Ainda não perceberam

António de Almeida - 29.04.2008

Correio da Manhã - UE ratifica reforma do mercado do vinho

Que o excesso de regulação burocrata e não o normal funcionamento dos mercados, quando falha nas previsões provoca escassez dum determinado produto, bem ou serviço, infacionando os preços. Depois culpam-se os agentes económicos, inventa-se o fantasma do neo-liberalismo, mas a realidade, é que a escassez de matérias primas nos mercados mundiais tem origem no excesso de regulação na U.E. e EUA. A economia planificada, há quem lhe chame socialismo, mata milhões à fome em todo o mundo. Isso e mais alguns mitos inventados por recentes beneméritos endeusados e nobelizados, que não é politicamente correcto criticar. Se no próximo ano faltar vinho e os preços subirem, a culpa será das alterações climáticas, do George W. Bush, do FMI e da globalização. A generosa PAC que até paga para que não se produza, será totalmente alheia ao assunto.

9 comentarios:

nile santos disse...

Olá amiga.Adorei o comentário é sempre a mesma coisa muda o rótulo mas o conteudo é o mesmo.bjitos.nile.

missixty disse...

Hoje em dia quem é que não conduz? Com tantas leis contra o consumo do alcool, bem que pode faltar!
Na boa verdade aprecio um bom vinho, de preferência um maduro tinto!

osátiro disse...

Um texto com o qual concordo plenamente!

O Guardião disse...

Por acaso não sabia que a especulação do mercado de futuros era planeado, mas estou sempre a aprender. Claro que sei que os chineses são os titulares de uma boa parte da dívida pública dos EUA, o que não sabia é que já tinham dominado a Bolsa de NY.
Parece que o comunismo depois da queda do muro se tornou uma ameaça a sério.
Cumps

quintarantino disse...

Mas, meu caro, não entendo ... se a escassez de bens alimentares se deve, também, à especulação que senhores como George Soros têm feito, e não apenas por culpa dos chineses que aumentaram a procura ou do excesso de burocracia da U.E e que agora, segundo diz, também existe nos EUA, então que raio nos resta?

Serão George Soros, a TRILATERAL e quejandos fruto do planeamento económico?

Não me parece. Parecem-me, isso sim, fruto da cupidez humana e que já na Revolução Industrial se manifestou em toda a sua plenitude tendo levado inúmeros pensadores (e nem todos de esquerda, nem todos de esquerda) a insurgirem-se contra isso. E até a Igreja Católica.

Tiago R Cardoso disse...

Regras é preciso sempre regras, s não temos o caso do arroz em França, em que os produtores dizem que não existe falta existe é uma enorme especulação.

António de Almeida disse...

-Tiago, regras é precisamente o que se pode dispensar, porque enquanto alguns armazenarem outros estarão sempre dispostos a vender, claro que as políticas protecionistas escudam a cartelização, porque sem o escudo da UE os agricultores franceses que guardassem o que entendessem, e veriam o que era bom, arroz a entrar no mercado. Quint, há várias formas de socialismo, e mesmo especuladores como Soros representam uma gota de água na produção mundial, mas aproveitam bem o protecionismo de estado, mesmo nos EUA. O que se passa é que aumentou o consumo de alimentos na India, China e não só, e ainda bem, é sinal que existe menos gente com fome, mas é necessário aumentar a produção, e não políticas restritivas ou quotas de produção. Não falando que mesmo sobre a chamada globalização, se colocam mais entraves á entrada de alimentos provenientes do 3º mundo comparativamente a produtos vários. Será um agricultor na India, China ou Bangladesh mais bem remunerado que um operário?

quintarantino disse...

ANTÓNIO compreendo o que dizes, mas penso que estamos a chegar a um ponto em que confluem vários pontos de não retorno:

proteccionismo de uns em contraponto a uma globalização;

excessiva dependência do poder político de certos poderes económicos que lhe diminuem a capacidade de decisão;

perda de valores morais por parte de quase todos o que, no caso de quem tem dinheiro, lhes permite partir numa conquista desenfreada de mais lucros e dinheiro;

incapacidade de aumentar muitas das produções de bens de primeira necessidade;

o aumento do preço dos combustíveis está a impedir que em países em vias de desenvolvimento agriculores possam fazer as suas tarefas por meios mecânicos;

excesso de modas prejudiciais, sendo uma delas a mania que o biodiesel e afins vão resolver tudo;

e por aí ...

Nem todos os males derivam do proteccionismo, do liberalismo ou do socialismo ... mas muitos derivam de hoje não se saber bem em que "ismo" se vive!

bluegift disse...

António,
Seguir o teu ponto de vista é o mesmo que ter 1.000 pacotes de café em casa e nem uma única chávena para o beber...
Concordo que a regulação tem que ser realizada com bastante sapiência, mas não há dúvida que vivemos tempos conturbados no que respeita à especulação. As crises são desculpa para tudo, não importa o país, o pior é que acabam sempre por afectar os mesmos: os mais pobres. A selvajaria do neo-liberalismo tem que ser muito bem controlada, não tenhas dúvidas. A menos que prefiras o retorno de formas políticas bem mais radicais que o comunismo. A continuarmos assim é uma realidade quase inevitável, por melhor que seja o ilusionismo usado pela gula dos que dominam o poder económico.