Eu mamo, tu ... porta-te como deve ser!

Temos entre nós alguns que adoram de cultivar o dito popular “olhai para o que eu digo, não olheis para o que faço!”.
Aqui o escriba conhece uma senhora que está sempre com esse floreado.
E há dias, juro-vos, tive de contar, não até dez, mas até cinquenta para não lhe ir às trombas!

A "madame" dá aulas no ensino público mas nunca deixou de trabalhar para a empresa da qual se despediu. Nunca pediu acumulação e recebe por baixo da mesa na privada!
E quando não arranjou colocação, venha o respectivo subsídio de desemprego ...

Casada com um médico, vê o excelso marido trabalhar num hospital público, dar aulas numa escola de saúde privada, dar consultas em dois consultórios e ainda a despachar num hospital e numa clínica privada.
E só não dá ela própria consultas, porque as frequentes viagens que faz ao estrangeiro para acompanhar o marido a congressos médicos não lhe deram ainda o traquejo quanto baste!
Mas mete atestado médico para ir passear ao estrangeiro sem que lhe doa a consciência.

A coisa deve ser genética, já que o pai conseguiu transformar uns perlimpimpins comunitários numa piscina.
Esta sua fina consciência social é burilada com uma costela conservadora que a leva a votar nem que o candidato seja um quadrúpede. Ao caso, no PSD. Mas, também conheço quem assim aja com o PS. Não é, pois, por aí.

E ia-lhe eu às trombas porquê?
Não é que o animal, na tal ocasião, me vociferava por causa da empregada doméstica ter pedido que lhe fizesse os descontos de lei para a Segurança Social?
Pode?

16 comentarios:

korrosiva disse...

Eu ir-lhe ás trombas não digo... mas vomitava-lhe em cima!!

salvoconduto disse...

Estranha forma de conjugar o verbo, a única forma que eu conheço é: eles mamam.

João Castanhinha disse...

É o chamado "status" do "quo";)

pedro oliveira disse...

Eu não lhe ia às trombas, mas era capaz de a denunciar.Pouva Vergonha, não encontro outra palavra que seja "chula".

PO
vilaforte

AP disse...

Animais desses há aos pontapés. É o retrato típico do novo rico português.
Ir às trombas não digo, mas, como diz alguém que conheço, dava-lhe uma enrabadela de palavras que passava 15 dias sem se conseguir sentar!

indomável disse...

Olha, já me esquecia dessas amebas tresloucadas que pululam por aí e que depois me vêm aqui à empresa pedir que faça a obra sem factura!
Mas com essas posso eu bem... há tempos respondi a uma que aqui não se faz nada sem factura, que é para depois a senhora não ter de ir para a manifestação gritar que não sabe para onde vai o dinheiro dos seus impostos!
Além do mais, disse-lhe eu, tenho empregados e obrigações que dependem da minha empresa para sobreviver - não quero dar razão a ninguém para me fechar a porta!

É que não há pachorra, sabes?

António de Almeida disse...

Tinha um bom remédio para evitar fazer os descontos para a seg social. Executar ela própria as tarefas doméstica, já lhe saía mais baratinho...
-Pegando a questão pelo lado mais sério, quando afirmo que existe estado a mais, muitos criticam, eis um bom exemplo, mas há muitos mais por esse país fora, existem demasiadas pessoas encostadas ao estado...

Ferreira-Pinto disse...

Sem desprimor para qualquer um dos outros nossos leitores e comentadores, gostaria de esclarecer ao Antonio de Almeida que as críticas que pessoalmente dirijo à sua visão de Estado a menos resulta que, muitas vezes, as suas propostas (levadas ao extremo, note) resultariam no mais absoluto desprezo pelas necessidades sociais de certos sectores da sociedade.

Eu não duvido da bondade das suas propostas, nem da sua seriedade (e já lhe disse que lhe louvo a frontalidade) mas o meu caro amigo terá de convir que infelizmente o nosso modelo e visão das coisas se centram muito no primado do EU.

Neste caso que retrato, para além de eu achar que o Estado em matéria de acumulações, por exemplo, devia dizer pura e simplesmente "Não há" e pagando como devia ser a quem optasse pelo público, e que as penalizações aos prevaricadores deviam ser eficazes e socialmente motivadoras de vergonha, tudo tem muito a ver com a índole da pessoa em causa. Não creio que neste caso, Estado a menos fosse vantagem para o que quer que seja.

Dir-me-á que numa escola privada não faltaria; que na empresa onde trabalhava também e eu até concordo, mas também aí o que não falta são tristes exemplos.

Eu não sou defensor dum Estado omnipresente, sou é defensor dum Estado forte, inclemente nestas situações e que gere respostas a quem delas realmente necessita.

Rendimento Social de Inserção? De acordo, mas ponham os beneficiários a tomarem conta de idosos ou crianças em risco, a limparem valetas ou matas em vez de os mandarem para cursos de formação que não levam a lado nenhum especialmente quando a um se segue o outro!
Subsídio de Desemprego? Absolutamente, mas reforcem os meios de fiscalização.
Acumulação de funções públicas e privadas? Proibidas.
Por exemplo

joshua disse...

Grande Tarantino! Já agora, não me revelas onde mora esse monturo, revelas?!

Ferreira-Pinto disse...

JOSHUA não posso, pá!
E não é por ser cobardolas ...

Zé Povinho disse...

Pode! Há gente que acha que os outros nasceram apenas para os servir e que estão acima de tudo e todos, não importa qual cor que vistam. Desprezo!
Abraço do Zé

Daniel Santos disse...

Pintastes um belo retrato do panorama nacional, baseado nesse grande exemplo.

DANTE disse...

Meu caro Ferreira , eu vou-me abster de comentar porque o que eu lhe fazia não pode ser escrito...
Que dromedária essa tipa!

Um abraço

Compadre Alentejano disse...

Casos destes têm que ser denunciadas para que, de uma vez por todas, se extirpem da sociedade. Essa senhora não deve ser humana, mas sim um animal quadrúpede...
Compadre Alentejano

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Infelizmente, meu caro, conheço alguns casos parecidos. Não só de acumuladoras, como de "sinhoras" que estão sempre a meter atestado para acompanhar os maridos ao estrangeiro.
Apesar de nos últimos meses terem sido detectadas 80 mil infracções na segurança social, esses casos continuam a ocorrer. Quando se tem as costinhas quentes, tudo é permitido. Somos um país de vigaristas, mas estamos sempre a acusar os plíticos de o serem.
esse é, aliás, o tema de um dos post que amanhã vou escrever no Delito de Opinião

Joaninha disse...

Olha meu amigo, só pelo titulo do post já te dava um prémio, pelo conteudo dois ou três e pela conclusão 10 ou 20.

beijos