A triste "política" nacional!

volto eu ao mesmo assunto da política nacional!
Não assisti, nem ouvi, pelas razões apontadas no meu último “escrito”, ao debate par(a)lamentar desta semana, na Assembleia da República.

Mas ao ver as notícias na televisão foram-me “oferecidos” dois momentos desse mesmo debate, que ilustram bem o que já afirmei, e volto a afirmar, (claro, sob o meu ponto de vista), de que assim não vamos lá, seja o que for o “lá”!

Num primeiro momento assistia-se aos aplausos prestados ao anúncio por parte do Primeiro- Ministro, das medidas para resolver ou amenizar a crise.
Apenas o partido do Governo aplaudia!

Ora bem, ou as medidas não prestavam e então a maioria impôs as mesmas, ou prestavam e a oposição teve dor de cotovelo.

Quer numa, quer noutra circunstância, significa que não se entendem nem fazem um esforço para se entender, num momento em que o país precisa do consenso de todos para vencer a crise.
Pode dar-se o caso também, do Governo e o Partido do Governo, terem estudado as referidas medidas sozinhos, sem dar “cavaco”, (não tem a ver com o Presidente), à oposição, e assim, lá estamos nós na mesma, orgulhosamente sós, não querendo ouvir e aproveitar as ideias dos outros, num momento que precisa de unidade, mas ao qual também, a oposição responde com desdém por não ter sido ouvida.

Num segundo momento, vi o líder do grupo parlamentar do PSD, (podia ser outro qualquer), propor uma série de medidas, (julgo que sobre o IVA, etc), a que o Primeiro Ministro respondeu da seguinte forma, com aquele jeito arrogante que lhe é peculiar: -" Ó Senhor Deputado, se essas medidas são tão boas, porque é que os senhores não as aplicaram quando estiveram no governo!"
E olhou sobranceiramente, com um sorriso trocista à espera dos aplausos do seu partido.

Em primeiro lugar fiquei sem saber se as medidas eram boas ou não, porque foram liminarmente rejeitadas, pois quem sabe tudo não admite que outros possam saber alguma coisa!
Em segundo lugar percebi que se está ali num confronto que envolve a vida dos portugueses, mas que se leva na chicana e no gozo, tentado desfeitear os outros, trocando mimos e graçolas, a ver quem leva mais aplausos e gargalhadas, a ver quem venceu o debate, como se fosse isso que nos tirasse do atoleiro onde nos meteram, onde nos metemos.

E se fossem gozar com o…raio que os parta (para não descer ao mesmo nível)?
Uma coisa deu para decidir, que é a minha participação política futura quando chegarmos às eleições:
Se não mudarem os “artistas”, e a “peça de teatro”, irei votar “sim senhora”, mas é em branco, para de alguma forma os mandar a todos àquela parte!

Já sei, já sei que assim não se resolve nada ... mas o que querem estou farto!

E vai daí, se a maioria dos portugueses votasse em branco, poderia ser que alguma coisa mudasse nesta forma de fazer política em Portugal.

14 comentarios:

Fa menor disse...

Olha, eu vou nessa do voto em branco! Já há muito tempo que ando com isso na ideia.

Bom fim de semana

Peter disse...

Votar em branco é um risco, embora tenhas razão no teu descontentamento que partilho. De facto são todos iguais. Talvez seja de votar num dos outros, que não o PS, para que este não tenha a maioria.

Carol disse...

Há um dito popular que diz mais ou menos assim: a porcaria é a mesma, as moscas é que mudam! Acho que define de forma clara o que são os políticos em Portugal...

Desde o 25 de Abril que a sua única preocupação é o tacho, o poder. Nunca houve entendimento entre as diferentes cores, porque todos buscam o mesmo e os seus interesses estão em rota de colisão.

Se todos procurassem o desenvolvimento do país, certamente teriam comportamentos diferentes.

Compadre Alentejano disse...

Eu vou votar no BE, como protesto pela política de direita do Sr.Sócrates.
Sou inscrito no PS, neste momento "não militante", e, atendendo a que o Sócrates vai ganhar, irei fazer tudo para que não tenha a maioria.
Compadre Alentejano

António de Almeida disse...

-Já estive muito mais longe da abstenção. Não gosto do sistema político, com deputados obrigados à disciplina, para quê 230? Bastariam 100, na verdade até bastaria 1, e gerir as votações como capital social duma empresa.

Tiago disse...

Andam mais preocupados em atacar-se uns aos outros que em resolver os problemas do país... A política perde o seu interesse quando não é feita em prol dos cidadãos, mas em prol dos mesquinhos interesses partidários e económicos

Tiago R Cardoso disse...

dois actos da tragédia nacional.

eu voto sossegado em casa.

Ferreira-Pinto disse...

Um retrato fiel da piolheira que está instalada nas coxias do poder.

E a prosápia que os nossos actores políticos têm, os ares que se dão ... lá do alto ao mais baixo dos degraus ... das freguesias a Belém e a S. Bento ...

Mais do que em branco, talvez um voto num daqueles partidos microscópicos ... ou então nulo!

André Couto disse...

Subscrevo inteiramente o voto em branco como sinal de protesto contra a encenação de fraca qualidade que se assiste na Assembleia da República.
Fraca abstenção e elevada percentagem de votos brancos ou nulos, num claro:
"Exercemos o nosso direito de voto. Mas não reconhecemos a nenhum de vós vontade ou capacidade para ter a rédea do nosso país na mão".
Cumprimentos,

Adoa disse...

AS últimas vezes que votei foi em branco... já vao uns anos que votei a última vez...
TEnho de me inscrever no consulado para poder votar em branco novamente...

Forca no branco!!

Zé Povinho disse...

Mais um que está disposto a votar em branco atendendo à qualidade da política que se vem praticando neste rectângulo. Com estes actores não contribuo para o espectáculo.
Bom domingo
Abraço do Zé

joshua disse...

Lusitano, já podemos imaginar que perante uma catástrofe nacional qualquer que sobreviesse, teríamos Sócrates a espezinhar todas as demais forças partidárias, a ironizar e a rir delas, cheio de sarcasmo e parlapatice.

Esta forma de ser forte e desprezivo com os fracos, mas iguais, esmagando e anulando os seus contributos é de mau gosto, é arcaica, é primitiva. E é também de um profundo mau carácter.

Não voto em branco, mas sonho fazer parte de uma maioria silenciosa com coragem para tira o poder a quem assim gere com altivez e sem sinergias alargadas um País em maus lençóis como Portugal.

Abraço

lusitano disse...

Joshua

O votar em branco é apenas uma das possiveis hipóteses do meu voto, mas é realmente preciso, julgo eu, tirar a maioria a estes individuos que ser servem dela como se Portugal fosse a sua quinta privada.

Abraço

joshua disse...

Caro Lusitano, não podia estar mais de acordo. Se a democracia tem lições a dar, ter mão em essa possibilidade de dar o poder a quem nos respeite e a quem nos fale verdade, é uma delas.

Oxalá o possamos fazer em devido tempo.

Um abraço