Divorcio na hora

Tiago R Cardoso - 24.08.2008

A reacção de Francisco Louça não surpreende, para ele o ideal seria o “divorcio na hora”.

Não sou, nem me considero conservador em relação a este tipo de leis, seja o divorcio, casamento, no entanto considerar um veto à lei do divorcio como tendo sido feito por um homem insensível e insensato, como afirama Louçã em relação ao PR, não me parece.

Mais, Louçã, penso que entusiasmado com o seu próprio discurso, afirmou ainda considerar que a decisão do Presidente da República se baseia num conceito "reaccionário" e "extraordinário" .

Presumo que o Louçã esteja de acordo com aquela senhora especialista, ouvida durante a discussão na Assembleia da Republica, que considerou que mais divórcios significavam mais casamentos.

Alguns casamentos de facto não podem ser mantidos só por uma parte, agora acabar um casamento só por iniciativa de uma das partes, sem a outra ser ouvida é um pouco “moderno” demais.

Não se pretende a reconciliação a todo o custo, não se pretende o arrastar infinitamente de uma situação penosa, não se pretende destruir as pessoas em processos infinitos, agora acabar com um casamento por dá cá aquela palha...

7 comentarios:

Pata Negra disse...

Não percebo nada! Se há divórcio, para quê o casamento?!
Amem-se e amantizem-se, unam-se e ajuntem-se, ameguem-se e sexizem-se!
Mas que o Estado nunca meta o bedelho entre vós - sejam dois, sejam três, sete, treze, vinte ou cinquenta!
Numa sociedade verdadeiramente avançada entre marido e mulher, nem o estado, nem o padre, nem o Cavaco ou o Louça mete a colher: viverão juntos livremente até que algua coisa os separe!
Abaixo o casamento e o divórcio, o estado e a religião que não sabem o que é amor, o Cavaco e o Louça que no fim de contas vivem maritalmente! Abaixo o matrimónio! Viva o património!
Um abraço patrimonioso

Adoa disse...

Pata negra!! Isso sim! Se é para separar, para que casar?!

lololNo entanto para algumas mulheres esta lei deveriaser muito boa...

Compadre Alentejano disse...

O cónego Luciano, Reitor do Santuário de Fátima, dizia, ainda não há muito tempo, que umas "lambadas" bem aplicadas na mulher, não era motivo para divórcio...
E esta, hen!

Daniela Major disse...

Este não foi aquele senhor que disse a Portas que não podia ter voto da matéria do aborto porque não tinha filhos?
Mas que credebilidade é que uma pessoa assim tem?

Peter disse...

Um casamento é um contrato e,como tal, não pode ser rescindido unilateralmente.
Se dois seres resolvem viver juntos, podem fazê-lo sem necessidade de se casarem, porque se o fizerem, ficam vinculados ao contrato que assinaram e a dissolução (divórcio)terá de seguir a legislação em vigor, até porque se houver filhos, os interesses destes terâo de ser acautelados.

NuNo_R disse...

Boas...

Não defendo o divórcio de modo fortuito ou demasiado "facilitado" para que o mesmo não acontessa por birra de momento mas antes por motivo ponderado.
Mas também ninguém pode ser obrigado a partilhar uma casa, nome e vida com outrém que não queira.
Logo é um assunto que deve ser ponderado comcalma pelo casal, tribunal e Governo para que não se criem leis "fortuitas" e passiveis de abusos...

abr...prof...

Compadre Alentejano disse...

Em resposta a Peter:
Não há dúvida que um casamento é um contrato, mas se uma das partes "casca" na outra, esta tem o direito de, unilateralmente, pedir o divórcio. Claro está que o "cascador" não o quer, e vem argumentar que não aceita o divórcio unilateral...blá,blá,blá...