Mexe e remexe no Código do Trabalho!

Quintarantino - 22.04.2008

Ou eu sou nabo, não entendo nada ou isto anda tudo trocado!

Hoje foi apresentada a proposta do Governo para rever o Código do Trabalho (juro que um dia vou-me debruçar sobre esta diarreia legislativa); os parceiros socais terão reagido “de forma cautelosa à proposta governamental” e o Executivo considerou que obteve "apoio significativo".
Pode? Ao fim de quase três horas? Mas que raio estiveram lá a fazer para tirarem conclusões tão diametralmente opostas?

Carvalho da Silva foi particularmente cauteloso; João Proença considerou que a maioria das questões propostas têm de ser devidamente discutidas; Francisco Van Zeller (da CIP) considerou a proposta “bastante profunda” e defendeu que a maioria dos problemas que se colocam nas funções de trabalho deverão ser resolvidos no âmbito da negociação entre as partes e não por via da lei.

Mau, Maria, pensei quando vi isto … o patronato já esfrega as mãos?

Depois, quando vi no pequeno ecrã José Sócrates, ele próprio, a dizer que a coisa era essencial para o desenvolvimento económico, topei logo tudo...
Vem aí mais do mesmo e estão os trabalhadores tramados!

7 comentarios:

Tiago R Cardoso disse...

O que estiveram lá a fazer durante três horas ?

Tomar umas e jogar umas cartas ?

Muitas vezes acredito que sim chegam cá fora e ninguém concorda com o que foi dito.

Entretanto par o PM está tudo bem, tudo corre ás mil maravilhas, para os sindicatos evidentemente que não, o patronato tudo mal mas por razões opostas.

Blondewithaphd disse...

Gaita hombre, que estás produtivo!!!

Carol disse...

As always, meu querido, o mexilhão é que se lixa!

António de Almeida disse...

-Não tenham dúvidas que os trabalhadores são os pricipais prejudicados com estas propostas. Vieira da Silva deve ter relembrado as suas origens marxistas-leninistas para procurar planificar a contratação de trabalhadores pos parte das empresas. Nunca vi proposta tão absurda. Sobem-se os custos do trabalho através do aumento da contribuição para a seg. social, resposta óbvia, descem os ordenados. Penaliza-se a contratação a termo, é simples, uma empresa quando emprega um trabalhador calcula quanto irá receber, aplicando uma fórmula simples, produtividade vs custos, aumentando este último factor, diminui-se a contratação, aumenta o desemprego. A economia planificada é uma aberração.

Zé Povinho disse...

Quando o mar bate na rocha, quem se lixa é o mexilhão.
Quem paga a factura são sempre os mesmos, e não são os ricos como até já se gritou aqui neste mesmo país.
Abraço do Zé

NuNo_R disse...

Andam a tentar arranjar maneira de piorar a vida a quem realmente trabalha neste país.


abr..prof...

quintarantino disse...

Bem, aos que são pela liberalização total e completa do mercado laboral (aliás, de tudo) eu hoje juro que ouvi na TSF quando vinha de casa para o emprego que na Dinamarca (que criou o subsídio de desemprego há mais de 100 anos - já agora, ó senhores da desregulamentação, digam lá se isto deve existir ou não) a flexigurança tem custos que representam 5& do Orçamento, que os mais ricos chegam a pagar 65% de impostos sobre os seus rendimentos e que, quando no desemprego, o trabalhador recebe 90% do valor do seu salário base e que o Estado comparticipa em montantes vários custos com o Ensino Superior caso o trabalhador tenha filhos a estudar e até a prestação do carro!

Digam lá, meus senhores, se estão a ver o Van Zeller lá da CIP a aceitar e praticar isto!

ANTÓNIO DE ALMEIDA depois de o ler, diga-me uma coisa: conghece o Vale do Ave?

Sabe que tipo de patronato tem em 80% das empresas locais?

Quantos trabalhadores com contratos a prazo conhece nas câmaras municipais (todas, se faz favor) que lá andam há sete anos, por exemplo?