Olhem só a Bélgica!

Eu hoje vinha aqui com um grande relambório sobre o estudo que o Ministério da Educação realizou e que dá conta da pouca participação dos pais e encarregados de educação na vida e no percurso escolar dos educandos... Mas isto é algo que todos já sabemos, ou não?

No entretanto, ouvi uma notícia e é essa que me dá o mote para o post de hoje. São ambos curtos e incisivos.
O Estado belga solicitou que os demais parceiros europeus tomassem atitudes públicas de repúdio ao conflito Israelo-Palestino e solicitou ajuda humanitária concertada.
Mas os parceiros não se pronunciaram em relação à iniciativa belga.

Sob este prisma, a Bélgica resolveu actuar sózinha e vai já receber as primeiras crianças feridas provenientes da faixa de Gaza.
Aplaudo e calo-me de vergonha!

12 comentarios:

PreDatado disse...

Sócrates está à espera de mais tomadas de posição. Depois vai a reboque e na primeira intervenção publica vai dizer:
"O governo fez o que devia. E o que devia é o que os portugueses estavam à espera que fizesse", naquele discurso redondo e entoado que até parece verdade.

joshua disse...

Quando eu vir a questão curda adressada corajosamente assim como outros diferendos agudos como o Darfur da nossa vergonha; quando houver uma posição veemente e definitiva contra a situação de perseguição política e de miséria grosseira no Zimbabué; quando eu vir na rua manifestações contra o próximo par de Gays e de Adulteras chacinadas na praça pública iraniana, deixarei de olhar para o tão nobre gesto belga como apesar de tudo enternecedora hipocrisia política.

Israel não inventou a barbárie. Outros a praticaram e praticam diligentemente. Sunitas e xiitas odeiam-se e competem com ainda mais virulência que israelitas e os radicais do Hamas e do Hezbolah.

A Europa não tem moral nem virilidade para negociar ou impor coisa nenhuma a Israel ou a um Hamas fora da lei e nem mencionado nem sancionado por quem de direito. Esta nulidade colorida europeia deveria deixar-nos apreensivos em relação ao futuro para quando uma de essas nações antigas como a Pérsia, com sonhos imperialistas e um Islão impositivo e irredutível como Manual resolver retomar os planos de Xerxes e avançar resoluto pelas Termópilas sem que uma vontade, um carácter, uma cultura esteja efectivamente ali para se bater por si mesma, pelos seus valores ancestrais, pela sua cultura da compaixão e da escuta e integração humanizadora do diverso, algo que medrou entre nós para além e apesar das Igrejas Cristãs porque Cristo veio antes e está para além do que elas mediam.

o que me vier à real gana disse...

Boa noite!

Faço o mesmo.

joshua disse...

E mediam mal tantas vezes.

A Europa já não sabe bem quem é e o que quer. Mas sabe ceder e amouchar perante o que a ameaça internamente e externamente: tem medo de dizer abertamente o que pensa do Islão. Tem medo de desagradar ao Islão alemão, inglês e francês dentro dela e tem medo de despertar fúrias e indignações nesse magnífico mármore de civilização que são as Madrassas paquistanesas ou afegãs, o outro Islão ainda fora dela.

Enfim... A Bélgica mal se tem de pé politicamente com os valões a urdirem comer vivos os flamengos e vice-versa, mas claro que as suas lições e exemplos são bem-vindos à voragem que ignora.

tagarelas-miamendes disse...

Junto o meu ao seu aplauso

pedro oliveira disse...

Nós só recebemos os prisioneiros de Guatanamo... isso de crianças necessitadas não é connosco.VERGONHA!

PO
vilaforte

Ferreira-Pinto disse...

Ó povo, vocês tenham lá calma, aquilo lá pelas Necessidades deve-se ter pensado que o nosso dever já estava cumprido com a generosa oferta de receber prisioneiros de Guantanamo.

E, ainda por cima, eu, burro, a pensar que era para irem para uma das nossas prisões enquanto aguardavam por julgamento. Qual quê, está quieta ...

E o nosso Luís Amado, ouvida ainda a Senhora Doutora Ana Jorge, por causa das listas de espera, lá disse ao Primeiro: "Ouvidos de mercador, orelhas moucas!"

Peter disse...

Não te cales. Grita bem alto a tua vergonha!
Na 1ª fila para receber os prisioneiros de Guantamno e assim fazer o favor ao amigo americano.
Possivelmente na última para receber as crianças palestinianas feridas.

Carol disse...

Ó JOSHUA, então não é que eu concordo com o que aqui escreveste?! Algum dia tinha que acontecer! ;)

António de Almeida disse...

Também concordo que se apele a um cessar-fogo, de AMBOS os lados, e não apenas condenar Israel, exigindo-lhe que pare a ofensiva, mas permitindo aos terroristas do Hamas e jihad islâmica continuarem os criminosos disparos sobre população civil. Também concordo com auxílio humanitário imediato, mas Israel terá todo o direito de exigir fiscalizar a carga, porque já vimos guerilheiros do Hamas serem transportados armados, e até dispararem, em veículos da ONU e ambulâncias. Sabemos que os activistas humanitários por vezes não são imparciais. Para condenar o conflito, terá de ser expressamente condenado o autor dos primeiros disparos, o Hamas. No meio a população palestiniana é cobardemente utilizada como escudo pelos fanáticos terroristas, e quando morta cinicamente reciclada em mártires.

lusitano disse...

Ah, mas a Europa "unida" politicamente existe???

Tiro umas coisas de um comentário e mais outras dos outros e concordo com todos, sobretudo pela oportunidade do texto da Carol.

Abraço

Adoa disse...

O governo Português quiz fazer-se de pioneiro em relacäo aos prisioneiros de Guantanamo. (Lambe-botas) Se Portugal for contra Israel como fica a nossa posicäo?

Já viram que näo se pode agradar a gregos e a troianos e sair bem...