Combate ao crime

António de Almeida - 27.04.2008

Tropa de elite mata 11 no Rio

-Há cerca de um mês publiquei em Direito de Opinião um artigo sobre o filme "Tropa de Elite", onde utilizei uma abordagem que está a deixar muita gente conotada com a esquerda e defensora das chamadas preocupações sociais à beira dum ataque de nervos, refiro-me à aprovação nas ruas das cidades brasileiras à actuação do BOPE, sendo os polícias aplaudidos pelo cidadão comum, que não quer continuar á mercê de escumalha criminosa, e encontra nesta força policial quem efectivamente o defenda, capaz ela própria de responder com terror aos terrorismo dos bandidos que dominam o crime organizado. A continuar por cá o aumento da criminalidade violenta, e face à crescente organização de criminosos em gangs, por mim veria com bons olhos o investimento do estado num batalhão policial que utilizasse força mais musculada do que a PSP utiliza em certas zonas nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, poderiam não render tanto em receitas para os cofres do estado quanto as multas passadas pela ASAE ou pela GNR-BT, mas que tornariam as nossas cidades mais seguras, disso não tenho dúvidas. Quero lá saber do politicamente correcto, prefiro sentir-me seguro quando saio à rua.

4 comentarios:

Peter disse...

Com a forma como são tratados pelo comum dos cidadãos, com o que lhes pagam, com as instalações onde trabalham e os alojam e com o armamento e equipamentode de que dispÕem:
- Um colete anti-balas para o condutor e acompanhante (vestes tu, ou visto eu?).
- Armamento antiquado (o moderno não chega para todos e é inferior aos que entram aos milhares, contrabandeados pelas máfias de Leste).

Deves ter muitos voluntários (à força).

Tiago R Cardoso disse...

Não me parece que por cá tenhamos de ir tão longe, penso que bastará, e não é pouco, um maior investimento nas actuais forças de segurança, tanto ao nível de meios, equipamento, em conjunto com um forte investimento na justiça, de forma a passar uma mensagem muito diferente da actual.

LUIZ SANTILLI JR. disse...

Não acho que a bandidagem seja apenas questão de polícia.
Tenho para mim, muito claramente que existe um problema muito mais complexo, que envolve a violência, do que apenas a falta de policiamento.
As raízes dessa violência também vêm das profundas diferenças que separam uma parte da sociedade que recebe do estado os cuidados básicos e a outra parte que sequer tem noção do que seja a vida em sociedade!
Mas, ao mesmo tempo em que precisamos integrar com essa imensa população abondonada pelo estado, temos de combater, à exaustão, a vilolência cometida pelos fora da lei!
Porém enquanto a fábrica de assassinos não fechar, fica violência contra vilolência, numa verdadeira guerrilha urbana sem fim, sem solução, deixando apenas um rastro de sangue, culpado e inocente!
Bandido deve ir para a cadeia, mas uma crinaça que nasce nesse meio só pode ser salva se o estado tiver a coragem, que não teve até hoje, de intervir nos guetos, favelas e cortiços, espalhados pelas grandes cidades!

Luiz

quintarantino disse...

Penso que é necessário mais autoridade, mas sem que se caia nos exageros em que somos pródigos.

Quem se dedica à criminalidade tem de ser reprimido e aprender que não vale a pena, mas levanto outra questão: já repararam como ainda hoje muito agente da autoridade se dirige a qualquer cidadão? Muitos partem do princípio que ou somos surdos ou bandidos; se estes não se dão ao respeito, também não podem ser respeitados; os nossos homens do Corpo de Intervenção, por exemplo, parece que adoram bater a torto e a eito, por exemplo ...

Não pretendo contrariar o autor, antes lançar sementes para nova discussão e outras abordagens.

Finalizo dizendo que não me repugna minimamente que a GNR/BT autue ou que a ASAE fiscalize e actue, pois farto de ver leis que todos os dias são para adiar ando eu e, se calhar, muitos mais! Repugna-me, isso sim, que nalguns casos pareça que as coisas são feitas de forma cirúrgica. Mais nada.