Sentença: Prisão Perpétua
Crime: Nascer Mulher

Este é um artigo escrito a duas mãos.
A pauta é partilhada pela Tagarelas e pela Bluegift.

Esta "sinfonia trágico-passional" aborda um tema que há muito pretendia aqui trazer. Vadiando ao acaso pela blogolândia encontrei a propósito uma passagem extremamente bem tocada por esta nossa vizinha de blogue. Daí não ter hesitado pedir permissão para a utilizar na introdução do tema de hoje.
Agradeço, desde já, a sua preciosa colaboração e a de todos os que queiram contribuir para a discussão de um tema controverso, com o qual o mundo da imigração nos irá confrontar de forma cada vez mais alarmante.

Deixo agora a palavra a Tagarelas-Miamendes:

Sentença: Prisão perpétua
Crime: Nascer mulher. O pecado original.

Esta é uma das formas mais extremistas do machismo. Não se enganem, não tem nada a ver com Religião. Não é uma prática corrente do Islamismo. Mas um abuso, machista, fundamentado na Religião.
Ao longo dos tempos, a História deu-nos grandes testemunhos de práticas machistas, que tiveram cobertura por hábitos provenientes de diferentes religiões. Nunca o poder do homem é tão grande como quando se alia a Deus. Mas esta é a forma machista mais cruel! O apogeu máximo!

A mulher deve cobrir todo o corpo para que nenhum homem a veja para além do seu marido. Mostrar a sua beleza, ou partes do seu corpo, significa provocar os "desejos incontroláveis" do "desgraçado" do homem. Porque ele é a vitíma das “pecadoras”, que o tentam, exibindo os seus corpos femininos.

A única forma que estes “fracos” e “desprotegidos” seres (homens) têm de não cair na tentação, à qual não conseguem fugir ou evitar, é cobrirem-nas por completo e criarem uma série de regras de comportamento que proibam qualquer manifestação pública deste perigoso ser que é a mulher.

Só há uma classificação: Escravatura sexual.

A mulher é reduzida à condição de fêmea. Se não se cobrir e agir de acordo com as respeitáveis leis do seu amo e senhor, a pecadora só existe para provocar os instintos sexuais dos machos. Se não se lhes impôe as regras e se lhes dita a conduta, as mulheres saltariam de homem para homem, num desaforro total e sem limites.

Porém o homem, a vitíma do pecado original, sabe do que ela é capaz. E sabe que a sua missão altruísta é de a orientar, por isso cria as regras que a afastarão do mau caminho a que está predestinada e a transformam no que o homem precisa: a Esposa e a Reprodutora.

Arábia Saudita
As mulheres não podem conduzir.
Podem ser presas se forem encontradas na rua sozinhas ou acompanhadas por um estranho, ou seja, sem ser na companhia de um membro familiar masculino, por suspeita de prostituição.
Obrigadas a casar por decisão da família.
Recentemente, uma mulher foi condenada a 200 chicotadas, após ter sido violada por 6 homens, só porque, no momento em que os violadores a atacaram, estava num carro com um homem estranho. Entenda-se por estranho, um não familiar.

Afeganistão
Só recentemente a lei permite que as mulheres possam frequentar escolas. Porém é prática corrente que os populares destruam esses edifícios ou agridam aquelas que se deslocam à escola.
Não é permitido conduzir.
Podem ser condenadas a apedrejamento até á morte se tiverem condutas imorais.

(escrito por Tagarelas-miamendes)

Ontário
Em Outubro de 2007 um pai de 57 anos, marroquino, assassina a filha de 16 anos que recusava usar o “hijab” (véu muçulmano). A família, desde que a filha era menstruada, insistia nesta prática muçulmana que, outrora em desuso, tende a ressurgir em força.

Porém, Aqsa Parvez preferia vestir-se à ocidental como as suas amigas canadianas. A pressão familiar chegou a tal ponto que Aqsa decidiu sair de casa e ir viver com outra família, ocidental. O assassinato ocorreu quando regressou para recolher algumas roupas.

Este fenómeno, em franco crescimento em todo o mundo ocidental, levou no Canadá à criação de associações de protecção à mulher muçulmana e a sites de denúncia tal como o Point de Bascule.

Bélgica
No dia 6 de Março deste ano a polícia levou a tribunal por violência conjugal, um marroquino de nacionalidade belga casado em Marrocos em 2006. O indivíduo foi constituido arguido por queixa da esposa.
A jovem, de 21 anos, recusara-se repetidamente a usar o véu preferindo vestir-se "à ocidental". A última cena de agressão ocorreu quando a mulher comunicou que pretendia procurar um emprego...
Furioso, o marido agrediu-a ao pontapé e aos murros. Ficou “surpreso” quando a polícia interviu, afirmando que em Marrocos era normal o marido bater na mulher quando ela lhe desobedecia...

Realço que na Bélgica é frequente os muçulmanos deslocarem-se expressamente a Marrocos para casarem com uma muçulmana que depois os acompanha no regresso.

Acham que desta forma a mulher terá menos probabilidades de se deixar influenciar pelas ocidentais e lhes obedecerá mais facilmente... (neste caso, pelos vistos, não resultou...)

Os crimes em defesa da « Honra » muçulmana

Nas comunidades tipicamente muçulmanas, as pessoas devem agir em acordo com a lei dos homens, superior à do país de acolhimento.
Se não se assassinar uma rapariga que ”desonrou” a família, as pessoas da comunidade rejeitam essa família, que é obrigada a partir.

No último ano, em França, Jacqueline foi condenada à morte pelos próprios pais por se ter deixado seduzir por um homem que lhe tinha prometido casamento. Queimada viva pelo seu cunhado, que se tinha encarregue de “se ocupar dela”, a jovem sobreviveu por milagre.

No Reino Unido, só nos últimos 5 anos, registaram-se cerca de 20 assassinatos ligados aos crimes de “Honra”.
Rukhsana Naz, com dois filhos, foi assassinada pela mãe e irmão por ser suspeita de uma ligação extra-conjugal. O irmão estrangulou-a ao mesmo tempo que a mãe a impedia de se defender...
O casal Jack et Zena Briggs, de Bradford andou fugido durante meses. Os pais de Zena contrataram detectives e assassinos a soldo para os localizar e abater, pela simples razão de a filha estar prometida a outro homem no Paquistão e recusar-se a casar. Finalmente, o casal cansou-se e resolveu contar o caso à polícia.

Na Bélgica, em Outubro do ano passado, Sadia Sheikh , muçulmana paquistanesa, foi assassinada a tiro pelo pai e irmão por se recusar a casar com um homem que lhe estava prometido no Paquistão. Estudante de Direito, Sadia teria saído de casa para conseguir namorar um belga e se livrar da intervenção dos pais.

Eu pergunto:

E no nosso país, o que é que se está a passar relativamente a estes casos?

Ou são abafados para “não causar problemas” tal como tantos outros por essa Europa fora?

Que medidas estão a ser tomadas para evitar que o extremismo muçulmano chegue à situação alarmante dos últimos anos, nomeadamente na Europa?

Para quando o fim da hipocrisia, tantas vezes utilisada nestes casos, ao se recorrer ao argumento altamente faccioso do "respeito pela multiculturalidade"?

Multiculturalidade uma ova ! Isto é puro homicídio, chantagem e escravidão sob ameaça de morte !

39 comentarios:

quintarantino disse...

Eu sempre disse que não se pode confiar em quem, face ao nosso calendário, vive ainda na Idade Média.

Seria o mesmo que meter-me á conversa com o Cortez e tentar explicar-lhe que arrasar uma civilização por um punhado de ouro e alegadamente outro de almas pode não ser ideia de grande préstimo.

E é ante seres abjectos destes que nos deixamos amordaçar porque não é politicamente correcto dizer que a estranha mistura duma interpretação própria do Corão, o sangue berbere, beduíno e os vapores que se libertam do deserto lhes toldam o raciocínio.

Caso algum não tenha percebido e esteja aqui a ler, eu digo doutra forma:
energúmenos destes são umas
bestas!

Tão reais como os animais que aqui em Portugal violam as filhas menores!

António de Almeida disse...

Esta é uma das formas mais extremistas do machismo. Não se enganem, não tem nada a ver com Religião. Não é uma prática corrente do Islamismo. Mas um abuso, machista, fundamentado na Religião.
-Não tem nada a ver com religião no sentido lato, tem a ver com uma religião em particular, "a islâmica". Não apenas por esta razão, mas por todas, desde festejarem nas ruas a queda das torres gémeas no dia da infâmia, pelos atentados, que não vêm desde a guerra do Iraque, mas desde o desvio de aviões nos anos 70, o papa Bento XVI teve razão ao afirmar em Ratisbona, que do Islão nada vem de bom. Apesar de apregoarem a sua religião como sendo de paz, e de facto ao longo da História, em plena idade média, deram provas de algum humanismo, ficaram parados no tempo. Para mim a questão é simples, vamos para uma guerra de civilizações, sem medo, para a ganhar de imediato. Dentro das nossas fronteiras, só pode viver quem aceitar as nossas regras, caso contrário, expulsão imediata. Nem que tenhamos de recorrer aos velhos métodos inquisitórios, vale tudo, quem não aceita, que retorne á origem. Estou cheio de ver o ocidente acobardado, ajoelhando aos pés da barbárie, temendo ofender estes selvagens. Até ás últimas consequências, caso se levantassem contra nós, e começassem com atentados, riscava todas as cidades islâmicas do mapa, uma por uma, á bomba, a começar por Teerão. Nunca teremos paz, se formos fracos perante animais.

Blondewithaphd disse...

Bem, deixo aqui um exemplo de onde nasci para emprestar mais internacionalidade à coisa:
- Colónia, 1993, um pai (muçulmano) incendeia a casa com a filha, que queria casar com um alemão, lá dentro. No pânico, a outra filha também lá ficou. Como a casa era mesmo ao pé da via férrea Mönchengladbach-Köln a malta era todos os dias lembrada daquilo. Ainda por cima naquele sítio o comboio abrandava sempre. Um horror!

Aqui em Portugal não conheço casos com estes extremismos.

Manuel Rocha disse...

Multiculturalismo ?

Grande questão...

Mas é disso mesmo que se trata no post ? Não ! O post fala de criminalidade direccionada sobre as mulheres, assunto para cuja abordagem nem sequer precisava de sair da cultura ocidental, que digo eu?..,nem precisava de sair de qualquer vilória das nossas cercanias 100 % germãnicas, lusitanas, gaulesas, para encontrar bastos exemplos. Violência sobre as mulheres, violência sobre crianças, intercambio dessas violências pela organização de redes complexas de prostituição, de pedofilia, de....
De resto, se o post fosse sobre violência de género, tb talvez encontrasse bastos exemplos de práticas violentas com assinatura feminina, de senhoras-bem-ocidentais-de-topo, autênticas "mãe-pátria" que um dia lhes salta a tampa e matam a familia toda, até com justificações ideológicas, pois há sempre uma explicação...ou será que não há ?
O "multiculturalismo" dos nossos avós já se esqueceu daquele incidente com umas comunidades judaicas que viviam entre nós há sessenta anos, não já ? Ah, pois, esquecia-me...foi o Hitler, esse malandro !! E há quinze anos nos balcãs foi aquele outro que era para ter sido julgado, claro....

Desculpa o cinismo, Blue. Mas para apludir o teu post tu terias de ter concluido que gente é bicho, não é flor campestre! E somos TODOS apenas isso: gente! Gente cujo lado bicho vem à tona quando menos se espera. O resto são "explicações" que só servem para "justificar" a reacção da "bicharada" da vizinhança, das histerias cobardes em cuja sistema vascular não corre uma simples gota de humanismo, que vivem em tocas no meio de nós sempre à espera do minimo pretexto para soltar o verbo à besta que pasta no seu intimo!

Coisas dessas, minha cara Blue, há-as de todas as cores, raças e credos. Ou não reparaste como assomam logo que lhes cheira a sangue ? Riscar Teerão do mapa, não é ?...

bluegift disse...

Quint,
Esse é o grande problema que se coloca no tipo de imigrantes que recebemos e no tipo de medidas que muitas vezes preconizamos para o chamado 3° mundo. Há que considerar os grandes declives culturais. Se abrimos as portas à imigração há que adaptá-los à nossa cultura, da mesma forma que devemos respeitar a deles quando pretendemos aplicar um programa no seu território. Mas muitas pessoas não compreendem isso, acham que só por si o ambiente se encarrega de fazer por si as adaptações. Ora, não é verdade e o resultado está à vista. Há uma grave clivagem, não vale a pena continuar a tapar o sol com a peneira.

bluegift disse...

antónio de almeida,
Compreendo a tua reacção, é a mais directa que se pode ter quando observamos o comportamento destes povos em comparação com o nosso hoje em dia. E se me calhar um dia observar directamente episódios destes confesso que se tiver uma G3à mão não responderei pelos meus actos... Lembra-te, porém, que já fomos assim. E esse é o verdadeiro drama. A grande desequilíbrio entre estados diferentes de evolução, de humanismo. Pode-se quase dizer que ainda se encontram na Idade Média da civilização quando em outras alturas da História estavam bem mais à frente, sendo sem dúvida um dos principais berços da nossa civilização. Mas isso eram outros tempos, bem bem longínquos infelizmente.

bluegift disse...

Blonde,
Eu acompanho por aqui quase semanalmente, casos do género. E vejo na rua, no metro, o que se passa nesta comunidade. É exasperante. Imagina que até na ocupação dos lugares nos transportes ou seja onde for, são os machos que têm a prioridade!!! É nojento! Bonito é de ver quando um homem se levanta para dar o lugar a uma mulher muçulmana e é o boi que se senta! Escusado será dizer quando os outros passageiros os chamam à atenção para o facto, aí os merdas levantam-se todos chateados e deixam a mulher, muito enfiada, e com um imenso complexo de culpa, se sentar, sob o olhar de toda a gente claro, senão levava logo uma traulitada...
Espero sinceramente que esta comunidade não cresça entre nós a menos que se adapte e respeite os nosso princípios.

Blondewithaphd disse...

Blue,
Percebes, então, de onde vem aquele mal-entendido todo quando dizem que os alemães são uns imbecis de uns xenófobos! Eu até os acho mansos demais, if you ask me. Só que com tanto turco idiota e tanto muçulmano a cheirar a urina e a matar as cabras na banheira dos apartamentos como é que alguém pode querer aquela escumalha no seu país? Eu via cada cena que nem te conto. Dessas que tu falas era só dia sim, dia sim, dia sim! E eles todos babados a olhar as ocidentais, nunca reparaste? Nojentos!

bluegift disse...

manuel,
Não Manuel, não é nada disso. Não vamos generalizar. Todos sabemos que o bicho homem é terrível, mas a forma como o faz é bem diferente de cultura para cultura.
Na nossa cultura é inadmissível que se permita que esta gente continue a tratar as mulheres desta maneira. Já nem falo da visão que depois desenvolvem em relação ao resto, mas enfim, estamos aqui a falar da relação com as mulheres.
O principal é que à laia do respeito pelo multiculturalismo se permite o agravemento e proliferação destes princípios. Não pode ser, está-se a abrir uma porta à entrada de um grave retrocesso humanista e à disseminação de uma comunidade que insiste na islamização do Estado! Não brinquemos, isto é um fenómeno muito sério em relação ao qual os palermas dos políticos, que antes fechavam os olhos, agora estão a começar a perder o contrôlo. Tenho muito mais estórias sobre este fenómeno, mas oportunamente lá chegaremos.

bluegift disse...

Blonde,
Nem mais, é isso mesmo. Qual xenófobo qual nada, é inadmissível! Mas a culpa é do
Estado Blonde, que não os devia deixar entrar assim à toa sem um acompanhamento social que os integrasse e educasse! Facilitar a adaptação. Eles não todos iguais, eu conheço musulmanos não radicais que se adaptaram muito bem e nem querem ouvir falar nem ser confundidos com os outros. Mas estes grupinhos extremistas que tendem a aumentar são de fugir! Nojentos! Só quem vive no meio deles é que percebe. Digo-te, muito sinceramente, tenho pena delas, algumas têm um ar de sofrimento constrangedor. É terrível viver-se assim impotente sem poder fazer quase nada para as ajudar. Horrível.

Blondewithaphd disse...

E vais fazer o quê Blue?
Um dia a minha Mãe quis ajudar uma turca (foi antes de eu nascer) chamada Sifim que era abusada pelo marido que tinha uma amante alemã e foi impossível. Até a triste da Sifim achava que aquilo tinha de ser suportado e quando a minha Mãe lhe disse que não, que não era nada um assunto da religião, ela virou-se para a minha Mãe (que sempre teve uma paciÊncia de Job) ela disse-lhe que nós, os Cristãos ainda éramos piores porque éramos canibais e tínhamos um morto pendurado na igreja. Enfim, uma desgraça pegada. Uma intolerância inqualificável.
DEpois, a boa da minha Mãe lá a levou a uma igreja católica ali em Rheydt para lhe explicar umas coisas e a triste da Sifim teve um ataque de histeria e saiu a correr sem mais nem menos. E lá foi para a sua vida com o marido animal e a amante do animal. Naturalmente, como calculas, o animal tinha um grande pó à minha Mãe e um dia abordou-a e disse-lhe que não gostava que andasse a meter ideias na cabeça da Sifim.
Sabes, é malhar em ferro frio.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

A BlueGift pode dormir descansada! Afinal, a Europa ainda não está a dormir completamente... Outra "cruzada" não é "carta fora do baralho". Aqui no Porto ainda não temos muitos "infiéis", suponho. Sei apenas de um ou outro caso em que algumas tuguinhas tontas casaram com marroquinos e egipcíos, algumas já "arrependidas". O Estado Social deve emagrecer para que os europeus não fiquem demasiado domésticos e sem pensamento. Sem dor não há inovação, coragem e alegria. :)

Carol disse...

Em Portugal, lamento informar, mas já se vêem mulheres completamente tapadas. Eu já vi e cheira-me que não vieram só passar férias...
Blue, tenho para mim que "Em Roma, sê Romano". Os meus pais estiveram na África do Sul e, que eu saiba, eles é que tiveram de se adaptar à sua cultura. Como é óbvio, mantiveram algumas das tradições portuguesas, mas souberam dosear a coisa.
O problema, parece-me, é que o Mundo se acobardou perante estes pulhas e, sinceramente, não me parece que vá haver grandes alterações. Até porque, sabes como é, "entre marido e mulher, não se mete a colher!, assim como não se mete entre pai e filha, mãe e filha, irmão e irmã, etc, etc.

Sniqper ® disse...

Bem vamos lá ver se eu entendo este texto, porque de facto está uma bela mistura de pessoas e situações, o que de facto talvez seja um complicado de engolir!
Religião, politica e afins, quando tomados em excesso ou seguidos com a cegueira do não pensar, são tanto penalizantes para mulheres como para os homens, ou não será?
Desde quando as mulheres são assim tão maltratadas ou colocadas num patamar vitimizante?
Estamos a falar de extremismos aplicados a paises, costumes e religiões e os outros por onde ficam, no esquecimento?
Quantas são as mulheres que a coberto dessa situação, a da coitadinha não sugam a seu belo prazer os tais dos dominantes, que através dos séculos foram e continuam a ser dominados pelo tal do belo sexo, que nas suas manobras de bastidores soma uma bela conta de acções que dariam para pensar durante séculos.
Homens e Mulheres, seres humanos, que quando assim o são, vivem sem necessidade de dominar o oposto, mas de facto seja ela qual for a evolução continuamos na procura de culpar o parceiro do lado pelas acções que não temos coragem de tomar, ou seja é bem mais fácil ser coitadinho do que diferente.
Vivam, pensem e sejam Homens e Mulheres, nada mais o Mundo precisa, o resto é pura conversa da treta para disfarçar e adiar soluções.

Compadre Alentejano disse...

Gostei muito deste post, parabéns.
Na realidae é muito triste assistir a casos fundamentalistas, mas acho que os países de acolhimento deviam impôr as suas leis e não consentir leis e "sharias" dos países de origem. E, já agora, com penas de expulsão.
Talvez a cantiga fosse outra...

Tiago R. Cardoso disse...

Quando existe uma lei, uns mandamentos, umas directrizes e elas são interpretadas por diferentes pessoas obviamente surgem diferentes versões.

No caso concreto, fundamentalistas adaptaram a lei ao seu gosto, conforme a visão que tem do mundo.

Aproveitaram-se dela para fazerem ao longo dos tempos as maiores barbaridades, no entanto convem reforçar que todos os que seguem a religião muçulmana não podem se colocados no mesmo saco, por causa destes exemplos.

Este tipo de fundamentalismos deveriam ser combatidos, nenhuma lei está acima da lei de um país.

Zé Povinho disse...

Terminou o meu afastamento quase forçado, e embora ainda tenha uma loga tarefa pela frente, espero retomar a minha actividade daqui a pouco, e com alguma regularidade.
Quanto ao tema de hoje, e porque estou especialmente bem disposto, só posso dizer que não me apetecia viver num país onde as mulheres se cobrissem inteiramente dos pés à cabeça porque o mundo perdia a sua graça. E se só as feias estivessem assim cobertas, dirão alguns? Também era igualmente prejudicial, então como é que íamos apreciar a beleza sem um termo de comparação?
Não sei se são costumes que não entendo, ou imposições religiosas (ou assim disfarçadas), mas lá que estão desfazadas no tempo, isso estão. As agressões, bem, são agressões que nunca são admissíveis.
Abraço do Zé

bluegift disse...

Francisco,
Não sei, há muito tonto por aí. Pode ser que acordem demasiado tarde. Logo se vê. Para já é preciso não ficar calado e denunciar estas situações com coragem e sem hipocrisias.

bluegift disse...

Carol,
Sim, das últimas vezes que fui a Lisboa também vi alguns véus e confesso que fiquei apreensiva. Julgava que estávamos mais protegidos em relação ao radicalismo, mas o certo é que a pouco e pouco começa a instalar-se também em Portugal. Não sei muito bem em que é que isto vai dar, mas o prognóstico não é nada bom.

bluegift disse...

sniqper,
Os exemplos dados são apenas algumas faces da realidade e são bem exemplificativas de uma situação que tende cada dia a extremar-se cada vez mais perante os olhos de todos. O texto é bem explícito da situação concreta a que me refiro; não vamos fugir ao assunto nem relativizar, isso seria demasiado hipócrita e é com base nessa hipocrisia que a situação tem vindo a piorar.

bluegift disse...

compadre alentejano,
Isso mesmo, as autoridades só agora começam pouco a pouco a se aperceber do erro em que caíram. Há uma "sharia" latente e perfeitamente perceptível que caminha fora da lei do país de acolhimento, e acaba por ser muito bem abafada pela comunidade sob pena de extremínio do delator.

bluegift disse...

Tiago,
Não são todos assim. Os que saem das comunidades extremistas convivem normalmente com os naturais do país e continuam muçulmanos na mesma, embora não radicais. Mas, atenção, a pressão da comunidade face a estes tem vindo a agudizar-se e cada vez mais tens casos de famílias que nunca tinham usado o véu e tornaram a usá-lo enquanto os machos vão buscar fêmeas a Marrocos! E são belgas de origem marroquina, muitos com cursos superiores! Ou seja, os mais "perigosos" porque elaboradamente convictos!

bluegift disse...

Zé povinho,
É triste também porque parecem gente condenada, a cumprir uma pena, tal como diz a tagarelas. Não é agradável, não é livre. É muito cosntrangedor, acredita.

Kalinka disse...

Olá Amigo Tiago,
Que tema...escaldante aqui!!!

Esta semana o meu kalinka fará 3 anos de existência...como o tempo voa.
Fica no ar uma pergunta:
Em que dia será o 3º aniversário do Kalinka?

Começo hoje a agradecer a ti e a todos os que me ajudaram neste caminho, com a vossa presença e as palavras de ânimo, além de elogios dos quais me envaideço.
Prometo continuar presente na Tua Vida, através dos pensamentos comuns que nos unem, neste Mundo virtual.

Eu, depois de tantos problemas graves, e que aguentei durante 5 semanas...o organismo abateu-se e estive muito mal no domingo passado...Paragem de digestão e consequentemente uma descarga de vesícula, ainda hoje não estou bem, muito debilitada fisicamente.

Beijinhos.
Boa semana (é mais curta...)

tagarelas-miamendes disse...

Tentei nao intervir. Mas nao consegui. Quando eu digo no meu Post, que isto nao tem nada a ver com religioes, e' isso mesmo que eu quero dizer. E ja agora, explicitamente, com o Islamismo. Eu vivo no Medio Oriente e ao contrario do que a maioria das pessoas possam pensar. Os casos a que me refiro no meu Post, sao pouco vulgares nesta zona.
As praticas machistas nao sao exclussivas dos muculmanos. O machismo existe em todas as sociedades. Acontece que quando leis fundamentalistas lhes dao cobertura, fluiem mais facilmente.
Foi sempre assim e nem sempre podemos apontar o dedo aos muculmanos.

bluegift disse...

Blonde,
Só agora vi o teu outro comentário. Concordo completamente, é "malhar em ferro frio", eles não ouvem nem querem ouvir. Só um lei mais restritiva do uso de simbologia extremista e um maior controlo do que se passa na "casa" desta gente, como acontece um pouco em França, pode ajudar a resolver esta situação. E impedir que haja mais muçulmanos a invadirem-nos, claro. Mas isso vai ser muito difícil de controlar já que a muitos empresários convém-lhes pagar pouco e não ligam a mais nada fazendo pressão no governo para que eles continuem a entrar.

bluegift disse...

Kalinka,
As melhoras...

bluegift disse...

tagarelas-miamendes,
Estamos num blogue livre, não percebo muito bem porque não quiseste intervir mais cedo. Auto-castração? Espero bem que não ;)
Tenho amigos que estão a viver na Arábia Saudita e no Dubai, afastados por completo da realidade do povo, em micro aldeias de ocidentais onde a vida é mais oumenos ocidental, sendo as mulheres obrigadas a usar o véu e uma espécie de "djalaba" quando saem do perímetro da "aldeia" . Apenas conseguem ver o topo do icebergue devido à cortina de isolamento em que vivem, nada mais. E outras estórias quase tão terríveis quanto estas, mas ligadas aos imigrantes dos países vizinhos e do oriente que são tratados pior que os escravos.

tagarelas-miamendes disse...

Bluegift,
Tudo o que diz acontece. Eu sei e tenho conhecimento. Mas porque teimamos em nao ouvir o contrario. Em paises de maioria muculmana, do medio oriente, Joradinia, Siria, Egipto e Palestina, ninguem, por lei e' obrigado a vestir-se desta ou doutra maneira,as mulheres frequentam as escolas, dizem as estatiticas que o nr de mulheres que acabam cursos superiores e' superior ao dos homens,conduzem e trabalham. E se e' veradade que historias, como as que relata, acontecem por aqui. Tambem e' verdade que cada vez mais se notam movimentos de descontentamento e vontade de mudanca. Na ultima decada as leis tem sofrido imensas alteracoes no sentido de protegerem as mulheres.
E sao os proprios muculmanos que dizem que o Islao nao refere que a mulher tenha que se cobrir.
Ha sinais de mudanca.
E nao foi por castracao que tentei nao interferir, mas por ter ficado sem palavras com o rumo da discussao.
Eu nao entendo um Mundo sem multiculturalidades, e sem respeito dos povos pelos povos.
Eu nao entendo quando o Oriente se opoe ao Ocidente.Nem o contrario!

Manuel Rocha disse...

Pois é Blue, acompanho-te no propósito mas não no percurso!

Nem todos dias podemos estar de acordo, não é ?

:))

Talvez um dia destes te consiga explicar melhor porquê, mas boa parte das minhas razões estão apoiadas no que se aconteceu nesta caixa de comentários.

lusitano disse...

Infelizmente podemos acrescentar a estas barbaridades uma ainda maior? praticada nas raparigas jovens sobretudo nos países africanos de religião preponderantemente "islâmica" e que é a "Mutilação Genital Feminina" que chega a ser praticada pelas familias oriundas desses países aqui mesmo na Europa.
Para além da brutalidade do facto em si e das suas implicações fisicas e mentais temos de acrescentar as consequências muitas vezes mortais, porque esse acto é praticado de qualquer forma e meio.
Repugna-me, indigna-me que isto continue a acontecer, embora nalguns países se esteja a começar e a desenvolver uma luta contra esta prática.

lusitano disse...

Para quem não sabe o que é o horror da "Mutilação Genital Feminina" aqui fica:

«A Mutilação Genital Feminina (sigla MGF), termo que descreve esse acto com maior exactidão, é vulgarmente conhecida por Circuncisão Feminina. Esta prática não tem nada em comum com a Circuncisão Masculina. Segundo essa tradição, pais bem intencionados providenciam a remoção das suas filhas pré-adolescentes do clítoris, e até mesmo dos lábios vaginais. Há uma outra forma de mutilação genital chamada de infibulação, que consiste na costura dos lábios vaginais ou do clítoris.»

Retirado da Wikipédia

quintarantino disse...

A ver se eu entendo uma coisa ... se fizeram a fineza de me explicar.
Primeiro, ninguém levou a discussão para o campo teológico pois não vi ninguém a equacionar que qualquer seguidor do Corão é um animal ou uma besta; vi, isso sim, darem-se exemplos.

Quase todos, por mero acaso, apontando casos envolvendo pessoas cujo credo se supõe ser o islâmico.

Animais há-os em todo o lado e em qualquer civilização, sociedade ou cultura.

Para que não restem dúvidas se eu não concebo que se generalizem situações, também não concebo que se queira andar de forma sibilina a introduzir na ordem do dia questões de alguns aspectos da "Sharia" valerem como lei no ordenamento jurídico inglês ou português.

mac disse...

Mas mesmo assim, há umas semanas atrás em Inglaterra, defendeu-se que a Sharia em certos casos poderia ser aplicada...

bluegift disse...

tagarelas miamendes,
Na Europa uma boa parte das mulheres dos grupos mais radicais também conduz e trabalha, algumas estudam. Mas o véu e o resto por lá continua. Lembra o machismo que acaba por escolher as alíneas que mais lhe convêm no princípio, ou seja, as que lhes trazem mais dinheiro e comodidade. Sim porque isto de ser purista dá muito trabalho e o dinheirinho cai sempre bem, então convém abrir um bocadinho o leque. Mais uma das hipocrisisas destes grupos.
Tenho pena que não tenhas aparecido antes, mas também não podererias advinhar. Boa estadia por aí e cuidado com as bombas ;)

bluegift disse...

manuel,
eu percebi quer a tua posição quer a mais extremista que aqui surgiu. Por vezes certas atitudes extremismas surgem a par da impotência em poder conter um fenómeno que nos revolta especialmente, e também por falta de convívio e conhecimento das outras culturas. Não levei muito a sério. Do pensamento ao acto ainda vão alguns kilómetros de fios e sinapses ;)

bluegift disse...

lusitano,
Fizeste bam em contribuir para esta discussão trazendo mais esse acto abominável, "felizmente" mais africano que árabe. Não o fiz porque achei que já havia matéria "incendiária" que bastasse. Há que começar a reagir de forma mais eficaz a todos estes fenómenos revoltantes infelizmente demasiado relacionados com práticas tradicionais e radicais muçulmanas.

bluegift disse...

Quint,
É isso mesmo. A culpa não é das religiões mas do que os certos homens fazem com elas. Infelizmente os extremistas muçulmanos encontram-se num ponto de ruptura grave com os valores ocidentais, de respeito pelo outro e de humanismo. E o Ocidente não pode pactuar com esta situação em nome de uma falsa "multiculturalidade" que atenta contra os princípios mais básicos dos Direitos Humanos.

bluegift disse...

mac,
Escandaloso. Há que evitar isso a todo o custo. É o consentimento da barbarie e uma regressão séria da nossa sociedade.