Porque o tempo é pouco!!!

Olho para a minha caneta
Que repousa na secretária.
Retribui-me o olhar,
E de aparo meio murcho
Diz-me num tom meio tristonho:
Porque te cansas a escrever
Tudo aquilo que já está dito?
Repetes que tudo está mau,
Que não há rei,
Que não há roque.
Mas isso já todos sabem,
Disso ninguém tem dúvidas!
É a corrupção,
É a mentira,
É o engano,
E a decepção.
É ter a infeliz certeza,
Que venha quem vier
Destes que por aqui andam,
Nada muda,
Nem mudará,
Porque são todos,
Mas todos,
Farinha do mesmo saco.
Um dilúvio,
Uma hecatombe,
Algo que mudasse tudo,
Que os fizesse emigrar
Para longe deste cantinho.
Até lhes pagava a viagem
E suportava a instalação
Desde que se comprometessem
A deixar em paz a Nação.
Tal sorte não devemos ter,
Agora,
Ou em dia nenhum,
Apenas nos resta escrever
Quando chegar a hora,
Um X,
Um grande X,
Em cima de cada um.

6 comentarios:

Ferreira-Pinto disse...

Não será melhor um único X,
enorme, ao longo de todo
aquele pequeno papelinho?
não vá dar-se o caso
de estar um rico dia
de sol ridente lá fora,
e ela ali linda
de lábios vermelhos,
peito levemente decotado
a pedir, com seu jeito,
amor anda mas é
tomar um café na esplanada?

Fa menor disse...

Dizes bem! Um X em cima! Um enorme X em cima, e NÃO, de maneira NENHUMA, um pequeno ao lado!

DANTE disse...

Vou deixar aqui um valente aplauso á rima.

Um abraço

Compadre Alentejano disse...

É o que faço quando vou às compras. No papel onde escrevo o que faz falta, faço um X no que está resolvido...
É só usar a mesma técnica...
Compadre Alentejano

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

LISBOA = PORTUGAL

Olá Gente!

Cheguei aqui – e gostei. Um bom blogue. Muitos parabéns. Vou voltar e, se possível, seguir. Se quiserem fazer o mesmo – e os vossos correspondentes também – muito agradeço. Estou a «coleccionar», com muito boa intenção, muito prazer e muita honra, Seguidores.

Hoje, porem, quero informar-vos que tenho postada no meu blogue a história macabra de um tiro que deram no meu neto número dois, o Rodrigo que vai a caminho dos 13 nos. Boa praça. Permito-me fazê-lo para alertar as pessoas e tentar evitar que lhes sucedam estórias inqualificáveis como esta. Desculpem-me a chatice, mas é com boa intenção.

Na quarta-feira 17, ele ia a sair da escola pelas quase três da tarde. Uma ferrada. Fora um chumbo de um tiro de pistola de ar. Ambulância, hospital, radiografia, depois uma TAC, tinha o pequeno projéctil alojado no lado esquerdo do pescoço. Os médicos decidiram não o operar, pois que a posição do projéctil não aconselhava a intervenção. Estava – e está – muito próximo da jugular.

Felizmente, o Rodas agora está bem. E dizem que foi uma «brincadeira» de Carnaval. Estúpida e criminosa, digo eu.

Abs = abraços & Qjs = queijinhos = beijinhos

PS – Este é um texto padrão, com as óbvias e necessárias adaptações. Espero que compreendam. Obrigado

Adoa disse...

Servisse o grande X para dizer que as coisas näo estäo bem e näo para eles continuarem o lindo servico...