E o vencedor é...

Tiago R Cardoso - 24.04.2008

Todos os dias têm surgido novas propostas e discussões sobre as alterações à Legislação Laboral
Segundo um famoso “estadista”, uma reforma que seja reforma tem de ter um boa polémica e tribunal.

Esta alterações à Legislação Laboral deram já origem a troca de “tiros” e acusações na Assembleia da Republica.

"O centro das propostas apresentadas pelo Governo é a generalização da precariedade laboral através da promoção dos despedimentos por inadaptabilidade. (...) São os despedimentos na hora, mais fáceis e mais baratos", afirmou a deputada bloquista, Mariana Aiveca.

Bom começo; para além de ser um afirmação bem conseguida, com a qual concordo em parte, tem a grande qualidade de, desta vez, e ao contrário do habitual, como foi o debate do Tratado de Lisboa, a culpa não ser nem do Bush, nem dos Estados Unidos.

O PCP, pela voz de Jorge Machado, afirma: "As propostas do governo atacam de forma violenta os direitos dos trabalhadores, facilitando os despedimentos" e representam "um retrocesso na legislação laboral".

Reconheço o mérito de não ter falado do 25 de Abril, muito bem.

Strech Ribeiro, deputado do PS, acusou o BE de se comportar como "a vanguarda da CGTP." Erro do senhor deputado, presume-se que estivesse a pensar do PCP e disse Bloco de Esquerda.

Com sempre num estilo nem é peixe, nem é carne, o CDS mostra-se preocupado com o que se está a passar, mas é contra o que diz o Bloco de Esquerda.
Com direito ao ultimo "tiro", pelo menos nesta pequena batalha da guerra que está instalada: "O Bloco quer os divórcios na hora mas quer o emprego para toda a vida”, mas não ia "tão longe" como as propostas apresentadas pelo Governo PS, disparou Bagão Félix.

Chama-se a isto chegar e disparar para todo o lado, com medo que os inimigos se lembrem de quando ele era o general da tropa!

1 comentarios:

quintarantino disse...

É este o País a que temos direito; os liberais querem mais despedimentos, os extremistas que qualquer calaceiro permaneça arvorado a CEO da empresa!