Nem eu sei se é um adeus ou até breve ...

Ferreira-Pintto - 02.09.2008

Após alguma reflexão (não muita, confesso pois sou mais de impulsos), decidi suspender a minha participação neste blogue.
Foi um projecto que criei, que avançou por onde tinha de avançar mas que, neste momento, não me motiva minimamente.

A culpa é (quase de certeza) minha e de mais ninguém.
A minha tradicional bonomia e pouca apetência para a conflitualidade impediram-me de marcar bem os limites a partir dos quais apenas o criador do projecto poderia ter ido.
Paciência.

O NOTAS era maçudo porque tinha textos extensos e polémicos? Eu gostava.
O NOTAs era previsível na rotina agendada de autores? Eu gostava.
O NOTAS era lido por poucos? Eu gostava.

Já não gosto de um NOTAS onde excelentes textos são ocasionalmente abafados por outros.
Já não gosto da teoria de que o NOTAS para ser um blogue de topo tenha de deixar de ser de referência.
Já não gosto de num projecto que criei ser encarado quase como um estranho ou um convidado a quem se tolera a presença!

E como reconheço que não é legítimo estar sem estar, mais vale afirmar que não estou.
Volto a deixar bem expresso que a culpa é única e exclusivamente minha e de nenhum dos autores do colectivo.
Por isso, adeus ou até breve. Logo se verá.

6 comentarios:

Márcio disse...

Decisão refletida e pensada? Não...

lusitano disse...

Na minha terra, quando as pessoas se encomtram na rua costumam-se saudar-se com um: «Adeus, estás bom?»

Ou seja, aqui o adeus é para chegar e não para despedir, pelo que espero que o adeus seja a chegada breve.

Blondewithaphd disse...

Já sabes que penso que as Notas se tornaram "soltas", não é?

Daniela Major disse...

É uma pena...espero no entanto que continue a escrever no contra a corrente...

NuNo_R disse...

Boas...

Não consigo entender bem o que se passa, mas tenho de aceitar a posição do Quinttarantino/Ferreira Pinto.
Espero que seja um "até já".

abr...prof...

joshua disse...

Não dramatizes nem te dramatizes! Revitaliza-te na liberdade ou na rivalidade do texto ou da indiferença que pode ser o mesmo. Afinal quem lê que adira e compreenda?

Não há aqui um só texto, dos que consideras de relevo, que passe sem ser lido e apreciado por alguém e sem precisar de se submeter à seca do bacalhau da longa exposição ao sol do comentário profissional, ritual e salamaleque. Nada se perde de quem se cativa. Quando se deixa de cativar, tudo se perde, até o fio de prumo e o fio de norte. Quando muito, propunha uma solução de compromisso, mista, hybrida, que permitisse conjugar na semana dois tempos: o tempo das postas sucessivas e actualizadas ao ritmo dos eventos e um dia ou dois só para os tais textos-bacalhau na velha e notável exposição antiga, afinal uma referência, como bem disseste.

Apossa-te do que é teu e decidiste partilhar, e deixa, de uma vez por todas, de ter culpas.

Olha lá, ó meu badameco, sempre que (duas vezes ao ano) nos avisas que não estás nem estarás por aqui para passares a andar por aí terá de ser assim tão depois de o termos 'notado' há muito, fora do legítimo álibi das férias?!

A solenidade com que regressas, despedindo-te, merecia um anexo em PDF ou em PowerPoint à nossa altura de fiéis leitores, escrevas aqui, num seixo ou no Uluru e as formações rochosas vizinhas de Kata Tjuta.

QuintinoTarantino, não dramatizes nem te dramatizes. Estou ressentido com a tua volatilidade, do teu desaparecimento entediado daqueles a quem parece que um dia e por longos dias e muitas vezes ao dia cativaste e agradaste.

PALAVROSSAVRVS REX