As Forças Armadas

Como sabem aqueles que aqui já leram as coisas que vou escrevendo, e gabo-vos a paciência por isso, em certo tempo da minha vida fui militar.
Foi no tempo em que toda a gente “ia à tropa”, como se dizia, e passei lá três anos da minha vida, um em Portugal e dois numa comissão militar na Guiné durante a chamada Guerra do Ultramar.

Conheci portanto muito razoavelmente a “sociedade castrense” e se, por um lado, encontrei incompetentes e acomodados a roçar a mediocridade, também encontrei na sua maioria, homens dignos, competentes, empenhados, inteligentes, empreendedores e verdadeiramente devotados à causa da defesa nacional.

Com toda a mudança politica surgida em Portugal, a formação dos militares mudou muito e hoje temos um nível muitíssimo bom de homens e mulheres que servem as Forças Armadas de Portugal e que como em todas as profissões merecem o nosso respeito.

Ao que sei, as “benesses” de antigamente foram sendo gradualmente retiradas e o Estado foi tentando normalizar, equiparar os vencimentos dos militares aos outros servidores do Estado.
Acontece que agora, desde há uns dias para cá, se começou a falar de um incómodo, de uma instabilidade, de uma “revolta surda” no meio das Forças Armadas.

Passando de lado as razões salariais da mesma e que, ao que leio e ouço, terão alguma razão de ser, há outras razões mais ponderosas, que tocam a dignidade das pessoas e que poderão ser o fogo que acende o rastilho de uma, quase diria apesar de tudo improvável, explosão.

Tirando raríssimas excepções, e passado o período do MFA e estabilização do regime, os militares foram sempre tratados como gente dispensável, como um incómodo, como gente “sem valor”, e sobretudo deixou-se passar a imagem de que não serviam para nada.
Da observação que fui fazendo ao longo dos anos, das coisas que vou lendo e das conversas que vou tendo, (até com antigos camaradas de armas), os maiores “especialistas” nessa forma de tratamento foram os socialistas, o que não quer dizer que os outros que estiveram nos sucessivos governos não tenham a sua quota parte da culpa.

Com efeito a sobranceria, a arrogância com que os governos ditos socialistas, trataram a instituição militar sempre causou mal-estar no seu meio.
Servem-se deles para as operações de “prestígio” no estrangeiro, ou seja onde for, mas depois tratam-nos como gente sem interesse, como gente descartável, como gente que deve estar calada e não levantar ondas.

E as coisas vão andando, a revolta vai surgindo, o descontentamento vai aumentando e nunca, que eu me lembre, vimos e ouvimos um “recado” tão directo dado ao poder, como este a que assistimos na semana passada.

Claro que muitos colocarão em causa a existência das Forças Armadas Portuguesas.
Eu não.
Acho que são necessárias, imprescindíveis, mas também acho que devem ser reestruturadas, redimensionadas, de acordo com o que o país necessita.
Ou seja, tenho para mim, numa análise muito simplista, que deveremos ter umas Forças Armadas altamente profissionalizadas e adaptadas ao que delas de exige.

Uma Força Aérea com os meios aéreos mais adequados à vigilância e defesa do espaço nacional e que coloco em causa se serão estes que possuímos.
Uma Marinha com meios navais mais adequados à vigilância, fiscalização e defesa da nossa zona marítima, incluindo as ilhas, e que não me parecem ser de todo estes que possuímos e muito menos os tão falados submarinos, mas sim e talvez, vedetas e lanchas de intervenção rápida como Israel, por exemplo.
E um Exército profissionalizado com uma verdadeira Brigada Mista sempre pronta a intervir e com o armamento necessário a todos os níveis, tais como carros de combate modernos adaptados ao nosso tipo de terreno e as tropas especiais, tão prestigiadas lá fora, como os Comandos, Pára-quedistas, Fuzileiros e Operações Especiais, (vulgo Ranger´s, aos quais pertenci como “voluntário à força”).

Precisam as Forças Armadas com certeza e sem dúvida nenhuma, de serem tratadas com a dignidade que merecem, que as promoções tenham a ver com a competência e dedicação e sobretudo de não serem consideradas um “parente pobre” e incómodo, que deve estar sempre muito “caladinho”, mas também sempre disponível para tudo o que se lhe pede sem perguntas e sem reservas.
Porque senão fica o aviso … aligeirado, como dizem os nossos amigos brasileiros: «Não se deve cutucar a onça com vara curta!»

16 comentarios:

salvoconduto disse...

Considero um erro grosseiro e lastimável desprestigiar as forças armadas, como vem sendo feito.
É que ainda por cima, como diz o outro, não há necessidade.

O que é que querem provar ao povo?

João Castanhinha disse...

Das FA pouco ou nada percebo, mas não têm sido os diferentes governos atacados pela opinião publica sempre que fazem algum gasto de vulto em equipamento a pedido justamente dessas FA?
Eu por mim, se as FA precisam de submarinos (e com a nossa imensidão territorial perfeitamente justificáveis como complemento de vigilância), pronto, lá tem de ser, se precisam de uns F16, pronto ok (e julgo que até fizemos um brilharete na Bósnia) agora esse descontentamento parece-me um pouco despropositado, juntamente com a ideia da Onça, aligeirada e perigosissima que tinha eu como imaginário de paises de outro campeonato.

Peter disse...

Um texto inteligente e ponderado, escrito por quem serviu o Exército e quem serve o Exército serve o seu País, no pior teatro de operações.
Trata-se de um texto que não teria a mínima relutância em assinar.

Dois pontos merecem realce:
- A forma como as FA têm sido (mal)tratadas pelo PS.
- A necessidade de reestruturação das mesmas, em fase de estudo.

A propósito do PS gostaria de acrescentar algo:
- Não considero digno de louvor quem, possuindo meios para subsistir no estrangeiro, fugiu à guerra.
- Para mim é digno de apreço o camponês semi-analfabeto que, passando a "salto" a fronteira, foi encontrar em França tudo aquilo que o seu País não tinha para lhe oferecer.

Ferreira-Pinto disse...

Bem, eu, como o João Castanhinha, de Forças Armadas pouco percebo.
Mas faço já a declaração de interesses não vá vir a ser mal entendido, pois já percebi que isto é assunto melindroso.

Tenho 44 anos, por isso não podia ter servido o País no conflito no então Ultramar e servi as Forças Armadas pelo tempo que elas lá me quiseram.
Devo asseverar que fui dispensado sob o argumento, dito no DRM, por um graduado qualquer, que "para aquilo que você para cá vinha fazer, já cá temos muitos!".

Como eu não tenho cara de malandro, presumo que tenha a ver com a licenciatura e com o facto de aquando da inspecção alguém me ter sentenciado que se assentasse praça era recruta em Tavira e depois secretaria do Estado-Maior em Lisboa!

Saiu-me a reserva territorial, mas isso não faz de mim um socialista sacripanta que se pôs ao fresco.

Aliás, está para demonstrar que tenham sido só os socialistas quem fugiu à guerra, mas isso é outra conversa, não é amigo PETER? A não ser que se estivesse a querer referir a alguém em concreto ...

Mas, e pegando num exemplo que o João deu, se atendendo à dimensão das nossas águas territiorias e aos nossos compromissos no seio da NATO, será que são mais necessários uns submarinos ou uns navios de superfíce? Umas lanchas de intervenção rápida, as ditas vedetas (acho que é este o termo) e umas fragatas?
E meios AWAC, nada?

Ora, eu acho que é esta discussão que se torna imperiosa e que deve ser efectuada com seremidae. Nos locais próprios e sem contributos daqueles em que somos pródigos que é o do palpite.

Quanto ao estatuto remuneratório e demais direitos sociais, como tive oportunidade de explicar noutro local a nova lei de enquadramento da Função Pública deixou os militares nos ditos corpos especiais.
Logo, não são funcionários públicos como alguém alvitrou que deveriam ser.

Não faço a menor das ideias de qual o valor remuneratório de um militar de carreira (mas presumo que nos lugares de topo sejam razoáveis, especialmente quando a isso se juntam as ditas comissões em missões de paz como agora), por isso não sei se as razões de queixa são justas ou não.
Eu sei o que ganho e falo por mim!
Assim como os professores por eles!

Como também tive oportunidade de explicar, não tenho alergia nenhuma a fardas e penso que as Forças Armadas devem ser respeitadas e devem dar-se ao respeito.

Ora, quando se vê um Vasco Lourenço e mais uns quantos a ameaçarem com um golpe de Estado querem o quê?
E não me digam que não foi isso que sucedeu.

Quanto ao mau tratamento das Forças Armadas pelo PS, eu pergunto se fazer como o Paulo Portas fez que comprou isto e aquilo para a fotografia e agora, pelos vistos, os MERLIN nem contratos de manutenção têm ... pois, quando é para a fotografia com sorriso "pepsodent" está tudo na paz do senhor!

António de Almeida disse...

-O país vive com dificuldades económicas desde 74, mesmo nos anos de ouro de Cavaco Silva primeiro ministro, quando entrava dinheiro com fartura diariamente no país, nunca o destino foi as FA's, a UE não aposta forte na sua defesa, escudando-se na protecção americana, não seria em Portugal que iriam investir, para mais quando Portugal recusava enviar militares para o estrangeiro pelos "traumas" de África. Os socialistas têm sido de facto os piores em termos de armar, equipar e dignificar as FA's, muito pela indecisão interna, resquícios da luta contra a ditadura, ainda que dirigentes do partido como A.Vitorino ou Jaime Gama tenham procurado lutar contra a maré. O PSD então ao longo dos tempos em que ocupou o poder foi duma ambiguidade total. Paulo Portas, político que não aprecio, foi o melhor ministro da defesa nacional que o país teve, percebeu ali um nicho de mercado eleitoral, e procurou aproveitá-lo, mas entendo os submarinos necessários, tal como os F16, helicópeteros, lanchas, e blindados. Quanto à ameaça de golpe, sejamos claros, foi isso que aconteceu, não é para levar a sério, claro que pode sempre acontecer uma palhaçada ao género Tejero Molina, para isso basta um pelotão ou uma companhia comandada por um louco em busca de fama, mas não passaria disso mesmo, uma palhaçada.

Manuel Rocha disse...

Pois !
Eu também fui militar. Não por opção mas por obrigação. Aliás, não fui : sou . Quero com isto dizer que estando na Reserva estou na segunda linha de chamada em caso de enredo. Portanto mantenho os deveres do estatuto militar previstos no RDM embora sem nenhum dos direitos cuja suposta insuficiência estará na origem desta polémica. À cabeça desses deveres está o de reserva em relação à expressão pública da vida interna da Instituição. Não fosse isso e teria todo o gosto em dissertar um pouco sobre o percurso profissional de oficiais da minha incorporação que meterem o “Chico” para obterem à borla o curso de pilotos aviadores ou da marinha, para logo de seguida pedirem a passagem antecipada à reserva e ingressarem na TAP ou na marinha de cruzeiro. Poderia também comentar algo sobre os que chegaram ao CGM apenas com o antigo 7º ano e meteram o “Chico” porque essa era uma solução óptima para obterem uma licenciatura dentro do serviço militar, sendo que hoje vão aos quartéis nos intervalos das aulas que ministram no ensino politécnico ou nas abertas das muitas incumbências pelas quais são responsáveis nas empresas de segurança das esposas.

Quem quer ser respeitado tem que se dar ao respeito. O principio é válido para toda a gente e em particular por quem opta pelo serviço público. Mas hoje deveria ser duplamente válido para os militares. Afirmo isto por uma razão simples: é que ao contrário do que acontecia no meu tempo, nos dias que correm só vai para a tropa quem quer e também só lá fica quem quer. Ora a mim faz-me imensa confusão que as pessoas abracem uma carreira não pelo que ela é mas pelo que gostavam que fosse. Sobretudo numa área em que é particularmente válida aquela frase do kennedy em que ele dizia algo do género de ser mais importante perguntarmo-nos o que podemos nós fazer pelo nosso país do que saber o que o pode o país fazer por nós. Também me faz imensa confusão que não hesitem em dar o fora quando garantidamente a alternativa é melhor, mas que, quando não têm essa garantia, optem pelo corporativismo reivindicativo e pelo ultimato, numa estratégia típica daquilo a que alguém chamou o único recurso de todos os cobardes.

mac disse...

As Forças Armadas pertencem à carreira especial da Função Pública...também o SEF ou a PJ, e não os vejo de braço estendido à bandeira a jurarem dar a vida pela pátria. É aqui que reside o busilis da questão...as FA não são um serviço qualquer da Função Pública; os militares juram dar a vida pelo país; há uma disponibilidade permanente, por isso não há horas extraordinárias, nem pode haver o discurso "já passa da hora de saída".
Tem-se gasto dinheiro com equipamento? Pois tem...é necessário termos umas FA bem equipadas, ou será que só se lembram dos militares quando são as missões no estrangeiro? É que aqui, o nosso país fica muito lindo na fotografia, mas se queremos fazer um trabalho tão bom como os outros, temos de ter meios para isso.
Quanto aos ordenados: há resmas de anos atrás, o ordenado de um general era equiparado a um juíz. Vemos hoje em dia os ordenados dos juízes sempre a subir, os dos militares nem por isso.
E depois, eninos que aqui comentaram esqueceram-se dum pormenor: um oficial com 40 e poucos anos, já é Tenente-Coronel; um sargento com a mesma idade ainda é Sargent-Ajudante. A carreira de Sargento aos anos que está estagnada, estando estes militares ao anos a marcar passo.
Este desconforto e estes avisos que vêm surgindo, não são de agora. Há muitos anos que os militares vêm chamando à atenção para estes problemas. De uma maneira ou outro, tem-se fingido que os ouvem. O Governo PS nem fingir sabe...Agora, daí a haver uma revolução...Acho que os militares ainda se sabem comportar, e ainda têm o sentido do dever. As FA ainda são uma escola de vida, e muitas lições têm ainda para dar a muita gente.

Ferreira-Pinto disse...

MAC, segundo posso depreender, o problema é então, em matéria de carreiras, mais com os sargentos?

Nos equipamentos, e faça-me esse obséquio, ainda não viu aqui ninguém dizer que se quer as Forças Armadas a andarem de moca e fisga.
Eu, por exemplo, limitei-me a perguntar se precisamos mais de submarinos ou de lanchas de intervenção rápida; se de F16ou de AWACS?
Mais nada.

E quanto ao resto, são só tiros de pólvora seca as coisas sobre perder a cabeça e fazer uma asneira?

João Castanhinha disse...

Caro Mac, não é exclusividade das FA dar a vida pela pátria, todos nós o fazemos de uma forma ou outra, as forças policiais civis(de certo mais mortes anuais no cumprimento do dever de que nas FA)o fazem e não vejo aí nenhum responsável a falar no tom de "Capitão" saudoso de tempos idos como fez o outro senhor.
Não são mais portugueses do que os restantes nem certamente os unicos com dificuldades no desenvolvimento das suas carreiras.
Espero que tenham o mesmo comportamento do resto da sociedade civil, nem do som de pólvora seca gosto.

lusitano disse...

Caríssimos amigos e leitores

Hão-de reparar que a tónica do meu texto não tem a ver com revindicações salariais, ou progressões de carreira, embora elas sejam afloradas, porque no meu entender elas não são a causa do mal-estar, mas sim a gota a mais naquilo que eu considero a falta de consideração pela instituição das Forças Armadas, que é, digamos assim, um “parceiro” e não um “lacaio” ao serviço do poder.

Não podemos também, acho eu, aferir as Forças Armadas por alguns casos que conhecemos pessoalmente de abusos que possam ter sido cometidos, porque também não nos passa pela cabeça colocar em causa todo o edifício da justiça pela razão de que há juízes, por exemplo, que não têm competência.

Quanto ao equipamento das Forças Armadas tem sido melhorado sem dúvida, mas pergunto eu se o foi e nos moldes em que foi, realmente e verdadeiramente a pedido das estruturas das FA ou, pelas “conveniências” dos governos, ou ainda se foi minimamente estudada e analisada a utilidade desses equipamentos em detrimento de outros.

A verdade quer se queira quer não, é que aos militares é assacada a responsabilidade de darem a vida pela nação e a mais ninguém tal é pedido ou exigido, segundo eu sei, nem às forças da ordem.

Aos militares é pedida também uma disponibilidade de 24 horas sobre 24 horas, o que também me parece não ser pedido ou exigido a mais ninguém.

De qualquer modo, e do que vou sabendo e ouvindo, não é nestes campos que reside o desagrado, ou o descontentamento, mas sim na falta de diálogo, de consideração, de análise das propostas, de um modo de lidar com as pessoas, como se fossem tratadas do tipo: “Tá bem, pois sim, não nos façam perder tempo com as vossas “coisinhas” que não têm importância nenhuma”.

Claro que não concordo com a forma que o “aviso” foi dado, mas também partiu de alguém que não está no activo, e tal como digo no meu texto, considero que o mesmo é “fogo fátuo”, mas já se ouviram dislates a tantos e a tantas organizações e tal foi-lhes permitido à conta da “liberdade”.

Bem isto não é um comentário é mais um texto, quase.

Calo-me, na certeza de que apesar de já não ser militar percebo o que sentem, embora não seja capaz de o explicar.

Abraço a todos.

João Castanhinha disse...

Caro Lusitano,

Todos nós queremos umas FA dignas, tive avós militares (um Sargento no tão falado DRM, o outro Médico no Hospital Militar)e percebo bem a importância e significado que umas FA dignificadas têm para o país, agora quanto ao aproveitamento político que delas como de outros sectores alguns fazem, enfim, c`est la vie.

Abraço

Tiago R Cardoso disse...

Ponto inicial :

Andei na marinha e gostei.

Considero que as forças armadas são fundamentais e uma instituição importante de Portugal.

Concordo que tirando certas ocasiões, são consideradas pouco importantes, alguns acham que têm demasiados previlegios.

Como em outros sectores o estado acha que pode distrair o povo encontrando um grupo para levar culpas...

Merecem todo o respeito.

David disse...

Como em muitos serviços que pertencem à esfera pública, também as Forças Armadas (F.A) são "vítimas" da politiquice...atenção politiquice e não política.

Embora ache que existem pessoas a mais nas nossas F.A(atenção não tenho nenhum dado concreto que confirme esta afirmação...é apenas uma sensação), a questão de fundo não é essa. Durante anos as F.A gozaram de um sistema de apoio na doença capaz de fazer inveja a muitas seguradoras, possuindo inclusivamente hospitais próprios. Muito recentemente temos assistido a uma tentativa de normalização ("por baixo") das regalias vigentes até então, tentando equipará-las por exemplo à ADSE. Não discordo desta uniformização... discordo no entanto que seja "por baixo"...

Os militares têm regimes de conduta muito severos e a sensação que tenho é que se mantiveram "caladinhos" porque as regalias compensavam esta disciplina e esta rigidez... Invertendo-se esta situação...

Por fim, concordo incondicionalmente com a profissionalização das F.A, acho que é a solução mais adequada, complementando-se com uma definição clara do que se pretende.

Pinto disse...

tb podes seguir o meu blog...
ptt

Zé Povinho disse...

Infelizmente a falta de respeito não se verifica só no caso das Forças Armadas, mas estende-se à grande maioria dos portugueses, considerados apenas como números e muito pouco como pessoas. O descontentamento atravessa muitos sectores e não se pode esperar que se aguente eternamente este sentimento.
Abraço do Zé

mac disse...

Faço minhas as palavras do David...As chefias militares são-no por nomeação política, e quando chegam aos lugares de CEMGFA ou de Chefe de Estado Maior de qualquer um dos ramos das FA, estão nesses lugares para agradar aos políticos, em vez de lá estarem para defenderem os militares. Durante todos estes anos e durante os sucessivos governos, os militares têm sido ignorados...é como o David diz: "Os militares têm regimes de conduta muito severos e a sensação que tenho é que se mantiveram "caladinhos" porque as regalias compensavam esta disciplina e esta rigidez... Invertendo-se esta situação...".