Tanta notícia "boa", ainda mata o artista!

É impressionante como o Mundo parece conspirar para nos tramar.
Do lado de lá do Atlântico, onde mora o Salvador do Mundo, anda tudo atarantado.
Não há nicho de mercado, nem classe profissional que não ande com o credo na boca.

A cadeia de livrarias “Barnes & Noble” não vê Natal nenhum no que aí vem.
A”Starbucks” leva um rombo de 97% nos lucros.
O “Circuit City, uma espécie de Worten lá do sítio, fecha 155 das 700 lojas.
A “General Motors” agoniza e armazena carros aos montes e despede aos milhares.

Aqui ao lado, por terras de “nuestros hermanos” a economia bateu contra o muro e os espanhóis descobrem agora, atarantados, que afinal a “fiesta” tinha um preço!
Mais para riba, é a outrora ufana Alemanha que entra em recessão.
As Bolsas mundiais, todos os dias em queda, em baixa, em depressão …

A OPEP vai tornar a baixar a produção porque, coisa inaudita, o petróleo anda pelas ruas da amargura.
Não é que ontem ele andou ali pelos 50,6 dólares no mercado londrino?
Ora, isto é apenas o nível mais baixo nos últimos três anos e meio e coisa que xeques e sheiks não podem tolerar.

O que acho curioso é que o petróleo anda nos preços que anda, mas por cá os preços da gasolina continuam ali acima do “eurito” da praxe!
Castiço, é há dias ter ouvido um marreta dizer que não podiam baixar por causa do ISP!
Mses antes garantia que era por causa dos preços no mercado internacional … isto se não é má fé, roça a imbecilidade!

Francisco Van Zeller, um dos patrões dos patrões, antecipa um ano de 2009 terrível em matéria de desemprego. E critica investimentos públicos, embora peça aposta na mão-de-obra lusa!

No estado em que as coisas estão, não há volta a dar.
É uma pandemia.
Onde acabaremos?
Ninguém sabe …

Entretanto, os ovos voadores ameaçam virar moda, na Madeira o Alberto João continua a disparatar e não há Cavaco que lhe lance sonoro “porque não te calas”, o PSD ziguezagueia entre o que Ferreira Leite disse no consulado do outro sobre a avaliação e agora defende, o Constâncio vê mas não vê, o Portas acusa mas esquece que a auditoria de 2003 ao BPN foi entregue a uma certa ministra de um Governo de que ele fazia parte, o Paulo Bento continua zangado com os árbitros … por isso, e como se vê, não falta folclore, nem animação!

E este texto está fraquito, mas foi o que se arranjou …

34 comentarios:

joshua disse...

Factos variados que perturbam o presente e o futuro. Imoralidades que reincidem e seguem indemnes. Cromos que fantasmagorizam o nosso dia a dia com o seu imponderável e incorrigível nulo. De repente, acabaram os tempos de pasmaceira e ronceira previsibilidade económica ou outra. Teremos de viver do risco e da hipótese. Pouco mais será dado por seguro.

NOTA À SOLTA: O texto não está nada fraquito. Jantar, conviver e conspirar é que te amansa o estro.

PreDatado disse...

É um apanhado, um resumo, assim até escuso de ir ler os jornais de amanhã (quer dizer de hoje). Estava agora a lembrar-me daquele ar de ofendido que o Socrates pôs quando o Louçã lhe lembrou que no horizonte do PS não estava a recessão em Portugal. Já lá chegamos, calma.

Ferreira-Pinto disse...

JOSHUA nem será bem o jantar, conspirar e efabular, antes o deitar muito tarde e cedo erguer ... a idade, meu velho, tem as suas exigências!

E se a isso se somar o raio de uma formação que me mandaram fazer em "gestão de recursos humanos e comportamento organizacional" ministrada por uma formadora que insiste em fornecer legislação revogada, penso que compreenderás que a inspiração tenha escasseado!

pedro oliveira disse...

Ferreira-pinto, e para onde podemos emigrar com este cenário todo?
Pois meu caro,as prespecticvas para o futuro é que são fraquitas.
bom fds
PO
vilaforte

Manuel Rocha disse...

Tenho uma dúvida que não é retórica, juro : alguém me dá conta se já houve alguma reacção oficial das organizações de professores sobre a solução madeirense ?

Ferreira-Pinto disse...

MANUEL ROCHA penso que não, mas também não tenho grandes certezas.

De qualquer modo, da forma que a onda está a ser cavalgada, o objectivo agora presumo que seja o de pura e simplesmente arrasar, reduzir a cinzas o modelo "tout court".

lusitano disse...

E nas Berlengas?

Poder-se-á viver nas Berlengas?

Eu sei que é muito mar e que o mar também já está um pouco poluído, mas sempre é preferível aos caudais de águas dos esgotos!!!

Não me parece que hoje tenha acordado de bom humor!

Abraço

Carol disse...

Reacções da classe docente e dos seus representantes, ó MANUEL ROCHA, o menino tá parvo?! Claro que não... Viu alguém a falar do que aconteceu em Fafe? Não, pois não? Ainda se fosse para desancar na Ministra...

Quanto ao texto, FERREIRA, não te ponhas para aí com essas coisas. Está agora fraquito?!

Concluindo e resumindo, para onde quer que nos viremos está tudo uma me... leca! É só boas notícias logo de manhã...

Peter disse...

Estou seriamente preocupado e parece-me que este povo abúlico começa a ter consciência do facto.
Ontem tomei um taxi e troquei impressões com o motorista: é um facto que, de um mês para o outro, o trânsito diminuiu na capital e mesmo nos seus acessos, não se trata do decrescimo mensal de depois do dia 10 de cada mês.

Colhi no teu texto um dado para um "post" que possivelmente publicarei amanhã sobre a actuação do VConstâncio: a questão da auditoria de 2003 ao BPM.

Ferreira-Pinto disse...

PETER, excelente.
Lá estarei para ler.
Ao que sei, a dita auditoria, escalpelizada no seu percurso, daria pano para mangas.
Para os lados do Banco de Portugal e porque há quem assevere (embora seja um domínio legal que não conheço, pelo que fica apenas a referência) que ele teve de ser do forçoso conhecimento do então titular da pasta das Finanças.

DANTE disse...

Temos é que 'jogar bem' e com 'muita tranquilidade'...

Um abraço

joshua disse...

Manuel Rocha, Carol, Tarantino, já muita gente no vosso amado PS compreendeu que a Ministra não é flor que se cheire nem para o próprio PS nem para o Governo nem sequer para o bom nome da democracia portuguesa lá com aquele modelo chileno ou romeno com requintes de malvado inútil.

Não precisam de ser sádicos também vós e minoritários para melhor escudar implicitamente a Ministra das consequências oprimentes do seu lado sádico e desproporcional.

Além disso, não queiram colar a demagogia empolada de Jardim ao martírio em decurso dos docentes no Continente e não generalizem Chelas e Fafe como a última arma e recurso rasca com que os professores, segundo implicitou Pedreira, atentam contra a sobrevivência da Santa Tutela.

E digo mais: esta vossa insistência lunar e aluada de que nada se está a passar de grave e atentatório contra o processo de ensino torna, como direi?, o ambiente do Notas um pouco opressivo e irrespirável. A demagogia pode ser um sedativo viciante quando se insiste em negar-lhe as manifestações recorrentes. Eu, por exemplo, estou a adorar ser por cá avaliado pelo lóbi Tarantino, Manuel Rocha e Carol. Talvez me obriguem a recrudescer no tom e a importar cá para a caixa argumentos, exemplos e testemunhos adicionais para lidar com as frases cristalizadas com que o vosso lóbi tenta defender o agónico indefensável.

Vamos ao debate. Vai doer. Ofereço um capacete ao Frei Capacete Tarantino, um colete à prova de tretas à Carol e ao Manuel Rocha não ofereço nada. Basta-lhe o bunker em que já vive e se refugia.

Um abraço, amiguinhos!

Ferreira-Pinto disse...

JOSHUA mas será que tu não entendes ou não queres entender?
O Manuel perguntou uma coisa e eu respondi.

Desculpa-me a franqueza, mas a tua obsessão, sinceramente, começa-me a incomodar.
Não há nada que se diga, se escreva que tu logo não vejas um dilúvio e tudo arrostes para a sacrossanta avaliação.

E não te admito que mistures as coisas quando desvalorizas por completo as demais pessoas que aqui escrevem, dizendo que o NOTAS está irrespirável.
Tem paciência.

Mais. O que hoje escrevi passa lá pelos ovos de fugida e os disparates do Jardim são tantos que só mesmo tu para vires logo pensar que falo do Pedreira (teu colega, por sinal), do Lemos e da Maria de Lurdes.

António de Almeida disse...

A deflação espreita, recessão é mais que certa, apostar em grande obras públicas é um erro de palmatória que nenhum outro país irá cometer, mas claro que Sócrates, Teixeira dos Santos, Pinho e Lino são uns iluminados. A educação seria um excelente pretexto para a oposição apresentar propostas CONCRETAS alternativas, deixando-se de banalidades e críticas de circunstância. O resto é fait-divers.

joshua disse...

Tem lá tu paciência, Tarantino. És muito impositivo no que toca a regras de debate e comentário, mas ninguém aqui se excedeu e está muito longe disso, e és de igual modo um excelente líder forcejador de submissões nos teus espaços, mas não a minha: vês ou não vês que comecei por me centrar no que escreveste?

Não fui eu que me descentrei do que escreveste inicialmente e não vim com perguntas de retórica ambíguas [feitas mais para o ar que para ti] a puxar novamente para a avaliação com o exemplo madeirense e para a questão fafense e chelense.

Afinal, podemos ou não podemos interagir aqui em liberdade e desassombro? Em que é que ficas? Sou eu mesmo que te faço hoje perder a paciência? Mas por que cargas de água? E que linguagem vem a ser essa «não te admito». Isso é muito íntimo e autoritário. Lembras-me uma namorada loira que tive a infelicidade de aturar e que usava e abusava dos «não te admitos» por tudo e por nada até ser recambiada para o seu local habitat natural.

E disse e mantenho que o que tornará eventualmente irrespirável o Notas é, no lóbi de que falo, a monovalência de um posicionamento que deixa intactos os pressupostos condenáveis de esta avaliação a pretexto de que está no terreno. A Solução Final também estava no terreno e a avaliação era conveniente só no fim.

Vais atirar o teu PC ao chão? Por que é que de repente todo te assocratinaste? Meu amigo, Tarantino, isto está muito bom. Não há por que temer nem por onde inquinar.

Manuel Rocha disse...

:))

Joshua,

Pela parte que me toca tens que mudar o ângulo de tiro que por esse lado nem fora do bunker me atinges! A verdade é que amo tanto o PS que mais depressa me casava contigo que com ele. E nem preciso de me justificar, porque estas coisas do amor são como são.:))

Há muita coisa mal ? Claro que há ! E como bem sabes até já te despertei a atenção para algumas. Portanto, não é por aí que divergimos, pois eu prefiro discutir os problemas e as suas soluções a plasmá-las na transitoriedade do exercicio do poder independentemente de quem o representa.

Talvez me concedas que quando se analisam históricamente ( história recente basta ) certos sectores da sociedade e se verifica que os problemas persistem independentemente de quem exerce o poder, há uma altura em que se justifica questionar se é pelo lado do poder que vamos encontrar a solução. Tenho dúvidas ! E gostava quem as não tem mas tirasse. Tal como a questão que deixei esta manhã ali mais acima, esta não é uma afirmação retórica.

Aquele abraço !

joshua disse...

Manuel Rocha, gosto sempre muito do modo como colocas o problema de todas as vezes, sem te zangares, impertigares ou enveredares pelo tom que me obrigaria a um abaixar da bolinha quanto ao que realmente sinto e penso, humilhado pelo quero, posso e mando de qualquer dono de canil, abaixamente e humilhação o que não faz parte da minha natureza e que costumo vender caro venha quem vier. Isso só prova que a tua cultura democrática não é da boca para fora, é efectivamente maior que o teu ego e uma prática permanente e notoriamente bem-humorada. Nem piçadas militares tive de ouvir alguma vez porque as patentes temiam-me e respeitavam-me a pose e comportamente irrepreensíveis, mais irrepreensíveis que as deles.

Se a verdade é que acordamos não ser pela via do Poder que os problemas que nos pesam se resolvem, talvez divirjamos no facto de eu considerar ser o poder o principal problema gerador de todos os demais e que não sendo ele um exercício competente e capaz de mobilização da sociedade, mas pelo contrário de crescente desmobilização de ela em virtude de não pequenos sinais de ludíbrio no tal exercício dele transitório, tiques absolutistas, trejeitos iluminados e salazarentos, então alguma coisa de profundo tem de ser mudado e se tanto se pode começar pela base como pelo topo, eu prefiro que se comece pelo topo porque o exemplo vem de cima. Ora, a partir de cima tem vindo toda a espécie de compadrio, lixo e aproveitamento soez do dinheiro de todos. Ninguém escapa ileso de culpas, dentro do habitual e famigerado Bloco Central de Intereses desinteressados de mim e de ti claramente.

Considero que este executivo tem um défice de formação gritante e tem em baixa conta os cidadãos por isso se tenta, maldita tentação!, a torcionar e a impor quantos absurdos deseje porque sim.

E, NOTA BENE, que quando me referi à tua questão prévia não estava a depreciá-la como de mera retórica, mas a apreciá-la na sua forma, pois disseste «alguém me dá conta» e não especificaste de modo nenhum o respondente, sendo que ao mesmo tempo a questão disfarçada de pergunta era uma afirmação implícita de claro pendor irónico, daí o recurso estilístico da retórica no bom sentido por ser uma afirmação disfarçada de pergunta e por ser ela revestida de uma muito bem esgalhada ironia à qual respondi.

Aquele Abraço
[Quanto ao mais depressa casares comigo que com ele, mais devagar. eheheh ;)O nosso amor realmente é assumido, mas de momento seria mais uma União de Facto pela convergência natural de ideias e pela boa-vontade em debatê-las por ambos demonstrada. E lembra que tu caldeias a minha inteligência emotiva com a tua disciplinadíssima razão racional. Não podia ser mais perfeito. :)]

indomável disse...

Quint/Ferreira-Pinto,

Vou aproveitar este tão abrangente texto para escrever um post lá no rato... Tenho andado a adiar, a adiar, para ver se alguém toma conhecimento daquele meu apelo em forma de compaixão, mas como sou fraquinha, ninguém adere...

Vou então passar à frente e avançar com novo post, relativo à forma como os empresários encaram as empresas que criaram...

indomável disse...

Ah! Já me esquecia. Tinha algo a comentar em relação ao texto e comentários aqui presentes.

Vivemos hoje dias de muita instabilidade. Tudo o que escreveste é verdade, todos os sentimentos aqui expressos são também verdadeiros e nenhum dos comentadores me pareceu menos certo do que os outros. Apenas vêm as coisas de formas diferentes.

O agravamento das relações entre professores, alunos e ministério foi criado pelo dito ministério. As reformas foram levadas a cabo pelo tecto e não pela base. Começaram pelas medidas mais controversas para mostrar trabalho, mas esqueceram-se de trabalhar com os parceiros sociais. A ministra resolveu avançar para a luta sem concertar primeiro posições gerais, entre professores, alunos e pais. As famílias deviam ter sido chamadas a participar em todo o processo, mas o ministério resolveu demitir as familias do seu papel. Que raio! Hoje ouvi um pai dizer que os professores não sabem dar educação aos alunos! Mas que raio de visão é que os pais têm da escola?
Este problema não é novidade, é recorrente... no entanto, ministério atrás de ministério incorre sempre nele. As famílias deviam ter sido as primeiras a ser chamadas a participar, mas de mãos dadas com professores e ministério, não de costas voltadas.
Depois tivemos as reformas basilares para as famílias, para sempre facilitadoras da organização de pais e filhos e agravamento das horas de serviço dos docentes - horários completos nas escolas, aulas de compensação, actividades extra-curriculares para todos, e a última cereja em cima do bolo, as faltas que acumuladas dão origem a exame...

Tudo de costas voltadas, dando origem a um clima de crispação entre os parceiros que se deveriam querer unidos. Famílias contra os professores, professores contra famílias e ministério, o ministério contra todos!

E agora pergunto eu, se alguém tivesse tido a visão de unir esforços entre todos primeiro, preocupando-se em descrever uma linha orientadora e organizativa antes de avançar qual touro para a matança só vendo o vermelho, não teriam sido muitas das actuais políticas sido aceites e até aplicadas com entusiasmo?
Não é uma boa ferramenta para os professores, que os alunos com 15 faltas acumuladas, entre as justificadas e por justificar, dêem origem a exame, de uma matéria que deverão ser os encarregados de educação a responsabilizar-se? Não é um chamar à responsabilidade das famílias?
E digam-me lá outra coisa, estas novidades que saem de mês a mêm a nível de legislação, não deveria ser da responsabilidade do ministério a explicação? faz sentido que sejam os professores a ter de explicar aos pais? quem decide mudar as regras do jogo a meio do campeonato é o ministério e os pobres dos professores, em tempo de aulas, com um programa mais do que extenso para leccionar, com reuniões a torto e a direito por esta razão e aquela, ainda têm de estar a inteirar-se tintim por tintim para explicar aos pais?

Não entendo muita coisa que se passa hoje em dia e francamente começo a ficar irritada com a complacência com que os portugueses aturam tudo isto, virando-se contra aqueles que não foram tidos nem achados nas decisões que os afectam... irritação que vai levando ao desespero sem um fim à vista... UFFFFFFFF!

joshua disse...

Grande, grande Indómita em toda a linha pela fundamentada crítica à estratégia irrespirável seguida pelo Ministério, inundando de legislação-Adamastor e despachos-Niagara, volumosos e contraditórios, secretarias e salas de professores!

Ao que aduziste sobre o processual incapaz de concitar as bases e as forças vivas da Escoal, acrescentaria eu alguns elementos de conteúdo duvidoso, mas adiante. Fora, por exemplo, os aspectos defensáveis no Estatudo do Aluno que elencas, há alguns outros relativos a alunos comprovadamente doentes [conheci alunos doentes altamente improváveis como tal] que merecem, quanto a mim, uma reponderação de puro bom-senso.

Infelizmente, pela minha experiência a alombar aqui com o mono-argumento das corporações [temos de odiar as corporações!] e os seus velhos vícios corporativistas [não terão também virtudes?], além da cansativa treta da recusa em se deixarem reformar ou avaliar, temo que estejas, tal como eu, a falar para o boneco e a penar por cá legítimas razões de queixa em vão.

Bom, sempre nos entretemos ambos no tiro ao boneco apesar da falta de misericórdia nas políticas, nos comentários, no olhar desprezivo com que porventura somos olhados.

Ferreira-Pinto disse...

JOSHUA, ó meu caro, aqui há democracia mas, como sabes, porque já estiveste ali a dois passos das minhas inauditas fauces, eu sofro daquele pequeno defeito de, por vezes, me exasperar ... e de também não ter paciência para discursos "octavianos machadianos".

E tu, meu carago, aqui e ali tiras-me do sério. Mas vá lá, eu concedo a graça de te abraçar ... afinal, quando falaste lá do capacete para o Frei (e logo a mim que sou pouco alérgico a sotainas) era mas é um capacete para irmos passear de bicicleta aí por Lavadores, Francelos e afins, e não pelo fogo cruzado das trincheiras.
Que queres?
Ando lerdo das ideias, vê lá tu ... que nem cousas dignas de se ler consigo rabiscar!

joshua disse...

Tarantino, és, sabe-lo bem, habitualmente bem humorado e genial nas tiradas. Esta última do capacete [alusão vicentina minha], por exememplo, e que transformaste noutra coisa, adorei porque de facto teve piada e, vê lá tu, descomprimiu inteiramente qualquer tensãozinha que se tenha por cá insinuado, como de outras vezes, só de passagem porque somos amigos. Essa é a grande prova de que sabes ser líder e distribuir o mal pelas aldeias, fazer justiça, recuar com nobreza, avançar com o apoio e o respeito dos que respeitas e tomas por amigos.

Octávio Machado realmente exagerava na vitimização e no discurso dos outros, dos conspiradores, dos bois sem nomes, da perpétua insinuação. Acho que olhando melhor verás que esse bicho dúbio e gay não me anda a ratar a maçã imaculada do meu discurso.

Aceito o teu abraço e estreito-te com o meu. O nosso papel é deflectir os malefícios da exasperação uns dos outros. E estás em forma nos teus rabiscos.

Ferreira-Pinto disse...

Nem mais!
Olha lá, e de resto, como andas homem?

Ferreira-Pinto disse...

O emaranhado, pelos vistos, prossegue.

Hoje tivemos direito a isto:
"O secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, lamentou que os alunos que têm
participado em manifestações nas escolas estejam a ser manipulados.

O secretário de Estado da Educação lamentou os protestos por parte de alunos em várias escolas do país ocorridos esta sexta-feira e considerou que estes estudantes estão a ser instrumentalizados.

«Como toda a gente percebeu, muitos dos alunos nem sequer sabiam das razões pelas quais eventualmente estavam a protestar.
A própria Confederação das Associações de Pais já veio denunciar hoje e várias vezes a tentativa de manipulação dos alunos através de mensagens SMS», afirmou Valter Lemos.

Este governante rejeitou também dizer que na base destes protestos estarão os sindicatos, apesar de ter excluído que pais e associações de alunos apoiem este tipo de manifestações.

A Confederação das Associações de Pais já disse não apoiar este tipo de protestos de alunos e mostra-se convencida de que os estudantes estão a ser «empurrados para cometer ilícitos criminais».

«Fechar escolas como foi a mensagem que chegou a muita gente às 11 da noite é um ilícito criminal pelo qual os jovens já podem ser responsabilizados porque têm 16 anos e já podem ir a tribunal», explicou Albino Almeida.

«Ainda ninguém teve a hombridade de assumir que estava por detrás dessas mensagens», concluiu.

Já quanto à FENPROF, essa demarcou-se dos protestos dos alunos, mas rejeitou as «insinuações» que estão a ser levantadas pelo porta-voz socialista.

Ora, Vitalino Canas disse que por detrás destes protestos estavam «grupos radicais».

«Não direi que sejam todos os professores que estejam por detrás disso ou que se revejam nisso. Tem havido manifestações de desagrado por parte de professores e conselhos directivos de escolas e pais», explicou Vitalino Canas.

Este porta-voz, que diz não saber quem está por detrás dos protestos, entende ainda que este tipo de protestos «revelam uma atitude anti-democrática e uma atitude de ausência de civismo que é muito condenável».


A propósito disto tudo, eu interrogo-me sobre:

Como se chega à ilação que grupos radicais é a FENPROF, como parece que Mário Nogueira fez e outros insinuaram ou quiseram insinuar?;

Como é que este acha que quem é professor está obrigatoriamente na FENPROF dada a reacção que teve?;

Porque é que Vitalino não esteve calado?;

Quem é que fornece os números de telemóvel para se mandarem estas mensagens?;

Quem é que fornece os meios para elas chegarem quase ao mesmo tempo a muitos números?;

Porque é que ainda recentemente, segundo li no Jornal de Notícias, andava papel timbrado duma organização partidária a circular como se fosse correspondência de uma associação de estudantes?

Aqui, estou plenamente convencido, se estivessem todos calados, não se perdia nada.

Mas mesmo nada!

Ah, alguém me explica como é que os nossos estudantes só perceberam agora, em Novembro de 2008, que a Lei 3/2008, que alterou a Lei 30/2002, de 20 de Dezembro, foi publicada em 18 de Janeiro e está em vigor há N tempo?

São assim tão lentos das ideias?

indomável disse...

Ó Quint/Ferreira-Pinto,

só mais uma para a fogueira, aqui vai... e como é que se chega à conclusão que esta manifestação em particular seria resultado de manipulação por parte de professores? Na cabeça de que imbecil é que isso faria sentido?
Este regime aprovado de faltas e exames em consequência só favorece os professores, uma vez que a matéria desses exames é da responsabilidade dos encarregados de educação administrar aos alunos e não dos professores.
Em que é que os professores ficariam beneficiados? Não percebo!

É que há coisas que simplesmente não me passam suavemente pela traqueia, sinceramente!

Blondewithaphd disse...

É, parece que o mundo entrou num buraco negro sugador de matéria de uma qualquer dimensão cósmica paralela. É só desgraças e perspectivas... bem, ainda mais desgraças. Ai o Natal que vamos ter...

Manuel Rocha disse...

Questões dificeis, Quint !
Eu era capaz de alvitrar que a lentidão que sugeres possa estar relacionada com o "aquecimento global". ;)

Joshua,

Ainda bem que divergimos nalguma coisa. Imaginas o tédio que é um "casal" que concorda em tudo? Tipo passar a vida a falar com o espelho ? Insuportável ! Portanto, vamos lá divergir mais um bocado para manter o excelnte dinamismo desta "relação". :)
Dizes tu, e bem, que o Poder tem uma responsabilidade acrescida no processo social porque é ele quem conduz a governança. No entanto, no nosso sistema, o poder legislativo não é exclusivo do poder executivo. De facto, a capacidade de "regulamentar" a vida social até está razoávelmente distribuida. O que acontece é que por demissão sistemática da cidadania, acaba por sobrar para o topo da pirâmide o que antes poderia ter sido trabalhado nas bases. Voltando à "vaca fria" da avaliação, se a digna classe docente não se tivesse acomodado durante anos com um sistema de ( não)avaliação, teriamos chegado a este ponto ? Ou vamos assumir como natural que basta assentar praça para se chegar a general ?
Poderás dizer , e bem, que a questão colocada nesta altura do campeonanto é retórica. Mas sobram outras que ainda não foram abordadas e sobre as quais se ouve um silencio tumular. Exemplo: o exercicio de funções dirigentes nas escolas. Fará sentido que os cargos de gestão se eternizem plasmados nas mesmas criaturas eleição após eleição ?
Isto tudo para concluir que provavelmente o poder limita-se a reflectir o mau estado duma fraca cultura democrática que não somos colectivamente capazes de promover e melhorar. Daí que o espirito de mudança e melhoria que se deseja e que é legitimo, tenda a ser substituido por um género de "reinvindicalismo" de cariz conservador. Abusando das palavras do Kennedy, é como se cada um se questionasse o que pode o país fazer por ele sem se ralar que deve dar alguma coisa em troca e que não sejam apenas impostos.

Continuamos amanhã ?
:)

Manuel Rocha disse...

No "conversa de xaxa" está um texto do Prado Coelho que é um bom complemento para estas nossas polémicas.

Tiago R Cardoso disse...

o bom é que estamos a chegar ao Natal, o povo vai ás compras e esquece, depois a passagem de ano...

entretanto mais lá para a frente o chefe despedirá os ministros e voltará a ganhar as eleições.

O que me espanta é o ataque aos ministros enquanto o chefe se mantem abrigado.

estou farto de politica.

Compadre Alentejano disse...

E logo em vésperas de eleições legislativas, a vida está a correr muito mal ao Sócrates. Há três anos que ele anda a apertar o torniquete, para agora afrouxar um bocado, e os professores, os alunos, etc., fazem partes destas. Não está certo!

korrosiva disse...

Ferreira-Pinto... não achei nada fraquito o texto, mas confesso que me deliciei com os comentários ;)

Bom fim de semana :)

Zé Povinho disse...

Espero não levar "pancada" por ser mais um crítico da avaliação, e até ter escrito hoje sobre a matéria, mas é o que penso.
Quanto ao panorama noticioso, e tirando o futebol, mostra que estamos onde estamos, e não só nós os portugueses, porque o modelo económico tal como o conhecemos, falhou e entrou em colapso, pelo que há que reformular muitas teorias económicas e de mercado, bem como de regulação.
Os próximos tempos não vão ser fáceis nem economicamente nem socialmente. Os ovos são uma pequena amostra, e muito desajeitada do que pode acontecer se não se encontrarem soluções para a economia mundial.
Abraço do Zé

Adoa disse...

Nao te preocupes que o novo ano está aí à porta... Pode ser que tudo siga igual, ou talvez nao...

João Castanhinha disse...

Olha, vêm um gaijo de férias do terceiro mundo para dar com isto?

Vou mas é voltar para a ilha!!!!!!!!

Abraço:)