Brasileiros na Espanha - A saga continua.

Marcos Santos - 22.05.2008

E mais uma vez, brasileiros são barrados e devolvidos sem maiores explicações. Entre eles estava Debora Alves, de 20 anos e com uma gravidez considerada de risco. O fato de ela ser casada com um português não foi levado em consideração, até porque seus documentos sequer foram pedidos para uma conferência.

O engraçado dessa história é que na semana passada(15/05/2008) a vice-primeira ministra espanhola, Maria Teresa Ferandez de la Vega, repreendeu a Itália por tratamentos inapropriados aos imigrantes daquele país. Ou seja, "façam o que eu digo, não façam o que eu faço".

Os brasileiros deveriam largar essa história de "Europa" e passar a investir na previdência social daqui. Deixem que as europeias quebrem, que em seguida eles implorarão por seu retorno.

Enquanto isso, o pessoal do Santander, Telefonica, Bilbao Vizcaya...Entram e saem daqui, na hora que querem.

Noticiado na Agência G1

Marcos Santos
Rio de Janeiro

5 comentarios:

Tiago R Cardoso disse...

Uma tristeza, desta vez vinda de Espanha.

Reconheço que muitos entram por Espanha para chegarem a Portugal, já que por cá, em Portugal, as complicações são muitas.

O pior é que que por uns, ilegais e que entram para se manterem na sombra, seja no trabalho, seja em actividades menos claras, outras pessoas inocentemente sofram as mesmas medidas.

Marcos Santos disse...

Concordo com o Tiago no que diz respeito aos mal intencionados, que aliás, existem por todo os lados. Mas ressalto o seguinte dado: Normalmente as brasileiras que chegam à Europa para a prostituição , são levadas por quadrilhas de europeus, que prometem oportunidades no campo da moda e acabam por introduzi-las na marginalidade, tomando-lhes inclusive, os passaportes, para que fiquem de crista baixa e submetam-se. É comum pegarmos europeus na praia de Copacabana em flagrante pedofilia, sem que no entanto, o Brasil imponha medidas extremas a todos os cidadãos de bem europeus, que para cá vem.
Acredito que exista sim, uma má vontade dos governos, que preferem colocar todos no mesmo saco.
Enquanto isso, europeus continuam chegando para os tratamentos gratuitos de SIDA. Tudo bem, faz parte, um dia chegaremos lá.

quinttarantino disse...

Marcos, nós queremos globalizar e internacionalizar mas é só com privilégios para um dos lados!

joshua disse...

Marcos, a minha mulher é brasileira e está grávida de três meses. Será o nosso segundo filho.

Se por um qualquer azar ou acaso eu me visse num aeroporto espanhol, embora os papéis dela estejam em perfeita ordem e tenha autorização de residência e todos os direitos sociais em Portugal e demais Europa, e um funcionário alfandegário tugisse, tossisse ou fungasse ou mugisse, iria ser o caralho comigo.

Cada caso é um caso e essa espanhola de meter tudo no mesmo saco, diante das minhas barbas, seria perigoso para o Estado e Reino Espanhóis.

Terá de haver uma razão de fundo para tantos problemas e barreiras alfandegárias a brasileiros nos aeroportos espanhóis. Ou é Política. Ou é linguística. Ou é de raiz preconceituosa. Ou é azar. Ou é implicação. Ou é embirração. Alguma razão deve existir que explique isto. A minha teoria, porque não gosto muito dos tiques sornas e orgulhísticos dos espanhóis que conheço, é mania da perseguição mesmo.

Quanta fêmea ressabiada e a seco nos filmes de Almodôvar não verá, na vida real, com raiva e rancor a concorrência bem sucedida da fêmea brasileira? E não estou a falar no campo da protituição, mas do empenhamento afectivo, da qualidade afectiva, da qualidade do amor, mas também desempenhística em matérias tão simples e escorreitas como a cama. Não é preciso escamotear e lavar mais branco estas mercearias naturais. Em matéria de prostituição, qualquer leitor de Eça compreende o que vinham as espanholas fazer para a capital portuguesa: vinha ser putas e dar o golpe, mal pudessem, A Capital, de Eça, no fundo, é um romance que não trata de mais nada que esta questão e reboque de outras.

De resto, para um europeu toda a vida com europeias, conhecer e amar uma brasileira é uma espécie de Céu indesmentível. Depois há aqueles casos de homens tão deslumbrados, seduzidos e apaixonados por elas que, dada a sua ingenuidade, se tornam vítimas económicas de tais competências de alcova. Mas a culpa é deles. Nunca delas.

Abraço e saúde para o seu Próximo!Aguardo por uma participação mais assídua no Notas e uma visitinha de cortesia no meu tão, mas tão brasílico blogue, PALAVROSSAVRVS REX, que até é crime não conhecer, que até é dolo cagar para ele.

PALAVROSSAVRVS REX

Adoa disse...

Sou Portuguesa emigrada em Espanha e sei o que é o xenofobismo. A minha mãe quando vai no metro não diz palavra. Ao principio julgava que era por vergonha de ser Portuguesa, mas na realidade acho que é receio mesmo.
Vejo por aí montes de cartazes xenofobos e ninguém os retira das paredes, postes etc...

Já agora, como só se fala no Cristiano Ronaldo... espero do coração que ele nunca venha para cá. No Barcelona (e sempre que as equipas locais não ganham) os estrangeiros são sempre os bodes espiatórios...

Na tv ouviram-se as palavras em relação aos estrangeiros quando eles perderam o ultimo título:
"-Estrangeiros todos para a rua!"

Enfim também estou a generalizar e racistas também os há e muitos em Portugal e em todo o lado... É muito triste este facto mas enquanto os seres humanos não forem educados e civilizados sem olhar a quem, é o que temos...

Beijos