A globalização quando nasce, é para todos!

António de Almeida - 24.04.2008

Diário Económico - O passo firme para a Índia

A portuguesa "Aerosoles" que em tempos deslocalizara a produção de Portugal para a Roménia, está agora a caminho da Índia, onde os operários ganham um salário equivalente a um par de sapatos da marca.
É o que dá promover a economia à custa de mão de obra barata. Vale a pena ler o artigo.

7 comentarios:

quintarantino disse...

Mais um contributo para a confirmação do Horror Económico.
Na altura em que este livro foi publicado, muitos riram-se mas ele aí está.

Eu quero ver é quando os chineses e os indianos começarem a ganhar com os europeus que, na perspectiva do capital, ganham de mais!

Ou, se tal não acontecer, e estivermos todos de "tanga" a quem é que os tipos vão vender os "Aerosoles", "Nike" e quejandos!

Nesta, o Pinho (coitado dele) está inocente.
E fico à espera do contributo social da "Aerosoles" na Índia (sei lá, pagar nem que fosse mais umas rúpias) e em Portugal baixar o preço do calçado, sei lá, nem que fossem 5,00€!

quintarantino disse...

De facto, a globalização quando nasce é mesmo para todos ...

No Público, na sua secção de ùltima Hora, podemos lá encontrar esta preciosidade:

Não aconteceu só em países pobres onde se tem visto tumultos por causa do aumento do preço dos bens essenciais. Está a acontecer nos Estados Unidos. Um retalhista do Grupo Wal-Mart, o Sam’s Club, restringiu a quatro pacotes (de nove quilos cada - o equivalente a 20 libras) o limite máximo de arroz que cada cada cliente pode levar numa compra.

Depois de ter duplicado num ano, no mercado de matérias primas de Chicago, cada cem libras de arroz está a ser pago a 25 dólares, face a esta medida de um dos gigantes do comércio a retalho, justificada pelos receios de dificuldades no abastecimento do mercado mundial por parte de exportadores tradicionais, como a China, a Índia, ou o Vietname.

Estes países estão preocupados com a manutenção de preços nos respectivos mercados internos, muito dependentes deste cereal, e já restringiram as exportações. E outros podem seguir-lhes o exemplo, como o Brasil. A Tailândia, que inicialmente também se pensava que ia impôr restrições, já anunciou que não o vai fazer.


Há biodiesel feito de arroz?
Não há, pois não ...

António de Almeida disse...

-Provavelmente é culpa da expansão dos restaurantes japoneses, o saké...

Tiago R Cardoso disse...

Faz estes "portugueses" dessa empresa, o mesmo que nós condenamos cá em Portugal, vieram à procura de mão de obra barata, espremeram o sumo todo, esgotados os recursos e com a mão de obra a aumentar procuram paragens mais "verdejantes", funcionam tipo as pragas de gafanhotos, mas no caso os donos das terras é que os convidam a entrar.

quintarantino disse...

Bem lembrado, António, mas, que diabo, por aqui (pelo menos pelas minhas bandas que tenho a mania de ser provinciano como diria o Saldanha Sanches), não há saké, nem restaurantes japoneses!

Aqui é mesmo vinho verde.

António de Almeida disse...

-Mas se me acaba o arroz aí é que estamos mal, paguei uma pipa de massa por um arroz de lampreia e a culpa não foi do arroz, a continuar assim no próximo ano pago o dobro. E o arroz de linguas de bacalhau, de marisco, de polvo? Também aprecio massa italiana, mas há pratos que não passam sem arroz!

Marcos Santos disse...

O Brasil tinha um enorme polo calçadista no Rio Grande do Sul. Hoje, com a invasão chinesa, boa parte fechou as portas, e o que é pior, nossa mão-de-obra especializada, de nível médio e superior, está sendo levada para a China. O objetivo dos chineses é claro, aprender com os brasileiros a produzir calçados de qualidade e em seguida dar-lhes um bom pé na bunda.

Eu faço a minha parte, recuso-me a comprar Nikes, Reeboks e outros tantos vindos de lá. Eles que comam os seus calçados e passem bem.