Língua "Plesa" - Parte Dois

Marcos Santos - 25.07.2008

Lisboa (Portugal) - O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse hoje (25), em Lisboa (Portugal), que o governo está trabalhando um cronograma de execução do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa e que o decreto sobre a unificação pode ser colocado em consulta pública no Brasil dentro de um mês. A expectativa do ministro é de que esse processo de unificação possa ser concluído no país até 2011.
“Estamos num cronograma bastante antecipado junto ao Itamaraty e ao Ministério da Cultura para que o decreto presidencial - ou a minuta - possa ser colocado em consulta pública, o que poderia acontecer em cerca de 30 dias. Pretendemos publicar esse decreto [sobre o cronograma de implantação do acordo] no Diário Oficial nos próximos meses, talvez ainda em setembro ou outubro”, afirmou o ministro, que participa hoje, juntamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da 7ª Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), realizada no Centro Cultural do Belém, em Lisboa.
Haddad defendeu a unificação ortográfica, que facilitaria a comunicação entre os países que falam português. A unificação da língua portuguesa é um dos temas em debate durante a conferência de hoje. “Imagine a dificuldade, nos organismos internacionais, de tradução de documentos e a dificuldade em fazer com que a língua seja aceita como língua oficial de organismos multilaterais”, disse.
A nova ortografia deve começar a ser implantada nos livros didáticos brasileiros em um ano e até 2011 a expectativa é de que todos os livros já estejam adotando as mudanças.
De acordo com o ministro, a ortografia deve mudar muito pouco e a adaptação às mudanças, tanto no Brasil quanto em Portugal, “deve ser relativamente simples”.

Fonte Agência Brasil

4 comentarios:

António de Almeida disse...

-Totalmente contra o acordo ortográfico, como tenho por diversas vezes escrito em "Direito de Opinião". Não estou sozinho, quase 90 mil assinaturas ignoradas pelo Presidente da República, não me esquecerei da atenção nas próximas presidenciais, e também alguns brasileiros. Não preciso de acordo algum para compreender o Marcos, e sei que o inverso também é verdade.

Marcos Santos disse...

Exatamente António.
Nunca mudarei o seu sotaque, sua fonética, assim como você nunca mudará o meu. Esse fator já seria o suficiente para sabermos que nossas tradições devem ser respeitadas. Se eu falo com o sotaque mineiro, carioca, ou nordestino do Ceará, devo ter o direito de escrever como falo. O mineiro fala "uai sô" , como forma de exclamar entre outras coisas um simples "ora bolas" ou um "o quê?", e assim por diante. Como esses caras acham que com uma canetada vão mudar a forma como as pessoas pensam.

Mas nessa história, eu queria saber mesmo é onde entra o "jabaculê", pois a motivação dessa gente é sempre a grana, a pila.

Kelly disse...

Denise,

Thank you for commenting on my blog! I enjoy your blog very much!!

Thank you for writing, hope you will write again!!!

Kelly

Compadre Alentejano disse...

Estou como o António de Almeida: totalmente contra o acordo (?) ortográfico.
Este acordo não é mais que um acordo comercial que vai beneficiar a imprensa. Até aqui, o brasileira dizia que não comprava literatura portuguesa, porque não percebia o português. Agora, estando o livro escrito na sua língua falante, é mais fácil a sua venda.
O resto, não altera nada.
Compadre Alentejano