Papo Ecológico – Evolução

Marcos Santos - 30.04.2008

Lendo o post do Quintino "Deus versus Charles Darwin?", não me contive em meus devaneios evolucionistas, que acabaram por me fazerem viajar no tema.

As Ilhas do Arquipélago de Galápagos foram palco de um dos momentos mais importantes da ciência em todos os tempos. Ali Charles Darwin observou a evolução das espécies através da seleção natural. Darwin observou, por exemplo, que uma mesma espécie de tartaruga apresentava indivíduos com diferenças de comprimento de pescoço, bem como diferenças no formato de seus cascos. Essas diferenças se faziam, dependendo da ilha em que o indivíduo se encontrava. Em outras palavras e simplificando, se o alimento era rasteiro, o pescoço era curto, se o alimento era alto, o pescoço era comprido e o casco curvado para cima e assim sucessivamente e invariavelmente, entre todas as espécies de animais do arquipélago.

Daqui a alguns milhões de anos, a região onde está localizado o Rio de Janeiro apresentará, inexoravelmente, algumas variações evolutivas das diversas espécies que ali habitam nos dias de hoje. Uma delas chamará mais atenção do que as outras pelo fato de ser um descendente do homo sapiens atual. As criaturas se caracterizarão pela total ausência de pescoço.

Assim como nas Ilhas Galápagos, o meio provocará a evolução. A diferença é que no caso humano, a evolução não se dará em caráter de adaptação alimentar.

Cientistas do futuro, intrigados com os “Atarracadus Fluminensis” (nome científico da criatura) pesquisarão e descobrirão a origem daquela falta de pescoço.

Acontece, concluirão os cientistas, que no início do Século Vinte e Um da Era Cristã, boa parte das crianças que tinham pescoço comprido, levavam um tiro fatal na cabeça. A exceção era observada nos infantes atarracados, cujas balas flamejantes triscavam suas fontanelas, sem no entanto, levá-los ao óbito.

Com o passar dos séculos, somente pessoas atarracadas ou corcundas haviam sobrado naquela região fresca e praiana.

Como num período posterior ao das balas de chumbo flamejantes, os “Atarracadus” não necessitaram mais esticar os pescoços para comer, permaneceram assim para todo o sempre...


Acreditem, essa teoria pode ser cientificamente testada e comprovada. Inclusive já está em curso.
Para tanto, basta o povo continuar elegendo esses politiqueiros, que eu em apenas duzentos anos (se viver), começo a provar .

Marcos Santos
Rio de Janeiro

Moção de Censura ? Porque ?

Tiago R Cardoso - 30.04.2008

Não gosto de moções de censura que são usadas unicamente para fazer barulho e conseguir algum protagonismo.

Na anterior moção de censura, o Bloco de Esquerda esteve bem, avançou porque considerou, como muitos de nós, que o não cumprimento do referendo do tratado era um motivo mais que suficiente para a censura.

Apresentar moções de censura avançando com motivos genéricos, embora importantes, talvez não seja a melhor forma de fazer propaganda eleitoral.

A iniciativa visa “transportar o descontentamento, a angústia e o protesto” contra as propostas de alteração ao Código de Trabalho, disse Jerónimo de Sousa, durante o debate quinzenal com o primeiro-ministro, José Sócrates.

Seria interessante lembrar ao Senhor Jerónimo de Sousa, que existe, reconheça-se que um pouco deficiente, uma concertação social, onde supostamente existem negociações entre os parceiros sociais.

Será que o PCP não podia esperar que realmente se chegasse a conclusões e só depois decidir a forma de contestação ?

Será que o PCP se sente excluído da negociação ?

Se se sente excluído, não devia já que está lá representado pelo seu braço sindical, a CGTP.

Palavras para quê?

António de Almeida - 30.04.2008

Professor é respeitável, doutor aumenta a respeitabilidade, professor doutor é:

PATINHA ANTÃO

Hã?! Niet Ruski!

Blondewithaphd - 30.04.2008

Aconteceu-me ir ao Lidl (passo a publicidade gratuita) mascarada de dona-de-casa desesperada para ir buscar víveres. Logo aí me saltou o neurónio (já de si irritado pela tarefa doméstica).

Pego no carrinho e eis senão quando... pespegado no dito um reclamo em caracteres cirílicos. Ora, a Blonde, que até aprendeu umas coisas de Búlgaro (linguagem pouco recomendável, aliás), ainda percebeu umas palavras. Por momentos pensou que se tratava de um carrinho que tivesse vindo lá dos Lestes e ainda não o tivessem reciclado para uso nacional. Mas não, aquilo no final do palavreado tinha os símbolos de umas quantas instituições bancárias lusas e deu para perceber que era publicidade dirigida em concreto a um nicho de mercado específico.

A Blonde, habituada a estas coisas nas estranjas, teve aquele calafrio que dizia: "Bem, o multiculturalismo chegou a este cantinho ibérico". Nada de mal. Só que o multiculturalismo às vezes é tramado. Só espero (ingenuamente) que nunca se chegue a uma França, a uma Alemanha...

P. S. - Bem sei que é publicidade, mas em Portugal fala-se, ainda e por enquanto, português.

Adoção de crianças no Brasil

Denise BC – 30.04.2008

Um Cadastro Nacional de Adoção reunirá dados de crianças aptas à adoção de todo o país. Além de agilizar adoção, o mesmo permitirá o cálculo de estatísticas sobre o assunto.

Um novo sistema de banco de dados para unir informações relativas à adoção no Brasil foi lançado nesta terça-feira, dia 29, pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O sistema, chamado Cadastro Nacional de Adoção (CNA), será implantado nas varas da Infância e da Adolescência até o mês de Julho e todos os dados estarão inseridos no sistema em seis meses.

O cadastro fornecerá informações sobre o número de crianças e adolescentes sob a tutela do estado, quantidade e localização de casais habilitados a adotar em todas as regiões, perfis completos e dados sobre os abrigos.

Segundo o CNJ, o procedimento para quem pretende adotar uma criança continuará o mesmo, mas os juízes terão acesso ao cadastro para facilitar que casais encontrem crianças com seu perfil, mesmo em outros estados.

Com o lançamento do cadastro, o primeiro banco de dados sobre o assunto do país, se dará um passo contra a burocracia e a falta de informação sobre crianças que esperam ser adotadas e adultos que pretendem adotá-las.

Situação Atual das Crianças Abandonadas

São mais de 80,000 crianças brasileiras, à espera de uma solução definitiva, precisando de um lar, vivendo hoje em um abrigo, sem poder ser adotadas legalmente.

Tudo por que a ECA – Estatuto da Criança e Adolescente (lei que rege a adoção) busca re-adaptar a criança ao lar biológico antes de colocá-las em um lar adotivo. O que ocorre é que a maioria destas crianças ficam abrigadas até completarem a maioridade e depois são "largadas" no mundo. Infelizmente, é isto que acontece.

Por outro lado, existem milhares de pessoas que desejam adotar estas crianças. Porém, o procedimento jurídico, além de ser extremamente moroso e burocrático, não é igual em todos os Estados Brasileiros.

Estatuto da Criança e Adolescente

Art. 19. Toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e educado no seio da sua família e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente livre da presença de pessoas dependentes de substâncias entorpecentes.

Art. 20. Os filhos, havidos ou não da relação do casamento, ou por adoção, terão os mesmos direitos e qualificações, proibidas quaisquer designações discriminatórias relativas à filiação.

Assista esse vídeo e observe a situação: YOU TUBE


Tratado Europeu

António de Almeida - 30.04.2008

The Post Lisbon Treaty handbook to be sent to every household

Ao que parece a história que nos quiseram vender, e que alguns acreditaram, que o Tratado de Lisboa era um documento demasiado complicado para explicar à população, não existindo condições para convocar um referendo, terá sido um manifesto exagero. Como não existem falta de tradutores, a alternativa terá sido chamarem-nos parvos. Ainda há esperança, o NÃO tem vindo a crescer nas sondagens irlandesas, e se de repente os eurocratas apanhassem mais um choque?

Estourar 3.000,00€ para chumbar é muito dinheiro!

Quintarantino – 30.04.2008

As contas que o Ministério da Educação apresenta sobre quanto custa ao País cada aluno que chumba de ano deviam ser motivo de reflexão e não de chacota e de comentários idiotas como um que hoje constava da edição electrónica do jornal “Público” (CHUMBOS SAEM CAROS) onde um alegado professor dizia que já percebia porque era obrigado a passar os alunos!

Que eu saiba ninguém é obrigado a passar seja quem for; era obrigado, isso sim, se em cada momento de avaliação estivesse um justiceiro contratado pelo Ministério de pistola em punho!
Um comentário daqueles quase nem merece comentário…

De acordo com os dados publicados cada aluno, no ensino público, custa ao Estado 3.000,00€ por ano e em 2006/2007 as reprovações ascenderam aos 170.000 alunos. É muito dinheiro e, ainda assim, muito chumbo.
E assim cai por base a teoria lá daquele que dizia que era obrigado a passar os alunos!

Como bem recordava a ministra, "se, ao fim de três anos, o aluno ainda abandona a escola, então o país acaba por ter no final um gasto que não serviu."

A titular da pasta afirmou ainda que todos têm de fazer um esforço no sentido de diagnosticar problemas e encontrar soluções que procurem evitar ao máximo que o único remédio seja o chumbo rotundo.
A ministra não disse, mas podia ter dito que é tempo de se admitir que não somos todos iguais, que há quem aprenda mais depressa que outros, que a vocação de alguns aponta um caminho e que outros não têm caminho nenhum!
Quando se admitir isto, se calhar acaba-se com a porcaria do mito que todos têm de chegar a doutores custe o que custar!

Claro está que os Mários Nogueiras deste país vão já reclamar mais professores nas escolas, melhores remunerações, mais formação e mais … mais … e eu digo que sim senhor, mas que se castiguem também os que nada fazem, que tendo equipamento e formação disponíveis fazem de conta!

Também penso que não é com medidas cabotinas com as Novas Oportunidades em que existem turmas inteiras onde numa aula aparece um aluno, o professor diz que marca falta mas o director de curso a retira depois para manter o raio do curso em funcionamento que se vai lá!
Eu até compreendo que exista quem não conseguiu estudar e sabe muito, mas tenham dó … um tipo em 3 meses ou não sei quantas horas lá aprende tudo o que é suposto saber num ciclo de 3 anos?
E também penso que continuar a permitir que fornada após fornada saiam alunos do Secundário que são uns quase ignorantes da sua língua e história materna não é nada!
Quer dizer, por acaso é, é uma vergonha!

Em nota de rodapé, e ainda de acordo com o “Público” e tanto quanto percebi, o mesmo aluno que ao Estado custa 3.000,00€ numa escola pública, custa ao mesmo Estado 3.700,00€ num contrato de associação com uma escola privada.
Pode?
Alguém me explica isto?

Cifrão persegue o homem sem dó, nem piedade!

Quintarantino - 30.04.2008

Ora, ora ... os preços dos combustíveis aumentaram 3 cêntimos o gasóleo e 2,1 cêntimos a gasolina sem chumbo 95!
Ver, a este propósito, "GASOSA" MAIS CARA

"É absolutamente escandaloso. Esta é a décima sétima alteração desde o início do ano, com apenas três no sentido da baixa e as restantes a representarem aumentos", queixou-se a ANAREC.
"É uma especulação pura, porque mesmo que o barril de petróleo suba em dólares, os euros mantém-se os mesmos. Não há justificação nenhuma", disse ainda.

Este responsável disse ainda que o Governo fecha os olhos porque embolsa mais uns milhões via combustíveis.
Os arautos do mercado pelo mercado dirão já: “Economia planificada! Deixem funcionar o mercado e verão …”

Eu que não sou nenhum ultra-liberal e desconfio de certas promessas de generosidade ponho-me a pensar em certas idiotices que me perpassam o cérebro a certas alturas.
Se a “Nike” comprou a “Converse”, aquela das famosas “All Star”, e deslocalizou a produção para a Ásia por causa dos custos aí serem menores, quem é que se anda a governar já que por cá o preço das mesmas se mantém na mesma?
Se o preço do trigo aumentou já 130%, por exemplo, e a União Europeia prevê aumentos de todos os géneros alimentares na casa dos 40% e é sabido que os especuladores agora se viraram para o mercado dos bens alimentares, a culpa é da U.E e dos E.U.A por serem demasiado rígidos?

E se assim é, porque é que na Índia, China e Rússia, onde a rigidez económica cedeu ao pragmatismo do vale tudo e nem existem essas chatices dos Estudos de Impacte Ambiental nem coisa que o valha, os oligarcas são verdadeiros nababos e os pobres mesmo pobres? Porque é que aí não se esbateram assimetrias sociais?

Deixar funcionar as leis do mercado sem rédea alguma não se aconselha e os manuais de História aí estão para o provar. É preciso regular ... pois os capitalistas entregues a si mesmos seriam os mais lídimos representantes do Demo na Terra!
Eles precisam de uma certa rédea, embora já há muito galopem o cavalo do poder político!

Ainda não perceberam

António de Almeida - 29.04.2008

Correio da Manhã - UE ratifica reforma do mercado do vinho

Que o excesso de regulação burocrata e não o normal funcionamento dos mercados, quando falha nas previsões provoca escassez dum determinado produto, bem ou serviço, infacionando os preços. Depois culpam-se os agentes económicos, inventa-se o fantasma do neo-liberalismo, mas a realidade, é que a escassez de matérias primas nos mercados mundiais tem origem no excesso de regulação na U.E. e EUA. A economia planificada, há quem lhe chame socialismo, mata milhões à fome em todo o mundo. Isso e mais alguns mitos inventados por recentes beneméritos endeusados e nobelizados, que não é politicamente correcto criticar. Se no próximo ano faltar vinho e os preços subirem, a culpa será das alterações climáticas, do George W. Bush, do FMI e da globalização. A generosa PAC que até paga para que não se produza, será totalmente alheia ao assunto.

Deus versus Charles Darwin?

Quintarantino - 29.04.2008

Passava os olhos pela edição online do “The New York Times” quando encontrei um artigo onde se falava do investigador e docente universitário, Francisco J. Ayala.
Quem, dirão vocês?
Bem, eu tenho que dizer que também não sei muito sobre este biólogo e geneticista, apenas que achei curioso o tema do artigo: a luta que se trava no seio da sociedade norte-americana a propósito do criacionismo ou evolucionismo!

No fundo, no fundo … entre Deus e Charles Darwin.
E que é levada a preceito e a ... peito!
Mostrando, mais uma vez, que existem subtilezas naquela sociedade que nos escapam por completo!

Ayala, um ex-dominicano, é um docente universitário que nunca se recusa a ir junto das congregações defender as suas posições e procurar explicar que não só a teoria da evolução é uma posição científica bem sustentada, como nada impede que se possa ter Fé e mesmo assim aceitar o evolucionismo.E eu que pensava que isto era quase ponto assente!

É esta também a sua mensagem no livro “Darwin’s Gift to Science and Religion” (Joseph Henry Press, 2007), no qual defende as suas posições conciliatórias, embora em defesa da evolução das espécies e nos assevera que, enquanto estudante de Teologia em Espanha, lhe foi ensinado que o evolucionismo fornece o elo perdido na explicação para o próprio mal no mundo, fazendo o contraponto à bondade natural de Deus.
Como se vê, as subtilezas de raciocínio da Teologia são enormes e fascinantes!
Pena que poucos a elas tenham acesso.

De qualquer modo, e apesar das suas posições pouco criacionistas, alguém asseverava que “when Francisco speaks, people listen.” (quando ele fala, as pessoas ouvem).
No fundo, se todos o fizéssemos em muitos domínios da nossa vida, talvez tudo fosse melhor!

Agora, apreender o carro é ... "simplex"!

Quintarantino - 29.04.2008

Já lhe aconteceu entregar um carro em retoma num “stand” de vendas automóveis, esse mesmo carro ser vendido a um terceiro e você, passados anos, vir a saber que o veículo ainda está em seu nome?

É bem provável que sim pois é do nosso timbre facilitar, confiar e não ter muita paciência para as burocracias.

Durante anos foi um deixar andar dos proprietários, de facto e de direito, e das próprias Finanças. Por desorganização e porque a Lei assim o permitia.
Vieram as alterações ao dito “selo do carro” e foi um vê se te avias!

A começar aqui pelo autor que tendo estreado este ano o sistema de pagamento electrónico acabou por descobrir que um veículo que entregara num concessionário de marca há mais de seis anos ainda lhe pertencia!

Confesso-vos que só para descobrir o proprietário actual foi preciso uma “cunha”. Depois, e contactado o homem, que o carro não circulava, tinha tido um acidente, estava ao abandono num terreno seu e só lhe servia para tirar peças. E andamos nisto desde o início do ano. Nem o cavalheiro se resolve a proceder aos registos, nem eu lhe conseguia “sacar” os documentos ou uma assinatura … Um conselho, antes de deitarem fora papéis velhos que julgam não ter já qualquer mister, certifiquem-se!

Pois bem, o Governo (que também acerta nalgumas medidas) deu mais uma ajuda aos que andam atrapalhados, pois deverá permitir que a partir de hoje esteja operacional um serviço em linha que permitirá efectuar através da Internet os pedidos de apreensão de veículos.

O “Público” noticia (APREENSÃO ONLINE) que, “para pedir a apreensão do veículo basta que o ex-proprietário, que ainda tem o veículo registado em seu nome, ou o seu representante, aceda ao referido site, preencha um formulário electrónico muito simples e submeta o pedido sem quaisquer encargos. O ex-proprietário poder optar entre a autenticação com a assinatura electrónica através do Cartão de Cidadão ou, em alternativa, usar o seu NIF (Número de Identificação Fiscal) e a senha de acesso ao site das declarações electrónicas do Ministério das Finanças."

Afinal, e como se comprova, o dito SIMPLEX existe, está em marcha e, por muito que alguns velhos do Restelo e carpideiras de antanho contra ele grasnem, rosnem e afins, ainda há-de ser louvado daqui a uns anos.

Para mais informações, vá a
www.automovelonline.mj.pt.

Ó Cunha Vaz, tu dar dás ... mas e contrição, nada?

Quintarantino - 29.04.2008

Os “spin doctors” são uma coisa lixada.
Tony Blair tinha-os às toneladas, José Sócrates alguns.
Luís Filipe Menezes também.
Uns, como Ribau Esteves, eram fracotes (não digo como calhaus, para não arriscar umas bordoadas ou um processo).
Outros, como António Cunha Vaz, sabem da poda em que se metem mas sobra-lhes em dogma o que lhes falta em humildade.
Tem um currículo invejável, ambição quanto baste mas corre o risco de se estatelar! Especialmente depois de algumas verdades e bordoadas que mandou … ("Público", caderno P2, edição de ontem).

“O dr. Menezes dirigiu-se às pessoas que estão preocupadas, não com o défice, que a dra. Manuela Ferreira Leite criou, mas com o preço do pão, do arroz, das escolas (…)”.
Pensei que frases assassinas assim só Marcelo Rebelo de Souza!

“ (…) Quem é Aguiar Branco no PSD?”
Ele não sabe?
“ Gostava de ter um Aguiar Branco para mim. As barbaridades que eu digo, pedia-lhe: «Ó pá, diz lá tu, que assim não me chateiam o juízo a mim»”.
Afinal, ele sabe e chama-lhe uma coisa feia!

Com cacetadas assim desconfio que algum dia concretize o que afiançou a terminar a entrevista … quando o jornalista Paulo Moura lhe dizia que “na política teria de os aturar todos”, ripostou que “não, porque não queria ser o número 2 ou o número 3. Só vou para a política, se for para mandar”.
Ora, ora ... assim também eu, também eu!

Coisa Ruim

Carol 28.04.08


Tens um bicho dentro de ti.
Coisa maldita,
Que te corrói
E destrói
A capacidade de te dares,
De amares.

Tens um bicho dentro de ti
Que nos aniquila!

A caminho do passado.

Tiago R Cardoso - 28.04.2008

Estará o PSD a caminho do futuro ou com enorme alegria a caminho do passado ?

Manuela Ferreira Leite apresentou a sua candidatura, rodeada todas as figuras emblemáticas, que contribuirão do seu modo para o estado em que está o partido.

Não entrando em questões de idade, o que se pergunta é se é este o caminho para se chegar ao governo?

Chegamos ao ponto de um partido recorrer a figuras mais antigas, de prestigio, mas que não são, nem poderão ser a renovação politica que se pede.

Depois debate-se por ai o afastamento dos jovens e do cidadão da politica, quando a politica apresenta renovações, que tem por base Ferreira Leite, Alberto João Jardim e todas esses “barões” e “estadistas”.

No entanto a renovação partidária começa a a ser pouco provável, quando a vontade de poder é muita, os partidos não se dão ao luxo de esperar, de renovar, de apresentar novas caras e esperar que elas entrem na vida do cidadão, não podem perder tempo.

Alem disso dentro dos partidos, dificilmente certas personalidades abdicam do poder e do controlo, preferem lutas internas, de bloquear possíveis alternativas, nem que com isso desfaçam aos poucos o partido.

É uma esquadra portuguesa, com certeza!

Quintarantino - 28.04.2008

Doravante, sempre que entrar numa esquadra, certifique-se que ela tem, no mínimo, dois agentes de serviço.
Basta ver aqui ESQUADRA INVADIDA

É que, assim não sendo, arrisca-se a, mesmo estando junto de quem é suposto zelar pela segurança e protecção de pessoas e bens, levar uma carga de porrada!
É verdade, aconteceu ontem numa esquadra da PSP, em Olivais e Moscavide!
Esta é mais uma das originalidades portuguesas …

O agente que lá estava, cerca das 17.00 horas, viu entrar porta dentro um cidadão que iria apresentar queixa contra outra pessoa.
Eis, quando senão, a esquadra é literalmente invadida por um grupo de cerca de 15 indivíduos que, mesmo nas barbas da autoridade, malharam no pobre que lá estava!
Olarila … upa, upa!

O que eu acho espantoso nisto tudo é ser possível uma esquadra estar de serviço com 1 só agente; um bando de energúmenos entrar pela esquadra dentro e malhar em quem lá estava e que, certamente, esperaria ser protegido pela autoridade; que hoje, pelo menos às 08.00 da manhã, ninguém pudesse falar porque o sub-comissário ou lá que raio é só devia chegar às 09.00!
Quer dizer, um cidadão leva nas trombas dentro de uma esquadra e o chefe deve (por favor, notem o deve) chegar à esquadra às 09.00 horas!

No mais, face ao clima de desrespeito generalizado por tudo o que é instituição e até pessoas, já estou por tudo.
Notem, por favor, que eu escreo desrespeito generalizado sem olhar a quem ou ao quê!

É que a falta de vergonha, civismo, educação e de valores é característica que atravessa a sociedade de alto a baixo, em diagonal ou como quiserem; de ponta a ponta não sendo exclusivo de uns; assaltos e poucas vergonhas já existem há muito tempo entre nós e se quiserem culpar o Código Penal lembrem-se de quem o aprovou!

Procura-se : Tropas

Tiago R Cardoso - 27.04.2008

Alberto João Jardim deve achar que a Madeira já é demasiado pequena para um general da sua envergadura, deve considerar que está na altura de mais conquistas.

Jardim achava que poderia desta vez avançar na conquista continental, queixou-se por ai que até gostaria de avançar, mas faltava-lhes as tropas, fez um pouco o papel de Menezes quando se demitiu, esperou para ver de onde surgiam os apoios e quem apareceria a candidatar-se.

Bastou ver a cara com que Jardim saiu da reunião Social Democrata, para ver que as coisas não lhe estavam a ser favoráveis e viu-se logo de seguida com a candidatura de Santana Lopes.

Agora Jardim diz que avança contra Ferreira Leite se todas as outras candidaturas desistirem e o apoiarem.

Se Alberto João Jardim é assim tão bom general, se é assim um homem de força e coragem, se não vira a cara à luta, porque razão Jardim tem medo de avançar sozinho?

Os grandes homens fazem-se nas lutas, sozinhos contra o inimigo, lutam unem as massas e vencem.

Qualquer general medíocre se tiver um exercito superior e esmagador vence o inimigo, um grande general lança-se, nem que seja com meia dúzia de homens e luta até ao fim.

Ó tempo volta para trás

António de Almeida - 27.04.2008

D.N. - "Ninguém esperava que o PS servisse os poderosos"

-Uma entrevista do "camarada" Jerónimo de Sousa é sempre motivo para umas boas gargalhadas. Segundo Jerónimo, "O Estado deveria controlar 50% da banca", não tendo contudo percebido como gostaria que tal objectivo fosse alcançado, se procurando no mercado adquirir as acções aos seus legítimos proprietários pagando por elas o justo valor, se à boa maneira "estalinista" utilizada em Portugal durante o inenarrável PREC, retirando-as aos seus titulares através dum roubo legalizado ao qual juridicamente chamaram nacionalizações!

Combate ao crime

António de Almeida - 27.04.2008

Tropa de elite mata 11 no Rio

-Há cerca de um mês publiquei em Direito de Opinião um artigo sobre o filme "Tropa de Elite", onde utilizei uma abordagem que está a deixar muita gente conotada com a esquerda e defensora das chamadas preocupações sociais à beira dum ataque de nervos, refiro-me à aprovação nas ruas das cidades brasileiras à actuação do BOPE, sendo os polícias aplaudidos pelo cidadão comum, que não quer continuar á mercê de escumalha criminosa, e encontra nesta força policial quem efectivamente o defenda, capaz ela própria de responder com terror aos terrorismo dos bandidos que dominam o crime organizado. A continuar por cá o aumento da criminalidade violenta, e face à crescente organização de criminosos em gangs, por mim veria com bons olhos o investimento do estado num batalhão policial que utilizasse força mais musculada do que a PSP utiliza em certas zonas nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, poderiam não render tanto em receitas para os cofres do estado quanto as multas passadas pela ASAE ou pela GNR-BT, mas que tornariam as nossas cidades mais seguras, disso não tenho dúvidas. Quero lá saber do politicamente correcto, prefiro sentir-me seguro quando saio à rua.

Uma tragédia que abalou todos os brasileiros

Luiz Santilli JR - 27.04.2008

Detesto falar da tragédia humana.
Mas a coisa já passou dos limites.
Não sei se a notícia foi veiculada em Portugal?
Há um mês, uma menina de 5 anos de nome Isabella, foi jogada da janela de um apartamento do sexto andar de um edifício residencial, aqui em São Paulo.
No apartamento mora o pai da menina com sua mulher e dois filhos de 1 e 3 anos.
Isabella é filha de uma união anterior do seu pai.
Passava fins de semana com o pai, quinzenalmente.
Há um trauma nacional pela violência e brutalidade que antecederam a queda da menina, que segundo a perícia policial, foi jogada janela abaixo, ainda com vida, embora desfalecida. A morte ocorreu por fraturas múltiplas e hemorragia interna, causadas pela queda.
O pai e a madrasta alegam que o crime foi perpetrado por um invasor, um assassino, que deveria ter as chaves do apartamento pois, a porta não foi arrombada.
O casal e as três crianças haviam saído para um passeio a tarde toda e estavam voltando para casa por volta das onze e meia da noite.
Segundo depoimento do pai, Isabella foi trazida do estacionamento do edifício, em seu colo, pois estava dormindo. Após deixá-la dormindo em sua cama, retornou ao estacionamento para trazer a mulher e os outros dois filhos, que também dormiam.
A perícia policial, com base em dados objetivos, ou seja, o aparelho de GPS do carro, que determina a hora exata em que veículo estacionou, e a hora em que um vizinho chamou o resgate por telefone fixo, calculou em cerca de 7 minutos o tempo que o assassino teria para entrar no apartamento trancado sem arrombar a porta, agredir, sufocar a menina, arranjar um objeto cortante para abrir um buraco na tela de proteção da janela, por onde jogou a menina e sair do local sem ser visto por ninguém, sem nada roubar e sem deixar nenhum vestígio no local do crime.
As perícias técnicas detectaram sangue da menina no carro, em três parte do local de trás, em que deveria estar. Detectaram sangue desde a entrada do apartamento até próximo à janela de que foi jogada, na camisa do pai e no sapato da madrasta.
Encontraram, também, estendidas no varal uma fralda e uma toalha, lavadas com detergente, porém com sangue da menina assassinada.
Há também material da tela de nylon cortada, bem como fuligem da poluição do ar, pois a tela é externa, na camisa do pai. Isto somente poderia acontecer se a camisa fosse fortemente pressionada contra a tela, segundo os peritos que investigam o caso.
Há marcas do chinelão que o pai calçava no dia, no colchão da cama junto à janela em que a criança foi jogada.
Há dezenas de outras evidencias que incriminam o casal e da improbabilidade de ter havido uma terceira pessoa na cena do crime na noite fatídica para Isabella.
O pai e a madrasta juram inocência.
Não há testemunha ocular nem confissão, porém há indícios avassaladores contra o casal, pela barbaridade praticada.
Se forem a julgamento, considerados culpados e condenados, em cinco ou seis anos estarão em liberdade condicional, tal a frouxidão de nosso código penal, profundamente tolerante, pois até a prisão preventiva foi suspensa por liminar, perfeitamente impetrada com base num código de direito anacrônico.
Depois fazem campanha para que se combata a violência à criança!
Nossos intelectuais adoram campanhas!
Que tipo de campanha impede pais de tamanha barbárie?
Dentro de algumas horas será feita a reconstituição do crime, sem a colaboração dos pais.
Deve ser a prova cabal da culpabilidade do casal.
Este crime conseguiu monopolizar a mídia nestes 30 dias, de nada mais se fala por aqui, nem do aumento dos juros pelo Banco Central!

Notas de Luiz Santilli Jr

Visita recomendada

Tiago R Cardoso - 26.04.2008

Ria de Aveiro - Portugal

Porque não nos sentimos seguros

António de Almeida - 26.04.2008

PUBLICO - Mais de 100 participações diárias de assaltos a casas
Não bastava o aumento de fenómenos como o carjacking, ou assaltos em estabelecimentos à mão armada, ficamos agora também a saber que diariamente são participados à polícia mais de 100 assaltos a casas.
Por muito que o ministro afirme que a criminalidade tem vindo a baixar, ou que Portugal está ainda longe dos números apresentados noutros países, por detrás de cada número existe uma vítima, e alguém que se apropriou do que não lhe pertence, de forma violenta ou não.
Como tenho inúmeras vezes defendido, é necessário dar um sinal à escumalha que opta pelo caminho da marginalidade, que o crime não compensa, agravando as penas de prisão, e no caso de oriundos de outros países, com expulsão após cumprimento das penas.
Sem contemplações, tolerância zero para criminosos; as pessoas de bem têm todo o direito a sentirem-se seguras.

Tapar o sol com a peneira...

Carol - 26.04.2008

Não sei se já vos disse, mas gosto de provérbios e expressões populares. Não sei porquê, mas gosto. Isso podia justificar-se por ser uma miúda nascida e criada na província ou por uma enorme convivência com as gentes mais velhas da família, mas isso não aconteceu portanto não tenho como justificar esta apetência. Paciência!

Hoje, ao ver a edição on-line do Público, China promete diálogo, deparei-me com uma notícia que, não fora o protagonista da história, me poderia deixar muito feliz e expectante. Segundo a agência Nova China, citando uma fonte oficial anónima, a China manifestou-se disposta a retomar as negociações com um representante do Dalai Lama. Poderia ter ficado expectante, mas não fiquei. Na verdade, só pensei “lá estão os gajos a tentar tapar o sol com uma peneira!”...

De acordo com esta agência noticiosa, na sequência dos repetidos pedidos do Dalai Lama para que fossem retomadas as negociações, “os departamentos envolvidos do governo central terão contactos e consultas com um representante do Dalai Lama nos próximos dias” com vista a que este “tome decisões no sentido de cessar as actividades separatistas, os ‘complots’, a violência e as actividades destinadas a perturbar e sabotar os Jogos Olímpicos”.

Como seria de esperar, o líder espiritual tibetano saudou a oferta chinesa e o seu porta-voz considerou que este é “um passo no bom caminho, já que apenas os contactos frente-a-frente podem conduzir a uma solução para a questão tibetana”.

Sinceramente gostaria de embarcar nesta onda de optimismo, mas não consigo. Não consigo, porque não acredito num país que não respeita os direitos humanos. Não consigo, porque não acredito num país que não respeita a cultura ancestral de um povo. Não consigo, porque foi este mesmo país que raptou uma criança de seis anos, bem como toda a sua família, apenas porque foi considerada pelo Dalai Lama como o seu sucessor espiritual.

A esta notícia, meus amigos, só posso responder com um “quando a esmola é grande, o pobre desconfia!”...

O 25 de Abril é do povo, não é de Moscovo.

António de Almeida - 25.04.2008

Esta frase histórica, ouvida de Norte a Sul de Portugal no ano de 1975, convém ser recordada. Porque muitos que hoje celebram o 25 de Abril, como diria Herman, "há que dizê-lo com frontalidade", na realidade celebram os amanhãs que não cantaram e a esperança que um dia tiveram de colocar em Portugal uma Cuba da Europa. Faltou o Fidel, o Che ou o Chavez portugueses, felizmente! livra!

A juventude, o 25 de Abril e a politica.

Tiago R Cardoso - 25.04.2008

Sinceramente gostei, sei que muitos não gostam dele, mas Cavaco Silva esteve bem, vou mais longe, esteve muito bem.

Avançar com um discurso onde a temática era o alheamento dos jovens em relação à politica, mostra que o PR sabe e tem visão sobre o assunto.

"Os mais novos, sobretudo, quando interrogados sobre o que sucedeu em 25 de Abril de 1974 produzem afirmações que surpreendem pela ignorância de quem foram os principais protagonistas, pelo total alheamento relativamente ao que era viver num regime autoritário."

A actual juventude está afastada do 25 de Abril, dá-lhe pouca importância, acha que a liberdade e todos estes direitos que tem caíram do céu, quando são fruto de anos de lutas, de acumular de frustrações e injustiça, que culminou na a revolta contra "o estado a que chegamos".

Conforme e muito bem disse Cavaco Silva, existe também um afastamento em relação à politica, onde os jovens pouco sabem e pouco se interessam, tudo isto resultado dos próprios políticos que não passam a melhor das imagens, nem atraem esses jovens para a participação politica.

Está na altura dos órgãos de decisão se aproximarem da juventude e do resto da sociedade, chega de ficar no mesmo sitio à espera, que seja a sociedade a ir ao encontro desses órgãos.

O que temos neste momento é o cidadão comum a protestar, a reclamar contra a politica e políticos, mas sem acção e sem saber onde protestar, nem a quem ir protestar, nem como participar.

Dai que se exige que a politica deixe de funcionar com um circulo privado, só de elites, para as elites.

Como é 25 de Abril, dia de aniversário da revolução, deixo uma frase marcante e muito bem dita:

"O 25 de Abril não é monopólio de uma geração nem de uma força política", quem me dera que muitos ouvissem e entendessem.

Enquanto os brasileiros são barrados nos aeroportos, mundo afora...

Marcos Santos - 25.04.2008

...Estou colocando a notícia na íntegra, pois acredito ser de suma importância. Apesar de todos os defeitos do Brasil, esse é um exemplo já deveria estar sendo seguido a muito tempo. Principalmente por quem tem mais dinheiro.

"Acesso universal a drogas antiaids atrai estrangeiros para o Brasil

Sem poder pagar pelos remédios em seus países de origem, imigrantes são atendidos por programa nacional"

Alexandre Gonçalves

" Por falta de atendimento universal para portadores de aids em seus países, estrangeiros que contraíram o HIV têm se mudado para o Brasil para se tratar. Atualmente, pelo menos 1.256 estrangeiros - em situação legal ou clandestinos - estão em tratamento no País, segundo dados do Sistema de Controle Logístico de Medicamentos (Siclom), do Programa Nacional de DST/Aids. Como 42% das Unidades Dispensadoras de Medicamentos (UDMs) não utilizam o sistema, o número deve ser bem maior. Para se ter uma idéia, só o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, não integrado ao Siclom, recebeu 112 estrangeiros em 2006 e 2007.

O programa brasileiro de combate à aids, que atende atualmente 180 mil pessoas, é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como referência internacional. As medidas para possibilitar o acesso universal aos medicamentos foram consideradas modelos para as nações pobres que lutam contra a doença.

Mariângela Simão, diretora do programa, ressalta que a distribuição de anti-retrovirais para imigrantes não deve ser vista como uma ação humanitária, mas um direito. “O SUS (Sistema Único de Saúde) tem a função de cuidar de todos os residentes no País, brasileiros ou estrangeiros”, diz. “Ação humanitária é o envio pelo Brasil de 3.800 tratamentos para nações da América Latina e África.”

‘VÁ PARA SÃO PAULO’

O paraguaio Cláudio (nome fictício) descobriu que era portador do HIV ao fazer um exame admissional em uma empresa de Ciudad del Este. Uma médica deu a notícia por telefone, na véspera do Natal de 1993. Ele se mudou, então, para a capital, Assunção. Lá, o tratamento consumiu casa, carro, moto e as mensalidades do último ano da faculdade.

“Gastei mais de R$ 200 mil”, afirma. Mesmo assim, perdeu a visão do olho direito, a audição do ouvido esquerdo e sofreu um acidente vascular cerebral que prejudicou sua dicção. Os exames mostravam que sua defesa imunológica era praticamente nula - e ele já perdera um terço do peso normal. O infectologista que acompanhava o caso aconselhou: “Aqui não podemos fazer mais nada por você. Sugiro que vá para São Paulo.”

Hoje, aos 34 anos, Cláudio mora em São Paulo, trabalha e gosta de praticar esportes. Precisa tomar cinco anti-retrovirais. Um deles, o T-20, conhecido comercialmente como Fuzeon, custaria US$ 17 mil anuais, cerca de R$ 28 mil. É a droga mais cara do coquetel disponível no País. O SUS fornece o T-20 gratuitamente. Além disso, como vários soropositivos brasileiros, Cláudio também obteve ganho de causa em um processo judicial para receber o medicamento Darunavir, que não estava na lista de importação do Ministério da Saúde.

VETO A SOROPOSITIVOS

O representante do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids (Unaids) no Brasil, Pedro Chequer, relembra que, no fim da década de 80, se cogitou restringir a entrada de soropositivos no País. Mas venceu o parecer técnico que demonstrava a irrelevância da medida para o controle da epidemia. “Os Estados Unidos barram a entrada por um motivo diferente: medo de onerar seu sistema de saúde”, afirma Chequer, que considera tal medida um equívoco.

Para Mariângela, o Brasil é o melhor exemplo de que vetos como esse são injustificáveis. “Mesmo com atendimento universal e de qualidade, não recebemos uma enxurrada de imigrantes.” Ela compara o número de estrangeiros atendidos com a estimativa total dos que recebem anti-retrovirais do programa. Na prática, é uma parcela pequena.

No fim de fevereiro, Mariângela foi a Genebra liderar negociações internacionais para tentar acabar com restrições de viagens para portadores do HIV. Mário Scheffer, um dos diretores da ONG Grupo Pela Vidda, acredita que o programa nacional confere autoridade moral ao Brasil nessa ação.

IDENTIFICAÇÃO

Para retirar os remédios, é necessário apresentar documento de identificação com foto (pode ser o do país de origem), formulário do Programa Nacional de DST/Aids preenchido pelo médico e receituário em duas vias. Não é costume exigir comprovante de endereço para atestar residência no País. Confia-se na palavra da pessoa, quando informa a rua onde mora. “Não é nossa obrigação fazer o trabalho da Polícia Federal e ver quem está legalmente no País. Estamos aqui para cuidar das pessoas”, afirma Mariângela.

O diretor técnico do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, Sebastião André de Felice, adota a mesma postura. “Seria crueldade exigir uma pilha de documentos de alguém que chega muitas vezes necessitado de cuidados urgentes”, pondera.

O coordenador da casa de apoio Terra da Promessa da Associação Aliança Pela Vida (Alivi), Angelo de Almeida Lopes, concorda com a flexibilidade na distribuição dos medicamentos. Entre os moradores da casa - aproximadamente 40 - é comum encontrar cerca de 2 estrangeiros. “Os assistentes sociais dos hospitais encaminham essas pessoas para cá.”

INTERCÂMBIO

Foz do Iguaçu é um dos poucos lugares onde os requisitos para ingressar no tratamento são mais rigorosos. A coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids, Rosa Maria Lima, explica que, há dois anos, todos os meses, três paraguaios procuravam ajuda no Serviço de Atendimento Especializado (SAE). “Havia estrutura para realizar os exames de CD4, genotipagem e carga viral, pois eram financiados pelos governos federal e estadual. Mas o município não conseguiria arcar com os exames de rotina: tomografia, exames de sangue.”

Decidiram, então, encaminhar os estrangeiros não residentes no Brasil para tratamento em Ciudad del Este. “Em 2006, o Brasil iniciou um intenso diálogo com o Paraguai para trocar experiências. Desde então, o serviço deles melhorou bastante”, afirma Rosa. “Aqueles que comprovam residência no Brasil são atendidos aqui e recebem toda assistência para regularizar, o mais rápido possível, sua situação legal.” Atualmente, 27 paraguaios são atendidos em Foz do Iguaçu.

ALÉM-MAR

No fim da década de 90, o angolano Roberto (nome fictício), pertencia a uma ONG que recebia dinheiro da Agência Americana para Desenvolvimento Internacional (Usaid). Pretendia-se desenvolver um programa de combate eficaz à epidemia em Angola. Veio, então, com uma comitiva, para conhecer o programa brasileiro. Visitou o CRT-DST/Aids em São Paulo, a Alivi e a própria sede do programa em Brasília.

Poucos meses depois de voltar para Angola, sua saúde piorou drasticamente. Resolveu, então, voltar para o Brasil. Já tinha os contatos e foi muito bem recebido. Desde então, tem sido tratado no CRT/DST-Aids. Permaneceu durante algum tempo em uma casa da Alivi. Hoje, tem moradia própria e trouxe mulher e filhos para cá. Refez os estudos e profissionalizou-se. Sente saudades da sua terra natal, mas não pretende voltar.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas 6 mil pessoas recebem anti-retrovirais em Angola, cerca de 10% das 66 mil pessoas que necessitam do tratamento.

A história de Roberto é semelhante ao itinerário de muitas pessoas que vieram do continente africano para tratar-se no Brasil. A maior parte da população não teria condições para empreender a viagem. Contudo, o engajamento em ONGs que recebem apoio internacional traz consigo oportunidades em outros países."


Fonte: Jornal O Estado de São Paulo


E tem mais ...

Blondewithaphd - 25.04.2008

Concordo com muito do que aqui consta infra. Deus, e nós, nos livrem de regressarmos à repressão das liberdades e garantias individuais do Estado Novo. Jamais me ouvirão pronunciar uma palavra de nostalgia por uma época que, se bem que não tenha conhecido, me é familiar enquanto Portuguesa (a 100% desde 1992) e enquanto pessoa pensante (ou, pelo menos, assim me considero).

Mas...

Reitero que o 25 de Abril me constrange em inúmeros aspectos. Que o celebremos como marco histórico inegável e, a todos os níveis, inolvidável das nossas memórias colectivas, isso nem está em questão. É, foi, um ponto de viragem e ruptura de regime. É, foi, a abertura de um capítulo novo, necessário e benvindo.

Mas...

Porque será que nunca se fala do pós 25 de Abril? Custa, não custa? Pois eu vou falar com exemplos (os meus exemplos).

Não estávamos cá no 25 de Abril de '74. Por razões profissionais, o Pai era um saltimbanco pelo mundo, a Mãe seguia-o, eu não nasci cá. A casa estava vazia. Adivinham o que terá acontecido, não? Pois, foi ocupada, vandalizada e... roubada dos objectos mais pessoais.

Em '75, o Pai estava em Portugal. Foi a Sines, também por razões profissionais. Levava um Morris preto com estofos claros em cabedal. Adivinham também o que aconteceu, não? Escreveram "Fascista" com o caco de um tijolo na pintura do carro.

Subitamente, no pós 25 de Abril, éramos todos fascistas. A posse material ou o sucesso profissional/económico eram um estigma social.

Sim, sou toda a favor do 25 de Abril. Não pronunciarei jamais palavras saudosistas de um regime que não o republicano e democrático. Mas...

No dia dos cravos fala-se de ... modernaços!

Quintarantino - 25.04.2008

Quando mais uma vez o calendário assinala o dia 25 de Abril, interrogo-me sobre o que realmente move alguns que hoje apregoam que afinal Salazar não era mau diabo, que temos Estado a mais na sociedade civil, que é preciso flexibilizar a legislação laboral, baixar os impostos, blá, blá, blá, blá …

Salazar teve os seus méritos e os seus defeitos e penso que estes certamente ofuscam aqueles; os seus arautos costumam apontar o ter endireitado as Finanças Públicas como obra de génio.
Lembro que Cavaco também o fez e Teixeira dos Santos por lá anda!
Queiram ou não.

Há quem também aponte a estabilidade face ao caos que era a I República, mas isso conseguiu-se com os esbirros da então DGE, depois PIDE/DGS e os bufos em cada esquina!
A verdade é que basta ver a excelente série que a RTP passa aos domingos à noite (“Conta-me como foi”) para rapidamente se perceber duas coisas … os portugueses não mudaram nada e aquilo era uma vil e apagada tristeza!

Depois temos para aí uns modernaços que clamam contra o 25 de Abril e contra o socialismo (limpam convenientemente os anos do PSD no Governo, pois a eles só lhes dá jeito ganir com o PS no poder e balir com os amigos no poder que é quando mamam!) porque temos Estado a mais na sociedade.
Pois, mas isso também já havia com Salazar e os seus famosos planos e campanhas do trigo, por exemplo.
Qualquer aluno mediano de História e Economia sabe disto, não é preciso tirar um mestrado!

Eu por acaso, mas mesmo só por acaso, acho um piadão do caraças aos tais modernaços para quem tudo o que não seja Monarquia, Estado Novo e PSD no poleiro é sinónimo de asneira!
Esquecem os tais modernaços que na Monarquia, Estado Novo e PSD existiram e pulularam tantos trastes como em qualquer outro sítio.
Mas os tais "modernações" têm um “chip” selectivo que lhes permite limpar da memória o que não lhes convém.

Vamos agora às constantes exigências de flexibilização no mundo laboral.
Eu concedo que existem anacronismos e mecanismos que podem e devem ser revistos, agora virem-me com a treta que o que é preciso é poder ter ainda mais gente com contrato a prazo, trabalho temporário e a recibo verde para poderem progredir e competir só por misericórdia ou então pensam que quem usa orelhas de burro somos nós e não eles.

Provo o que aqui digo com o pensamento que uma nota de rodapé, cujo nome não importa, membro duma juventude partidária apresenta como paradigma dos tempos que correm: “Outra questão muito importante para a minha geração é a definição do salário mínimo. (…) vê no salário mínimo nada mais do que o estabelecimento de um preço mínimo naquele que deveria ser o normal funcionamento do mercado de trabalho.
Este preço mínimo tem dois efeitos muito claros no mercado de trabalho: impedir de trabalhar quem estiver disponível para trabalhar por valor inferior a esse preço; por outro lado impede de operar todas as empresas e serviços que não tenham a capacidade de remunerarem aquele montante.
Importa ter presente que receber um vencimento tem obrigatoriamente que significar que o trabalhador acrescenta valor à entidade que o remunera por um valor superior a esse vencimento.
Não nos assusta o tradicional argumento de que sem salário mínimo as empresas irão pagar ainda menos (…)”.

Notem o diletantismo e a lata!
Tenham vergonha. Portugal deve ser dos países da Europa onde mais contratos de trabalho a prazo existem e mesmo assim temos empresas cujos patrões não valem um carvalho, nem levam aquilo a lado nenhum!
Sabem que ainda temos patrões para quem pagar um salário de 400,00€ é um roubo de Igreja, mas que para estourarem 100.000,00€ num carro novo não têm puto problema?
Eu quero que se abardinem lá com os carros que compram, desde que não andem a roubar a Segurança Social e o Fisco!!!

Andam indignados alguns com as mais recentes propostas, mas é só porque mesmo assim ainda não conseguem fazer disto a Albânia ou a China!
Ou África …

Temos depois outros inteligentes que exigem o abaixamento da carga fiscal pois não conseguem competir mas, mais uma vez, devem pensar que somos burros.
Quer dizer, já assim é uma roubalheira do carago em matéria de IRC e IVA e querem pagar menos?
Mas se a maior parte não paga, estão preocupados com o quê?

Querem menos Estado?
Eu acho que sim.
Reforça-se a fiscalização, tornam-se as leis mais repressivas em determinado tipo de comportamento, falências fraudulentas é sinónimo de património confiscado e ossos a malharem na choldra; desviou verbas da Segurança Social dos trabalhadores mas está lá a mamar porque está de baixa, choldra …
Eu queria-vos ver, era a pedirem isto!

Eu queria ver os tais heróis do liberalismo a não quererem mais parcerias público privadas!
Eu queria ver os tais arautos da iniciativa privada a porem-se a milhas e irem para os EUA, por exemplo … ops, esqueci-me, são liberais mas é desde que haja uns subsídios comunitários para "mamar" e uns amigalhaços no poder para combinar umas negociatas!

É por isso que esses, se tivessem vergonha, estavam calados.
É que a eles tanto se lhes dá como se lhes deu que seja Salazar, Sócrates, Cavaco ou o carvalho no poder.
Mamam sempre, mas berram ainda mais alto não vá alguém desconfiar!
São uns heróis.

Já somos dois!

António de Almeida - 24.04.08

-Cair-lhe o Carmo e a Trindade porque tal como eu desvaloriza a importância da abrilada? Nem pense tal, caríssima Blondie, o 25 de Abril foi apenas e só um golpe militar, com objectivos militares, que depois face à adesão popular, acabou efectivamente por se tornar uma revolução. Ainda hoje muito está por contar sobre esse dia, podem afirmar o que quiserem, mas a PIDE não era um objectivo, nem tão pouco o forte de Caxias, que apenas a 26 o passou a ser. Tudo bem, acabaram com uma ditadura de 48 anos, a espanhola também o era e caíu passados 3 anos, mas caso não tivesse existido o golpe, a ditadura cairia na mesma, nem que fosse por dentro, aliás já estava mais que podre. Pronto, não me chamem anti-democrata, fascista ainda menos, celebrem lá o feriado nas praias e esqueçam os cravos vermelhos, que nem são das flores que mais aprecio.

E Amanhã é?

Blondewithaphd - 24.04.08

Nem mais, amanhã é o feriado mais pimba dos feriados.

Antes de me fazerem um auto-de-fé em praça pública e imolarem como herege, stop!

É muito bom o país ter democracia e, sobretudo, é resmas e pilhas de imensamente bom a malta ter liberdade de expressão. Mas, que hei-de fazer, acho os cravos na lapela (encarnados ainda por cima) de uma falta de gosto indescritível. E as cantigas de intervenção? Bem... sem comentários. Ah, falta as palavras de ordem! Virgem, credo, valham-me os deuses!

Trinta e tal anos depois (bolas que é a minha vida inteira) acho que se justifica o feriado como celebração das liberdades e garantias dos cidadãos, mas penso que basta meramente a lembrança, como no 1 de Dezembro. Os jovens não se revêem na luta anti-fascista de um tempo que já não é nosso. (Eu também não).

Que a História entre na História.

Pronto, e agora que caia o Carmo e a Trindade (símbolos também de outra era!).

A globalização quando nasce, é para todos!

António de Almeida - 24.04.2008

Diário Económico - O passo firme para a Índia

A portuguesa "Aerosoles" que em tempos deslocalizara a produção de Portugal para a Roménia, está agora a caminho da Índia, onde os operários ganham um salário equivalente a um par de sapatos da marca.
É o que dá promover a economia à custa de mão de obra barata. Vale a pena ler o artigo.

E o vencedor é...

Tiago R Cardoso - 24.04.2008

Todos os dias têm surgido novas propostas e discussões sobre as alterações à Legislação Laboral
Segundo um famoso “estadista”, uma reforma que seja reforma tem de ter um boa polémica e tribunal.

Esta alterações à Legislação Laboral deram já origem a troca de “tiros” e acusações na Assembleia da Republica.

"O centro das propostas apresentadas pelo Governo é a generalização da precariedade laboral através da promoção dos despedimentos por inadaptabilidade. (...) São os despedimentos na hora, mais fáceis e mais baratos", afirmou a deputada bloquista, Mariana Aiveca.

Bom começo; para além de ser um afirmação bem conseguida, com a qual concordo em parte, tem a grande qualidade de, desta vez, e ao contrário do habitual, como foi o debate do Tratado de Lisboa, a culpa não ser nem do Bush, nem dos Estados Unidos.

O PCP, pela voz de Jorge Machado, afirma: "As propostas do governo atacam de forma violenta os direitos dos trabalhadores, facilitando os despedimentos" e representam "um retrocesso na legislação laboral".

Reconheço o mérito de não ter falado do 25 de Abril, muito bem.

Strech Ribeiro, deputado do PS, acusou o BE de se comportar como "a vanguarda da CGTP." Erro do senhor deputado, presume-se que estivesse a pensar do PCP e disse Bloco de Esquerda.

Com sempre num estilo nem é peixe, nem é carne, o CDS mostra-se preocupado com o que se está a passar, mas é contra o que diz o Bloco de Esquerda.
Com direito ao ultimo "tiro", pelo menos nesta pequena batalha da guerra que está instalada: "O Bloco quer os divórcios na hora mas quer o emprego para toda a vida”, mas não ia "tão longe" como as propostas apresentadas pelo Governo PS, disparou Bagão Félix.

Chama-se a isto chegar e disparar para todo o lado, com medo que os inimigos se lembrem de quando ele era o general da tropa!

O Brasil tremeu...

Denise – 24.04.2008


Imagem capturada na internet (Google)

Isso mesmo! Terremoto de intensidade média que ocorreu acerca de 48 horas atrás, atingiu quatro estados brasileiros


O fenômeno, que começou às 21h do dia 23 de abril, atingiu 5,2 graus na escala Richter, durou cerca de cinco segundos, teve reflexos em dezenas de cidades paulistas e em pelo menos quatro outros estados: Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina. O tremor não deixou nenhuma vítima. Medições feitas no observatório sismológico de Brasília (Capital Federal) mostram que, nos últimos dez anos, mais de cinco mil abalos foram registrados no país.


Durante muito tempo acreditava-se que no Brasil não ocorriam terremotos, no entanto, essa afirmação é um tanto quanto precipitada. Se comparar os abalos sísmicos ocorridos nos Andes com os ocorridos no Brasil, os do Brasil podem ser classificados como modestos, embora a quantidade de abalos sejam muitas e com escalas acima de 5,0 graus, não ignorando a possibilidade de tremores mais intensos, uma vez que o planeta é dinâmico e está em constante transformação.


Hoje, 24 de abril o Estado do Rio de Janeiro se surpreendeu com uma ressaca que atingiu as praias da orla do Rio. Ondas de até três metros de altura atingiram uma embarcação de passageiros (catamarã) que fazia a travessia na Baía de Guanabara, deixando 20 pessoas feridas e bastante assustadas. Especialistas afirmam que não existe qualquer relação entre os dois fenômenos.


Nessa semana comemoramos o Earthy Day e em campanha coletiva na blogosfera fizemos alertas sobre os cuidados que devemos ter para preservar nosso planeta para as gerações futuras.


Não podemos mais ignorar acontecimentos e fenômenos inusitados que ocorrem nesse planeta. Precisamos ficar de olhos bem abertos, o panorama está mudando, a natureza está dando seu alerta, e qual a verdadeira posição do mundo diante desses acontecimentos?

Queria...

Carol - 24.04.08

Queria ser manto, diáfano de luz
Para te cobrir
E afastar as trevas
Que te envolvem.
Queria ser bola de sabão
De mil cores,
Para que não visses o mundo
A preto e branco.
Queria ser muralha do teu castelo
Para te tornar senhor inatíngivel,
A quem a dor nunca poderá tocar.
Queria ser deusa protectora
Para te poder resguardar
E manter sempre imaculado.

Finalmente!

António de Almeida - 24.04.08

-Pelo contrário Tiago, ainda bem que o menino guerreiro vem a jogo, se vier, é chegada a hora dos militantes do PSD, as "bases", dizerem duma vez por todas, se querem continuar a organizar romarias com febras e sardinha assada, e são as "elites" que estão a mais, ou pelo contrário, querem que o partido volte a ter actividade política. Mesmo que não se goste de alguns "barões", se preferem estes, ou o regresso de Rui Gomes da Silva, Helena Lopes da Costa, Pedro Pinto, Raul Santos e outros figurões. Os eleitores agradecem a clarificação.

Palavras recomendadas

Quintarantino - 24.04.2008

Certo dia um idiota afirmou que quando ouvia falar em Cultura, sacava logo do revólver!

No NOTAS SOLTAS, aqui e ali, e sem ser em jeito de IDEIAS TONTAS, iremos professar o nosso amor por esta ou aquela obra, seja ela em que suporte for.

Será tipo um O NOTAS RECOMENDA.

Hoje recomenda-se "O Homem sem Qualidades", de Robert Musil, editado pela D.Quixote, em dois volumes (um pouco mais que 1.300 páginas).

Musil, escritor austríaco, procurava a palavra certa para chegar à expressão exacta, a que melhor reflectisse a realidade.

Avisa-se que a leitura não é fácil, mas é interessante por permitir partir à descoberta de um mundo em convulsão, de frases lapidares ou saltar capítulos (embora aqui seja mais provocação do próprio escritor).

Para instigar a curiosidade, fiquem com esta citação:
"Se existe um sentido de realidade, tem de existir também, um sentido de possibilidade".

Liberdade de escolha na Saúde?

Quintarantino - 24.04.2008

O Estado deve convencionar com o sector privado a prestação de serviços de saúde, desde consultas a cirurgias, de modo a alargar o acesso dos utentes do Serviço Nacional de Saúde: eis, na sua essência, o que parece resultar da proposta que Pedro Nunes, bastonário da Ordem dos Médicos, terá discutido com Cavaco Silva.

No fundo, pretender-se-ia que um utente do SNS pudesse ir a consultas ou realizar cirurgias em unidades privadas, serviços que seriam praticados a um preço fixo convencionado com o Estado.

Do mesmo modo, a proposta prevê que também nas consultas possa existir opção.
O bastonário até explicita que "se o Estado convencionar que paga, por exemplo, 25 euros por consulta, os médicos interessados contratualizam isso e atendem os doentes num horário determinado, bastando para tal que o utente pague uma taxa moderadora ligeiramente superior à que pagaria no sistema público".
De acordo com o mesmo, a taxa moderadora seria de 10 euros.

Até aqui, estou perfeitamente de acordo.
Eu devo poder escolher, qualquer um de nós deve poder escolher.

Pedro Nunes, certamente bem intencionado nesta sua proposta, não falou foi se os médicos neste regime convencionado teriam a obrigação de cumprir um horário de atendimento, como sucede na Alemanha e que é fiscalizado.

Eu só não percebi foi a razão de uma administradora ligada à Espírito Santo Saúde, que se apresentou como defensora da livre concorrência, ter advogado, a propósito desta proposta, mais convenções do Estado com o sistema privado.

Ou sou eu que sou parvo, e admito que o seja, ou não entendo como se coaduna a livre concorrência com mais convenções (leia-se, subvenções) do Estado com os privados?

Tenho ainda outra dúvida e que se prende com o seguinte: se a proposta do Bastonário da Ordem dos Médicos fosse aceite, os médicos convencionados estariam só no privado ou seriam subvencionados no privado e remunerados no público?

Estavas tão bem sossegado.

Tiago R Cardoso - 24.04.2008

Quando surge uma boa noticia logo de seguida tem uma má, é o chamado equilibro do universo, o ying/yang na cultura Chinesa.

Neste caso a boa noticia foi Alberto João Jardim afirmar que não é candidato à liderança do PSD, de facto se a coisa estava difícil, se Jardim avançasse iria ficar muito pior.

Para quem batia palmas e sorria de felicidade, levou com a afirmação que estava disponível e agora (actualização as 19 horas), "Sou candidato à liderança do PPD/PSD nas eleições directas convocadas pelo Conselho Nacional para o próximo dia 31 de Maio", de Pedro Santana Lopes.

Sem duvida uma má noticia, para o Partido Social Democrata, para o país e principalmente para a nossas mentes.

Parece que existem pessoas que não se sabem situar, sentem dificuldades de estar fora dos holofotes da ribalta politica, esquecem-se que estiveram tanto tempo debaixo deles, que perante os cidadão têm a imagem toda queimada.

Estávamos nós tão sossegados, tentando descansar ainda dos tempos em que ele foi primeiro-ministro e agora, Santana Lopes, faz questão de vir lembrar como, comparado com ele, José Sócrates é um excelente primeiro-ministro.

O latão chinês ...

Quintarantino - 24.04.2008

A saga da pirataria e do descaramento chinês prossegue.
Agora são os russos a queixarem-se.
Pelos vistos, cederam a Pequim o direito de montar caças SU-27SK e deram-se mal.
Os novos empreendedores na versão mais selvagem do capitalismo aprenderam como se montava os aviões e, vai daí, começaram a produzir umas réplicas para vender agora ao preço da uva mijona!
As autoridades de Moscovo ameaçam recorrer às instâncias judiciais internacionais.

Não seria mais fácil deixarmo-nos de ais e meios mas, e pura e simplesmente fechar as portas aos produtos chineses?
É que os ditos cujos copiam tudo o que podem, mandam às malvas direitos seja sobre o que for e ainda têm a suprema lata de nos dar lições de moral.

Andou em tempos o nosso Pinho das Economias a dizer-lhes que viessem para cá que tínhamos o bom hábito de pagar pouco aos nossos trabalhadores.
Já que parece que o que querem é negociatas com eles, tinha era proposto uma parceria e mandava para lá uma série de “patrões” lusitanos que têm na contrafacção a sua principal aposta!

Cansado do Tratado

Tiago R Cardoso - 23.04.2008

Estamos cansados do Tratado de Lisboa, a maior parte das pessoas nem sabe bem o que é, mas que está farta isso está.

Começar um debate anunciando que existe “um grande consenso político e social em torno do Tratado de Lisboa”, José Sócrates, cansa o pessoal.

Congratular-se com o facto de a ratificação parlamentar se realizar na antevéspera do 25 de Abril, não só cansa como chateia ver que até o 25 de Abril é para ali chamado.

Vir o PSD, Santana Lopes, apoiar e dizer que tem de se aproveitar para reunir consensos em outras matérias, já vimos este filme antes.

O CDS, na figura de Paulo Portas, dizer que aprova mas queria um referendo, sinceramente não entendo como é que se pode ser peixe e carne ao mesmo tempo.

Dizer o PCP, por Jeronimo de Sousa, que isto é um atentado ao 25 de Abril, mais um vez deixa-nos com pena do 25 de abril.

Avançar que o Tratado “propõe uma Europa diminuída, que seja uma embaixadora de George W. Bush, do liberalismo mais agressivo”, como avançou Francisco Louçã, a mim fascina-me como é que alguém consegue desconversar e sair do contexto do debate.

Eu já disse que o Tratado cansa não disse ?

Candidatos à liderança do PSD

António de Almeida - 23.04.08

Um líder da oposição tem de estar sempre pronto a governar o país. Para os que diziam mal de Menezes, entre os quais me incluo, o país e o PSD já estavam à beira do abismo, no PS em tempos falou-se num pântano, chamem-lhe o que quiserem, só falta mesmo dar o passo em frente.

A estrada

Dalaila 23-04-2008


Imagem: Marzena Gregier

Por onde vão as estradas? por onde caminham longas avenidas?

Entre verdes campos, entre montanhas que aparecem no relento das manhãs, e nas noites frias, as estradas cruzam-se em cada caminho, são estradas perdidas, que nos levam e nos transportam para outras estradas, que não conhecemos, não têm placas, nem nomes, nem destinos.
São as estradas da vida, com pontes, tunéis, claras, escuras, em alcatrão, em pedrado, ou terra batida, são as estradas que devemos caminhar, percorrer, apanhar boleia, ou parar à espera que outra estrada, outro entroncamento se cruze, se encarregue de nos fazer viajar...

Ai as estradas locais de passagem, de viragem, de caminhos, de aventuras, de chão firme, ou não... que importa!
O importante é olhar a estrada, e com ela às costas no peito, andar,
e ir,
ir,
ir,
ir,
ir sempre,
na viagem no caminho da estrada,
e não fazer inversão de marcha,
descobrir o que há para lá...
no fim da estrada deve ser sentido, admirado, chorado, mas vivido.

Ai as estradas da vida! que boas que sois, sem elas estaríamos sempre, no canto à espera de construções.

Quero ir nessa estrada, na companhia da lua da melodia dos pássaros, e derreter-me no alcatrão até me esculpir no tempo.


E assim começo por cá hoje a escrever-me em páginas brancas e até onde a estrada me levar, e é nestas estradas que todos caminhamos e todos descobrimos o nosso lugar.

Agradeço o convite para me juntar a um blog onde todas as ideias contam.

Ideias tontas, muito tontas!

Marcos Santos - 23.04.2008

E o padre brasileiro Adelir de Carli de 42 anos, resolveu dar um passeio de balões. Não balões de ar quente, mas balões de festa, feitos em látex.

A idiotice da obra foi tão grande que as penitências por ele passadas ao seus fieis deveriam ser revogadas. Imaginem um religioso pendurar-se em mil balões de gás hélio, com o intuito de entrar para o livro dos recordes, o Guinness Book. (e com o apoio da pastoral)

Equipado com uma cadeirinha, um pára-quedas, alguns celulares (tele móveis), roupa térmica e um aparelho de GPS, alem é claro, dos balões , lá se foi o padre, certo de que seria levado pelos ventos, de Paranaguá no Paraná, até Dourados no Mato Grosso do Sul...

...Pois é... seria.

Sem controle sobre os balões e com o agravante de estar equipado com um GPS que sequer sabia operar, o padre arrogante foi para o mar adentro, ao invés do interior, mais precisamente a 40 Km da costa.

Se pensarmos na possibilidade de que tal idiota poderia ser sugado pela turbina de um avião que por ele cruzasse, chegamos a conclusão do grau de irresponsabilidade de seu ato.

Mais incrível foi notar que nenhuma autoridade ligada a aviação tentou impedir a arriscada aventura, que foi devidamente documentada (a CNN registrou a maluquice).

E o religioso levantou vôo, cheio de fé e autoconfiança. Mas não adiantaram os escapulários, os rosários e o ágnus-dei. O padre dançou. Não se sabe ainda se está vivo ou morto, mas está dando um bocado de trabalho para a guarda costeira, que segue em sua busca desde o domingo passado.

Dado o exposto, não me resta outra alternativa senão, caso o vigário sobreviva, convidá-lo para integrar nosso blog, como titular absoluto e exclusivo, no quesito “Idéias tontas”.

E põe tonta nisso!

O descalabro social-democrata

Carol - 23.04.2008

Acabei de ouvir notícias (Rádio Renascença) que dão como certo um apelo da ala menezista à candidatura de Alberto João Jardim à presidência do PSD.

Eu sei que este partido, apenas o maior da oposição, tem enveredado por caminhos sinuosos e decadentes, mas daí a considerar a hipótese de ter este senhor como líder... Valham-nos as alminhas!

A “ameaça” surge pelo facto de algumas hostes sociais-democratas sentirem que Ferreira Leite faz parte do passado, acharem Passos Coelho demasiado inexperiente e desconfiarem das reais intenções de Patinha Antão e Neto da Silva...

Agora, eu pergunto: é assim que este partido pretende afastar José Sócrates do poder? A sua esperança reside na senhora do défice e num homem que tem insultado constantemente os portugueses do continente?!

Sinceramente, gostaria que a política em Portugal fosse feita de uma forma mais séria e responsável!

"Billary" Clinton "alive & kicking"!

Quintarantino - 23.04.2008

Mais uma vez a Senadora Clinton mostrou a sua raça.
Quando muitos vaticinavam que já havia tido o seu canto de cisne, eis que ela consegue uma vitória que, não sendo esmagadora, representa manter aberta a janela de oportunidade que já teve escancarada e alguns (e muita asneira sua também) iam fechando.

A diferença pontual de 10 pontos face ao menino bonito de tudo o que é Comunicação Social, ao “promete, promete mas não me perguntem que raio é a minha promessa” não é um “match point”, longe disso, mas um estanque da correnteza pró-Obama.

Contudo, e dando mostras de grande civilidade e espírito democrático, ainda há quem persista em apelar a que Hillary desista.
Até em Portugal!

Quer dizer, um candidato que Obama, mesmo com telelixo como Oprah e “turn coats” com Ted Kennedy a apoiarem-no, não consegue esmagar como prometia, que tem vencido nos estados mais populosos (e está por explicar a história da anulação das votos da Florida), que disputa com os superdelegados a nomeação tem de desistir?
Ah, já sei, para os nossos inteligentes, deve ser por os superdelegados de Hillary não representarem o voto popular.
Gostava que me explicassem o porquê disso e porque é que os de Obama contam. A sério que gostava!

Prossegue assim a luta entre dois candidatos, vaticinando-se que no fim ganhe … McCain!

Dia Mundial Do Livro

Tiago R Cardoso - 23.04.2008

Para quem não sabe e acredito que muitos não sabem, hoje é o Dia Mundial do Livro.

Atenção que não falo daquele livro, que hoje vão rectificar na Assembleia da Republica, com o nome de Tratado de Lisboa.

Uma coisa assim para o burocrático, denso, de capa dura e preta, que foi escrita de forma a que o povo não entendesse, dai se compreender a sua rectificação entre a “elite” politica, coisa para estadistas.

No entanto tem o seu lado positivo a escolha da data, será com alegria que veremos aqueles deputados todos do PS, PSD e CDS a baterem palmas a um monte de papéis em forma de livro.

Voltado atrás, hoje será o dia, ao contrário do resto do ano, que todos falaram dos livros, de autores e claro os direitos de autor.

Pessoalmente gosto deste dia, serve ao menos para lembrar que existe algo para além de um jornal desportivo, embora, segundo dizem as estatísticas, tem vindo a aumentar o “consumo” de livros por parte dos portugueses.

Quem não acredita, olhe com atenção o tipo de jornal que se lê de manhã nos cafés.

Eu por mim já decidi, vou voltar a ler uma das minhas obras de eleição, “mil novecentos e oitenta e quatro” de George Orwell, uma ficção que em muitos aspectos anda muito perto da realidade.

Para que raio servem as águas com sabores?

Quintarantino - 23.04.2008

As águas engarrafadas não são significativamente melhores no que concerne a benefícios para a saúde quando comparadas com boa água da rede pública; mesmo em termos de sabor.
Assim escreve o jornalista Tom Heap, num artigo na BBCWorld online.

Contudo, e segundo aquele, a indústria argumenta que ao fomentar o negócio das águas está a contribuir para a melhoria dos índices de saúde pública. E assim nos cala!

Contudo, quais os benefícios inequívocos que retirámos das quase dezenas de águas com sabores que por aí andam?
Sabem bem? È capaz, mas e os açucares que lá estão?

E já viram?
Ele é limão, pêssego, framboesa, manga, maçã, morango, cola … falta o desgraçado do aloé vera que agora de iogurtes a detergentes pegou de estaca em tudo e tudo cura!

O disparate é de tal ordem que na Grã-bretanha até é importada água das Fiji!
Parece que se chama Fiji Q, mas confesso que não lhe topei as virtudes. Sei, isso sim, que mais de metade dos habitantes daquele arquipélago têm sérios problemas de conseguirem água potável.

E assim vai o mundo onde alguns actuam como predadores impulsionados pelos generosos incentivos do capital
Carago, estou com sede … ei, quem me chega aí umas Pedras Framboesa?

Mexe e remexe no Código do Trabalho!

Quintarantino - 22.04.2008

Ou eu sou nabo, não entendo nada ou isto anda tudo trocado!

Hoje foi apresentada a proposta do Governo para rever o Código do Trabalho (juro que um dia vou-me debruçar sobre esta diarreia legislativa); os parceiros socais terão reagido “de forma cautelosa à proposta governamental” e o Executivo considerou que obteve "apoio significativo".
Pode? Ao fim de quase três horas? Mas que raio estiveram lá a fazer para tirarem conclusões tão diametralmente opostas?

Carvalho da Silva foi particularmente cauteloso; João Proença considerou que a maioria das questões propostas têm de ser devidamente discutidas; Francisco Van Zeller (da CIP) considerou a proposta “bastante profunda” e defendeu que a maioria dos problemas que se colocam nas funções de trabalho deverão ser resolvidos no âmbito da negociação entre as partes e não por via da lei.

Mau, Maria, pensei quando vi isto … o patronato já esfrega as mãos?

Depois, quando vi no pequeno ecrã José Sócrates, ele próprio, a dizer que a coisa era essencial para o desenvolvimento económico, topei logo tudo...
Vem aí mais do mesmo e estão os trabalhadores tramados!

Lições de Democracia

Carol - 22.04.08

Dalai Lama, líder espiritual tibetano e Hu Jia, um dissidente chinês condenado a uma pena de prisão no seu país de origem, tornaram-se, a partir de agora cidadãos honorários de Paris.
A atribuição deste estatuto surge na sequência de um pedido do partido Os Verdes e do presidente da autarquia – Bertrand Delanue.

Como já seria de esperar, a China reagiu de imediato a esta decisão através de Jiang Yu, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, demonstrando uma “enérgica oposição”. Para além disso, considerou este facto uma “grosseira ingerência nos negócios internos chineses, acrescentando que esta atitude atinge “gravemente as relações franco-chinesas”.

Parece que a China ainda não percebeu que, apesar de andar com os líderes mundiais pela trela na questão do Tibete, os conceitos de liberdade e democracia ainda estão vivos na Europa e a França, fazendo jus aos ideais da Revolução Francesa (Igualdade, Liberdade e Fraternidade), demonstra-o claramente.

Como é evidente, não estou à espera que este facto seja o ponto de viragem na questão que envolve a China e o Tibete, mas congratulo-me por haver quem não feche totalmente os olhos à vontade tibetana de viver em autonomia e num clima de respeito pela sua cultura e, acima de tudo, pelos direitos humanos.

Peixe graúdo do PS assina documento crítico!

António de Almeida - 22.04.08

Documento assinado por figuras do PS critica situação actual do país.

Chegados à semana de 25 de Abril, lá aparecem como de costume os guardiões do templo, alguns dos quais, embora militares pertencentes ao chamado movimento dos capitães, nem participação tiveram no golpe militar a que muitos teimosamente continuam a chamar revolução, aconselho uma rápida leitura no dicionário para verificar as duas definições, revolução a ter existido deu-se quanto muito no largo do Carmo, quando o sucesso militar do golpe estava mais que garantido, nem existia por ali qualquer carga ideológica, apenas como afirmou Salgueiro Maia terminar com "o estado a que isto chegou", prova disso mesmo o facto das instalações da PIDE/DGS não terem sido definidas como objectivo militar a neutralizar.

Mas adiante, que esta história talvez um dia venha a ser verdadeiramente contada, todos os anos vêm os zelotas do regime alertar para os perigos que corre a jovem democracia, como se hoje a nossa geração permitisse sequer que alguém colocasse tal princípio em causa.

Já manifestaram mal-estar durante a governação de Cavaco Silva, protestaram a questão do R com Durão Barroso, à falta de melhor argumentação, descobrem agora sinais de infelicidade nas pessoas durante a governação de Sócrates.

Se talvez fizessem um exame de consciência, descobririam que muitos dos problemas estruturais que hoje atingem Portugal, tiveram origem precisamente no tempo em que este país lhes deu ouvidos, quando apregoavam os amanhãs que cantam, mas que nunca escutámos, e prometeram tudo a todos, mas nada recebemos.
Obrigado pelos serviços prestados, mas deixem-se de mais disparates, já não há paciência!

Frenéticas andam as laranjas e o PSD!

Quintarantino – 22.04.2008

Andam frenéticos os nossos social-democratas.
Contas de cabeça, em guardanapos, nas calculadoras, nos telemóveis, nos portáteis e sabe-se lá mais onde.
Tudo em nome, naturalmente, dos superiores interesses do País!

Esta é que a mim me deixa confuso.
Eu não lhes pedi nada.
Quer dizer, eu acho que já basta o PSD andar a fazer figuras tristes, mas não lhes pedi que viessem tomar conta do País.
Aliás, eu já sei que com o PSD no poder, só vão mudar as moscas por isso…

No túnel encontram-se já equipados a rigor Manuela Ferreira Leite, que se vaticina ser a capitã de equipa, Pedro Passos Coelho, Patinha Antão e Neto da Silva.

Nas bancadas interrogam-se alguns se o ex-capitão Menezes recupera da grave entorse que sofreu e se apresenta novamente em campo ou se Santana Lopes sai a terreiro para saciar o seu mais que evidente desejo de vingança?

Claro está que, no meio disto tudo, nomes como os de Rui Rio, António Borges, Pacheco Pereira, Marcelo Rebelo de Sousa, Miguel Relvas e Aguiar Branco se puseram já ao lado da capitã.
Se ela ganhar agora e em 2009, garantem sempre qualquer coisa dos despojos; se ganhar 2008 e perder 2009, eles lá estarão para se manterem na corrida!

Não gosto de Maria João Avillez!

Quintarantino – 22.04.2008

Não gosto de Maria João Avillez. Ponto.
Reconheço-lhe méritos e qualidades, mas não aprecio o estilo.
E na última “Sábado” encontrei mais uma razão.
Quase para indignação.

Maria João Avillez tem direito à opinião, mas será que para defender o PSD (na questão dos ataques a Fernanda Câncio) necessita de escrever que “os socialistas ladraram contra as maiorias absolutas” ?
Ladraram?
Ladraram?!

Maria João Avillez, percebo-a, queria dizer que os socialistas são todos uns rafeiros sem educação, nem “patine”.
Maria João Avillez, percebo-a, mas esqueceu que quem numa campanha eleitoral levantou questões em torno das opções sexuais de José Sócrates em tons indignos foram os “bon genre, bien chic” do PSD e PP.

É por isso que quem gosta de se dar ares de superioridade deve pensar duas vezes!
E é por isso que este socialista não gosta de Maria João Avillez.
E digo-o sem ladrar!