Ainda o assalto ao banco... 2

Lusitano - 12.08.2008

Em Portugal já se tinha acabado o tema, já não havia mais nada a “espiolhar”, já ninguém acrescentava mais nada que alimentasse o “folhetim”.

Então rumaram ao Brasil e foram descobrir na imensidão do território as famílias daqueles desgraçados que em má hora decidiram enveredar por um caminho de crime.

Provavelmente aquelas famílias queriam estar no anonimato da sua vergonha, mas não, isso não podia acontecer porque era preciso continuar a atirar lenha para a fogueira de uma qualquer suposta “informação”.

Ao pai do que tinha morrido, destroçado pela morte do filho e pela vergonha, só faltou perguntarem, e desculpem-me a brutalidade, se tinha visto o filho levar o tiro mortal!

Agora sou eu que tenho vergonha deste tipo de “jornalismo” que se faz em Portugal, e ainda mais na televisão pública que devia ter pelo menos uma ética na informação que presta aos seus utentes.

Vergonha, sim, tenho vergonha!

3 comentarios:

António de Almeida disse...

A partir de determinado limite não me interessa a infomação(?), não vejo por norma telejornais generalistas, na TVI então não vejo de certeza, só ligava para tal canal para ver futebol, nem leio imprensa tabloide ou revistas cor de rosa.

Blossom disse...

Concordo plenamente com este post. É, de facto, vergonhoso o caminho que o nosso jornalismo trilha, o quão voraz é a fome com que se alimentam de novelas cor de rosa (ex: caso Esmeralda em que uma das partes, o caganito do sarjas, é altamente beneficiada pela rtp e sic a ponto de enjoo) e do que inventam para preencher o espaço noticioso de cerca de uma hora. Quase parece anedótico...

Tiago R Cardoso disse...

vergonha do jornalismo que temos e de todos aqueles que alimentam todo isso, que assistem e devoram todo aquilo.