O descalabro social-democrata

Carol - 23.04.2008

Acabei de ouvir notícias (Rádio Renascença) que dão como certo um apelo da ala menezista à candidatura de Alberto João Jardim à presidência do PSD.

Eu sei que este partido, apenas o maior da oposição, tem enveredado por caminhos sinuosos e decadentes, mas daí a considerar a hipótese de ter este senhor como líder... Valham-nos as alminhas!

A “ameaça” surge pelo facto de algumas hostes sociais-democratas sentirem que Ferreira Leite faz parte do passado, acharem Passos Coelho demasiado inexperiente e desconfiarem das reais intenções de Patinha Antão e Neto da Silva...

Agora, eu pergunto: é assim que este partido pretende afastar José Sócrates do poder? A sua esperança reside na senhora do défice e num homem que tem insultado constantemente os portugueses do continente?!

Sinceramente, gostaria que a política em Portugal fosse feita de uma forma mais séria e responsável!

11 comentarios:

quintarantino disse...

Espera aí, um momento ... há hostes social-democratas que acham Manuela Ferreira Leite passado?

E desconfiam das reais intenções de Patinha Antão e Neto da Silva?
Destes dois têm medo de quê? Que sejam como Jorge Coelho na Mota Engil ou os seus queridos António Mexia na EDP e Ferreira do Amaral na Lusopontes (eu meto estes dois porque há por aqui gente com memória selectiva que tem tendência a só ver para um lado)?

E se Ferreira Leite é passado, Alberto João Jardim com 30 anos de poder é quê?
Futuro?

Sinceramente, e todos sabem o que sou politicamente, eu pediria para me deixarem rir, não fosse dar-se o caso de ser este o PSD que, normalmente, faz a alternância de poder com o PS.

Essa agora ...

Carol disse...

Tu também não percebes nada!

Então, o homem tem 30 anos de poder por aquelas bandas, mas por cá será uma enooooorme novidade!

quintarantino disse...

Ah, ai que nabo sou!
Será assim tipo um certo senador na América que já é senador, mas mesmo assim é novidade?

Carol disse...

Vês como tu sabes!

Carol disse...

Acrescente-se, ainda, que a distrital de Lisboa já demonstrou vontade de apoiar o senhor em questão e que a candidatura será anunciada, ao que tudo indica, esta noite.

Tiago R Cardoso disse...

Para começar, não penso nem acredito que a IDADE seja um factor a ser pesado no exercício destes cargos.

Mal estamos nós, quando em vez de se olhar para a competencia e para a pessoa, olhamos para o bilhete de identidade e imediatamente a colocamos na prateleira.

Espero sinceramente que quando tiver a idade dessas pessoas ainda tenha a capacidade intelectual que elas têm.

De facto a vinda de Alberto João Jardim tem pouco a ver com a realidade social de um país, totalmente desfasado da realidade.

De qualquer forma, como um partido democrático que é, qualquer militante seja quem for, tem o direito de se candidatar.

Um aparte, não foi a distrital que disse, foi a opinião pessoal do presidente da distrital.

quintarantino disse...

Esta é da TSF:

O presidente da Câmara do Funchal defendeu, esta quarta-feira, a candidatura de Alberto João Jardim à liderança do PSD, adiantando que no Conselho Nacional do partido vão ouvir-se muitas vozes a pedir que o líder madeirense seja o sucessor de Menezes.

«Ainda ontem estive em Lisboa e falei com inúmeros dirigentes do partido e todos me comunicaram que tinham uma grande esperança» de que Jardim se candidate, disse à TSF Miguel Albuquerque.

Para o social-democrata, o PSD precisa de um «líder com experiência e uma pessoa ganhadora que dê combate político ao governo e apresente uma alternativa» nas eleições legislativas de 2009.

Para Miguel Albuquerque, o presidente do Governo Regional da Madeira «é actualmente o político no activo com o maior currículo» para além de ser «indiscutivelmente uma figura incontornável» no PSD.

O madeirense disse ainda que Alberto João Jardim não é uma pessoa para se «amedrontar com polémicas mediáticas», até porque as polémicas acontecem sempre «com os líderes carismáticos».

Entretanto, também o líder da distrital do PSD de Lisboa, Carlos Carreiras, defendeu a candidatura do presidente do Governo Regional da Madeira.

Esta quarta-feira realiza-se o Conselho Nacional do PSD, onde vai ser decidida a data das eleições directas para a liderança do partido


E a coisa mexe!

Carol disse...

Tiago:Quanto ao apoio da distrital, quando o presidente vem dar a cara por um candidato nos meios de comunicação social, presume-se que seja mais do que a sua opinião pessoal.

Relativamente à idade do senhor, nem sei, nem me interessa. O que é certo é que a política deve, como em tudo na vida, regenerar, evoluir e não manter sempre os mesmos nomes, nos mesmos lugares. A era de Alberto João já passou e foi na Madeira.

Não quero acreditar que o continente pretenda embarcar na mesma política de caciquismo e perseguição0 que se vive na pérola do Atlântico!

Qualquer cidadão, qualquer militante tem o direito de se candidatar. O que não percebo é que um partido que anda à deriva, mas se diz uma verdadeira alternativa ao poder governativo, caia na esparrela de pedir de joelhos que este homem seja candidato!

Denise BC disse...

Carol
Venho acompanhando essa série de publicações com relação a política e confesso que estou admirada com o entusiasmo e a energia de todos vocês. Não conheço os personagens, mais já li o bastante para observar que as figuras não são muito diferentes das nossas. Aqui temos um grande complicador, temos um número enorme de partidos e candidatos, o que confundem imensamente os eleitores.Acredito ser essa, umas das dificuldades de mergulharmos tão fundo na política que muda de cara a toda hora, sem comprometimento partidário ou mesmo com o eleitor.
Bjs,
Denise BC

Carol disse...

Denise, por aqui as caras são quase sempre as mesmas. O PSD é um dos dois partidos que alterna no poder, mas de momento está na oposição. O problema é que as guerras sujas e intrigas dentro do partido são tantas, que não lhes sobra tempo para mais nada!
Acredito que, por aí,as trapalhadas sejam as mesmas ou, então, muito parecidas!

Dalaila disse...

Eu diria mesmo, vamos começar de novo!!!! eu nem consigo comentar este descalabro mesmo