Universo paralelo

Tiago R Cardoso - 01.08.2008

Estamos num país supostamente democrático, cada um é livre de dizer o que pensa, acreditar em diferentes coisas e totalmente livre de avançar com qualquer estupidez.

"Os portugueses acham que os gestores não devem ser remunerados pelo sucesso, palavra maldita da língua portuguesa" – José Miguel Judice.

Dizer absurdos faz parte da cultura de muita gente, o pior é quando eles acreditam mesmo nesses absurdos, andando em mundos paralelos e realidades diferentes do comum cidadão.

Em teoria, para alem de um universo infinito, teríamos universos paralelos em diferentes dimensões, existindo ligações que permitiriam a passagem entre universos, poderá ser este o caso, alguém que cai neste universo vindo de um totalmente diferente, mas isto, realço uma vez mais, é só teoria.

Realmente é mesmo por isso que os portugueses não compreendem 500 mil euro de remuneração para o da Caixa geral de Depósitos, é mesmo por isso que não percebem 250 mil para o da TAP, é mesmo isso, acham que não se deve premiar o sucesso.

Recebe-se o Senhor Judice, o salário mínimo, uma pensão de miséria, um complemento social para idosos no valor de UM euro, trabalha-se de sol a sol, sem direito a reclamar e iria ver, era de facto o sucesso que preocupava o povo.

Não goze com o trabalhador, vá de férias sossegado lá para as Caraíbas ou para onde pensa ir, deixe de se colocar no lugar do povo, está mais que visto que vive num universo diferente do nosso, seja feliz, mas por favor, seja feliz longe.

8 comentarios:

Carol disse...

Eu, pela minha parte, não me incomodo nada que haja quem ganhe muito bem. Desde que, é claro, mostre trabalho!

O que me incomoda são as enormes discrepâncias existentes nas remunerações em Portugal. Mas isso não é culpa do senhor Júdice. É de todos nós que permitimos que, desde o 25 de Abril, o país tivesse enveredado pelo caminho da corrupção, do facilitismo e da incompetência!

Carol disse...

Ah, e lamento informar, mas muitos dos que vão para as Caraíbas e outros destinos do género fazem parte desse povo de que falas... Por isso é que há tanto crédito mal parado!

Compadre Alentejano disse...

Este Sr.Júdice já nos habituou às suas tiradas. Acha bem que um gestor público ganhe um ordenado alto, mas não concordo que um funcionário, também público, ganhe pouco mais que o ordenado mínimo...
Coerências de um Coimbrão...
Um abraço
Compadre Alentejano

C Valente disse...

Os barrigas cheias dão-se ao luxo de fazer pouco da miséria,
Ser pobre não é sinónimo de estupido, apenas não é um iluminado (será??)
Saudações amigas

Zé Povinho disse...

É muita "impáfia" vir sugerir que o sucesso de alguma empresa é "apenas" resultado do trabalho de um gestor, por muito bom que ele seja. Sei de muitos casos em que quando as coisas correm mal, as culpas caem em cima dos "mais pequenos" e nunca nos erros de gestão dos tais "gestores".
Ouço-os dizer que se queremos bons gestores temos que lhes pagar bem, mas nunca os ouço dizer que se querem bons profissionais de qualquer ramo, também se lhes deve pagar bem. Dos prémios nem falo, porque aí a vergonha é ainda maior.
Bom domingo
Abraço do Zé

joshua disse...

Qualquer cínico fala como o Sr. Dr. Júdice e entre um extraterrestre alheado disto e ele não há diferenças, a não ser a diferença para pior. Que se fodam os gestores, trabalhem e produzam, não cometam erros nem percam a noção do todo, como lhes compete.

Paguem-nos é bem a nós, em Portugal, respeitem-nos e valorizem-nos o suor. As ideias do Dr. Júdice são umas grandes palermices malabaristas que me cansam e inoculam anomia.

Se ele pensa assim, fala e escreve assim, irritantemente, é apenas como serviçal dos interesses corruptos e falsos que nos traem todos os dias.

PALAVROSSAVRVS REX

Compadre Alentejano disse...

Rectificação ao meu comentário anterior: onde está "concordo" deve-se ler "concorda".
Já agora, é bom lembrar que o sr.Júdice, mama à conta do Orçamento, pois trata-se apenas do maior fornecedor de serviços jurídicos ao governo...
Compadre Alentejano

Marcos Santos disse...

Apenas uma pergunta:

O PT do Lula está aí também?

Pois esse tal Judice parecem-me bem familiar.

E aproveitando a alcunha do sujeito, ele poderia estar sub-júdice. Talvez esteja aí, a solução.