Que raio de educação é esta???

Aqui há uns dias, se me não falha a memória, vieram informar o país da colocação dos professores e que muitos tinham ficado de fora, julgo eu por já não haver lugares para eles.

Pois bem, o meu neto mais velho entrou agora para o 1º ano numa escola pública e qual não é o espanto quando se verifica que na mesma sala e ao mesmo tempo estão alunos do 2º ano e que a professora dá aulas simultâneas aos dois anos!

Dizem-me, gente que sabe destas coisa do ensino em que eu sou um leigo, que este modo de proceder é do mais anti-pedagógico que pode haver.

Realmente e usando apenas o bom senso parece-me uma coisa sem pés nem cabeça, que eu sei bem, era, julgava eu, utilizada no antigamente.

Ora bem, passando de lado o facto de percebermos que afinal ainda havia lugares para professores, retiramos a conclusão que o ensino em Portugal continua pelas ruas da amargura.

Tenho para mim, e já o disse várias vezes, que o maior problema do nosso país está na educação dos portugueses.

E não é só a educação de aprender as matérias de formação intelectual ou profissional, é sobretudo e também a educação cívica, a educação que pode fazer dos portugueses gente bem educada e respeitadora dos princípios e uns dos outros.

Sabemos que esta educação começa em casa, obviamente, mas tem de ser continuada na escola o que não é nitidamente possível usando os métodos acima descritos.

Digam lá vós, leitores/comentadores de vossa justiça.

3 comentarios:

Carol disse...

Ora nem mais, meu caro amigo!
A educação é muito mais do que a instrução que nos é dada na escola; é civismo e respeito pelos outros!

Ontem, num comboio que liga Porto a Aveiro, a função de revisor era desempenhada por uma mulher. Uma senhora bem-parecida, simpática e educada na casa dos quarenta/ cinquenta.
Em determinado momento, dois passageiros entraram em confronto verbal com a dita senhora. Insultaram-na, ameaçaram-na, enfim uma pouca-vergonha! Quer saber a reacção dos restantes passageiros? Riso quase geral!

Não sei o motivo que os levou a ter essa atitude (apesar de desconfiar quue o excesso de álcool teve alguma culpa no cartório), mas nada justificaria a atitude que tiveram.

Digo-lhe, do fundo do coração, naquele momento tive vergonha de ser portuguesa!

Ferreira-Pinto disse...

Caríssimo, um dos problemas maiores da dita EDUCAÇÃO em Portugal foi terem-na entregue aos peritos em coisa nenhuma que escondidos nos gabinetes da 5 de Outubro e derivados espalham experiências por tudo quanto é escola ...

Anos e anos de novos programas, manuais em catadupa redundaram nisto ... isso aliado a anos e anos de incúria dum sistema que, ousemos dize-lo, aceitava qualquer besta como docente ... podia não saber nada, podia ser um desequilibrado mental que logo arranjava colocação!

Paralelamente, inúmeras, para não dizer milhares de famílias, entregaram alegre e irresponsávelmente a tarefa de educar os seus filhos à escola, esquecendo que educação dá-se em casa e instrução na escola.
Contudo, eu próprio olvido que se muitos nunca tiveram educação como a podem transmitir?

Atente-se que hoje, quando se brada pela insegurança, seria interessante saber quantos dos assaltantes que, sendo nacionais, têm menos de trinta anos?

Os tais meninos que nascidos e formados na fornada dos anos enganadores da aparente abundância de dinheiro foram habituados a ter tudo e a nunca ouvir um não!

Compadre Alentejano disse...

Ainda me lembro que quando entrei na Primária, fiquei numa sala com a 3ª Classe, e os da 2ª ficavam com a 4ª.Para além disso, haviam escolas masculinas e femininas.
O rigor era enorme. Quando a professora estava a dar aula aos da primeira, os da terceira estavam a fazer exercícios de matemática, redacções ou cópias.E vice-versa.
Nunca tive problemas com os mais velhos, embora no recreio, a batatada até fervia...
Mas neste tempo, e há que o reconhecer, havia respeito pelos mais velhos, havia uma maior educação cívica, coisa que hoje escasseia...
Compadre Alentejano