serão essas palavras assim tão descabidas?
Não defendo aqui que a criminalidade é, apenas, cometida por imigrantes, mas a verdade é que muitos imigrantes a praticam como se tem visto no nosso país. Ainda esta semana foram detidos os responsáveis por vários casos de "homejacking", nomeadamente o que vitimou a família de Domingos Paciência, e nenhum deles tinha nacionalidade portuguesa.
Não percebo qual é o problema de se querer saber quem vem para os nossos países e de expulsar aqueles que não sabem (ou não querem) viver de acordo com as nossas regras. Nada tenho contra os imigrantes e sei que eles têm um papel vital dentro da nossa sociedade, mas há que garantir a segurança dos cidadãos nacionais e não permitir que qualquer um se possa instalar de armas e bagagens no nosso país.
Que venham todos, mas que se aceitem, apenas, aqueles que vêm por bem porque para criminosos e corruptos já nos bastam aqueles que nasceram cá!

15 comentarios:

Ferreira-Pinto disse...

Quanto aos problemas com o portátil, a oferta televisiva e da imprensa escrita registo que há sempre a alternativa de se optar por um bom livro!

Confesso que ouvi, acho que na Antena 1, qualquer coisa sobre esse ataque e pensei que é coisa que não se faz. A ninguém.
Isso revela o mais absoluto desprezo pela vida humana, a mais abjecta das consciências e a mais absoluta amoral.

Já repararam se as noites de copos e de drogas a que muitos se dedicam, até cá em Portugal, terminassem todas assim?
Quer dizer, só para satisfazer a curiosidade e porque não se tem mais nada para fazer, pega-se fogo a um indivíduo só para ver quanto dura?
Mas dura o quê? A agonia? A capacidade de resistência?

É por estas e por outras deste quilate que, provavelmente, se devia equacionar, de facto, penas mais pesadas por certo tipo de criminalidade. De cadeia ou de morte!
Isto não pode ser assim…

Quanto ao que o ministro disse, penso que é necessário separar as águas.
Uma coisa é assumirem-se claramente políticas mais selectivas de acesso de imigrantes à União Europeia e outra bem diversa o que, por exemplo, em Itália certos sectores da política pretendem e almejam.

É que políticas e prédicas como as desses sectores mais reaccionários conduzem a que se tome a árvore pela floresta e, na visão peculiar desses homenzinhos, todo e qualquer “não-italiano” é um foragido.
E logo eles que deram ao mundo a Máfia …

pedro oliveira disse...

Já não sei se esta história/telenovela do free port interessa a quem, se ao Governo se à oposição e não estou com ironia.

PO
Vilaforte

indomável disse...

Bons dias Carol,

logo para começar bem o dia uma novela bem real!

O que se passou em Itália, passa-se igualmente por esse mundo fora e em alguns países são os portugueses quem o faz, com requintes de malvadez, basta lembrar a notícia de um grupo de portugueses explorados por compatriotas fora do país.

Agora pergunto eu - então e como é que se escolhe os imigrantes que vêm por bem dos que vêm por mal?
Os EUA, que têm uma politica de imigração rígida, sem par no mundo inteiro, alberga o maior número de criminosos imigrantes do mundo inteiro!

Com uma política de portas abertas não se consegue escolher quem se alberga e quem não se alberga. Como se faz? anani, ananão?
Vai-se pelo aspecto? Pelo que dizem? Fazem-se testes de polígrafo à entrada? como?

Só mais uma coisa, os criminosos de que temos conhecimento têm sido nos ultimos tempos mais imigrantes que nacionais, mas convenhamos, se calhar as condições de vida desses imigrantes não são comparáveis às dos nacionais e todos sabemos que a ocasião faz o ladrão. Chamem-lhe homejacking, carjacking, o que quiserem dessa nova lexicologia associada ao crime. a verdade é que o crime aumenta com a pioria das condições de vida gerais. É claro que se não há emprego, se não há uma politica social séria, se não existem condições de vida para os nacionais, que será para os imigrantes?

O Ministro italiano do interior demonstrou aquilo que sempre acontece em épocas como a que atravessamos - que tempos difíceis chamam medidas desesperadas!

E mais não digo para não vos cansar com demagogias e outras que tais.
Até já

António de Almeida disse...

Os EUA e Canadá são implacáveis na expulsão dos delinquentes estrangeiros. Não percebo porque razão a UE há-de ser diferente, quem comete um crime vê revogada automaticamente a autorização de residência. Simples! Mesmo que tenham cá nascido, desde que tenham optado por outra nacionalidade, uma escolha livre, vão expulsos para os seus países, ainda há pouco tempo um veio dos EUA para os Açores por ter praticado uns roubos para financiar o consumo de droga.

korrosiva disse...

Não há palavras que cheguem para expressar o nojo que sinto desses italianos, e de todos os outros que brincam com a vida humana como se um pedaço de lixo fosse!

Mas também acho que há muitos estrangeiros que vêm para o nosso país com vontade de tudo menos de trabalhar... esses deviam voltar para a terra deles!

Ferreira-Pinto disse...

Indomável não querendo tomar as dores de parto por ninguém, venho aqui dar apenas uma achega.

Tens razão em boa parte do que dizes, mas a verdade é que se sabemos antecipadamente que não temos condições para receber tantos emigrantes, o melhor será mesmo deixar as peneiras e dizer "tenham paciência, mas não temos condições para os albergar"!

Claro está que nenhum dos critérios que apontas são válidos ou servem, mas e se adoptássemos várias medidas em simultâneo?
Por exemplo, penas mais pesadas para certo tipo de criminalidade?; prestação efectiva de trabalho por parte de beneficiários de RSI e outros apoios em vez de permitir que muitos andem apenas em cursos de formação que não os conduzem a lado nenhum?; seleccionar emigrantes conforme as suas habilitações académicas e apetências profissionais, por exemplo?

Ferreira-Pinto disse...

Cresson

A provar que é possível ser de Esquerda e tomar atitudes e políticas ditas de Direita, esta senhora deu brado quando queria fretar aviões e expulsar os ilegais em França.
Lembram-se?

O Guardião disse...

Confesso que detesto José Sócrates e que nunca o considerei um socialista, por muito que berre e esbraceje. O verbo fácil a que frequentemente recorre também cai sobre ele quando a maré lhe é desfavorável, e não sei do que se possa queixar, porque também é exímio na arte da manipulação da informação e se estivesse na oposição fari o mesmo e talvez melhor.
Quanto aos estrangeiros, não acho que sejam piores do que os nacionais, e com uma Justiça actuante não me mereceriam nenhum protesto. Parece que primeiro temos de conseguir uma Justiça que mereça esse nome, que é uma grande prioridade.
Cumps

indomável disse...

Meu caro Ferreira-Pinto,
pois eu concordo contigo em tudo, tudo o que dizes. Também concordo que devemos ser selectivos nos imigrantes e até o deviamos ser em relação aos emigrantes.
Mas talvez te estejas a esquecer de um pequeno pormenor - nós não estamos sós - e passo a explicar. quando aderimos à UE, e por consequência a todos os tratados anteriores e posteriores, abdicámos da autonomia no que diz respeito às nossas fronteiras com a restante Europa. O que equivale a dizer que se aceitámos os tratados e acordos, aceitámos o mais que falado e pouco compreendido Acordo de Schengen, que permite, entre outras coisas, que quem circula pelo espaço da UE, entre, saia e volte entrar nos paises que aderiram ao dito acordo. E mais importante que isso, sem que lhe perguntem se vem com boas ou más intenções. Mais importante ainda, sem que lhe perguntem quais as suas habilitações literárias.
Para além do mais, meu querido amigo, esse tipo de selecção é pura utopia, já que adoptando esse tipo de selecção, logo não faltariam vozes gritantes a dizer que vinham estrangeiros fazer o trabalho que não davam a portugueses, tal como fazem em trabalhos que os portugueses não querem, médicos, professores, engenheiros e outros que tais vindos do leste.

Eu sou amiga de imigrantes, já tive um funcionário de leste, a fazer trabalho de operário, quando na sua terra era magistrado. Porquê? Porque os portugueses não o queriam fazer.

Dou-te então uma alternativa. e que tal se como Nação, virmos o país como uma entidade colectiva e juntarmos as cabeças para produzir um plano global, uma perspectiva colectiva. que tal se as empresas começarem a pensar nelas próprias como os entes sociais que são e virem que é mais produtivo ter funcionários nacionais, que vivem c´, que pretendem ficar cá, que pagam impostos cá, que têm filhos, familia e planos de futuro cá?
É que se não houver trabalho, não há imigração...

Não se esqueçam que Portugal é um país de emigrantes e portanto, imigrantes em terra alheia. Temo-los de todas as classes sociais, de todos os sectores. temos os que vão à aventura e os que vão requisitados. Temos os pés descalços e as cabeças pensantes que se fartaram de aturar a maneira de não pensar típica de governantes e governados...

O que eu disse e reitero, é que sendo Nação, mas não Estado autónomo, independente nas suas decisões, Portugal não pode pura e simplesmente agora começar a limitar as suas políticas de imigração. não de forma unilateral, não sem concertação Europeia, não sem comprar uma guerra com os outros estados da UE...
Nem o Barroso o permitia!

Ferreira-Pinto disse...

Minha cara Indomável:

Eu não me esqueci do pequeno pormenor que mencionas e quando me referia e empregava o termo “nós” pensava, precisamente, na União Europeia.
Aliás, tu que me costumas ler, bem sabes que sou federalista por isso quando eu aqui escrevia no plural era precisamente no sentido de Europa.

Por isso, e quando escreves o que escreves, bem sabes que nem nós temos por cá mãos cheias de franceses, dinamarqueses, luxemburgueses, alemães, ingleses, gregos e lituanos, por exemplo, a trabalhar, nem os problemas que normalmente decorrem dos problemas da imigração ilegal decorrem dessas nacionalidades. Normalmente, os nacionais desses países que para cá vêm têm condições socio-económicas e educacionais que lhes permitir modos de vida e rendimentos que não os obrigam a determinado tipo de criminalidade.

Podem surgir associados a coisas como crimes de colarinho branco ou sexuais, mas assaltos à mão armada e esses “jackings” todos não!

Queiras ou não, normalmente (e eu friso bem e em maiúscula, NORMALMENTE) esse tipo de criminalidade é associado a alguns eslavos (as máfias de Leste), africanos e brasileiros. E normalmente, principalmente os eslavos que fizeram a transição de corpos de elite para a criminalidade ou os brasileiros associados a criminalidade violenta.
Daquela do género em que um tipo prega um tiro noutro como tu trocas de blusa ou eu de camisa!
E isso também se começa a reflectir nesta camada de assaltantes e criminosos de origem lusa mas com idades menos avançadas.

Quanto às vozes gritantes, pessoalmente estou-me borrifando!
Eu se vou a um hospital quero ser bem atendido. Tenho esse direito. Se o médico é português ou bósnio, é-me indiferente.
Nesse domínio, vê os EUA que vão buscar indianos que são barras em Informática sem qualquer problema …

Ora, por aqui já podes ver que eu não tenho qualquer problema com os imigrantes.
Tenho, isso sim, nos que para cá vêm e não querem fazer a ponta dum corno ou que, se lhes falam em adoptar certas posturas, logo vociferam que isso é racismo! Aí tenho mas também tenho contra certo tipo de português.

No mais, e quando mencionas o “que queiram ficar cá, que têm cá família …” eu tanto aplico isso aos nacionais, como aos imigrantes.
Aliás, eu já fui emigrante na África do Sul e embora rapaz pequeno gostava de lá estar e sempre fui adepto que “o meu país é aquele em que vivo” ou, se quiseres, “em Roma, sê romano”.

indomável disse...

Ora bem, então vamos lá ver se me consigo explicar (até porque não quero chatear ninguém, que eu gosto mesmo é de trocar ideias - sei lá, desanuvia!).
Eu sei que és federalista e também sei que não és contra os imigrantes. Também sei que a criminalidade actual tem estado mais associada a grupos sociais estrangeiros, sobretudo esses que nomeias, mas isso não deixa de ser um fenómeno natural, uma vez que o universo populacional em Portugal passou a ser tão díspar.

Agora segue lá o meu raciocinio - Quando falo no acordo de Schengen, não me refiro só à circualação de nacionais dos paises da UE. Acontece que a maior parte dos países da UE têm acordos com países fora da UE, que permite aos seus nacionais entrar na Europa livremente e portanto, com a sua conivência, circular pela restante europa.
Acontece entre Portugal e países como angola, Brasil, Moçambique, Cabo Verde, Guiné Bissau. Ou entre a França e as suas antigas colónias ultramarinas, ou Holanda e até a Alemanha...
Não sei se estás a perceber onde quero chegar.
Pelos acordos que tens com o Brasil, se começas a seleccionar os imigrantes brasileiros, lá se vão os acordos bilaterais e lá se vai também o acordo comercial... Ora se Portugal até está disposto a desfazer-se da língua tal como a conhecemos, que fará pelo acordo comercial com o Brasil!

Era a isto que me referia...

Para além do mais, eu não digo que não hajam imigrantes que querem realmente ficar cá, mas talvez seja mais credível isso mesmo de um nacional que tem cá raízes.
E depois, se perguntares a um imigrante de Leste onde quer ficar a viver, ele dir-te-á, muito naturalmente, que veio para cá para ganhar o suficiente para viver melhor no seu país.
É como os chineses, por exemplo, que são os novos portugueses e são vistos por toda a parte. O povo chinês trabalha onde quer que seja, mas as suas raízes ficam sempre na China e é para lá que querem voltar. Por isso vão morrer lá, por isso nunca vês funerais de chineses (e não, não é porque os comemos na sopa de milho - piada de mau gosto...blagh!)

Eu sei que este é um tema sensível, e que o português gosta de brincar às avestruzes, mas cada vez mais se torna urgente começarmos a mudar as coisas e para mim - repito, para mim, é minha opinião, isso devia começar pelas empresas e pelos seus critérios de contratação.
Em ultimo recurso contratariam estrangeiros - o seu principal critério deveria ser a qualificação e depois a nacionalidade e por fim o salário.
Acontece que estes critérios estão invertidos.
Vê lá se em Espanha não os tiveram no sítio, quando ameaçaram contratar os espanhois em primeiro lugar e o que restasse seria para os estrangeiros.
Desculpem lá, mas para mim estavam mais que sérios.
Mas viste como o Barroso saltou logo?
Lembras-te de há tempos ter havido uma confusão com o Brasil, por causa de nacionais terem sido mal acolhidos em Portugal?
Imagina o que seria se começássemos a seleccionar os imigrantes...
Eu não estou a dizer que o não deveriamos fazer, entende-me - aliás, por essa razão fui excluida de um concurso para o serviço de imigração aqui há uns anos atrás - precisamente por à pergunta: como definiria uma politica de imigração - eu ter respondido que se deveria seleccionar os imigrantes pelo seu grau de importância para o país. Fui excluída por razões de racismo e xenofobia...

Como vês, este tema não é novo para mim. Na altura, o meu entrevistador recordou-me de todos os acordos de cooperação, dos tratados europeus e toda a papelada associada à circulação de pessoas livremente...
Foi uma lição para a minha demagogia nacionalista mas foi ainda mais, pensar que não é fácil simplificar, porque por muito que tentemos, há sempre um mar de outras cabeças a querer complicar!

Vá lá, não te zangues já comigo, deixa isso para mais tarde...

Carol disse...

Antes de mais nada, peço desculpa por responder tardiamente e de forma colectiva. Como sabem, estou sem portátil e, para além disso, em horário de expediente o que não me permite andar sempre por aqui, como gostaria.

Nada tenho contra os imigrantes, sejam eles de que nacionalidade for até porque sou filha de emigrante e nasci na África do Sul.Apesar de ter feito todos os meus estudos em Portugal e de ser filha de pais portugueses, o meu pai viu-se obrigado a subornar um funcionário para eu conseguir a cidadania portuguesa. Porquê? Simples, porque o senhor meu pai, pensando que nunca voltaria a Portugal, deciciu não me registar na embaixada portuguesa e manter a minha nacionalidade sul afrivcana enquanto residi em Portugal. O pedido de nacionalidade portuguesa só foi feito quando eu já tinha uns 21 anos e, pasme-se, os entraves e dificuldades foram mais que muitos.

Outro exemplo de que os imigrantes não me incomodam minimamente é, simplesmente, o facto de ter um médico de família brasileiro com quem me dou excepcionalmente bem e de quem só posso dizer bem ou o facto de já ter dividido casa com uma romena de quem continuo amiga.

Agora, não concordo, de todo, que se aceite aqui pessoas com cadastro ( e algumas com cadastro por crimes graves e violentos), nem gente que quer viver de subsídios e apoios estatais. Como evitá-lo? Pedir informações sobre a pessoa em causda ao país de origem, verificar dados, exigir a apresentação de contratos de trabalho, expulsar imediatamente e sem direito a recurso os prevaricadores,etc, etc.

Ferreira-Pinto disse...

Ó INDOMÀVEL, vamos lá começar pelo fim …

Quando escreves “Vá lá, não te zangues já comigo, deixa isso para mais tarde”, estás a brincar e na reinação. Ou então sou eu que já tenho tal fama que todos me vêem já como um tiranete incapaz de debater e aceitar opiniões contrárias.
Eu vou-me lá zangar contigo!

Mais facilmente me zango com quem olímpicamente por aqui passa, lê e faz de conta, quem peca por omissão do que com quem aqui riposta, argumenta, rebate ..

Schengen e onde queres chegar … Eu saber sei, mas o que eu advogo é que se fechem as fronteiras exteriores.
No actual contexto, existem tarde ou cedo opções que terão de ser tomadas e não apenas em matéria de movimentos migratórios.

Quero com isto dizer que, perspicaz como és, vieste introduzir uma nova questão e que se prende com a necessidade que teremos (penso eu) de tomar opções no próprio domínio económico.

Vamos continuar a manter acordos de comércio livre com países que não cumprem minimamente com normas elementares de concorrência salutar?
E nem sequer vamos discutir temas como direitos sociais e laborais, antes a própria contrafacção, por exemplo? E o subsidiar as empresas nacionais para que estas possam praticar “dumping”?
Mas isto, já são outros domínios.

E será possível um quadro duma União Europeia aberta entre si e fechada ao exterior?

E será desejável?

E funciona?

Adoa disse...

Carol
Imagina que eu que vim para a Alemanha por Amor, näo seria aceite aqui e mandada para trás só porque de repente o governo me pergunta a minha orientacäo sexual... É como as perguntas que se fazem antes de doar sangue. Se és homossexual näo podes doar sangue.

Por acaso aqui näo me fizeram essa pergunta mas como consideram que näo vim para trabalhar, agora que näo posso trabalhar,näo me däo ajuda alguma. Agora diz-me... Se a minha namorada näo ganhar o suficiente para as duas vou roubar para comer?

O meu caso é um dos que aos olhos das autoridades simplesmente me dizem que sempre posso voltar. E fizeram-no!

E quem näo pode voltar e ainda assim precisa de roubar para comer?

Também concordo que os emigrantes criminosos deveriam todos voltar aos países de origem, mas às vezes as coisas näo säo täo preto no branco como estás a escrever.

Conheco um homem na minha turma que o faz e näo tem vergonha de o dizer. Ninguém o acusa!

Roubar para drogas e para outras "coisinhas" e a protituicäo... por favor! Mas esses säo mais difíceis de apanhar porque muitas vezes até estäo organizados ou as pessoas têm medo de ir à polícia.

Há muitas circunstâncias na vida que às vezes nos fazem pensar em tudo de diferente maneira, numa perspectiva diferente.

No caso que falas, os criminosos eram italianos! O pobre do homem se calhar nem faria mal a ninguém...

Em Espanha houve um caso semelhante: Um grupo de "meninos" lembrou-se de pegar fogo a uma indigente que acabou por falecer. Para eles foi muito divertido. Ela estava na rua simplesmente porque amou demais um homem que näo a amava e acabou por ficar por ali... durante anos...

Agora diz-me: a culpa foi dela ou de quem pegou fogo a estas pessoas?

DANTE disse...

Detesto 'animais'!

Jokas Carol :)