Eleições nos EUA

Desculpem lá, mas eu não quero saber da senhora Sarah, do senhor McCain, do senhor Obama e de quem o secunda e não sei o nome, e só sei dos outros porque “andam na berra”.

Aliás, acho curioso que a maior parte das pessoas fartam-se de dizer mal dos EUA, que não têm nada que ser o “polícia do mundo”, que não prestam para nada, que são hipócritas e sei lá quantos mimos mais, mas depois tratam das eleições na América como se fosse coisa sua.

E por isso andam para aí a dizer: Eu cá votava no Obama, ou no McCain, como se isso influenciasse alguma coisa.
E depois ainda temos aquelas frases que eu acho muito interessantes, tais como: "Se os americanos votarem no McCain, são estúpidos, não sabem o que querem, ou vice versa!"

Mas quando cá no país, ou por essa Europa, votam nos Sócrates, nos Sarkozy, nos Berlusconi e por aí fora, e esses lhes fazem as vidas negras nos respectivos países, aí já não consideram que tenham votado mal, ou coisa parecida.
E é também engraçado pensarmos que os americanos se estão borrifando quem são os “potenciais” primeiros ministros da Europa, que ganham eleições, porque eles também não fazem a mínima ideia quem são os elegíveis.

Mas nós aqui pelo burgo, e pelos burgos da Europa até fazemos sondagens para saber quem ganhava em Portugal, na França, na Espanha, etc., se será o Obama ou o McCain, como se isso tivesse alguma influência nos eleitores americanos que já nos habituaram a votarem por vezes nos candidatos que nos pareciam menos elegíveis.

Por favor entendam-me, não estou a criticar quem se debruça sobre as eleições americanas, mas sobre esta “invasão” dos nossos espaços políticos, com uma política que não nos diz respeito e sobre a qual não temos a mínima influência.
Aliás quem devia votar na América deveriam ser os pele-vermelhas, ou índios, sei lá eu bem qual é o nome correcto, pois esses é que são os verdadeiros americanos.

Portanto, e sem qualquer desprimor para ninguém que comenta estas eleições (nos quais pelos vistos me incluo), sabendo mesmo assim que quer eu queira quer não, o “distinto” que ganhar as eleições nos EUA vai provavelmente influenciar a minha vida aqui na Europa, estou-me borrifando para quem ganhe aquelas eleições.

Aquilo é um circo (como aliás cá também), e se agora descobrem os “podres” dum ou duma, muito rapidamente vão descobrir os “podres” dos outros.
Como se diz por cá, “são brancos que se amanhem”, que neste caso será “são americanos que se amanhem”.

12 comentarios:

joshua disse...

Olha que certas máquinas partidárias portuguesas estão muito mais interessadas que os comuns portugueses em beber as dicas de show dadas por cada uma de essas campanhas.

O modelo é seguido ao pormenor.

PALAVROSSAVRVS REX

Ferreira-Pinto disse...

Confesso-me um pecador, amigo Lusitano ... interesso-me pelo que sucede a nível eleitoral em vários países na medida que aquilo pode mexer connosco... no caso dos EUA enquanto a contenda se resumia a McCain e Obama penso que nada de extraordinário dali poderia advir ... quer dizer, são conhecidas as posições, as teses e sabemos que McCain nalguns domínios inflectiu à Direita para agregar o voto dos fiés dos "elefantes", enquanto que de Obama sabemos que, para além daquele sorriso, está uma máquina muito bem montada e alguma complacência da Imprensa ...

Tenho de confessar, contudo, que a entrada em cena de um "canastrão" como a escolha de Obama é apenas a confirmação pelo próprio Barack das fragilidades que lhe foram apontadas, enquanto que a da senhora Palin me preocuapa não só pelas ideias que tem veiculado, mas pela hipótese real de, em caso de vitória e atendendo à provecta idade de McCain ou ela chegar a Presidente este mandato ...

Finalizo, realçando que ontem assisti a um bom pedaço da alocução de Thabo Mbeki à África do Sul pois com a comunidade lusa que lá temos é preciso saber que depois de Mandela, Mbki já era um produto de segunda mas agora com Jako Zoma a coisa ameaça degenerar de vez!

pedro oliveira disse...

Pois caro lusitano estou que nem o ferreira-pinto, podemos naõ influenciar,mas somos influenciados e como tal preocupo-me e tento estar informado sobre o que de lá vem, e se o resultado de 8 anos de bush é o que temos assistido nas últimas semana não é nada bom para nós mais 4 com Mccaine a dita senhora e aionda mais se o "velhadas" esticar o pernil.

PO
vilaforte

António de Almeida disse...

-Comecei a interessar-me pela eleições americanas em 1980, Reagan vs Carter, na altura em plena guerra fria, e até hoje tenho sempre tomado partido por um dos lados, o Repúblicano, excepto em 2004 que não apoiei W.Bush, mas também não torci por Kerry, e 2008 que estou por Obama (estarei a caminho de me tornar um esquerdista?). Mais a sério, a política americana ainda influencia o mundo inteiro, mas hoje em dia, num mundo cada vez mais globalizado, também não nos é indiferente o ditador que a cúpula do PC Chinês coloca na liderança de 1,2 biliões de pessoas, tal como não poderemos estar indiferentes a quem ocupa o poder no Kremlin, em Teerão, Israel, India ou Austrália, calculo mesmo que num futuro próximo, alguns países africanos farão parte da equação. Mas dou-lhe razão num aspecto, muitos dos que apoiam A ou B, fazem-no por questões de política externa, os americanos votam sobretudo (os que votam) por razões de política interna, a decisão estará provavelmente no Ohio, onde existem graves problemas de desemprego.

Carol disse...

Lusitano, a mim também me irrita ter que levar com os Obamas e McCains do mundo, mas o que é certo é que, apesar de nós não os influenciarmos em nada, eles influenciam-nos e de que maneira!

Assim, mais vale saber o que o futuro nos reserva e não sermos apanhados de surpresa.

tagarelas-miamendes disse...

Como eu o entendo.
Estas eleicoes parecem mais um "reality Zhow". Assusta perceber como cada vez mais as eleicoes sao campanhas mediaticas.Que cada vez mais a democracia, entendida como o direito de escolhermos quem nos governa, esta dependente de quem consegue produzir uma campanha melhor.
E quanto a estes serem americanos, eu ate acho que deviamos ter direito a voto, uma vez que tambem
sofremos com as suas decisoes.

Compadre Alentejano disse...

Compreendo. Há pessoas que não entendem a importância que as eleições têm para nós e, para todo o mundo em geral.
E a globalização ainda dá mais importância a este acto.
Talvez fosse melhor fazer como Putin. Pegou numa marionete,e colocou-o como Presidente e ele, autonomeou-se primeiro-ministro.Pode ser correcto, mas não é do meu gosto. Aliás, reprovo estes métodos com toda a repulsa.

mac disse...

Infelizmente, a escolha dum futuro líder dos EUA influenciará sempre as políticas da Europa, e também do resto do mundo.
Mas uma coisa é manter-se atento, outra coisa é o espectáculo que se gira em roda destas eleições em particular.
Agora pergunto, será que o Messias Obama é assim tão bom?? De discurso vazio e ambíguo...e não esquecer que Sócrates e Soares apoiam a 100% este candidato. É que, a partir do momento em que estes senhores são os melhores amigos de Chavez e CªLda, é de desconfiar de todos aqueles que eles apoiam...

Blondewithaphd disse...

Ámen!

lusitano disse...

Apenas um esclarecimento sobre o texto que escrevi.

Logicamente que não podem deixar de me interessar as eleições nos EUA, porque como eu afirmo no mesmo texto, quer eu queira quer não, elas terão sempre influência nas nossas vidas na Europa e no mundo.

O que eu queria dizer e penso que todos perceberam é que me "recuso" a fazer parte do circo, isto é, a preocupar-me com o que se diz deste ou daquele, desta ou daquela, primeiro porque já tenho coisas que me incomodem cá no burgo e em segundo porque apenas posso ficar pela preocupação pois em mais nada posso influir.

Os americanos votam lá á maneira deles que muito raramente tem a ver com a nossa, por isso acho um pouco ridiculo quando na Europa se fazem sondagens para ver quem ganhava se nós votássemos.

Já agora não acredito em "Dons Sebastiões", como não acredito em "evoluções na continuidade" pois já passei pelos dois e não deram grande resultado.

Obrigado pelos comentários de todos e a todos um abraço.

Ah e que ganhe o melhor para nós Europa que não sei se é o melhor para os americanos....

Carol disse...

E será que alguma destas opções é boa para a Europa?... Cheira-me que não.

Tiago R Cardoso disse...

pois eu cá não votava em ninguém, nem sei o que é que eles defendem, se calhar nem eles.