O corte do aço

Tiago R Cardoso - 05.08.2008

“Não te preocupes é sempre igual”, aquelas palavras martelavam-lhe a cabeça, mas sempre igual porquê ?

Por momentos olhou, mediu e remediu, fez contas e mais contas, se fosse assim dava para tirar umas coisas, se fosse por outro lado, dava para tirar outras, esperava não se enganar e conseguir o que pretendia.

Sempre fora indeciso, a vida tinha o levado a ver as coisas de uma forma muito superficial, as indecisões variavam entre que tipo de “plásticos" iria comprar, mas aquela tormenta por onde passara ensinara-lhe muita coisa.

Achava que sabia mais e considerava-se agora um homem decidido, que sabia o que queria e por onde ia, sentia-se mais seguro, firme e consciente, no entanto continuava a fazer as coisas conforme sempre fizera, seguia as instruções e executava mecanicamente as tarefas.

Remediu outra vez e notou que tinha outra vez de seguir a instruções.

O ruido já era normal, nada de novo, mas aquele momento era diferente, sentia-se uma vibração diferente no ar, algo que ele não conseguia definir bem, mas que lhe criava expectativa, estava ansioso pelo resultado.

Finalmente viu que mesmo com todas aquelas instruções, mesmo seguindo todas as normas e após a execução da tarefa, os resultados eram diferentes dos pretendidos.

6 comentarios:

joshua disse...

Bravo, Tiago, muito bem.

PALAVROSSAVRVS REX

Pata Negra disse...

Que diabo de moça tu foste arranjar Tiago! Arranja uma daquelas à antiga, que não trazem livro de instruções, é só ser homem e pronto!...
Um abraço sem perceber patavina

Daniela Major disse...

Bom texto...

Compadre Alentejano disse...

Estou como o Pata Negra, não percebo! No entanto, quero dar o meu apoio ao amigo Tiago.
Um abraço
Compadre Alentejano

Fragmentos Culturais disse...

... sensibilizada pelo teu 'atento' olhar em 'fragmentos'!

Confesso que não entendi a 'metáfora'... sendo assim, prefiro não acrescentar nada... espero que me compreendas, Tiago!

Um beijo amistoso,

Fa menor disse...

Tiago,
comecei a ficar fascinada com a tua poesia... agora esta prosa...
Tiago... estou aturdida!