Eu cá resolvia a crise assim!

Voa por aí uma Joaninha que, muito de longe a longe, vem aqui dar umas bicadas!

A última foi chamar-me chefe e pedir que apontasse soluções para a crise!
Eu acho que isso é na porta de S. Obama e não na nuvem de S. Ferreira-Pinto mas, como boa pessoa que sou, cá vai …

Em vez de dar aval a tudo, garantindo que o povo pagará calotes de outros sem ter como, nacionalizava era tudo outra vez. À cautela, avisava que "não pago nada!".
Afinal, se já estamos com fama de rotos, tesos e caloteiros, ao menos que se tire o proveito.
Protestavam os Mello, os Espírito Santo, os Jardim Gonçalves mais os da Bernarda (não sei quem são), mas um tipo a esses era ... um par de patins e andor violeta!

Depois disso, separava-se aí o trigo do joio e o maralhal que não interessasse ao futuro da Nação, ficava ali em Badajoz, por exemplo, e a gente apanhando-os do lado de lá fechava as fronteiras.
Claro está, que o pobre do Cherne Barroso ia ser afectado mas ia ser tipo o nosso ponta de lança secreto em Bruxelas.
Isto feito, era um escarcéu do caraças e os tipos da União Europeia, pela certa, mostravam-nos o cartão vermelho.
Umas manifestações e uns comícios depois, e isto ia parecer o PREC II!

O povo gemeria, mas aí uns cinco ou seis anos depois os ricaços, só para fazer ver, iriam querer recuperar tudo e a gente vendia!
Era um entrar de dinheiro jeitoso.
Depois, e aproveitando o Cherne (cá está a utilidade da arma secreta), pedíamos a adesão outra vez e aquilo seria um segundo entrar de dinheiro a rodos.
Ora, se este plano audacioso funcionasse, estava garantido que por mais 30 anos poderíamos regressar ao nosso ritmo dolente.

Se isto não for do agrado dos leitores, tenho ainda duas propostas alternativas.
Uma, passa por declarar guerra aos EUA, na secreta esperança que os tipos façam cá melhor serviço que no Iraque e Afeganistão e tomem conta disto em menos que um fósforo e nos declarem um protectorado.
A outra é ... ir trabalhar!
Disse.

26 comentarios:

salvoconduto disse...

Por amor de Deus a última não que cansa...

PreDatado disse...

Na verdade esta sua brincadeira fez-me lembrar as nacionalizações do Vasco Gonçalves. Mas quem mais protestou foi quem mais lucrou com elas. À conta das empresas públicas preencheram-se conselhos e conselhos de administração, direcções e outrsa chefias com boys dos aparelhos do PS e do PSD. Depos para darem uma de liberais (e outras de neo-liberais) toca a privatizar tudo. As OPAs foram a tábua de salvação de vários OEs dos varios governos PS e PSD que fomos tendo. Como foram acabando as EPs foram sendo criadas Institutos Públicos, SAs e novas EPs a partir de organismos do Estado e Juntas Autónomas. Fingiu-se que se estava a reduzir o peso do Estado mas o que se fez foi criar mais Jobs for Boys. Nós é que andamos todos a dormir, mas tirando a Guerra Colonial este país está uma caca parecida com a que tinhamos antes do 25 de Abril de 1974.

AP disse...

Gostei da última sugestão...

pedro oliveira disse...

Pois ,mas trabalhar onde?

indomável disse...

Eu, só para chatear, vou dar-te resposta amanhã, com a minha posta!
Logo vemos se o que dizes me agrada ou não...
até já meu bom Ferreira-Pinto...

António de Almeida disse...

Também tenho uma boa proposta, embora seja eurocéptico, apostar em força no federalismo, que sei ser do seu agrado. Depois elegermos o Alberto João Presidente do rectângulo, era ouvi-lo chamar cubanos aos alemães se estes não mandassem para cá dinheirinho...

Ferreira-Pinto disse...

Meus caros ...

salvoconduto, registado o seu voto contra a hipótese terceira, resta-nos uma das outras. Teremos de reflectir maduramente sobre as mesmas!

PreDatado, assim sendo, venha a revolução! Só que, desta feita, além de regime desconfio que temos de mudar mentalidades. Ou de povo!

AP, vistas as coisas pelo lado racional, essa é certamente a melhor proposta.
Contudo, e como bem alerta o Pedro Oliveira o raio do trabalho anda a ficar escasso … e desta vez temo que seja mesmo a sério.

Minha cara INDOMÁVEL bem sabes que estás sempre à vontade. E eu ansioso por ler essa proposta radical!

Quanto à sua proposta, meu caro António de Almeida, eu até acho que ou vamos mesmo para os tais Estados Unidos da Europa ou para o regresso das fronteiras, bastando ver que em Inglaterra já se levantam vozes contra a entrada de trabalhadores estrangeiros (portugueses e italianos, ao caso) e a França apoiava um fecho de fronteiras …

Agora, o amigo tem mesmo a certeza quanto ao Alberto João? A não ser que isso fosse um plano secreto (mais um) para nos vermos livres dele no Governo Regional da Madeira e, findo o mandato dele lá em Bruxelas ou onde fosse a capital, o pudéssemos deportar para as Berlengas!

O pior era se lhe dava para ser como o Hugo Chavéz e começava para ali 2019, 2029, 2039, 2049 …

Joaninha disse...

À meu caro ferreira nobilissimo chefe, grata pela resposta.

Pois acho que essas das nacionalizações e a saida e reentrada na União Europeia era menino para dar alguns frutos, mas só no caso da UE não estar completamente falida, como está, ficamos com um problema...

Agora a ideia do ataque aos Estates acho brilhante, davamos uma de david contra golias, tinhamos era que ter o cuidado de não acerta com a pedrinha no olho do gigante, afinal de contas a ideia não é ganhar ;)

É que aquele gigante é fraco das pernas...;)

Beijos altissimo e dignissimo ferreira pinto ;)

(continuo à espera que ganhes umas eleições para me levares contigo para o doce protectorado da funç\ao pública)

Ferreira-Pinto disse...

Ó senhora dona Joaninha está, portanto, aprovada a sua ideia de decretar guerra aos EUA, mas com cuidado ... não vá a gente ganhar aquilo!

Isso levanta é depois uma dúvida ... se queres que eu ganhe umas eleições quaisquer, isso vai ser antes ou depois da ocupação?
É que não me apetece nada ser colaboracionista!
Quer dizer, só se pagarem muito, mas mesmo muito bem :)

Funcionária pública?
Para quê?
Para ganhares 1.000€ por mês e andares a trato de polé dos chefes?

indomável disse...

Meu caro Ferreira-Pinto,
a minha não será tanto uma proposta, mais uma constatação de factos e um cair na realidade pura e dura... mas enfim, a partir dela sempre se poderão tirar conclusões que poderão levar a novas mentalidades, quem sabe?

As tuas não serão assim tão más, não fosse o caso de se perpetuar ad eternum um estado de coisas, ou melhor ainda, porque mais chique - status quo - que não leva a lado nenhum.
Já dizia o povo, mais parecemos uma pescadinha de rabo na boca!
Até já...

Daniela Major disse...

Bom depois de Jurista, professor, blogger, militante do PS querem ver que ainda vamos ver o F.Pinto como político?
Agrada-me a ideia de declarar guerra aos EUA...sempre animava um bocado as coisas e podia ser que se começassem a preocupar com coisas relamente importantes.

Compadre Alentejano disse...

O problema disto tudo é o país estar debilitado com uma forte crise interna, provocada pelo sr. Socras, e, logo a seguir ser atingido pela crise internacional.
Nesta última crise, os banqueiros nacionais tiveram muita culpa e, condeno o sr.Socras, ter acorrido logo ao seu salvamento...
O povo, não interessa...
Trabalhar, para quê? Para aquecer?...
Compadre Alentejano

tagarelas-miamendes disse...

Ola Ferreira Pinto,
Nao sei se ja lhe disse isto antes mas gosto imenso do seu humor sarcastico. Divirti-me a grande com a leitura do texto e dos comentarios. E ja agora a minha opcao preferida e' mesmo " mudar de povo".

Daniel Santos disse...

A solução para a crise será domingo no Porto-Benfica e no dia seguinte ou seguintes.

Por esses dias não vai existir crise nenhuma.

mac disse...

A solução? Termos uma III Guerra Mundial; ficava tudo destruído e depois começaríamos de novo (e provavelmente cometeríamos os mesmos erros).
Quando chegar à última semana deste mês, a crise irá ser uma miragem...Afinal vai ser Carnaval.

DANTE disse...

Trabalhar? È uma espécie de guerra não é verdade amigo Ferreira? :D
Este texto 'tá de mais!

Um abraço

O Guardião disse...

Como sou um gajo pacífico, que só obrigado pegou em armas, prefiro nacionalizar esta coisa toda, deixando os gulosos a chuchar no dedo por algum tempo. Claro que depois havia que vender de novo, porque o guito faz falta, e os mesmos gulosos voltariam à cena, com uma trela mais curta, pelo menos durante uns tempos. Quanto ao Furão, nesse eu não me fiava, que o gajo é demasiado escorregadio.
Lá o trabalhar é que não está com nada, eu até já estou reformado, e só faço uns biscates porque o Xocas se lembrou de cortar na reforma a que eu tinha direito, depois de 39 anos de serviço e de descontos bem contabilizados.
Cumps ao som de música do Zeca.

Ferreira-Pinto disse...

Indomável, minha "indy", mas que pessimista que estás ... então, trinta anos sempre seriam trinta anos!

Daniela Major, olha que ... até nem era má ideia. Tinha é que ser na condição de nos juntarmos todos!

Compadre Alentejano com o frio que vai, para aquecer até nem era má ideia!

tagarelas-miamendes muito obrigado, é um registo que nem me sai mas do qual gosto ... e, aqui entre nós, aquele tom professoral que às vezes uso maça!

Daniel Santos 3-1 e não se fala mais nisso?

mac tu nem me fales no Carnaval ... vou ficar sózinho e já antevejo uma semana de jantares mais ou menos livres como eu costumo dizer; dito doutra forma, o pai vira-se para as filhas e pergunta: "vamos jantar fora?"

dante olha que onde eu trabalho mais parece uma guerrilha!

Ferreira-Pinto disse...

O Guardião dado o empate técnico, primeiro nacionalizamos tudo, nomeamos o amigo Ministro do Plano e da Economia, e depois o resto do povo declara guerra!

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Permita-me que lhe diga que Badajoz é demasiado perto. Muitos piraram-se para lá a seguir ao 25 de abril e voltaram num ápice. No meio do deserto , ou numa ilha perdida lá para Vanuattu estraiam bem melhor.
Quanto à hipótese de resolver a crise com trabalho, nem parece seu... trabalhar dá um trabalho dos diabos! Sei que também dá saúde, por isso o melhor é ir aos hospitais recrutar candidatos.

JOY disse...

A guerrazita contra os Estados Unidos, é capaz de não ser má ideia , rentabilizava-se o Casão Militar , as oficinas de fardamento, as fabricas de material de guerra teriam bastantes encomendas, problema do desemprego poderia de alguma forma ser atenuado, talvez , talvez seja uma solução... Quanto ao trabalho, não é de bom tom dar esse tipo de sugestão, costuma-se dizer que o trabalho dá saúde, e a população Portuguesa não está doente para ter de ir trabalhar !

Um abraço
Joy

Joaninha disse...

Ó nobilissimo,

"Funcionária pública?
Para quê?
Para ganhares 1.000€ por mês e andares a trato de polé dos chefes?"

Não, não, não mera funcionária pública o que eu quero mesmo é a gerencia de uma daquelas empresasitas do Estado, tipo olha que tal eu à frente dos destinos da CGD?! hummm? Nâo te parece uma ideia fantastica?

O nobilissimo governa o pais e eu governo a CGD pode ser? please, please, please!

"É que não me apetece nada ser colaboracionista!
Quer dizer, só se pagarem muito, mas mesmo muito bem :)"

Ai mas eles pagam sempre muito bem, e depois ainda podiamos passar-lhes a perna, o que não é dificil, os americanos são como eu, "giros mas não muito inteligentes" e saimos do meio disto tudo como os salvadores da patria, ainda acabavamos com avenidas com o nosso nome e tudo, que te parece?

beijos

Adoa disse...

Garanto-te que se eu pudesse, despedia todos em Portugal. Depois, conforme as qualificacöes comecava a montar as empresas, a fazer políticas, dar trabalho a quem quizesse realmente trabalhar...

Daniel Santos disse...

E eu vou lá estar.

Ferreira-Pinto disse...

Carlos Barbosa de Oliveira, Vanuatu não, que é bom demais. Isso e todo o Pacífico Sul ficava-nos reservado; eles era mais tipo Santa Helena ou assim ...

JOY, pois ... tinha-me esquecido do pormenor do trabalho dar saúde.
Seja, pois, a guerra aos "américas"!

Joaninha, ah, equívoco meu! Eu tinha percebido que a menina queria um lugar, um lugarzito que fosse... mas não, afinal é mesmo coisa à "girl".

Gostei dessa queda para a política aparelhística. A menina promete!

Quanto ao "bonita mas morcona" (é assim que se diz cá na nossa terra, carago!), a menina faça-me o obséquio de se calar.

Não lhe admito sequer ... quem estuda Comunitário e Constitucional é as duas coisas. Mai' nada!

Adoa eh pá, isso não ... então e eu? Desemprego? Porra ...

Daniel Santos lá está, um que anda para aqui a pregar contra o regime mas que respira prosperidade pelos poros todos, raio do burguês!

Havia de ser meio a zero, só para te aborrecer ainda mais.

Adoa disse...

Ó amigo! Por isso mesmo é que o país näo avanca! Todos têm medo de perder o poleiro!

lolol