Exames barulhentos

Tiago R Cardoso - 18.06.2008

Tudo em Portugal tem de ser feito com grande alarido, mesmo que não seja nada de relevante, presumo pelas noticias(Publico) que os erros são questões de pormenor, mas deixo isso para quem sabe.

Refiro-me só à parte do barulho, do ataque e contra-ataque.

Depois dos erros do ano passado, que levaram à repetição de algumas provas, mais uma vez alguns grupos fazem questão de vasculhar as provas, letra a letra à procura de erros.

Se essa procura for para ajudar os mais prejudicados com esse erros, que são os alunos, muito bem, temos de aplaudir, agora se essa procura tiver unicamente a intenção de usar isso como arma de arremesso contra a ministério, ai já deixa a desejar...

A grande maioria, presumo eu, não gosta desta ministra, considera que já à muito tempo deveria ter saído do lugar, procura todas as brechas para demonstrar o autismo e cegueira, que se instalou no Ministério da Educação.

Agora as perguntas que se fazem são...

Se existem erros de quem é a culpa ?

Da Ministra da Educação ?

Do grupo de professores que redige estes exames ?

De não existir uma melhor colaboração entre Ministério e as associações de professores ?

Se calhar é mesmo defeito genético do país, gostamos de complicar o que é fácil, Portugal gosta de contestar, pena que não goste de colaborar.

Os menos culpados são os alunos, que servem, junto com os seus estudos, de bolas em jogos de ténis de elites.

10 comentarios:

quinttarantino disse...

Obviamente que para mais de 95% dos profissionais da blogosfera e sem esquecer o Mário Nogueira, da FENPROF, a culpa é da ... é da ... é da ... Maria de Lurdes Rodrigues!

Daniela Major disse...

Não é dela quin, mas ela tem culpa destas medidas estupidas que inventou. Medidas penso rápido pois nao remedeiam nada. Não vão ao cerne da questão.

joshua disse...

Para mim, a Ministra tem culpa de existir. A sua extrema esquerda genética fá-la monumentalmente avessa a qualquer multilateralismo pluralista: articular pluralidades e a pluralidade das experiências não lhe interessa para nada. Não interessou a Estaline. Não interessou a Mao. Não interessou a Pol Pot. E ela não conhece outro abecedário.

É um elemento odioso de um governo odioso e quem lhe põe a mão por baixo, sempre que vem a talhe de foice, como por exemplo o meu caríssimo amigo Tarantino, é porque não é professor na pele-pêlo actual.

PALAVROSSAVRVS REX

RitaMendes disse...

Boa Noite...

Lamento mas não concordo consigo...
sabe que, para quem passa por "elas", um simples "erro" faz toda a diferença!

Eu fiz ontem o exame de Português e, acreditem ou não, achei a prova mal feita...mesmo muito mal feita!
As perguntas do grupo II pareciam ter sido feitas à pressa e sem critério de correcção. Havia várias respostas possíveis para algumas perguntas, pelo que causou uma verdadeira confusão quando comparamos os resultados.
Espero que os critérios de correcção sejam adaptados, visto que existem muitas dúvidas entre os professores correctores e esta prova é, para muita gente, decisiva na candidatura ao ensino superior.
Vejamos o exemplo da pergunta 2 do Grupo II:
"O recurso a interrogativas (linha 4-6) serve ao autor como
A. introdução à temática que vai desenvolver.
B. questionamento dirigido a outros críticos.
C. rol de suspeitas decorrentes da leitura do livro.
D. efeito meramente retórico e estilístico."
Depois de uma leitura atenta do texto ficamos seriamente preocupados já que, tanto a resposta A como a C fazem sentido para completar a frase.
Este é apenas um exemplo visto que, na questão 7 encontramos novas dúvidas.
Considero-me uma aluna exemplar a esta disciplina, com média de 18 e achei, portanto, muito injusto sermos obrigados, durante um ano inteiro, a estudar matérias que, apesar de me darem muito prazer, exigem muito esforço e trabalho, e terminamos o ano com um exame quase sem gramática, nem conceitos verdadeiramente importantes que, mesmo com este grau de dificuldade, possui erros de formulação das perguntas...Vergonhoso!

Continuaremos nós a deambular ao sabor das experiências do ME?...

O Guardião disse...

Errar é humano, mas a repetição ano após ano de erros nas provas de exame, elaboradas e revistas "por especialistas", começa a ser uma bizarria. A confiança que a senhora ministra deposita e reafirma ter nesse grupo de "especialistas" faz com que seja, de facto, responsável pelos seus erros.
Já agora, ela e os seus antecessores bem que já podiam ter atinado com o sistema de ensino, porque as constantes mudanças, e não falo de actualizações, já cansam, e olhe que já é desde o Veiga Simão que se anda nisto.
Cumps

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Não sei porquê, a onda de críticas de um lado e os aplausos por outro, fazem-me lembrar a justiça portuguesa. Cada um tem a sua verdade e a sua receita. É tudo uma questão de sorte!

Tiago R Cardoso disse...

RitaMendes
reparou que eu no inicio disse que deixava a questão dos erros para quem sabe ou quem está lá ?

A minha critica vai para a falta de colaboração entre professores e ministério, esquecendo-se os alunos.

Dalaila disse...

Na semana passada ajudava uma menina a matemática do 2º ano, com o seu livro, e fiquei a saber que segundo o livro 0-72= 72, ainda dizem que a matemática é uma ciência exacta!!!!!!!!!!!!!!!!!!

missixty disse...

O pior de tudo, é mesmo como tu dizes, quem se lixa no meio disto tudo, são os estudantes!
Será que não há coisas boas no nosso paìs??? Irra!
beijinhos missixty

Fragmentos Culturais disse...

... se a 'Senhora' não fosse tão arrogante...

'Cantigas de escárneo e maldizer'... conheces?! Desde os promórdios da 'Portugalidade' :)
Só que agora não há poesia...

Beijo