Epitáfio a Bush

Agora que só se fala em Barack Obama, tomemos uns momentos de recolhimento em memória do defunto Presidente dos Estados Unidos. Em nome da decência humana teçamos-lhe um epitáfio à medida.

Aqui jaz George (Dubbya) Bush, 43º Presidente dos Estados Unidos, eleito graças ao crocodilo da Florida que engoliu os boletins de voto de uma das mesas eleitorais quando o seu irmão Jebb era governador do estado. Texano até à medula, ficará conhecido como o inventor de Bushisms, um dialecto inglês que aglutina várias palavras numa criando todo um novo, e rico, vocabulário, para o qual inúmeros livros de descodificação foram publicados. A indústria livreira e a de souvenirs e memorablia com a sua cara de cartoon, as suas asneiras gramaticais e as suas frases célebres (quem não sabe que latim é o que se fala na América Latina?!) curvam-se ante o respeito à sua memória lucrativa.
Este foi o homem que, não sabendo escrever Afeganistão, e tendo um mapa geográfico mental quadrado se decidiu por invadir o Iraque em busca de gambuzinos com o nome técnico de Armas de Destruição Massiva. Notáveis os seus reflexos, será lembrado como o Presidente que fugiu de uns sapatos voadores mantendo o sangue-frio e a fleuma que não o deixaram engolir a chiclete que mastigava na altura.
O mundo não o esquecerá.

Descanse em paz.

17 comentarios:

o que me vier à real gana disse...

Boa noite!

Bem..., está genial!

tagarelas-miamendes disse...

Com a minha tebdencia obcessiva em defender os oprimidos, qualquer dia ainda conseguem que saia por ai a defender o coitadinho do Bush!
Que deus me livre de cair em tal tentacao!

AP disse...

Quer ele queira quer não vai ser apenas isto que fica para a História... E lendo este texto até que nem tudo foi mau, pelo menos deu para rir!

alexandra disse...

Pois, que reste em paz.

PO
vilaforte

António de Almeida disse...

-Para começar afirmo que fui apoiante desde a 2ª hora de George W. Bush (nas primárias de 2000 o meu candidato era McCain), mas face ao cientista, perdão político Al Gore, não hesitei e preferi W. Bush. Em 2º lugar a questão da Florida não foi assim tão simples, nem original, apenas importante porque foi decisiva, este ano voltou a suceder, mas a diferença era tão grande que os locais em disputa se tornaram irrelevantes. Não vamos entrar pelo caminho da fraude, porque ninguém adivinharia que a Florida iria ser decisiva. Quanto ao mandato houve no começo uma tendência isolacionista, mas depois veio o 11 de Setembro, o dia da infâmia, que mudou tudo. W. Bush foi um popular governador do Texas, muito diferente do estilo que lhe conhecemos na Casa Branca. Foi também o Presidente mais popular da História dos EUA a seguir ao 9/11, mas desbaratou por completo tal popularidade. Julgo que a História o reabilitará, nem terá sido bom, nem tão mau como agora é moda dizer-se, pelo menos ao longo da minha vida já vi 2 piores, Jimmy Carter e George H. Bush.

DANTE disse...

'Chiça'! Se fossem para mim essas palavras doiam mais que uma 'malha de porrada'. Bem 'escrevido'! ;D

Jokas Blonde :)

Carol disse...

Lol Isso é que a nossa BLONDIE estava inspirada!

José disse...

O essencial é que descanse... se é em paz ou não, tanto me faz!

Ferreira-Pinto disse...

Estamos a gastar cera com fraco defunto ... aliás, e contrariamente ao que aqui ficou dito, nem a História o reabilitará, nem ele acreditava nele próprio!

Bastava olhar para aquele ar de gozo com que quase sempre falava, para perceber que o indivíduo, que ainda por cima se encontrava firmemente convencido ter uma missão a desempenhar na Terra por incumbência divina, não acreditava em metade do que dizia!

Joaninha disse...

RIP...

Or not :)

beijos

lusitano disse...

Desde criança que tenho este “problema”, que me leva a colocar-me ao lado daqueles em quem toda a gente “malha”.

Agora, “cum caraças”, calha-me o George Bush, o que realmente não é fácil.

Bem mas a verdade é que o mesmo povo que inteligentemente agora votou em Obama, votou duas vezes “burramente” em Bush. Não me parece coisa muito curial, mas enfim!

O problema da Florida, soma-se a outros idênticos e de sinal contrário, se quisermos pesquisar todas as possíveis “fraudes” que ocorreram nessas eleições e em praticamente todas as dos EUA. Só que desta vez a diferença foi pequena e por isso deu brado.

Lembro-me bem quando James Carter acabou o seu mandato de se dizer que tinha sido provavelmente o pior presidente dos EUA. Pelos vistos o tempo foi-o recuperando.

Se tivermos atenção às chamadas gaffes de Bush chegamos à conclusão que uma grande parte delas são voluntárias, ou seja, mostram um homem que gosta do humor e que até faz humor consigo próprio. É um americano médio que os americanos identificavam como igual a eles próprios.

Reparei ao longo da longa cerimónia de posse, que enquanto Bush ia passando pelo seu staff, mesmo o mais simples, tinha um gesto para cada um que era normalmente respondido com empatia, demonstrando uma ligação para além do formal.

E agora o problema do terrorismo e a guerra.
Gostaria de poder ter visto a reacção de qualquer outro presidente dos EUA perante a brutal mortandade do 11 de Setembro.
É lógico que esse facto, que essas imagens condicionaram fortemente o seu desempenho como presidente dos EUA.
O homem viu o seu país, tão forte e prestigiado, atacado, amarfanhado no seu coração.
Viu o seu povo à mercê de fanáticos que nada impedia de levarem a cabo outra acção do mesmo tipo.
A resposta foi consentânea? Talvez não em muitos aspectos, mas a verdade é que não é fácil “calçar aqueles sapatos”.

O mundo já percebeu que os fanáticos não podem ser tratados como se tratam os criminosos, e outros quejandos, porque as suas motivações ultrapassam em muito o normal na humanidade.
Espero muito sinceramente que as medidas que Obama vai tomar, em vez de apaziguarem, não acabem por dar a essa gente uma sensação de impunidade que os leve a fazer bem pior, numa sociedade que vive agora momentos de esperança, que a pode levar a estar menos vigilante.

A história dará estou certo, mais tarde ou mais cedo uma imagem de Bush diferente daquela que agora é transmitida pelos média que se assanharam contra o homem.
Fizesse ele o que fizesse tudo era mau.

Até em Portugal se representava o homem como se fosse um anão, o que não podia estar mais longe da verdade.

Não sou apoiante de Bush, como não sou de Obama, basta-me a dificuldade de não saber em quem votar em Portugal.

Abraço

Ferreira-Pinto disse...

Neste naipe de comentários e do próprio texo resulta uma coisa preocupante e que não tem nada a ver com George W. Bush, Obama, Republicanos ou Democratas ... e que se prende com o saber-se e assumir-se que existem fraudes em eleições democráticas. Nomeadamente nos EUA.
Talvez um dia fosse um bom tópico de reflexão.

PreDatado disse...

Good bye maria ivone é só o que me apetece dizer ao bush.

Adoa disse...

Que descanse em paz e näo folte mais...

Fernando Vasconcelos disse...

Sendo que num epitáfio é suposto sermos agradáveis para o defunto, estilo ultima palmadinha nas costas antes do inferno, acho que o melhor que ocorreria era deixá-lo em branco.

Aliás se fosse para avaliar a sério a catástrofe da presidência dos "amigos" do sr. Bush não haveria epitáfio que chegasse. Piores presidentes alguém dizia por aqui? Bush nem presidente de São Marino quanto mais dos EUA.

O Guardião disse...

Um retrato fiel de um personagem que merece ser recordado como uma anedota que tornou este mundo mais perigoso, com mentiras que alguns palermas engoliram.
Cumps

António de Almeida disse...

e que se prende com o saber-se e assumir-se que existem fraudes em eleições democráticas. Nomeadamente nos EUA.

-Logo nas primárias, mas ninguém está verdadeiramente interessado em mudar o que quer que seja, verá se os Democratas com maioria no Senado e Congresso farão algo. Não, porque todos querem a política espectáculo, que rende mais mediaticamente, veja que até as primárias estão condicionadas, os últimos estados a votarem normalmente já escolhem de forma táctica, enquanto os primeiros escolhem de forma livre. Por vezes acontecem problemas, em 2000, em 2008 nos Democratas, mas já todos esqueceram, em 2012 será rigorosamente igual, o princípio é que mesmo que exista uma fraude de milhares, ela perde importância face aos milhões de eleitores, por vezes pode não ser bem assim...