O "Futibol"!!!

Hoje deu-me para escrever sobre futebol!
Não, não tem nada a ver com a desgraça protagonizada pela Selecção Nacional frente à “poderosíssima” Albânia!
Tem a ver com uma conversa que há uns dias tive ao almoço com uns amigos.

Para nos situarmos devo dizer que gosto de futebol (apenas gosto, não sou “doido” por futebol), sou adepto do Futebol Clube do Porto (durmo tão bem quando ganha como quando perde), vejo os jogos internacionais e torço pelas equipas nacionais, sejam elas quais forem (até o Benfica e o Sporting!!!), e percebo pouco, muito pouco do dito jogo.
Mas a conversa versava sobre o jogo em si, e como muitas vezes é penoso ver um jogo de futebol!

Que eu saiba o futebol é o único jogo de bola e similar, que não tem verdadeiras regras anti-jogo.
Se os jogadores quiserem ficar a trocar a bola no seu meio campo e os adversários não chatearem, (até porque um empate, pode ser bom resultado), nada os impede de o fazer.
Ainda neste jogo de Portugal, vimos o Bruno Alves (julgo eu) atrasar a bola para o guarda-redes, mas como não foi com o pé, mas com o joelho, tudo bem!

E os fora de jogo?
Mas porque é que raio há-de haver foras de jogo?
Então são 11 que estão em campo ou não?
Se há uns que estão “à mama”, estejam lá outros ao pé deles a defender, e talvez o jogo seja mais fluído e movimentado!

E o tempo útil de jogo?
Às vezes dá vontade de rir! São 90 minutos reduzidos a menos de metade!
Diminua-se o tempo de jogo, mas pare-se o cronómetro cada vez que o jogo pára e talvez deixemos de assistir aos guarda-redes a brincarem com a bola antes de a colocarem em jogo, e às quedas dos jogadores agarrados às pernas e a olharem pelo canto do olho para verem se o árbitro manda parar a coisa!

Em todos os outros jogos, que eu me lembre, o “tempo” pára, quando pára o jogo, há um tempo limite para passar o meio campo, há passos e tempos contados, há até punições específicas para o anti-jogo, ou seja, aqueles que não atacam, o que em português corrente se diz, “nem … nem saem de cima”!

Será que o futebol não ganharia muito em vivacidade e emotividade?
Afinal, a finalidade do jogo é meter golos, e vejam lá bem a média de golos que é produzida por jogo?!

E, já agora, uma de sociedade, de política.
Insurgimo-nos tanto (e com razão muitas vezes) com os ordenados dos administradores e outros que tais, e não vejo o pessoal a indignar-se com os ordenados imorais de tantos jogadores!

E já agora também uma ou duas perguntas:
Os jogadores pagam impostos sobre o que efectivamente ganham?
E onde é que os clubes vão buscar o dinheiro para pagar tais ordenados?
E a Segurança Social dessa gente é sobre o que efectivamente ganham?
E ….?

Não sei se ainda está vigor, mas dantes havia benesses de impostos, etc., para estes jogadores, pois tinham uma “profissão de desgaste rápido”!
Ora gaita, os gajos têm mas é uma “profissão de ganhar rápido”, pois muitos deles num ano, ganham mais que muitas famílias portuguesas na sua vida toda!

Ganham muito?
Então saibam poupá-lo para o terem quando "se lhes acabarem as pernas"!
Tenho dito!

11 comentarios:

salvoconduto disse...

Assino por baixo, excepto ser adepto do FCP... tsq, tsq...

Não se pode ser perfeito...

Bom fim de semana.

Daniela Major disse...

Equipa de estrelas... nunca dá bom resultado. Nos mundiais e euros, quem ganham são os humildes.

Carol disse...

Ora nem mais, meu amigo!
Mas, se eles têm todas essas benesses, nós, enquanto cidadãos, também temos culpa. Nunca vi nenhuma organização, nem nenhuma massa espontãnea a manifestar-se contra isso.

Peter disse...

Gosto de futebol, mas não sou "doente", sou como tu, apenas torcendo pelo Sporting.
O que se viu contra a Albânia é fruto da falta de profissionalismo dos nossos jogadores. Enquanto vemos os espanhóis, ingleses ou alemâes a jogarem sempre até ao último minuto, os nossos vaidosos pseudo-craques jogam pachorrentamento, esperando inutilmente pelo golo que há-de aparecer.
Dá prazer ver um jogo em Inglaterra: aqueles cânticos que duram até ao fim do jogo, mesmo com a equipa a perder, estádios cheios, jogo sempre a correr, sem simulações de jogadores atirando-se para o chão a fingir lesões, perante a complacência dos árbitos, como sucede por cá. A arbitagem portuguesa matou o nosso futebol e o apito dourado enterrou-o.
Claro que há a política a imiscuir-se e a aproveitar-se das vitórias e todos os negócios menos claros que giram em torno do desporto-rei, que de rei já não tem nada e dos seus dirigentes. Estes, mais interessados em ganhar protagonismo(como os árbitos) e em fazer dinheiro.

mac disse...

Considero o basquetebol um verdadeiro desporto,ao cotrário do futebol. Ali, qualquer contacto fisico entre adversários é penalizado, sempre que alguém vai ao chão o conómetro pára, há jogo bonito, e não há hipótese de andar a passear com a bola...
O futebol é apenas uma maneira de o pessoal andar distraído, e uns quantos porem milhares de euros ao bolso, sob a complacência do povo...

António de Almeida disse...

-Quanto ás leis do futebol sou pela manutenção do fora de jogo, de resto subscrevo todas as propostas do amigo, e acrescento a utilização dos meios tecnológicos à disposição da arbitragem. Quanto a impostos também estou de acordo, agora os jogadores descontam sobre a totalidade do salário, e têm uma reforma sobre toda a carreira contributiva, convém relembrar que ainda há poucos anos todos os cidadãos recebiam de reforma uma fórmula que calculava os melhores 10 dos últimos 15 anos antes dos 65, o que na prática colocaria os jogadores de futebol a descontarem para uma reforma que não iriam obter, o que era injusto, daí o regime de excepção, hoje como é sobre toda a carreira contributiva, a questão é diferente. Sou contra tectos salariais, eles devem ganhar tanto quanto conseguirem, mas os clubes també só devem pagar o que podem, pelo que o mercado funciona, desde que existam sanções para os incupridores, que não devem poder fazer concorrência desleal.

Ferreira-Pinto disse...

Eu lido o texto e os comentários fico quase sem que dizer ... excepto talvez que se Karl Marx tivesse visto o futebol dos nossos dias, especialmente aquele que os nossos jornais nos querem ver, diria que é este, e não a religião, o ópio do povo!

Não digo que não goste de um bom jogo de futebol (e esses normalmente vêem-se em Inglaterra ou Espanha), mas há coisas que francamente!

E sou dos que prefiro ver a minha equipa a jogar bem e perder ou empatar, do que jogar quanto baste para marcar o golo da ordem. Coisa em que os clubes e a nossa Selecção são pródigos.

Por acaso, neste domínio, também não sou perfeito ... sou do Fêcêpê! Mas não fanático ...

Tiago R Cardoso disse...

De facto algumas regras não se inserem nos tempos modernos.

acredito no fora do jogo mas a partir da linha da grande área.

acredito na ajuda das tecnologias.

quanto ao tempo, se cada vez que parasse o jogo o tempo parasse tínhamos coisa para horas e horas, isso implicaria diminuição do tempo de jogo.

uma vez estive num jogo de hoquei, 25 minutos para cada parte e ele demorou 2 horas.

Quanto aos ordenados, se tem gente que paga aquilo burros seriam eles se não aceitassem...

Zé Povinho disse...

Não vou muito em futebóis, talvez porque há demasiado dinheiro envolvido naquilo que era suposto ser um desporto, mas está mais virado para o negócio do que outra coisa. Como costumo dizer, há demasiado dinheiro e muita paixão para o meu feitio. Eu não contribuo para esse peditório, e só torço quando jogamos contra equipas e selecções estrangeiras.
Bom domingo
Abraço do Zé

joshua disse...

Quase todas as opiniões que expendes, Lusitano, têm a minha concordância. Mesmo o facto de seres do meu FCPorto consola sempre.

Abraço

Portus Civitas Virginis

Adoa disse...

Respostas a essas perguntas?
Nao as respondas que ainda te acontece uma desgraca...

lololol

Concordo !