Sócrates esbofeteia PR, mas vai levar ...

Uma parte do PS decidiu que estava na hora de mostrar os dentes ao Presidente da República.
Se calhar, e farto de levar nas orelhas, Sócrates, que já devia ter o famoso “moleskine” cheio de recados presidenciais (e quem pensar que Cavaco Silva é um santo, ou tem memória curta ou é anjola), decidiu que ia para a guerra.
Penso que se enganou. E bem.
E, com jeito, fez o que Cavaco queria.

Aliás, eu que serei dos poucos portugueses que nunca entregou um voto que fosse a Cavaco Silva, penso que o nosso Presidente da República está a fazer nem mais, nem menos que os seus antecessores. Um primeiro mandato sem muitas ondas, onde se abre portas à reeleição mas já a lançar sementes que procurem criar condições a que a família política regresse rapidamente ao poder.

Atento este desiderato, e quando tudo aponta para que Sócrates ganhe com maioria relativa, ter dado uma bofetada destas em Cavaco Silva pode sair muito caro.
Imagine-se um cenário em que não é possível estabelecer pontes de governação com o BE (pessoalmente tenho alergias a qualquer coligação com o PCP e mesmo com os bloquistas) … ou em que a fuga para a frente se faça à Direita com o delirante Paulo Portas?
Um Governo assim dura quê?
Este é, seguramente, o primeiro cenário em que Cavaco Silva joga e prepara eventualmente a sua retaliação … atómica. Dissolver o Parlamento.
Um outro cenário, mais improvável, é o de tanto Sócrates como Cavaco, embora cada um por razões diferentes, procurarem que a ruptura e o uso daquela arma de destruição maciça se faça antes do fim da actual legislatura.

Sócrates porque podia querer armar-se em vítima, num mimetismo de Santana mas sem que se vislumbre qualquer coerência nisso ou hipótese de ganho!
Já Cavaco, se a situação económica e social se agravar substancialmente, podia ver aí uma janela de oportunidade.
Não sei é se o PSD percebe isso!

Seja como for, afrontar o Presidente da República por causa do Estatuto dos Açores é uma tolice ainda pior que aqui as nossas ideias tontas.
Aliás, ainda ontem o DIÁRIO DE NOTÍCIAS dava conta que as tensões atingiam o próprio Secretariado do PS.
Ora, sabendo-se que este é o órgão colegial mais restrito e onde em princípio têm assento os notáveis dos notáveis ou os fiéis dos fiéis, está tudo dito quanto ao tamanho da asneira.

O coro dos incomodados passa por Vitalino Canas que disse sem dizer, Vital Moreira, António Vitorino, Vera Jardim e até Jaime Gama.
Começa a ser fruta a mais e ou muito me engano ou ainda vamos ver António Costa a liderar o PS antes do tempo!

26 comentarios:

joshua disse...

Deus te oiça. Costa, qualquer coisa, menos esta tuberculose mórbida da política chamada Sócrates, nada maisq que um delirante autodeslumbrado tiranóide de serviço ao serviço de sondagens e do faz de conta.

É bom que, somada à lenha que já tem, arranje ainda mais para se queimar.

Ferreira-Pinto disse...

Tomei agora conhecimento que também Santana Lopes defende, mais coisa, menos coisa uma cenário idêntico ao que aqui lanço.

Do sítio da TSF, respiguei o que segue:
Santana Lopes acredita que o PS vai tentar antecipar as legislativas de 2009, uma vez que entende que "este calendário não é nada cómodo" para José Sócrates e que por isso o PSD tem de se preparar para esta eventualidade.

À margem da evocação do 28º aniversário da morte de Sá Carneiro, o ex-primeiro-ministro recordou que a proximidade dos vários actos eleitorais marcados para 2009 para o actual chefe do Governo.

"Admito que pode haver uma tentativa melhor ou pior fundamentada, mas quero admitir que será bem fundamentada, de mudar esse calendário eleitoral. Estou convencido de que isso pode acontecer e de que o partido tem de se preparar para isso", explicou.

Para Santana Lopes, os socialistas estão já a "esticar a corda com o Presidente da República na questão do Estatuto dos Açores" e que não será "indiferente esse esticar da corda a questão do calendário eleitoral para 2009".

"Se o primeiro-ministro chegar ao pé do Presidente da República, apresentar a demissão do Governo e disser ‘quero eleições’, na actual situação, a poucos meses do fim da legislatura, qual é o poder de reacção do Presidente da República?", perguntou.

"Dizer que não, nomear outro governo, o Governo não passar no Parlamento e esse Governo ficar em gestão, haver uma bipolarização intensa entre Presidente da República e primeiro-ministro?", adiantou.

Santana Lopes frisou ainda que o PSD tem de assumir um maior protagnismo numa altura em que o debate se concentra, na sua opinião, de forma "excessiva" nos "sectores da chamada exterma-esquerda".

O ex-líder social-democrata considerou que o Bloco de Esquerda e o PCP são os partidos que "mais se opõem, quem mais eco tem na sua posição à governação do PS".

"Temos de estar atentos para não corrermos o risco de que o PS apareça como grande opositor e o campeão das reformas face a quem se opõe a essas reformas, que são esses sectores do PCP e do Bloco e uma ala maior ou menor do PS", explicou.


Face ao que Pedro Santana Lopes disse, quero aqui asseverar que eu não sou conselheiro de imagem de Santana Lopes e que não sabia que Santana lia o NOTAS!

António de Almeida disse...

Sócrates porque podia querer armar-se em vítima, num mimetismo de Santana mas sem que se vislumbre qualquer coerência nisso ou hipótese de ganho!

-Como Santana Lopes afirma e bem (ele é bem melhor a comentar do que a agir, nunca deveria ter deixado de ser comentador), José Sócrates poderá estar tentado a forçar a dissolução procurando uma maioria que face ao actual desnorte do PSD seria mais fácil de obter do que em Outubro, sabem-se lá os efeitos da crise, e ainda tinha o bónus de calar os problemas da educação atirando tudo para a próxima legislatura, certamente com outro titular no cargo.

Já Cavaco, se a situação económica e social se agravar substancialmente, podia ver aí uma janela de oportunidade.
-Aqui é que tenho dificuldade em perceber a vantagem de Cavaco Silva alinhar, será mais fácil enviar o diploma para o Tribunal Constitucional onde será previsivelmente chumbado, se por um lado não obtém uma vitória políca, por outro é certo que o PS ficará com uma derrota sem poder responsabilizar o P.R., julgo que este cenário será mais favorável a Cavaco, e até de certa forma ao PSD. Quanto a coligações pós eleitorais continuo a pensar que será previsivel o bloco central, cenário que ninguém pode obviamente admitir em qualquer dos partidos, por isso vão surgindo notícias de possiveis entendimentos à esquerda e à direita.

Ferreira-Pinto disse...

Caríssimo ANTÓNIO DE ALMEIDA é óbvio que o segundo cenário que lancei para cima da mesa, e quando escrevi o texto estava longe de imaginar o que ia Santana Lopes dizer, faz parte de uma conjuntura difícil de perceber numa situação de maioria absoluta.

Contudo, não posso deixar de referir que Jorge Sampaio, apesar de existir uma maioria absoluta no Parlamento, tomou a decisão que tomou estribado na degradação da própria coligação (num cenário alimentado pelo próprio Paulo Portas que parece que ou por si ou por interposta pessoa fazia chegar queixas recorrentes a Belém) e se calhar na própria probalidade de Santana não conseguir ganhar as eleições.

Cavaco Silva aparentemente não tem nada a ganhar, excepto se as movimentações do diálogo à Esquerda resultarem em ruptura no seio do PS (não acredito, mas ...), se a conflitualidade social se agravar ao ponto de não retorno e se o PS se recusar a apresentar um nome alternativo a Sócrates. Tudo isto somado poderá ser a tal janela de oportunidade que leva a que o próprio Santana peça às suas tropas (Distrital de Braga, por exemplo) para estarem quietas.

Ferreira-Pinto disse...

Meu ilustre JOSHUA o busílis da questão está em que, aparentemente, parecemos estar acantonados como na 1º República ... os delírios dos amanhãs que cantam à Esquerda (de que ainda recentemente o XVIII Congresso do PCP foi sobejo cortejo) e os maniqueísmos bloquistas só servem, na minha modesta óptica, para emperrar e empurrar para o abismo ... do lado de lá, já se sabe que o PP, nesta versão, o que almeja é um mercado, um nicho de influência que lhe permita uns negócios e o PSD, a avaliar pelas últimas sondagens, afunda-se a pique.

Nota que não quero com isto dizer que à Nação nada mais reste que voltar a deslumbrar-se com Sócrates (e tens de admitir que a maioria absoluta que o PS nunca teve, veio de algum lado), mas que o cenário de ingovernabilidade é crescente, lá isso é ...

Tu que alvitras por aqui?

joshua disse...

Alvitro que as sondagens são um fenómeno a relativizar porque as bolsas de amostra retêm escolhas conjunturais apressadas e não espelham a sólida ponderação que um cenário de crise económica, de crise de valores, de crise moral exige ao voto.

Como Sócrates não é reserva Moral absolutamente nenhuma nem Cavaco [omisso e fraco], pelo contrário, e tem pretensões hegemónicas dentro de uma espécie de agremiação corporativista dentro do PS e que deu de mamar ao Vara, deu de mamar ao Fernando Gomes e deu de mamar ao Jorge Coelho, e a tantos outros, duvido que clarificado o cenário eleitoral das lideranças partidárias, um povo bem informado o retome.

Um pouco mais de realidade e menos de fantasia, um pouco menos de conflitualidade social e mais multilateralismo nesta governação, um pouco mais de vertente social e de mais verdade praticadas e, juro, até eu votaria Sócrates. Mas o caminho seguido foi horrorosamente decadente de autismo, de insensibilidade, de supressão das liberdades e da participação alargada de vozes e actores na democracia. Se Cavaco foi o eucalípto da democracia, Sócrates é o Ácido Sulfúrico dela, o exterminador implacável dos melhores frutos da democracia pós-vinte e cinco de Abril: serviço público puro, sentido de Estado, respeito pelas instituições e sociedade civil. A degradação socratina é uma tragédia que deixa a Espanha de Zapatero envergonhada de malícia e oportunismo de Sócrates. Como é possível, deve ele pensar, que ao lado haja um primeiro-ministro tão mentiroso, cruel com o seu próprio povo, megalómano e um desastre em matéria de gestão económica, uma vez que a opressão económica, no caso português, é uma opressão fiscal e um cerco do sistema bancário que matou de consumismo e de falácia a minha geração?

A ingovernabilidade é um grande feito de Sócrates, que veio para lançar sentimentos e moções de sentido negativo, fraturando uma nação proverbialmente pacificada, coesa. Enquanto dividiu tudo e todos, vai colher reinar pouco e mal.

As oposições e as insatisfações gigantescas e crescentes das gentes não vão encontrar outros alvos em quem descarregar descontentamento senão no Sócrates pronto-socorro do BPP e fautor de cortes sornas nos subsídios de desemprego e nas reformas miseráveis de tantos portugueses.

Em suma, o clima é de guerra aberta e generalizada, de desgaste de Augusto Santos Silva, de Sócrates e dos demais agentes de governação. No meu caso, combato um PS desastrado com a dimensão social, uma nulidade no plano das reformas, feitas por um estilo arcaico e improdutivo de impositividade e não por persuação e razoabilidade. Combato um PS dos interesses e da corrosão do Serviço Público e do sentido de Patriotismo, nele degradado e venal, pronto a vender Portugal a Espanha por um prato de lentilhas.

Combato contra Sócrates, mais bruto, mais ignorante, mais boçal em face das pessoas do que o próprio Cavaco ignorante dos X Cantos de Os Lusíadas.

E tu, qual te parece a saída derradeira de este labirinto nacional que está e mais se perfila adiante?

korrosiva disse...

Desde que o Socrates arrume as botas e não me ponham lá a MFL, eu já fico contentinha..

Para já sinceramente não vejo nenhuma luz ao fim do tunel!

Ferreira-Pinto disse...

Se queres que te diga JOSHUA, e sem mais rodeios, a solução passaria pela ousadia de se fazer a tal reformulação telúrica do arco constitucional.

Mas aí não creio que haja nem coragem, nem verticalidade suficiente para a levar até às últimas consequências.

Não sei se recordas que AQUI já andei a divagar sobre uma forma possível de provocar o tal terramoto ... mas, tenho de o admitir, não o creio possível.

Desde logo, porque embora existam porventura muitos como eu que, até militando nalgum partido, não têm a força suficiente para começar por dinamitar os interesses instalados.

E como eles são múltiplos ... tu mete-te aí a ver como são feitas as listas para a tua Assembleia de Freguesia e logo verás o que alguns são capazes de fazer por um "triste" e humilde lugar de eleito àquele órgão.
Imagina agora tu quando as sinecuras estão no topo da escadaria ...

Outro cenário hipotético é a ditadura de que Manuela Ferreira Leite falava. Indesejável mas sabe-se lá ...

Finalmente, a conformação porque sem a tal ruptura a alternativa que resta é fazer suceder ao PS o PSD que, recordo-o, neste momento é chefiado por uma Manuela Ferreira Leite a quem os estudantes mostraram o rabo, que enquanto ministra inundou as escolas de tarefeiros, que enquanto responsável das Finanças deixou o défice ir para onde foi, se meteu em operações de duvidosa legalidade e certeiro prejuízo público de venda de créditos, que também ela lançou as bases da reforma da Administração que agora esmaga uma parte dos portugueses, uma Manuela Ferreira Leite que, qual oportunista, agora se põe na rua se preciso for ao lado dos professores mas há tempos atrás ameaçava que esbofeteava Sócrates se este recuasse na mesma avaliação ...

É isto que me impede ainda de chegar ao radicalismo que apregoas, porque não acredito nestes vendilhões que hoje predicam uma coisa para amanhã praticarem outra.

No Sócrates admirei-lhe a frontalidade, a firmeza e a certeza da necessidade de reformar a Nação de alto abaixo.

Continuo a pensar assim, mas não admito é que estes indivíduos se tenham vendido desta forma e não tenham a coragem de o admitir.
Se a tivessem tido, ao menos sabíamos com o que contávamos.

Eu estou como tu ... tivesse o homem a dignidade de um assomo de ouvir, de se ter livrado de tralha como o Santos Silva, o Pinho, o Lino, a Maria de Lurdes quando ela nitidamente começa a meter os pés pelas mãos (tal como fez com o Correia de Campos que, bem vistas as coisas, queria salvar o SNS mas acabou por se enredar nos jogos dos privados e da ANF) ...

De qualquer modo, não creio que haja solução com os actores que temos presentemente em cena e com os que se encontram à boca da mesma.

Quando abordas Cavaco, basta ver que até Sampaio se indignava ontem com o BPP mas aí o nosso Presidente está mudo e quedo.
Assim como o está com Alberto João Jardim.

joshua disse...

Exactamente. Basta ver a questãozinha do Manuel Sebastião e do Pinho, os desmandos democraticos na Madeira, no primeiro caso, o PM moralizava logo ali a questão, mas não: há uma ética para o cidadão e outra ética para o político no executivo e isto não se tolera.

No segundo caso, Cavaco tinha uma palavra moral sobre a dignidade da representação e do exercício do poder democrático e colocava um açaime às loucuras e aos excessos de zelo ilegais na Madeira. Mas é fraco. Não se pronuncia, nunca se pronuncia. Não arbitra, não intervém como se estivesse ali por ele mesmo, pelo segundo mandato e não por nós e pelas causas e situações emergentes gravíssimas.

Nem Cavaco e muito menos Sócrates constituem uma reserva Moral da Nação. Ninguém nos merece crédito e confiança. Vendilhões, já o disseste, os que estão e os que se aprestam a estar.

Em face de tantos obstáculos para refrescar toda a vida nacional e dinamitar os interesses instalados que inscrevem em primeiro lugar os Lugares e só muito depois o País, a começar pelas estruturas locais, resta-nos inseminar de algum pensamento, alguma informação, e muita crítica esse fermento de transformação ainda só em potência da bloga nacional e nos fóruns que se vão fazendo. Resta-me ser radical, insubmisso e construtivo até às entranhas. Resta-te ser engajado no que do teu PS se salva e independente no resto pela palavra própria.

Ferreira-Pinto disse...

Resta-me quase só ser independente, pois sempre procurei preservar uma coisa que para mim é essencial ... a minha dignidade!
Tal como tu, estou certo.

No PS estarei, neste momento, mais por razões afectivas e pouco mais que isso.

Peter disse...

É muito complicado. "Afrontar o PR por causa do Estatuto dos Açores" não faz sentido, até porque penso que aquele tem razão ao achar tratar-se duma redução de poderes. Logo o PS está a alimentar a ruptura para conseguir uma antecipação de eleições o que solucionaria, o problema da Educação.
Resta saber se não seria o António Costa e não o Sócrates a recolher os favores do eleitorado. Seriam necessárias movimentações dentro do Partido. Para já, assistimos na imprensa a declarações de notáveis, em como dentro do PS não existe ninguém que lhe possa fazer sempre. Então penso eu, se há necessidade do defender, é porque ele corre o risco de ser atacado.

joshua disse...

Sim, é verdade. Uma questão de dingidade para ambos. E, tendo eu simpatizado, já aos quatro anos de idade, com o partido do carismático Sá Carneiro enquanto este foi vivo e depois com algum Cavaco, enquanto este foi puro e os interesses nefastos dentro do partido não sufocaram o País, vejo que a entropia está aí: o PSD e o PS cortaram com o País e não o ouvem na profundidade antiga pós-revolução.

Este marasmo de lideranças e de causas, de verdade e de serviço verdadeiramente público exige uma marretada qualquer que só o cidadão atento poderá dar.

É deprimente ver um Rui Rio com um discurso conformista, instaladista, com uma lealdade que chega a ser tóxica para a leitura mais crua da realidade. E parece que o homem é popular nas bases porque é sério, comprovadamente sério. Para mim é tão sério como insonso.

Já não tenho vínculos afectivos a qualquer partido. Só exasperada insatisfação e um sentimento pungente de que Portugal é traído todos os dias pela gentalha que lhe suga os recursos no cerne do Estado com as tais sinecuras e é traído pela pesada mó com que sobrecarrega precisamente por causa disso o grosso da população.

Se não há justa distribuição de riqueza nem justiça social em Portugal é também devido a essa sofreguidão impudica dos interesses instalados.

Malditos sejam todos os que assim encaram a vida pública. Um dia serão cobertos de vergonha, quando a transparência e o prestar de contas se efective.

lusitano disse...

Realmente este afrontamento contra até algumas vozes do partido ao nivel dos constitucionalistas, (raio de palavra tão grande), parece prenunciar outras "ideias".

Uma fuga para a frente ou provocar uma situação em que Cavaco interfira mais e possa dar azo a uma vitimização, do tipo, "nós queremos governar, queremos reformar, mas não nos deixam".

Con fesso que cada vez estou mais farto desta maralha toda!

Feche-se a administração do país e os partidos e abram-se depois com gente nova e competente!

Era bom se fosse possivel, não era?

Abraço

Ferreira-Pinto disse...

JOSHUA não te esqueças que a jusante, ou a montante, ou onde os queiras situar há um enorme ser tentacular privado que suga e mina tudo!

Ainda ontem os viste ... até nas sucasas as burlas ao interesse público são de milhões.

Aqui não sei mesmo se não seria de adoptar métodos radicais. Isto é uma coisa por demais.

Ferreira-Pinto disse...

PETER podemos ainda aduzir que significado terá o facto de alguém ou ele próprio ter feito sibilar o nome de António José Seguro (que não é grande espingarda, mas enfim ...) como um hipotético putativo e alternativo candidato.

Quando se marca terreno é porque anda mouro na costa!

Carol disse...

Olha, eu, em parte já estou como a Korrosiva, desde que a MFL não abanque na cadeira do poder e o PS não alinhe em coligações com o BE ou o PC, tudo bem!

Francisco Castelo Branco disse...

Pois é QUIN....

Muita das tuas preocupações tb são minhas.

Em parte este conflito parte da simples do PR poder dissolver o parlamento, como que "acordei mal-disposto e ja está".....

Pelo menos até 2009 nao vamos ter problemas.
A partir dai, tudo depende o ciclo eleitoral e como o PSD nao da mostras de querer subir, penso que vamos ter um de 3 cenarios:

- PS com maioria absoluta, o q acho dificil, devido a contestaçao

- PS com maioria relativa e aí têm q fazer acordos pontuais....

- PS a governar com os PCP ou BE, e ái voltavamos 30 anos atrás na nossa democracia....

Até porque tb o CDS continua mal...

DANTE disse...

Rai's me partam se eu alguma vez dei um voto meu ao Cavaco!
Antes fazer parte da minoria.

Um abraço

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Não acredito que haja eleições antecipadas. O cenário talvez servisse a Sócrates, mas não serve claramente ao PR, nem ao PSD cujas últimas sondagens, hoje divulgadas, são desastrosas.
Por uma vez, estou ao lado de Sócrates. A guerra foi lançada pelo PR naquele discurso patético de 31 de Julho, não tem qualquer fundamento e um recuo de Sócrates seria dar o flanco e fortalecer Cavaco.
A hipótese António Costa não é de descartar, mas teremos de esperar por Fevereiro para decifrar melhor ese cenário que, a contecer, significará uma alma nova para o PSD e o descalabro para o PS. Arrisca-se a perder o governo, a Cãmara de Lisboa e o que mais vier por arrasto.
Não vivia em Portugal em 1991, mas conta-me quem cá estava que em 1991 se viveu um cenário similar, mas com os protagonistas (PS e PSD) detentore dos poderes trocados em relação a 2009.
Uma coisa me parece certa. Vamos ter um ano muito animado em termos políticos. com muitas equações para resolver muitas coordenadas por determinar e muitas incógnitas por decifrar.
Bom fds

JOY disse...

Não me parece um cenário de todo irrealista, do Sócrates é de esperar tudo, mas com a malta do PSD aos tiros uns aos outros mais paracendo que aquilo está a beira de se fragmentar, o Sócrates, penso, não tem necessidade de se chatiar com isso.

Um abraço
Joy

Daniela Major disse...

Realmente não tinha pensado nisso mas é possivel que tenhas razão. O que me chamou sobretudo a atenção neste texto foi a parte da coligação. Se o PS não conseguir a maioria absoluta o que se afigura cada vez mais dificil, e se o BE recusar a coligação ou se esta não foi viavel, ( e poderá não ser devido sobretudo ás personalidades divergentes entre Louçã e Sócrates) para quem é que Sócrates se vai virar...

Tiago R Cardoso disse...

gosto mais da teoria que Sócrates provoca Cavaco de forma a tentar antecipar as legislativas, o calendário de autárquicas e legislativas juntas não são ao gosto do PS.

Compadre Alentejano disse...

Também não me admira que António Costa assuma a presidência do PS(Partido de Sócrates), com Sócrates na sombra, para aparecer na devida altura.
Sou de opinião que Sócrates joga na dissolução da AR, para assim mudar o calendário eleitoral , de desfavorável para FAVORÁVEL.
É o jogo sujo da política!...
Um abraço
Compadre Alentejano

Alexandre Corrupto disse...

Ao cavaco também dava jeito, já que era uma espécie de vendetta ao último presidente PS com PM PSD. Mas tudo leva a crer que o PS irá assumir que reconsiderou as preocupações transmitidas por Cavaco.

AP disse...

Bloquistas e Comunistas não se entendem...

PS dividido entre os "históricos constitucionalistas" e os "reformadores socratinos"...

No PSD...Passos Coelho, MFL, Santana Lopes, Rui Rio, Menezes, o ressuscitado Marques Mendes, para não falar do João Alberto Jardim e do nosso indeciso comentador Marcelo Rebelo de Sousa...mandam farpas uns aos outros, já nem sei quantos PSD's há(4? 5?)

O CDS lá continua sozinho e sempre com o Paulinho das Feiras no leme...

Não era boa ideia, passar se uma varridela geral à política portuguesa...Acordarmos todos no dia a seguir e existirem novos politícos e partidos?!

Saudações do Réprobo

AP disse...

Ferreira-Pinto deixei-lhe uma questão no texto "368ª do Fim da Ibéria"

Bom fim-de-semana