Orgulho de Portugal...

Nau portuguesa do século XVI em risco de ser submersa na Namíbia ... a nau quinhentista portuguesa descoberta em Abril ao largo de Oranjemud, no Sul da Namíbia, corre o risco de voltar a ficar submersa a partir de 10 de Outubro, último dia para manter a céu aberto o local da escavação garantido pelo consórcio Namdeb, formado pelo Governo namibiano e pelo grupo diamantífero sul-africano De Beers. Uma informação de que o Ministério da Cultura português não dispunha até ontem, reconheceu ao PÚBLICO o assessor de imprensa Rui Peças. "Vamos tentar perceber o que se passa", afirmou.


Um tesouro de 70 milhões em peças de valor inestimável ... Uma autêntica arca do tesouro. Logo em Abril … se soube que a nau quinhentista transportava uma quantidade incalculável de ouro, prata, cobre e marfim, além de objectos de valor histórico e cultural inestimável como astrolábios e instrumentos de navegação da época.
Entretanto foram encontradas mais de 2300 moedas em ouro do século XVI, muitas em prata, 13 toneladas de lingotes de cobre, dezenas de presas de elefante e cerca de 600 quilos de objectos como instrumentos de navegação e espadas. Uma descoberta cujo valor de mercado poderá ascender aos 70 milhões de euros mas cujo valor cultural é "inestimável".
Francisco Alves traça o perfil de uma descoberta que define como verdadeiramente extraordinária: "Este navio é o mais bem preservado da sua época fora de Portugal e há tantas moedas em ouro que talvez seja mesmo a mais importante descoberta africana à excepção do Egipto",
mencionava o jornal "Público"


Por vezes, são notícias como esta que me fazem sentir orgulho em ser Português!
Dum país de quase nada, saímos para o mundo todo, percorremos o mundo todo, deixamos no mundo todo as nossas “impressões digitais”, mesmo que algumas não tenham sido exemplos muito “exaltantes”.

Curiosamente, hoje em dia, alguns pseudo historiadores ditos portugueses até esta história querem colocar em causa, em nome não sei bem de quê.

Onde está hoje o orgulho desta raça portuguesa, (não me refiro a termos “rácicos”, mas a coragem, empenho, destemor, iniciativa, etc.), que tanto precisamos para sair da mediania, que já nem mediania é, mas perdoem-me o termo na comparação com o resto da Europa, é “baixania” ...

Depois a notícia lá reflecte o que acabo de dizer!
"Segundo uma notícia avançada ontem pela agência francesa AFP, o governo namibiano e a De Beers, um dos maiores produtores mundiais de diamantes - que ao longo dos últimos seis meses têm custeado juntos a preservação do achado -, não pretendem continuar a gastar os 1700 euros diários que a operação implica. Ao PÚBLICO, o arqueólogo Francisco Alves, da equipa que está a proceder à escavação e estudo da «mais importante descoberta de sempre da arqueologia náutica subsariana», confirmou o deadline, mas mostrou--se optimista quanto à possibilidade de se conseguir concluir o trabalho de recuperação nas próximas duas semanas".

Ou seja, há o perigo de se perder esta descoberta, mas não se lê na notícia a informação de que o Estado Português decidiu financiar os tais 1700 euros diários para se poder finalizar o levantamento da descoberta, talvez porque não a considerarem importante para o património histórico de Portugal!

Vamos vendo os nossos monumentos degradarem-se, os Castelos e as suas muralhas tantas vezes a caírem, os nossos museus fechados quando deviam estar abertos, ou seja, vamos hipotecando a história passada e depois ficamos sem nada, porque o presente e o futuro não auguram nada de bom.
Mas continuo a ser Português com orgulho, por isso mesmo assino Lusitano!

Uma homenagem a Newman

Desculpem-me aqueles que hoje aqui chegam à espera de uma opinião acicatada sobre os negócios de Sócrates e Chavez, o caso das casas da autarquia lisboeta ou a crise financeira nos EUA e no mundo, mas hoje não me apetece falar sobre nada disso.

Hoje quero recordar uma estrela, um homem de beleza inigualável, um filantropo generoso, um activista social e político, alguém que, para além de actor, foi realizador e que nunca se deixou limitar a um belo par de olhos azuis. Falo, como já devem ter percebido, de Paul Newman.

Nascido em Cleveland, em 1925, Newman cedo se deixou guiar para as artes dramáticas pela mãe, uma apaixonada pelo teatro. Isso levou-o a experimentar a arte da representação no liceu e na Universidade, pelo que quando chegou ao Actor's Studio, em Nova Iorque já se tinha estreado na televisão e na Broadway.
A estreia no cinema deu-se com o papel de um escravo grego, no filme O Cálice de Prata. Mais tarde, diria que este foi "o pior filme jamais feito" e colocou um anúncio de página inteira na revista Variety a pedir desculpa a todos quantos assistiram ao mesmo.
Nessa altura, considerou a hipótese de abandonar o cinema e refugiou-se na televisão e no teatro. Voltou às telas em 1956, em Marcado Pelo Ódio, num papel que seria de James Dean, caso este não tivesse morrido.

A partir dessa altura, os bons papéis começaram a suceder-se e trabalhou com nomes como Alfred Hitchcock, Richard Brooks, Martin Ritt, Otto Preminger, entre outros. Em 1968, realizou o seu primeiro filme - Raquel, Raquel, onde teve oportunidade de dirigir a sua mulher.
Após nove nomeações para o Óscar, só o viu ser-lhe atribuído em 1997 com A Cor do Dinheiro, de Martin Scorcese. Dez anos mais tarde encerrou esse capítulo na sua vida, dizendo numa entrevista:" Já não consigo trabalhar ao nível que queria. Começa a ir-se a memória, a confiança, a inventividade.".

A 26 de Setembro de 2008, um cancro de pulmão encerrou o ciclo da sua vida. O azul do seu olhar, a amargura e turbulência dos papéis que encarnou ao longo da sua carreira ficarão para sempre.

África, Portugal, a Europa.

Passei alguns anos da minha vida em África.

Primeiro na Guiné, durante a guerra, entre 1971/1973, e depois em Angola, de Março de 1974 a Novembro de 1975, a trabalhar, tendo ainda passado também, uns dias em Moçambique.
Ficou-me uma ligação profunda, sentimental até, a África e muito especialmente à Guiné e a Angola.

Isto vem a propósito de que, não há dia nenhum, acho eu, em que não pense nos problemas que estes dois países e tantos mais em África atravessam.
E se Angola é rica, muito rica, o que, se calhar, é a fonte de muitos dos seus problemas, já a Guiné, embora não seja tão pobre como querem fazer querer, tem problemas e carências de muito difícil resolução.

Angola, com um governo estável, competente e não corrupto, pode com facilidade sair da crise e resolver os problemas do povo angolano de tal modo que poderá vir a ser o país de África com melhor nível de vida.
A Guiné no entanto, precisando também de um governo estável, competente e não corrupto, precisa sem dúvida de muita ajuda externa para poder entrar no caminho do desenvolvimento e do progresso.

E é dever da Europa, de Portugal, neste caso específico da Guiné, fornecer essa ajuda, controlada de tal maneira que não seja utilizada apenas em proveito de alguns, mas para benefício de todos.
E não é apenas ajuda material, financeira, mas também na área da formação, da saúde, da administração pública.

Os problemas porque passa a Guiné passam também por outros países de África.
Com efeito, ao terem sido os europeus a traçarem as fronteiras destes países, fizeram-no segundo os seus interesses e acordos, não respeitando os reinos africanos milenares, os territórios das etnias, etc., etc.

Assim o resultado em alguns destes países africanos foi desastroso, como por exemplo na Guiné Bissau, onde num território do tamanho do Alentejo, mais coisa menos coisa, convivem mais de 20 etnias, (penso que serão muitas mais), com todas as dificuldades inerentes ao bom entendimento, ao entendimento de uma nacionalidade única, às dificuldades culturais, e por aí fora.

Lembremo-nos que muitas destas famílias étnicas, e até mesmo famílias de sangue, estão separadas por diversas fronteiras de diferentes países, sendo logicamente impossível fazer compreender a estas pessoas que as fronteiras dos países, são mesmo fronteiras.

Enquanto os portugueses estiveram na Guiné e por força da guerra, a população beneficiava, por exemplo, dos serviços médicos militares, pelo que, a população estava bem servida não só ao nível da clínica geral e da urgência médica, mas também da prevenção das doenças, como o paludismo e a doença do sono, melhor até que os países vizinhos.

Os militares, muitos deles empenhavam-se na educação, sobretudo na escolaridade básica, sobretudo das populações junto aos quartéis.

E isto que aqui cito a título de exemplo, passou-se não só na Guiné mas em muitos países de África, que com as independências e muitas vezes abandonados à sua sorte sem para tal estarem preparados, ficaram à mercê de uns quantos oligarcas, ficaram mesmo no limiar das possibilidades de sobrevivência.

E nós Portugueses, Europeus, temos sem dúvidas responsabilidades no desenrolar de todas estas histórias!

Não podemos assobiar para o ar, nem sequer oferecer ajuda como se magnanimamente estivéssemos a fazer um grande favor.
Não, não é um favor, é uma obrigação que nos advém do facto de termos sido também causadores de grande parte dos problemas.

Claro que essa ajuda, seja ela material, em meios, em colaboradores, tem de ser organizada, controlada em todo o momento, de modo a que ela não vá beneficiar quem não precisa, quem retira aos outros o pouco que têm, quem tira da boca com fome a migalha que pobremente ainda alimenta.

Lembro-me que, no tempo de Margareth Tatcher, Primeira-Ministra do Reino Unido, ela abriu uma linha de crédito a fundo perdido, para que o governo dum país de África fizesse compras de primeira necessidade em Inglaterra.
Desconfiada e organizada como era, quis saber pouco tempo depois, e antes do embarque para o país de destino, o que tinha sido comprado.
Não ficou muito admirada quando soube que grande parte da linha de crédito tinha sido utilizada na compra de whisky, pelo que proibiu de imediato o embarque desse “bem de primeira necessidade”!

Por isso digo que a ajuda, qualquer que ela seja tem de ser organizada e bem controlada de modo a chegar àqueles que dela necessitam verdadeiramente.
E nós Portugueses e Europeus temos que ir interiorizando, temos que nos ir convencendo, que essa é uma obrigação nossa, não só por força da solidariedade entre os povos, mas porque somos em grande parte responsáveis pela história de África.

Quando o Dr. Mendes se agiganta, cuidado com ele!

Nada como um político deixar de ter um lugar de relevo para concluir que está na altura de “MUDAR DE VIDA”. Foi o caso de Luís Marques Mendes, o outrora chefe do PSD.
Mudou para umas empresas e mudou-se para escritor opinativo apresentando ideias que, enquanto andou na política, calou lá no seu íntimo.

É um mistério tramado, muio pior que o da estrada de Sintra, este de os nossos políticos enquanto lá estão fazerem precisamente o contrário daquilo que, quando saem, vêm dizer que devia ser feito!
A não ser que a disciplina de voto e partidária explique tudo.
Embora eu ache que a ausência de vergonha e de coluna vertebral também explique algumas coisas.

Uma das ideias que o dito Luís Marques Mendes topou agora é que temos tanta corrupção por causa dos impostos que temos de pagar, dos papéis que temos de assinar, dos “pede deferimento” que humildemente temos de assinar.
Depois de andar por ali a ruminar nesta interessante ideia, o Dr. Marques Mendes pede um Estado reduzido ao essencial e tudo será um mar de rosas, perdão, um laranjal florido!

Nós continuamos é sem saber o que é lá isso do Estado reduzido ao essencial, mas também com os Barrosos e Sócrates que nos calham é o mesmo.
E se for com a Senhora Dona Dama de Ferro lusitana será a mesma coisa …
Mendes ataca ainda a política macroeconómica que tem sido seguida nos últimos anos, sem especificar de quem são as principais responsabilidades.

"A verdade, porém, é que a crise que vivemos é, sobretudo, ditada por razões internas e por factores nacionais. Antes desta crise internacional já Portugal vivia em crise, já não convergia com a Europa, já se atrasava em relação aos seus parceiros europeus, já não criava riqueza suficiente para combater a exclusão social e para promover um desenvolvimento consistente", escreve.

"Os portugueses têm passado os últimos anos a fazer sacrifícios em nome de ajustamentos estruturais que não se concretizam, sem que vislumbrem, por isso mesmo, o retorno económico e social dos sacrifícios realizados. Daí até à perda de confiança vai um passo muito curto", refere ainda.

Esperem lá, este senhor não é o mesmo Luís Marques Mendes que foi ministro uma série de vezes e deputado da Nação?
E se sim, quando lá andou não sabia do que se passava ou está a brincar connosco agora?

Mais um debate par(a)lamentar no papo!

José Sócrates disse ontem, no final do debate par(a)lamentar, que a Europa estava a pagar um preço elevado pela ausência de regulação do mercado bolsista nos EUA e que era preciso tomar medidas para impedir os especuladores de voltarem a repetir a piada.
Esta tem imensa graça, especialmente vinda de quem quase parece o Marcello Caetano piscando à esquerda e virando à direita …

Confesso que não vi o debate par(a)lamentar, nem me ocupei a ver resumos da coisa pois à hora dos telejornais, este vosso criado suava as estopinhas no ginásio. Consequentemente, escrevo de ouvido.

Mas, ao que consta, Sócrates continua a chegar para o pessoal.
Aquilo não há “sound byte” paulo-portista ou moralidade à Louçã que o consiga levar às cordas. Antes pelo contrário.
O nosso homem, verdadeiro Plastic Man, responde ao que lhe convém, esquece as perguntas que não lhe convêm e mete umas estacas que a oposição segue, deixando cair o que podia incomodar.

Aliás, ele tem tanta sorte que Paulo Rangel (PSD) se estatelou ao comprido quando, embalado por um discurso que lhe estava a correr bem, asseverou que o PS tinha estado com as pastas que mexem com a segurança das pessoas durante os últimos quinze anos. E isto ininterruptamente. Tentou emendar e reduziu para dez, mas mesmo assim perdeu o norte e nunca mais recuperou.

E lá se safou o homem acenando com mais 400 milhões de euros para torrar em tecnologia nas escolas, 3000 militares da GNR que saem dos quartéis e vêm para a rua e mais uns malhos no PSD.
Ah, pois é … se há tipos com sorte, este é um deles!
Tomara o desgraçado do Gordon Brown ter a mesma sorte.

E prontos, está feito o relato de mais um debate par(a)lamentar!

Em jeito de rodapé, realço ainda que o menino de ouro do PS também deu um tiro no submarino das causas fracturantes quando proclamou que não está nem na agenda do Governo, nem na do PS alterar a lei por causa dos casamentos homossexuais ... quero ver a moçada da JS a mostrar os "tintins"!

Post Scriptum - Para terem acesso à reunião preparatória por parte do Governo do debate par(a)lamentar, façam o favor de ir AQUI

Misturar Kuahajoki com Bush para quê?

Será possível que se encontre explicação absoluta para o que sucedeu ontem em Kuahajoki, Finlândia?
Ou antes em Columbine, Estados Unidos?
E será que Portugal está longe de tão infausto acontecimento vir a suceder entre nós?

Tirando esta interrogações, às quais não sei de resposta certa, sei de quem tenha aproveitado para a partir do sucedeu em Kuahajoki, pela mão de Matti Juhani Saari, de apenas 22 anos de idade, fazer uma diatribe contra os que, na sua visão, são os trastes que só sabem falar de Columbine e do alegado laxismo de George W. Bush quanto à posse de armas nos EUA.
Defender que se o massacre tivesse sido nos EUA já muitos estariam a vociferar contra Bush, é dum oportunismo atroz e duma demagogia do mais rasteiro que existe.

Desde logo, porque a aparentemente pacífica Finlândia, além da NOKIA, de uma vodka jeitosa, das renas, das saunas e dos ases do volante, também se particulariza por ser um dos países do mundo com uma das maiores taxas de posse de armas. Quer dizer, está ao nível dos EUA e do Iémen.
Em segundo lugar, porque por muito canastrão que George W. Bush seja, a permissividade ao poderoso sector dos amantes das armas nos EUA não é um exclusivo republicano e muito menos deste Presidente.
Em terceiro lugar porque nestas horas não existem nem sistemas políticos ou sociais bons ou maus, antes buracos negros na mente humana e falhar comuns à sociedade.

Embora haja quem assevere que tudo isto resulta do laxismo de hoje, da ausência de autoridade do Estado e das instituições, da desagregação da família, eu sei lá que mais, quantos casos há em que se escuta o “era tão boa pessoa, nunca se metia em problemas e agora isto …”.
Ainda ontem li que em Cascais, um jovem de 14 anos, aluno de um colégio religioso não foi de modas e esfaqueou os progenitores mandando os dois para o hospital.
Sou agnóstico, mas nem por isso taxativamente afirmo que aquilo é fruto de uma educação clerical repressiva.

Por isso, àqueles que são sempre pelas certezas absolutas aconselho moderação e prudência.
A sua sanha pode-se virar contra eles!

Escrevi isto na maior das calmas, ae som de “Suicide & Redemption”, do recente “Death Magnetic” dos Metallica. E não me deu vontade de matar ninguém!
O aviso é só para os que explicam estas coisas pela música que se ouve.

O Governo "deseja" e a coisa acontece? Às tantas ...

Andam aí umas más-línguas a denegrir tudo o que é acção governativa e, a cada dia que passa, o dilecto Governo da nossa querida Nação dá-nos provas da sua capacidade, argúcia e engenho.
Por exemplo, o Pinho “desejou” que as empresas petrolíferas baixassem o preço dos combustíveis e logo um senhor da BP ordenou que ele subisse.
Mas, afinal, aquilo era tudo táctica para nos enganar, cambada de parolos que somos e que nada entendemos destas coisas.
Aquilo estava tudo combinado.
É que o Pinho “desejou” novamente e … plim!
Baixou o preço da gasolina.
Ela ainda está super cara, mas como antes estava mais super cara um bocado já serviu para animar as hostes.
É caso para dizer, o Pinho deseja e a coisa acontece!

Já agora, quem andar a necessitar de ir ao Terreiro do Paço, deve ir hoje. Sem falta.
É que fica já avisado que só por muito azar dará de caras com algum ministro.
Esses vão andar a distribuir “Magalhães” pelas escolas do 1º ciclo.
Hoje são cerca de 273 computadores por ministro para entregar, mas o nosso Primeiro já disse que é preciso entregar 500.000.
Isso, isso … meio milhão de “Magalhães” a entregar aos nossos petizes.
Que, está-se mesmo a ver, ficarão uns ases num ápice.

Daí que Maria de Lurdes Rodrigues tenha previsto que ainda havemos de chegar ao milagre de no 9º ano ter uma taxa zero de reprovações.
A preocupação não é tornar obrigatória a escolaridade até ao 12º ano, é não haver “raposas” no 9º ano!
Isto sim são desideratos nacionais, nem que para serem atingidos se tenha de martelar números, sumários e, já agora, enfiar os parcos conhecimentos da miudagem à força de cachaporra!

Eleições nos EUA

Desculpem lá, mas eu não quero saber da senhora Sarah, do senhor McCain, do senhor Obama e de quem o secunda e não sei o nome, e só sei dos outros porque “andam na berra”.

Aliás, acho curioso que a maior parte das pessoas fartam-se de dizer mal dos EUA, que não têm nada que ser o “polícia do mundo”, que não prestam para nada, que são hipócritas e sei lá quantos mimos mais, mas depois tratam das eleições na América como se fosse coisa sua.

E por isso andam para aí a dizer: Eu cá votava no Obama, ou no McCain, como se isso influenciasse alguma coisa.
E depois ainda temos aquelas frases que eu acho muito interessantes, tais como: "Se os americanos votarem no McCain, são estúpidos, não sabem o que querem, ou vice versa!"

Mas quando cá no país, ou por essa Europa, votam nos Sócrates, nos Sarkozy, nos Berlusconi e por aí fora, e esses lhes fazem as vidas negras nos respectivos países, aí já não consideram que tenham votado mal, ou coisa parecida.
E é também engraçado pensarmos que os americanos se estão borrifando quem são os “potenciais” primeiros ministros da Europa, que ganham eleições, porque eles também não fazem a mínima ideia quem são os elegíveis.

Mas nós aqui pelo burgo, e pelos burgos da Europa até fazemos sondagens para saber quem ganhava em Portugal, na França, na Espanha, etc., se será o Obama ou o McCain, como se isso tivesse alguma influência nos eleitores americanos que já nos habituaram a votarem por vezes nos candidatos que nos pareciam menos elegíveis.

Por favor entendam-me, não estou a criticar quem se debruça sobre as eleições americanas, mas sobre esta “invasão” dos nossos espaços políticos, com uma política que não nos diz respeito e sobre a qual não temos a mínima influência.
Aliás quem devia votar na América deveriam ser os pele-vermelhas, ou índios, sei lá eu bem qual é o nome correcto, pois esses é que são os verdadeiros americanos.

Portanto, e sem qualquer desprimor para ninguém que comenta estas eleições (nos quais pelos vistos me incluo), sabendo mesmo assim que quer eu queira quer não, o “distinto” que ganhar as eleições nos EUA vai provavelmente influenciar a minha vida aqui na Europa, estou-me borrifando para quem ganhe aquelas eleições.

Aquilo é um circo (como aliás cá também), e se agora descobrem os “podres” dum ou duma, muito rapidamente vão descobrir os “podres” dos outros.
Como se diz por cá, “são brancos que se amanhem”, que neste caso será “são americanos que se amanhem”.

Sarah garante mão de Deus no Iraque!

Está escrito algures que a senhora tem pouco tino.
Os nossos líderes nacionais estão a enviar os nossos filhos para o Iraque para uma tarefa que vem de Deus … é que há um plano e este plano é de Deus”, disse a senhora, assim mais coisa, menos coisa numa entrevista ao “New York Times”.

Tem pouco tino, mas deve ser levada a sério.
É que aquilo não é um deslize, é mesmo o que lhe vai na alma, na massa cinzenta e sabe-se lá mais onde.

Com o tal dito não só apresentou uma visão particularmente conservadora (notem que isto é quase uma ironia, pois aquilo é mais que reaccionário … é quase medieval), mas legitimou duma penada só a acção dos facínoras agregados em torno de Bin Laden, talibãs e “jihads” várias.
Pois se o Bush manda os filhos dos outros para a guerra de Bagdad a mando de Deus, não é também verdade que qualquer barbudo quando degola um ocidental, perpetra um ataque suicida ou atira um avião contra uma torre o faz convencido até ao tutano que foi Alá quem lho ordenou?

Estou, aliás, firmemente convicto que a dita cuja senhora dona, face a este meu fraco argumento, logo dispararia: “Ah, mas o nosso Deus é melhor que o deles!”.
E discussões nascidas a partir de argumentos destes, já nós sabemos como acabam … à cacetada!
Não sei se já perceberam, mas a senhora de que falo é Sarah Palin, escolha que se poderá revelar desastrosa por parte de John McCain para uma hipotética vice-presidência.
Esta é a mesma que há tempos não se ensaiou nada em afirmar que a Rússia é para manter debaixo de olho e, caso se porte mal, guerra para cima!

Vistas bem as coisas, isto é mesmo preocupante.
É que a dita Sarah gosta de dar uns tiros nos alces lá pelo Alasca.
Ora, se ela chega a Washington e por artes do demo, ou da idade do homem (e isto em caso de vitória republicana), chega à Casa Branca, vocês já viram no que nos metemos?
Acorda a moça um belo dia e pensa lá com os seus botões: “Eh pá, hoje apetecia-me dar uns tiros. Vou mandar uns mísseis ali para … para … olha, para qualquer lado!”

Para os que acham que isto sou eu a embirrar com a dita cuja, podiam ter visto ISTO e depois logo diriam lá se não é mesmo caso para se pensar duas vezes!
Mensagens governamentais e assuntos de Estado tratados pelo correio electrónico pessoal na Yahoo?

Estes do "cartel" de tolos não têm nada!

Não é que “nos últimos dez anos, sete empresas de «catering» que fornecem refeições preparadas a escolas e hospitais terão lesado o Estado em 172,6 milhões de euros”?

As empresas combinavam os preços a apresentar nos concursos, trocavam informações comerciais e asseguravam dois terços do mercado de prestação de serviços de fornecimento de refeições.
A suspeita de cartelização é da Autoridade da Concorrência (AdC).

Ouve-se falar em hipotéticas coimas de 37 milhões, eventuais processos aos gestores e impedimento de concorrer durante dois anos a novos concursos.

Pergunta tola do dia: está tudo tolo?
Isto era para serem tomadas medidas draconianas de imediato. Contra quem sonegou e contra quem andou a dormir este tempo todo!

Perguntas Tontas 3

Discute-se tanto agora o casamento "gay".
Porquê, os casamentos não deviam ser todos "alegres"?

Mais umas perguntas idiotas ...

Na senda das perguntas parvas, que irei manter enquanto me apetecer e enquanto a equipa não afinar o diapasão que aqui vai adoptar, aqui ficam mais duas:

- Você fica muito chateado quando vê que o PS recupera nas suas propostas do novo Código do Trabalho o que tanto criticou ao PSD e PP?
- E acha que o PSD e o PP ficam zangados ou esfregam as mãos de contentamento?

Mais umas tonterias ...

Mais umas perguntas perfeitamente descabeladas ...
Quem é que costuma ver o MOMENTO DA VERDADE?
Acham que uns hipotéticos 250.000,00€ valem o enxovalho?

Pronto, pronto ...
Aquela das perguntas descabeladas era só para disfarçar!

Perguntas Tontas 2

Repartição de Finanças assaltada por homens armados
Sacavém: encapuzados estão em fuga

A Repartição de Finanças de Sacavém foi assaltada esta quinta-feira por dois homens armados e encapuzados, disse à agência Lusa fonte da PSP.
O assalto ocorreu por volta das 12h30 tendo os homens fugido a pé, para parte incerta. A mesma fonte não soube adiantar qual o montante levado pelos assaltantes.
A Polícia Judiciária já está a tomar conta do caso.
No Portugal Diário


Será que os homens iriam pagar impostos atrasados e com vergonha do atraso e medo de serem assaltados iam encapuzados e armados?

Perguntas Tontas 1

Li os cabeçalhos dos jornais ditos de referência e como não consegui entender bem, pergunto:

Afinal, o Futebol Clube do Porto ganhou o jogo ou não?
.
"Inauguro aqui, uma espécie de rúbrica, com o titulo "Perguntas Tontas", por motivos óbvios, e peço aos outros colaboradores que ajudem, que colaborem na mesma.
Gaita, estou farto de estar sozinho aqui por estas bandas!!!

Parcialidades e Imparcialidades!!!

Aquelas e aqueles que costumam vir a este espaço, já conhecem decerto que as minhas preferências “clubisticas” vão para o Futebol Clube do Porto.

Digo isto logo de entrada para que não se pense que este texto tem a ver com o FCP, (cuja minha preferência não me tira o sono, quer ganhe, quer perca), mas sim com a incrível parcialidade dos meios de comunicação portugueses.

Todos nos lembramos quando foi a saga sobre a decisão da UEFA da manutenção do FCP na Champions, como os jornais todos e todos os dias davam noticias sobre o que se passava, o que dizia o SLB, o VSCG, o “distinto” Platini, e por aí fora, aos quais podemos acrescentar rádios, televisões e sites como o “mais futebol”, etc.

Ontem chegou ao conhecimento de todos o acórdão do TAS sobre a decisão de manter o FCP na Champions, que “arrasava” a justiça desportiva portuguesa e até a própria UEFA, e curiosamente apenas o JN e o Jogo acharam importante a divulgação do que o mesmo acórdão dizia, sendo mais tarde seguidos pelos outros meios de comunicação, mas nitidamente porque seria demasiado acintoso não fazer referência ao mesmo.

E “prontos”, um assunto que andou dias inteiros nas primeiras páginas dos jornais enquanto parecia desfavorável a uma das partes, deixou de ter interesse agora que parece ser favorável a essa parte.

Dá que pensar, não dá, sobre a imparcialidade da informação portuguesa?!

Dá vontade de dizer como dizia o outro: Ainda por cima o pessoal pratica "desPorto", não pratica "desLisboa"!!!

Que raio de educação é esta???

Aqui há uns dias, se me não falha a memória, vieram informar o país da colocação dos professores e que muitos tinham ficado de fora, julgo eu por já não haver lugares para eles.

Pois bem, o meu neto mais velho entrou agora para o 1º ano numa escola pública e qual não é o espanto quando se verifica que na mesma sala e ao mesmo tempo estão alunos do 2º ano e que a professora dá aulas simultâneas aos dois anos!

Dizem-me, gente que sabe destas coisa do ensino em que eu sou um leigo, que este modo de proceder é do mais anti-pedagógico que pode haver.

Realmente e usando apenas o bom senso parece-me uma coisa sem pés nem cabeça, que eu sei bem, era, julgava eu, utilizada no antigamente.

Ora bem, passando de lado o facto de percebermos que afinal ainda havia lugares para professores, retiramos a conclusão que o ensino em Portugal continua pelas ruas da amargura.

Tenho para mim, e já o disse várias vezes, que o maior problema do nosso país está na educação dos portugueses.

E não é só a educação de aprender as matérias de formação intelectual ou profissional, é sobretudo e também a educação cívica, a educação que pode fazer dos portugueses gente bem educada e respeitadora dos princípios e uns dos outros.

Sabemos que esta educação começa em casa, obviamente, mas tem de ser continuada na escola o que não é nitidamente possível usando os métodos acima descritos.

Digam lá vós, leitores/comentadores de vossa justiça.

Do coração!!!

Lusitano - 12.09.2008


Minhas caras amigas e meus caros amigos autores, colaboradores, comentadores e leitores do Notas Soltas, Ideias Tontas.

Sinto-me um pouco “encurralado”, salvo seja, pela responsabilidade que uns me pedem de ir continuando o blogue, mas também porque, (posso estar enganado), me parecer que sou parte do problema, ou pelo menos dos factos que lhe deram origem.

Tal como já disse mais abaixo, fui talvez o último a ser convidado para fazer parte dos colaboradores deste espaço que me habituei a frequentar com muito gosto e prazer, pelo que, talvez seja também o que menos deveria opinar.

Mas como em tudo o que faço na vida, quando aceito colaborar com alguma coisa, entrego-me e passo a considerar a “coisa” como coisa minha, aceitando o que os que me convidaram me propõe e aceitando também as regras que estejam estabelecidas, e defendendo a “coisa” para que fui convidado e aceitei.

Não me impuseram quaisquer regras, a não ser obviamente as do bom senso e boa educação, mas isso é parte constante da minha vida.

Tenho para mim no entanto, que para haver algum entendimento na utilização do espaço, algumas regras deveriam existir, não como “castradoras” da iniciativa, da criatividade, da opinião, mas antes pelo contrário, para que aqueles que aqui vêm ler, comentar, possam ter acesso a tudo o que os autores e colaboradores escrevem.

Quero com isto dizer, por exemplo, que em meu entender, (e posso estar redondamente enganado), uma sucessão de textos de autores diversos no mesmo dia, corre o risco de não ter o efeito desejado, ou seja, os últimos a serem colocados serão lidos e comentados, e os primeiros, onde podem estar também opiniões interessantes e diversas, nem sequer são aflorados pelos visitantes.

Ninguém escreve, julgo eu, para ser comentado por muitos ou poucos comentadores, como se se tratasse de um concurso, mas aquele que escreve gosta, na maioria dos casos, de perceber se aquilo que escreveu atingiu o “alvo”, se foi correcto, se foi apreciado.

De qualquer modo, embora como digo acima, ao aceitar o convite para colaborar sinto o Notas como coisa minha também, não posso deixar de sentir o incómodo de estar a continuar algo de que não fui fundador, que teve uma génese própria, e que não tendo comigo os fundadores, fundadoras, não tenho a vontade e direcção que lhe foi inscrita na matriz e que lhe deve continuar a ser imprimida.

Porque, pelos comentários, nos apercebemos que este projecto é querido por muitos, peço àquelas e aqueles que saíram, ou suspenderam a sua participação, que regressem para juntos darmos continuidade certa e correcta àquilo que por vós foi idealizado.

E se for preciso eu sair para que tal aconteça, acreditem minhas amigas e meus amigos, que o farei sem quaisquer problemas ou sentimentos de ofensa e que aqui continuarei a vir ler e comentar como todo o gosto e prazer.

Com a minha idade digo-vos que na minha vida já tomei muitas decisões de que voltei atrás, e não estou nada arrependido.

Creiam-me, para além de um colaborador livre e dedicado, um amigo que se habituou a procurar-vos para convosco debater e aprender.

E como escrevi isto de repente, não releio para não ser possível qualquer arrependimento sobre o que aqui escrevi.

Uma espécie de Adeus

Dalaila 12-09-08

Não vou embora, porque virei cá sempre na mesma, mas acho que estou muito longe de corresponder a este blog, pouco escrevi, dediquei-me pouco, acho que o farol me absorve.

Também vou, até ao meu vento do norte.

Obrigada por tudo, e quem ficar por cá que não pare, nós e outros gostavamos muito de vos continuar a ler.

Até sempre e desculpem se desiludi!

António de Almeida 11/09/2008



-Considero O Notas Soltas, Ideias Tontas, um excelente blogue, criado pelo Quintarantino, actualmente assinando como Ferreira-Pinto, desenvolveu este projecto, ao qual acrescentou o Tiago R. Cardoso, a que se seguiram outros colaboradores. Tive o prazer de os ler com regularidade, comentar com frequência, umas vezes convergindo, outras divergindo, como é próprio de pessoas que pensam por si, mas sempre com respeito mútuo e elevação no debate. Posteriormente tive a honra de ver publicados alguns textos que enviei para a excelente rubrica Notas Emprestadas, que também me possibilitaram, e certamente a outros leitores, conhecer pessoas que apenas tinha lido em caixas de comentários. Um dia sou surpreendido com o convite do Tiago R. Cardoso para colaborar no Notas, que após esclarecimento do projecto pretendido, que passava por divergência entre pontos de vista, e debater actualidade ou escrever sobre o que nos apetecesse, resolvendo aceitar, porque os autores deste espaço me merecem tal respeito, embora escreva sem condicionalismos, e permita comentários quase ao limite do insulto, a única barreira que efectivamente coloco, a partir da qual apago um comentário, a minha tolerância pela opinião e liberdade alheia é de facto grande, apenas não respondo a provocações, mas repito, foi sempre um prazer debater com os autores do Notas, razão pela qual só poderia aceitar passar o debate das caixas de comentários para os posts. Não tenho uma visão clara do que deve ser um blogue, aliás, não sei se alguém a terá, existem tantos e diferentes, vários de excelente qualidade, cada um com o estilo de quem o escreve, depois existem blogues colectivos, onde o limite a meu ver fica colocado no respeito mútuo entre os seus autores, e nas regras a existirem que tenham sido criadas e aceites por todos. Até hoje ninguém no Notas disse que o que poderia ou não escrever, não tive qualquer texto censurado ou editado, sempre escrevi com liberdade absoluta, quando, como e sobre os assuntos que entendi, não vim até aqui em busca de protagonismo, já escrevo há algum tempo o Direito de Opinião, e colaboro n' O Andarilho, vim sim procurar contribuir para um espaço que aprecio e respeito. Mesmo não sabendo exactamente o que será um blogue, sei que não é uma empresa, para se lançarem OPA's, nomearem administrações ou afastarem fundadores, quando li o post assinado pelo Ferreira Pinto, obriguei-me a reflectir, entretanto alguns colaboradores deste espaço começaram a sair, decidi aguardar mais uns dias em reflexão para tomar um decisão em absoluta consciência, mas que também não pudesse ser entendida como qualquer forma de seguidismo, acreditem que apesar de tudo não é uma decisão fácil, o post já vai longo, mas tenho de afirmar o óbvio, a partir daqui deixo de colaborar neste espaço, assumindo a minha quota parte de responsabilidade, se este projecto não conseguiu obter o sucesso pretendido. Quero no entanto fazer um apelo, ao Ferreira-Pinto, que não deixe morrer um projecto que em tão boa hora criou, que volte a assumir o controlo, e lute por conseguir transmitir a identidade ao projecto em que acredita, pela minha parte, porque não saio magoado com quem quer que seja, estarei sempre ávido por ler, e disponível para comentar. Uma última palavra de apreço para com pessoas que apenas conheci, depois de me ter tornado autor do Notas, a Dalaila, o Marcos, o Lusitano ou aquele que considero o melhor dos leitores, sem desprimor para qualquer outro, o Compadre Alentejano. Muitos mais poderia citar, mas já os visitava antes do Notas, continuaremos a encontrar-nos por aí. Até sempre, bem haja e obrigado por tudo!

Notas Soltas, Ideias Tontas

Lusitano - 09.09.2008


O último comentário colocado pelo “compadre alentejano” no meu texto sobre Angola, leva-me a escrever estas palavras, que espero não sejam consideradas como pressão sobre ninguém, mas como uma constatação de facto.

Sendo o último a entrar neste blogue por convite do Tiago Cardoso, que muito me orgulhou, é com pena, muita pena, que vejo este projecto Notas Soltas, Ideias Tontas parecer estagnado, adormecido, esquecido.

E tenho pena porque me tinha habituado a vir aqui diariamente ler as mais diversas opiniões e comentários sobre todas as coisas que envolvem a sociedade, que envolvem o homem no seu dia a dia.

Não tenho conhecimento certo de quem fundou este projecto, este blogue, mas percebi que o Quinttarantino/Ferreira-Pinto e o Tiago Cardoso eram os dinamizadores, eram os “pólos de atração”, eram numa só expressão, a “alma mater” deste espaço.

E quando falta a alma...

Angola, pobre Angola!!!

Lusitano - 06.09.2008

Estive hoje ali a almoçar com alguns daqueles que trabalhando na construção civil vão construindo a obra sonhada no tempo.

Claro que uns são portugueses de cá, da metrópole, como se dizia antes, mas outros são “portugueses” de lá, de Angola, curiosamente sentindo-se portugueses também, mas já filhos da revolução, que ainda não perceberam o que a mesma lhes trouxe de bom, nem eu sou capaz de lhes explicar.

Parece pouco a liberdade, para tanta promessa!!!

E pergunto-lhes no meio do tinto e das febras de porco:
Então não foste votar?

E a resposta vem pronta:
Nós? E eles querem lá que a gente vá votar!

A coisa está feita, e é assim por uns tempos, por umas décadas, sei lá!

Dão-se máquinas de lavar a quem não tem electricidade em casa, dão-se tractores a quem não tem gasóleo, nem terras para plantar, e vão-se ganhando eleições, a quem não sabe em quem votar.

E entretanto, um país rico, com tudo o que um país rico pode ter, e “apenas” com oito milhões de habitantes num território catorze vezes maior que Portugal, continua a viver na indigência, que dos poderosos nem sequer se aproxima.

E ainda dizem, (o “chefe” claro), que vai combater a corrupção, dos outros certamente, porque a dele, não é corrupção, é apenas um modo de governar, ou melhor, de se governar.

E o povo lá está, na festa, convencidos ou não que a luta continua, só que ainda não perceberam que a festa é deles, (dos que lá estão), e nada tem a ver com a festa que o povo quer, que o povo anseia.

O que é isto me faz lembrar?

E nós por cá tudo bem, como dizia o poeta?!!!

Primeiro passo

António de Almeida - 05.09.2008

-Seria de esperar que o governo anunciasse o reforço das verbas com a segurança em sede de Orçamento de Estado. Aliás a segurança é dos sectores cuja responsabilidade deve continuar a pertencer ao Estado, sob pena de sermos obrigados à discussão de outras questões, como o direito à legítima defesa entre outras. Mas 2009 também é ano de eleições, e se a actual onda de criminalidade continuar com visibilidade, e a merecer a preocupação dos portugueses, será de esperar que não fiquemos por aqui, e que o poder político se disponha finalmente a responder aos que teimam em viver à margem da lei.

Antes tarde do que nunca

Tiago R Cardoso - 04.09.2008

Faz-me confusão as reacções ás noticias, mais do que a própria noticia, diga-se que é uma noticia normal de um estado a actuar em defesa da segurança, o governo aprovou hoje o novo regime jurídico das armas, que prevê a aplicabilidade da prisão preventiva em casos de crimes cometidos com detenção ou com recurso a arma proibida.

Quem for contra a medida, levante a mão e faça o favor de dizer.

Não acredito que se deva meter tudo o que é feito, seja de bom ou de mau, no mesmo saco.

Depois temos reacções do tipo extraterrestre, “Uma cedência populista que diz bem da falta de determinação política deste Governo no que diz respeito à segurança. Lamentável...”, um anónimo no Publico.

Cedência populista????

Lamentável???

Senhor anónimo, antes tarde do que nunca.

Evidentemente que não são com medidas avulso que se resolve a questão, quando o que se pretendia era uma intervenção de fundo.

Evidentemente que não é com um “super policia”, que a coisa vai, nem que ele se apresente de capa e tudo.

No entanto se existem medidas correctas, quase de certeza que esta é uma delas, o que se espera é que os tribunais avancem rapidamente com estes processos, senão teremos mais uns homicidas na rua, como o outro senhor, que fez o que fez e de vinte apenas esteve lá dentro três.

Talento desperdiçado

António de Almeida - 04.09.2008




-E que jeito daria este rapazinho a muitas equipas de futebol. E já agora, extraordinária banda sonora.

Hipocrisia europeia ao mais alto nível

António de Almeida - 03.09.2008

-Como afirmei na altura, a hipocrisia europeia ao mais alto nível, não hesitaria em negociar com a Sérvia uma eventual adesão à U.E., em troca de concessões, por cima e por baixo da mesa. Ás claras pretende-se a adesão do país à cooperação com o TPI, cuja prova é obtida com a entrega de Karadzic, já cumprida, e Mladic, por cumprir. Por baixo da mesa, mas sempre presente, a questão do Kosovo, na qual Belgrado pode esboçar um protesto para consumo interno, mas nada que se assemelhe aos direitos de soberania que Bruxelas reclama em nome da Geórgia, na Ossétia do Sul e Abkhasia. Falta ainda do Eliseu, falar a voz da chantagem, afirmando que o alargamento apenas será possível se os irlandeses ractificarem um Tratado que dá má fama a Lisboa.

A Justiça vista por um leigo na matéria...

Lusitano - 3.09.2008


Isto da justiça, analisada assim com a simplicidade dos que não estão dentro dos seus meandros, da sua “ciência”, é uma coisa muito estranha.

Se não, vejamos:
Uma pessoa é suspeita de uma qualquer coisa e perante umas provas que nem sempre são bem desenvolvidas e investigadas, é presa preventivamente.

Passados uns tempos um juiz/juíza decide perante tais provas, que não há “matéria” para levar o cidadão/cidadã a julgamento, mas não o inocenta, ou seja não dá como “provado” que o cidadão/cidadã é inocente, ou seja, não praticou os factos de que o/a acusaram.

Vai daí o cidadão/cidadã move um processo exigindo que o estado reconheça a injustiça da sua prisão e até que o indemnize.

E até ganha essa acção, mas ela não lhe confere o direito à inocência, ou seja, a suspeita de que praticou os actos criminosos referidos no processo continua “activa”.

O tribunal limita-se a afirmar que perante tais provas o cidadão/cidadã não deveria ter sido preso preventivamente, mas provavelmente ter tido outra medida de coacção.

Então parece que o cidadão/cidadã para ver reconhecido o seu direito à inocência teria de se disponibilizar a ir a julgamento pelos factos que lhe foram imputados.

Pois, mas o problema é que corre o risco de vir do Tribunal com uma sentença do tipo, «por “falta” de provas não é condenado», o que não é o mesmo que ser considerado inocente.

Não percebo nada de Direito, mas pelo que tenho visto, as coisas neste país (e nos outros?) vão correndo assim, o que nos leva a pensar que uma vez suspeito ou acusado de alguma coisa, o cidadão/cidadã enfrenta um calvário que faz lembrar “a pescadinha de rabo na boca”, até chegar à conclusão que o seu nome não ficou limpo, porque não foi considerado inocente, ou seja, porque o Tribunal não disse claramente:
Este cidadão/cidadã não praticou os actos de que foi considerado suspeito ou acusado!

Estarei a ver mal a coisa?
Talvez. Mas a verdade é que para a maioria do comum mortal que não percebe nada de Direito, é isto que “salta à vista”, é isto que é legítimo pensar.

Será então preciso que o Direito, ou melhor, a aplicação da Justiça seja mais clara, mais linear, que confira ao cidadão/cidadã o direito ao seu bom nome, não só nos meandros da justiça, mas também e sobretudo no “tribunal da opinião pública”.

Nota:
Com este texto não me estou a referir a nenhum caso em particular, mas logicamente o caso recentemente noticiado, levou-me a este escrito.

Cem mil para começar.

Tiago R Cardoso - 02.09.2008

Fosse eu, um normal cidadão e eu queria ver se o estado me pagaria cem mil euros de indemnização.

Evidentemente que o normal seria esse, um cidadão é preso injustamente e quando libertado deverá ter a possibilidade de ser indemnizado pelos estragos, sejam morais ou sejam patrimoniais.

A questão é outra, e se fosse eu ou tu?

Provavelmente levarias um “olhe, pode ir andando que não se passa nada”, sem reclamações ou ainda levava um processo por difamação.

No caso leva-se para começar cem mil e depois avalia-se o resto…

Claro que vai existir recurso sobre o assunto, mas acredito que no final, para alem da honra limpa, pelo menos para a grande maioria, porque outros continuaram a olhar para Paulo Pedroso de lado, os cem mil quase de certeza ninguém os tira.

Nem eu sei se é um adeus ou até breve ...

Ferreira-Pintto - 02.09.2008

Após alguma reflexão (não muita, confesso pois sou mais de impulsos), decidi suspender a minha participação neste blogue.
Foi um projecto que criei, que avançou por onde tinha de avançar mas que, neste momento, não me motiva minimamente.

A culpa é (quase de certeza) minha e de mais ninguém.
A minha tradicional bonomia e pouca apetência para a conflitualidade impediram-me de marcar bem os limites a partir dos quais apenas o criador do projecto poderia ter ido.
Paciência.

O NOTAS era maçudo porque tinha textos extensos e polémicos? Eu gostava.
O NOTAs era previsível na rotina agendada de autores? Eu gostava.
O NOTAS era lido por poucos? Eu gostava.

Já não gosto de um NOTAS onde excelentes textos são ocasionalmente abafados por outros.
Já não gosto da teoria de que o NOTAS para ser um blogue de topo tenha de deixar de ser de referência.
Já não gosto de num projecto que criei ser encarado quase como um estranho ou um convidado a quem se tolera a presença!

E como reconheço que não é legítimo estar sem estar, mais vale afirmar que não estou.
Volto a deixar bem expresso que a culpa é única e exclusivamente minha e de nenhum dos autores do colectivo.
Por isso, adeus ou até breve. Logo se verá.

Afinal, Paulo Pedroso tinha alguma razão!

Ferreira-Pintto 02.09.2008

Segundo avança a agência LUSA, o ex-dirigente socialista Paulo Pedroso ganhou a acção interposta contra o Estado por prisão ilegal no processo da Casa Pia.
Na sentença, o juiz considera que a detenção do ex-dirigente socialista foi um "erro grosseiro".
Pedroso queria 600.000,00€ de indemnização, mas vai apenas receber 100.000,00€ e isto caso o Ministério Público não recorra (se é que o mesmo é possível pois desconheço a instância em que o processo está).

Aguardo expectante as reacções dos “cães salivantes” do costume.
Certamente que encontrarão explicação para isto no facto de o PS ser Governo ou no Código de Processo Penal.
A esses, que uivam a tudo e mais alguma coisa, nunca lhes passará pela cabeça que possivelmente a prisão pode ter sido mesmo asneira!
E que qualquer cidadão devia ter o direito de, mesmo indo preso, não o ser em directo para as câmaras das televisões.