E se o sistema rebentar?

Em dois dias 85.000 pessoas, por esse mundo fora, ficaram a saber que iam ficar sem trabalho.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) admite que a actual crise arraste mais 51 milhões de pessoas para o desemprego.
Face a este quadro desolador que soluções nos apresentam?

Em Portugal, mas não só, pois também nos EUA a nova Administração aponta para aí (embora numa proporção diversa), a solução passa por privilegiar obras públicas de envergadura que obrigarão a recorrer ao crédito. Isto é, mais endividamento.
Os apoios às empresas têm sido quase todos à Banca.

E por esse mundo vêem-se governos a injectar milhões nas empresas.
E estas o que fazem? Pedem mais milhões e despedem aos milhares.
Ora, digo eu, se é para isto, então os tais milhões que sejam destinados a apoiar quem fica no desemprego e deixe-se ir à falência quem tiver de falir.
Paralelamente, e no quadro da União Europeia, assuma-se duma vez por todas que a coisa é a doer e deixemo-nos de brincadeiras. Feche-se o espaço económico e exija-se a devolução dos incentivos dados às empresas de comportamento “beduíno”.

A outra solução, baixar impostos parece-me razoável mas num quadro de um novo comportamento ético de muitas empresas. E dos governos, também.
Há quem assevere que assim se potenciava investimento e disponibilizava mais dinheiro para incentivar ao consumo.
Mas, pergunto eu, não foi por esta via que, em parte, se chegou a este triste estado de coisas?
Sim, porque isto foi cada um à sua medida.
Uns endividavam-se para ir de férias às Caraíbas ou a patroa encher as mamas de silicone; outros para comprar acções e mais acções …

Face a tudo isto, se o sistema falir que iremos fazer?
Já pensaram nisso?
E que concluíram?

22 comentarios:

korrosiva disse...

O meu sistema está absolutamente falido, as mamas não são de silicone, não fui às Caraíbas passar férias e ainda não recebi o ordenado!

Deve ter falhado em qq coisa :{

o que me vier à real gana disse...

Excelentes reflexões, amigo Ferreira Pinto!
Igualmente de excelência são as questões k aqui coloca.
Não, entre outras, as medidas a tomar passam mesmo por uma valente injecção de confiança nos mercados. Confiança em quem investe, para que crie emprego; confiança em quem consome, em quem tem ainda emprego, confiança de que o não vai perder.... Como, um caso a estudar com doses elevadas de idoneidade e acuidade. Acredito que a s/as soluções a não longo trecho serão encontradas. As vias, redução de impostos/investimento público são tb soluções... para coadjuvar.
PS Cuidado com a redução de impostos, pelo k disse e algo mais; cuidado com os exageros nas obras vistosasmas de utilidade duvidosa e alegadamente prejudiciais ao ambiente!

Outro PS Apetece-me dizer que o "dinheiro de esquerda" salvou o "dinheiro de direita". Apetece-me, pq é verdade... pelo menos para mim.
Capitalismo selvagem; neo-liberalismo; ausência total do na Economia Estado; privatização da saúde e da educação?... Não, obrigado!

Abraço

AP disse...

Se os dinheiro disponibilizados pelos governos à banca não chegou ás empresas, nem aos cidadãos, que tal ir pela diminuição de impostos, para o primeiro caso, e pelo aumento dos salários no segundo?
Cada vez mais me recordo do que fez a Ford em 1913 para aumentar a produtividade e rotação de pessoal: em vez de pagar uns míseros 15 cêntimos por hora aumentou para 5 dólares por dia. No caos e crise que se instalava, mesmo durante a crise financeira de 1929, a Ford cresceu e muito, ao mesmo tempo que criou a classe média. Na mesma época o fundador da Chrysler (se não estou em erro) afirmava que a classe operária era o óleo que fazia o motor da democracia funcionar, pelo que tinha de ser estimada.
Não haverá lições a guardar destas histórias? Será que no séc. XXI ainda não aprendemos que o consumo é o segredo de qualquer economia e este só funciona com uma classe média com poder de compra?

pedro oliveira disse...

Excelente post/reflexão, as perguntas que fazes no final deviam ser as guias mestras de quem pode mudar algo, mas quando temos um PM mais preocupado com as campanhas negras do que com o orçamento rectificativo, está tudo dito. Salve-se quem puder .

PO
vilaforte

António de Almeida disse...

Face a tudo isto, se o sistema falir que iremos fazer?

-SE? O sistema caminha a passos largos para o abismo, caro Ferreira-Pinto, não se pode gastar aquilo que não existe, nem vivermos acima das possibilidades. Os governos ainda não perceberam que as respostas à crise estão erradas, para começar nunca deveriam ter procurado salvar bancos, garantir depósitos seria outra conversa, já os investimentos em fundos (tóxicos) era deixar ir pelo cano. A partir daí o sistema ajustava-se, com desemprego e falências è certo, mas a realidade é que todos os governos injectaram em simultâneo dinheiro na banca, não resolveram problema algum, criaram lastro financeiro para servir de base que provavelmente se revelará insuficiente, e os maus players irão continuar no mercado, veja-se em Portugal o BPN e BPP, eram para custar umas centenas de milhões de Euros, já vão em milhares. Também as garantias do estado à banca, por terem sido concedidas por todos os estados, resultam em soma nula, agravando-se o rating do próprio estado. O modelo social e económico europeu tem os dias contados, daqui a uns tempos a UE não terá dinheiro nem para pagar salários, a solução será o BCE colocar as rotativas a trabalhar na impressão de papel, mas o resultado será a desvalorização do Euro, poderá até ser o fim da moeda única se alguns governos optarem pelo cada um por si. Vejam-se os actuais problemas do BCP, os accionistas, Berardo e outros, estão descapitalizados, das duas uma, o governo entra no capital do Banco (a que preço? mais dinheiro do contribuinte que poderá fazer falta para outros fins...) ou permite-se a entrada de capital estrangeiro, Angola e outros. Fala-se nas off-shores, sabem porque existem? E continuarão a existir, não tenham dúvidas, ou acreditam que ilhas Caimão e outros irão abdicar da sua fonte de rendimento? Pelo excesso de impostos que serve para financiar a despesa pública. Enquanto não perceberem isto, não iremos a lado nenhum, o colapso irá obrigar ao fim de tal modelo. A realidade pode ser dura, mas particulares e governos andaram a gastar o que não tinham, alguém terá de pagar, não foram os bancos os criadores do problema, fomos todos nós quando comprámos a crédito, ou pensavam mesmo que poderiam continuar a trocar de casa com frequência, de carro, computadores e tudo o mais? Cheguei a assistir à criação de associações de direito ao crédito, faltou querem consagrar constitucionalmente tal estupidez, hoje já nem se ouve falar em tais idiotices. Desconheço o futuro, mas sei que o capitalismo continuará a existir, o socialismo não serve, porque nos torna escravos, um número ao serviço dos governos, como robots, mas a Humanidade aprenderá dolorosamente esta lição, e retirará consequências futuras.

lusitano disse...

Se calhar vai ser preciso bater mesmo no fundo, para depois vir uma ordem nova.

Abraço

Ferreira-Pinto disse...

KORROSIVA em tudo o que disseste, verdadeiramente mau é ainda não te terem pago o salário!

Eu o silicone também não tenho, a não ser como vedante na banheira, banca, lavatórios e afins; já das Caraíbas, fui lá uma vez e paguei a pronto e na hora mas, se queres que te diga, a maior parte do povo vai como turistas (não como viajantes), aos mesmos sítios onde vai toda a gente, não sai do hotel, faz as mesmas excursões ...

o que me vier à real gana, eu também ando por essas veredades, mas interrogo-me quando surgirá um visionário ou quando nos levantaremos em uníssono contra este estado de coisas!

Ferreira-Pinto disse...

AP A via que o amigo aponta é uma das possíveis. Contudo, em 1913 e 1929 as pessoas estavam disponíveis para fazerem sacrifícios e os “tycoons” da época não eram gananciosos como os de hoje!
Hoje, queremos tudo para ontem e até o investimento é feito com base no mais rápido retorno possível. Não pode ser, acho eu.
Concordo com a essência do dito que aponta para a necessidade de estimar o óleo do motor da democracia, no fundo, as pessoas.
Apostar no consumo, sim mas com regras e moderação. E isso exige uma nova mentalidade … uma que não faça da posse dumas sapatilhas NIKE ou dum cinto BURBERRY um sinal essencial de que se é alguém na escala social!

PEDRO OLIVEIRA plenamente de acordo com a questão das prioridades. Mas também temos de convir que: sendo culpado, quererá resistir; sendo inocente, se sinta ofendido e aviltado!

Ferreira-Pinto disse...

António de Almeida parcialmente de acordo, como sempre! Mas ainda bem que assim é, pois é da contradição que avançamos. No fundo, encaro estes meus momentos dissonantes consigo numa perspectiva de dialéctica hegeliana!

Não se pode gastar aquilo que não existe, nem vivermos acima das possibilidades?
Certo.
Os governos ainda não perceberam que as respostas à crise estão erradas?
Correcto.

Não salvar bancos e apostar em salvar depósitos?
De acordo.

Que a partir daí o sistema ajustava-se, com desemprego e falências é certo … eu quero admitir que sim, muito embora pergunte qual a viabilidade económica e até social de uma economia e de um Pais em que, por exemplo, em vez de 500.000 existissem 1.000.000 de desempregados?
Por exemplo, imagine o amigo que algumas propostas que em tempos se escutaram de avançar com uma redução de 50% na Administração Pública, tinham avançado mesmo?
Essas pessoas iam para onde?
Fazer o quê?

E agora admita um cenário de 1.000.000 de desempregados; quantos anos demoraria a Economia e o sacrossanto sector privado a absorver 75% desse número, por exemplo?
E isso seria feito mantendo o mito que uma pessoa como eu, que vou fazer 45 anos, sou velho para arranjar trabalho?

Que o modelo social e económico europeu como o conhecemos tem os dias contados, posso até admitir e concordar consigo mas não creio (desculpe e não é por embirração) que a fórmula que aponta resolva tudo.

A fórmula que aponta funciona no plano teórico, pois quando lhe mete o factor humano está, no fundo, a dizer que regressamos aos primórdios da Revolução Industrial. Com mais conforto, mais tecnologia e isso tudo, mas onde uns poucos viveriam acantonados em bairros fortificados e a maioria vegetaria em bairros de latão!

Quando aponta as Caimão, por exemplo, elas existem por causa do capitalismo, não do socialismo. Aliás, são muito usadas, por exemplo, pelos EUA para subvencionar empresas suas que exportam.
As off shore, que eu saiba, foram uma criação do Império Britânico.

Se me disser que a economia planificada não funciona e que é esse socialismo contra o qual se bate, eu concordo consigo.
Mas não quando pura e simplesmente pede a desregulamentação absoluta do mercado e que se deixe o capitalismo ditar as regras.
O meu caro, bem sabe, o que isso significaria.

DANTE disse...

Se isto falir Ferreira , pedimos uma injecção de capital!

Um abraço

António de Almeida disse...

Caro Ferreira-Pinto

-Para mim o livre mercado não é um fim, mas um meio, quando afirma que muitos poderiam ficar excluídos tem alguma razão, excepto num pormenor, a "ganância" dos que produzem e têm de vender para obter lucro, necessita de consumidores, ora estes nunca poderão estar na miséria, de contrário não consomem. O crédito fácil, e excessiva regulação dos produtos e sistemas financeiros (ao contrário do que nos tentam vender por estes dias), conduziram à catástrofe económica. As políticas sociais (a Fannie Mae e Freddie Mac não eram outra coisa, para permitir ao americano médio comprar casa, quando na realidade ele deveria alugar) mesmo nos EUA criaram a distorção do mercado, a taxa de juro artificialmente baixa fex o resto. A política não deveria interferir na economia, excepto talvez de forma resdual, uma taxa social que todos pagaríamos para acudir aos verdadeiramente necessitados (deficientes, acidentados, catástrofes súbitas), o mercado auto-regula-se. Mas a realidade é que não existe mercado, o protecionismo é regra e tem escola. Fala nos nossos funcionários públicos, respondo-lhe com a França, ainda está pior, ao contrário de Espanha, que passará por uma fase dolorosa, mas brevemente retomará um crescimentop pujante, deixando-nos a milhas de distância. Mesmo nos EUA, existem gastos governamentais excessivos, os custos com a Defesa vão para lá do imaginável, injustificadamente diga-se, os gastos com petróleo são um absurdo, e eu nem acredito nas eco-tretas do Al Gore, para evitar desemprego injecta-se dinheiro na GM, Ford e Chrysler, mas não existirá modernização, irão continuar por agora a produzir os mesmos mastodontes, logo será dinheiro deitado à rua, a Alemanha segue outra opção que irá dar ao mesmo, subsidiar a aquisição de viaturas para manter os níveis de produção, ora os níveis de produção há muito que ultrapassam as necessidades do mercado, seria necessário ter apostado no desenvolvimento dos países africanos, e alguns asiáticos, para alargar a base de consumidores, mas isso não se consegue com políticas protecionistas. O problema não reside na falta de legislação e regulação, mas no excesso, o que falta é liberdade.

Compadre Alentejano disse...

Em Portugal deve haver, neste momento, mais de 500.000 desempregados e cerca de um milhão de "mal-empregados". A crise é tremenda e não se vê "luz ao fundo do túnel"...
Recorde-se que, antes de chegar esta crise internacional, já nós cá tínhamos uma grave crise interna, provocada pela preocupação com o défice...

Peter disse...

"se o sistema falir que iremos fazer?"

Essa é a minha maior preocupação, que me tem trazido afastado dos blogues e sem vontade para abordar outros assuntos de somenos importância.

- Acreditar em quem?
- Como readquirir a confiança perdida e sem a qual a economia não pode arrancar?

Anda tudo para aí preocupado com o "caso Freeport", quando o que a mim me interessa é SALVAR O PAÍS.

Coesão e união é do que o país necessita. Não percebo muito destes assuntos, mas penso que não seria descabido o PR dissolver o Paralamento e procurar avançar para um Governo Presidencial de Salvação Nacional, englobando todos os Partidos.

Ferreira-Pinto disse...

Meu caro António de Almeida eu bem sei que para si o livre mercado não é um fim, mas um meio; eu não sei é se existiriam muitos mais dispostos a ver as coisas por esse prisma.
Chame-me pessimista ou adepto de Thomas Hobbes, mas as teorias da bondade inerente e inata ao Homem não me cheiram!

O meu caro levanta uma outra questão, extremamente interessante, e que se prende com a questão de quem está na miséria, não consome.
Eu, conforme sabe, não sou economista mas tenho presenteado amigos com o cenário que agora aqui lhe deixo e eles, como se costuma dizer, aos costumes dizem nada.

Ora veja:
Um dos argumentos usados pelas multinacionais para abandonarem, por exemplo, Portugal é (ENTRE OUTROS) o custo da mão-de-obra; e lá vão elas alegremente para a China, o Vietname, a Indonésia, as Filipinas e por aí fora.
Aqui deixam, imagine, 5.000 desempregados que ganhavam 700,00€ e passaram a receber o subsídio de desemprego; lá empregam 3.000 empregados (pois a ausência de regulamentação permite maiores cargas horárias) e pagam-lhes 100,00€.
Isto, contas assim por alta, representa uma diferença significativa.
E, no entanto, o produto continua a ser vendido ao mesmo preço ou até com um ligeiro acréscimo por causa dos custos de transporte, por exemplo.
Ora, e pegando no caso das sapatilhas da ALL STAR (das quais gosto imenso, mas desde que a NIKE comprou a empresa já lhes torço o nariz), um desempregado já pensa duas vezes, ou até dez, antes de se meter no assunto, não?
Paralelamente, e tirando o caso de uma percentagem da China, o crescimento da classe média nos novos países não compensa a perda de poder de compra dos outros.
E? Ficamos, pois, em quê?

Quando diz que a política não deveria interferir na economia, excepto talvez de forma residual eu estou tentado a dar-lhe razão desde que isso fosse compensado com uma Justiça célere e eficaz que punisse exemplarmente falências fraudulentas, por exemplo; e que se acabasse com subsídios e isenções fiscais às empresas; e que comércio livre não se traduzisse em concorrência desleal …

Curiosamente, e quando fala em apostas em novos mercados também concordo consigo conquanto não se negoceie com regimes corruptos, nem se tenha uma política de dois pesos e duas medidas; e se aposte também em políticas de micro-crédito, por exemplo.

E quando diz que o problema não reside na falta de legislação e regulação, mas no excesso esqueceu-se de aduzir outra questão: o cumprimento da legislação! Esse é que é o busílis da questão.
O poder legislativo legisla abundantemente apenas e só para com um novo diploma tentar colmatar o incumprimento do anterior.

Ferreira-Pinto disse...

PETER a nossa arquitectura constitucional torna isso virtualmente impossível; isso e a irresponsabilidade dos nossos (?) políticos!

Adoa disse...

Óh meu amigo! Há sempre várias solucöes!

- Se este sistema estiver mesmo a ir abaixo, é muito provavel que alguém näo queira perder o muito que ganhou: a mamice, o tacho, etc, e acabe por dar a volta à coisa.

- Se este sistema for abaixo pode-se sempre arranjar outro! E aí, claro que alguém também, provavelmente os mesmos, väo sair a ganhar ainda mais...

- A solucäo provavelmente mais rápida e fácil será de arranjar uma guerra. Já foi solucäo noutras vezes, näo haverá problema algum da parte das comunidades internacionais de voltar à mesma solucäo...

É o que temos...

Daniel Santos disse...

Infelizmente e dado o vicio do sistema, só lá iremos com o investimento publico.

O Guardião disse...

O sistema esboroa-se a cada dia que passa e quem manda no sistema está a acautelar o futuro guardando o guito em diversos locais e prepara-se para cavar ao primeiro sinal de confusão. A confusão começa a dar os primeiros passos, e o desemprego é a mola que vai conduzir à falência do sistema que já foi sangrado para acudir aos poderosos.
Será que há alguma saída mais ou menos airosa como na década de 30? Duvido muito, mas espero que pelo menos não voltemos aos sistema ditatoriais que infestaram a Europa e a Ásia depois da crise dos anos 30.
Cumps

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Esperemos que não seja preciso um remédio igual ao da Crise 29, que apenas se resolveu com uma guerra, meu caro.
E quanto à redução dos impostos, sinceramente não acredito. Lembro-me sempre para onde foi o graveto quando o governo decidiu baixar o IVA nos ginásios e SPAS.
A verdade é que a crise só se resolve reanimando o consumo e para isso é preciso que as pessoas tnham dinheiro para gastar, por isso a descida do IRS talvez não seja má ideia.Em vez de deitar dinheiro para cima das empresas, é preciso reajustar os salários, mas isto é uma pescdinha de rabo na boca.

PreDatado disse...

Já reparou, meu caro Ferreira-Pinto que ainda não houve um único comentador da televisão paga por todos nós, a pública, nem da televisão paga por todos nós, a privada (ai não que não pagamos), que analise a situação actual como a falência do sistema capitalista. Sabe, meu caro, falência de sistemas só há o do socilaista, está mais que provado. Para o outro vão-se arranjando uns eufememismos e uns culpados avulso. É o capitalismo, estúpido, quase que nos apetece dizer, não acha?

Joaninha disse...

Ferreira,

Então? Tu é que és o chefe! Diz-me tu qual é a solução!

Que o sistema está no leito de morte está. Que as obras públicas não são solução, pelo menos aqui no burgo, também já se provou, não o são pelo menos a longo prazo...E Então?

Diz-me tu.

Beijos

JOSÉ disse...

ISTO É RESULTADO DA CRISE FINANCEIRA
TAMBÉM É RESULTADO DESTA VERGONHA NACIONAL E MESMO MUNDIAL, NEM NOS PAÍSES QUE SE DIZEM DO 3º MUNDO; O QUE ESTÁ ACONTECENDO NA BANCA PORTUGUESA!...
- VEJAM O EXEMPLO QUE O BCP ESTÁ A DAR AO PAÍS, EM QUE O BANCO DE PORTUGAL TAMBÉM TEM CULPA:
- CONTINUA A EXTORQUIR E A SAQUEAR DINHEIROS DAS CONTAS DAS VÍTIMAS (CLIENTES) SILENCIADAS E INDEFESAS, DANDO SEGUIMENTO PARA O BANCO DE PORTUGAL COMO SENDO DÍVIDA DE INCUMPRIMENTO (CRC) DO CLIENTE. ASSIM DESTA FORMA O CLIENTE FICA CADASTRADO NO BANCO DE PORTUGAL PARA TODA A SUA VIDA, NÃO PODENDO FAZER QUALQUER MOVIMENTO BANCÁRIO... ENQUANTO OS PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS CONTINUAM INTOCÁVEIS E AINDA GOZAM...
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