Eu faria igual

Tiago R Cardoso - 01.07.2008

Acredito que sim, acredito que a Senhora Ministra da Saúde, Ana Jorge, disse a verdade quando afirmou, que não iria a um hospital privado em caso de acidente grave, eu acredito.

Também eu se fosse Ministro não iria, em caso grave bastaria que eles soubessem da chegada de um Ministro, que de certeza até o Director do hospital viria atender-me.

Pois é, a Senhora Ana Jorge fala de barriga cheia, se a senhora fosse um aqui de baixo, sabe aqui no fundo, iria ver o que era um atendimento hospitalar.

Deveria ser transferida de um hospital para outro, após uma operação onde lhe colocarem uns fixadores, passar ali dois dias e depois ser transferida para outro hospital.

Entrar no segundo hospital, já com cama reservada e ser mandado para a triagem, de seguida o “iluminado” do enfermeiro, que faz a triagem perguntar-lhe, a senhora cheia de ferros enfiados na perna...

“Então, o acidente foi agora mesmo, não foi ?

Por respeito aos leitores, nem vou reproduzir aqui aquilo que pensei na altura...

De seguida ser enviado para um corredor, com uma fita no braço a mostrar a urgência da situação.

Passado 20 minutos, passa o enfermeiro chefe, por curiosidade lê o processo, chama um enfermeiro e pergunta, “Alguém me explica o que faz aqui este senhor ?", seguido de um, “Alguém me explica como é que alguém, que vem transferido de outro hospital e em vez de estar já na cama, que está reservada, está aqui no corredor?”

Pois é, Senhora Ministra, eu se também fosse Ministro faria como a senhora.

5 comentarios:

Compadre Alentejano disse...

Esta madame está a tornar-se como o Correia de Campos: uma grande anedota na área da saúde...
Lógicamente, numa urgência seria transportada para um hospital pública e depois? Lógicamente, seria transportada para um hospital privada, com honras à entrada... e lá vinha depois mais um subsídio...
Um abraço
Compadre Alentejano

Pata Negra disse...

Em caso de acidente grave vai estar, provavelmente, inconsciente e por isso não vai ter voto na matéria!

Carol disse...

Há uns anos atrás, tive que ser submetida a uma intervenção cirúrgica. Falei com um cirurgião que, por acaso, exerce actividade no privado e no público e perguntei-lhe se achava que devia optar por uma instituição privada.A resposta foi clara e não deixa margens para dúvidas: "Não. No privado, quando as coisas correm mal, mandam-te para o público!".
Assim fiz. Fui operada no hospital S.João e, a meu pedido, passei aí apenas uma noite. Para isso, um familiar assinou um termo de responsabilidade em como estaria acompanhada 24h por dia nos dois dias seguintes. Saí do hospital com o número de telemóvel do cirurgião que me operou, para o caso de surgir alguma complicação ou de precisar de esclarecer alguma dúvida. Na manhã seguinte à primeira noite em casa, recebi uma chamada de uma enfermeira do serviço que me perguntava pelo meu estado de saúde e reforçava a ideia de que estavam à disposição para qualquer assunto.
Isto não aconteceu porque eu tinha uma cunha. Isto aconteceu com cinco das oito pacientes que foram operadas no mesmo dia que eu.
Como vês, há serviços de qualidade no SNS assim como há maus serviços no privado.
Uma amiga decidiu fazer o parto na mais conhecida e reconhecida clínica de Aveiro. Achou o atendimento maravilhoso até o seu próprio organismo ter expulso uma compressa já podre de dentro do seu corpo.
Como vês, se calhar a senhora Ministra tem alguma razão no que diz...

Adoa disse...

O Mundo está todo feito ao bife. No fim não vai adiantar ser ministra nem coisa alguma. Se algo tiver de acontecer, acontece e pronto...

Mas já viram o vídeo que coloquei no meu último post?

As coisas não andam muito longes disso não!

quinttarantino disse...

Se a ministra Ana Jorge, antes de ser ministra, é médica, deve-se supor que fale com conhecimento de causa, certo?