Aumentar 173 por cento, é obra.

Tiago R Cardoso - 24.05.2008

Portugal afinal queixa-se, eu que escrevi que por cá o pessoal lamenta-se mas não faz nada, afinal alguns fazem e partem para a acção.

O relatório anual da Provedoria de Justiça de 2007, enviado esta semana para a Assembleia da República, regista um aumento do número de queixosos de 22 por cento, relativamente ao ano anterior, totalizando 10.021 participações. Este acréscimo decorreu sobretudo de problemas relacionados com o emprego na administração pública, sobretudo no sector da educação.

Preocupante e revelador do estado que estamos, para uns a modernizar, para outros lento a caminho do parado, para uns tudo sobre rodas, para outros sem rodas.

Preocupante que o crescimento, comparativamente com 2006, mais espectacular sucedeu na área dos direitos fundamentais (173 por cento). Os três principais motivos de queixa foram o acesso ao direito e a documentos administrativos, bem como problemas com o exercício de profissão.

E diz este PS que não recebe lições de esquerda de ninguém, diz este governo que Portugal está a caminho do futuro e que estes relatórios são exagerados.

Como um exemplo aqui fica :

Mariano Gago foi confrontado com um pedido de informação sobre o número e data do ofício a coberto do qual o Ministério da Ciência havia participado o acatamento de uma recomendação, em Julho de 2007, apenas respondido em 29 de Janeiro de 2008 e "após inúmeras diligências".

Com exemplos destes vindos de cima, está tudo explicado.

O que se espera é que nenhum ministro tenha a lata, como foi ontem, vir dizer que este relatório está desactualizado e que agora está tudo corrigido.

4 comentarios:

Anónimo disse...

Mas acredite que vai aparecer.

Anónimo disse...

Lentamente este país vai para o buraco.

Francisco disse...

"Em Julho de 2007, apenas respondido em 29 de Janeiro de 2008" ?
Que rapidez.

Compadre Alentejano disse...

Este (des)governo tem o prazo de garantia há muito caducado. Talvez a ASAE do "ti" Tóino pudesse fazer alguma coisa...
O Mariano Gago não respondeu logo, não por falta de tempo, mas sim pelo desrespeito que tem pelas instituições democráticas portuguesas. São soberbos e parvos...
Um abraço
Compadre Alentejano