E agora, Deco serve ou não?

Quinttarantino - 12.06-2008

Quando um país concede a nacionalidade a filhos de outras pátrias é porque os mesmos reúnem os requisitos que a lei lhes exige, não?.
Se os EUA se fizeram grandes aproveitando o que de melhor há pelo mundo fora, porque temos nós, minúsculo recanto, de nos arvorar em esquisitos e rejeitar uma política selectiva neste domínio?

Serve isto para interrogar alguns dos nefelibatas que por aqui pululam se já pararam para pensar bem no que seria a nossa equipa sem Pepe e Deco? Ou sem Quaresma, meio cigano que nos apertados critérios dos defensores da raça não deve ser português por inteiro? Ou de José Bosingwa?
Viram como ontem, mais uma vez, a mestria de Deco destroçou meia armada checa?

7 comentarios:

António de Almeida disse...

-A questão de Deco e Pepe é totalmente diferente de Bosingwa, quanto a Quaresma qualquer discriminação seria puro racismo, o homem não é meio-cigano, é cigano, nascido num bairro dos arredores de Lisboa, sobrinho dum antigo defesa direito do Belenenses, também cigano, todos nascidos em Portugal. Bosingwa tal como muitos outros nascidos nas ex-colónias ou filho de emigrantes, também Nani, aproveitam a possibiidade de jogarem na U.E. como cidadãos comnitários, boa parte da selecção francesa e holandesa foram pelo mesmo caminho. Deco e Pepe são tão portugueses quanto Marcos Senna o pulmão do meio campo espanhol é "nuestro hermano", aqui não podemos ser dados a fundamentalismos bacocos, ou comem todos ou há moralidade, é como ver nos próximos J.O. a quantidade de fundistas quenianos na final do 5 ou 10 mil metros, estarão 3 representando o país, e mais uns quantos pela Noruega, Suíça, Dinamarca, Arábia Saudita ou qualquer outro que os tenha conseguido captar, tão legitimamente como nós o Obikwelu. Mas isto nem é recente, a quantidade de americanos naturalizados que jogam Basket um pouco por todo o mundo, até a nossa amadora selecção de raguebi tem 2 argentinos, sim que outras mais profissionais têm neo-zelandezes e australianos, enquanto estes aproveitam o que de melhor existe na Samoa, ou Fidji. Toca a todos, haveriamos de ser o quê? Parvos?

quinttarantino disse...

ANTÓNIO DE ALMEIDA, meu caro, a questão é diferente?
Na lógica dos que professam que Deco e Pepe não deviam jogar com a camisola das quinas, não me parece que devesse ser.

Com efeito, e já aqui vimos pessoas levantar ligeiramente essa questão, se aqueles não servem, o Quaresma (que tanto quanto sei é um fruto das misturas em que os lusos sempre foram pródigos) e o José Bosingwa (nasceu no Congo, não numa antiga colónia) também não ...

Penso que percebeu que por mim o que interessa é saber se mereceram ou não o estatuto que lhes foi dado, mais nada ... mas confesso que gostaria de ver outros debitarem, especialmente os que persistem em igniorar que antes de Deco e Pepe já outros tinham envergado a nossa camisola nas mesmas condições!

António de Almeida disse...

-Quint a questão é forçosamente diferente, porque Deco e Pepe poderiam ser juridicamente considerados brasileiros, Quaresma para não ser português seria apátrida, ou então um pária. Isso é xenofobia, racismo, intoleravel. Bosingwa confesso que não sabia, julgava que vinha de Cabo Verde. Mas a questão mantém-se, ou comem todos ou há moralidade, poderia aceitar o principio dos que defendem outra opção, mas depois teria por exemplo de jogar contra uma Alemanha sem Pepe contra Podolski? Concorrência desleal, não?

quinttarantino disse...

ANTÓNIO, meu caro, presumo que tenha percebido desde início que por mim um Deco ou um Pepe devem ser bem recebidos.

Só estava a tentar acentuar que as lógicas tortuosas de alguns tendem a esquecer certos pormenores a que podemos chegar. Mais nada!

Dalaila disse...

Para mim o Deco é um jogador, que se dá, que não tem a mania em ser vedeta, e é. Adorei vê-lo mais uma vez, para mim foi o melhor em campo.

Quanto às nacionalidades, já estou como o o outro pai é quem cria, e os meninos vestiram as cores de portugal por dentro, por isso!!!!!!!!

DS disse...

Amigo Quint, Quanta mudança e diversidade neste recanto renovado!
Cá para mim, o que é nacional é bom. RONALDOOOO!
Muitos bjinhos!

Marcos Santos disse...

Engraçado é ver, do lado de cá, onde estamos comemorado, isso mesmo, comemorando o centenário da chegada dos primeiros japoneses no Brasil. Colônia que fomos, não nos incomodamos com os que chegam, muito menos com aqueles que chegam e adotam a nossa pátria como sua.
Essa discussão não existe no Brasil.
Hoje aqui, vivem mais de 1,5 milhões de japoneses. Só o Japão, tem mais japoneses do que nós.