Maldita a hora

Tiago R Cardoso - 22.07.2008

Maldita a hora em que me feristes,

em que me cortastes com o teu aço frio,

em que que me derrubastes com a tua força,

maldita a hora em que me esmagastes.


Sim! Conseguistes, feristes,

mas não chorei.

Não, não conseguistes,

Gritei! Cantei! Abracei!


Prostrado no chão, esmagado por ti,

lutei !

Um dia vencerei, sim, um dia vencerei.

Jamais me entregarei...

8 comentarios:

O Guardião disse...

Caro Tiago
Em poesia ainda não conhecia esta afirmação de coragem e de vontade de vencer, que já transpirava dos textos que aqui vou lendo. Força.
Cumps

António de Almeida disse...

cortastes com o teu aço frio

Gostei, especialmente esta passagem faz-me lembrar uma letra dos Mão Morta.

Marcos Santos disse...

Amigo, O bambu verga mas não quebra. E é ele, o bambu, o que há de mais sofisticado e evoluído em termos de ser vivo do reino vegetal, na Terra.

Postei uma música pra ti.

Lampejos disse...

Tiago,

Preciosa essa entrada!

O aço fere o homem, mas não fere o verso dele...

Que não nos falte o sorriso ainda que tenhamos o abismo a nossos pés.
Tuas doces vitórias virão.

(a)braços,flores,girassóis :)

Fa menor disse...

Mas o Tiago agora virou poeta!!!
Mas que bem!
Tiago, nada melhor do que a vida para gerar poesia!
Muita força!

(ando a pensar fazer-te uma visita...)

Dalaila disse...

e de luta constnte pode-se cair ou vencer, lutar pelo que se acredita, sempre

Cati disse...

Uau!

Realmente já não vinha aqui há tempo demais - mereço castigo!

Adorei as palavras Tiago!

Um beijinho com saudades!

joshua disse...

Pronto, Tiago. Agora volta ao teu normal, esse que me faz tantas saudades. Ou voltas ou ainda me transformo numa barra de aço de repente desmagnetizado sobre a tua perna agora poeta.