Quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga!

Lembram-se desta música do António Variações? Aposto que sim, mais que não seja pela irreverência da figura. Sempre que a ouço dou comigo a pensar sobre como este refrão se pode adequar a um sem-número de situações...

Hoje ele serve de título a este post porque me lembrei de falar sobre o corpo e a forma como dele tratamos. Não, não vamos falar de sexo, por isso escusam de dar asas às vossas facetas libidinosas!

Na verdade, vou-me debruçar sobre uma realidade que começa a revelar-se preocupante e que não nos pode deixar indiferentes. De facto, de acordo com indicadores recentes, 30% das crianças do 1º ciclo e 25% das do ensino pré-escolar são obesas! Pois é, meus amigos, já não bastava o índice de natalidade teimar em não aumentar, como ainda por cima as criancinhas arriscam-se a sofrer de mais maleitas do que nós, os chamados “cotas” ! Ele é o colesterol elevado, a diabetes à espreita, o risco de doenças cardíacas...

No entanto, segundo João Breda, coordenador da Plataforma Contra a Obesidade (P.C.O.), não existem ainda estudos que forneçam dados rigorosos sobre esta questão, mas há a convicção de que, também nisto, estaremos no pelotão da frente da Europa. Para que se conheça em maior profundidade esta temática, bem como a forma como ela incide na população infanto-juvenil do país, a Direcção-Geral de Saúde (D.G.S.) promoveu, em Outubro último, a concretização de três estudos sendo que “ um incide sobre as crianças entre os três e cinco anos, outro sobre os alunos em idade escolar e o terceiro sobre adolescentes”. Aguardemos, assim, os resultados...

Enquanto isso, convém reflectir sobre algumas questões muito concretas. Como alguns saberão, lido todos os dias com míudos com idades compreendidas entre os oito e os dezoito anos. A meio da manhã e a meio da tarde vejo-os comer bolachas de chocolate, pacotes de batatas fritas, pizzas pequenas, folhados recheados com chocolate e outros cremes... Enfim, tudo com alto teor em hidratos de carbono e com muitas, muitas calorias! Na escola comem umas quantas vezes ao dia e a ementa mantém-se. Aliás, muitos substituem o tradicional almoço na cantina por estas “refeições” improvisadas.

Mas, o problema não se encontra só em casa, na educação alimentar que lhes é incutida, nem nas escolas. Já repararam o que é que os centros de saúde, hospitais e outras instituições médicas têm à disposição dos utentes? Ah, pois é, toma lá uma maquineta que, por uns trocos, te dá refrigerantes, chocolates, bolachas de chocolate, etc. Fruta? Nem vê-la! Sandes tradicionais? Oh, isso dá muito trabalho e corre-se sempre o risco de não vender e estragar! Leite? Isso não tem piada nenhum!

Porque é que a D.G.S., a P.C.O. e os Ministérios da Educação e da Saúde não tomam medidas mais severas e proíbem a venda deste tipo de produtos nos estabelecimentos de ensino e de saúde? Tanta preocupação com a saúde e a qualidade de vida numas coisas e noutras é isto que se vê!

E vocês, o que acham? Que medidas tomariam? Não acham que está na altura de evitar males maiores?

35 comentarios:

joshua disse...

O que se permite em má alimentação nas Escolas serve de boa metáfora ao que se promulga em esvaziamento humano e burocratização no Ensino.

A estupidez e o ressentimento é uma forma de obesidade espiritual e gera diabetes na digestão da Amizade.

Eu, enquanto Comida e Bebida dos Parece-Que-Amigos, tenho poucas calorias, mas tomam-me por indigesto.

No resto, não há como evitar males maiores num clima de Mal.

PALAVROSSAVRVS REX

António de Almeida disse...

Porque é que a D.G.S., a P.C.O. e os Ministérios da Educação e da Saúde não tomam medidas mais severas e proíbem a venda deste tipo de produtos nos estabelecimentos de ensino e de saúde?
-Detesto a palavra proibir. Deixem lá os obesos em paz, depois dos fumadores, já se adivinha serem estes os próximos alvos da fúria fundamentalista, e normalizadora em busca do perfeito e politicamente correcto, com o talibã do director geral de saúde, a par do director da ASAE á cabeça. Sei que não foi o intuito da Carol, porque costumo ler o que escreve, pelo que julgo conhecer um pouco do seu pensamento, mas o problema com estas proibições, é nunca sabermos até onde vão.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Uma boa iniciativa a sua Carol: os cuidados com a alimentação também são cuidados de saúde. Ou melhor, cuidados de si. Em vez de proibir, o melhor seria educar os jovens nesse sentido. A obesidade é uma doença, além de ser inestética! Bom post. :)

tagarelas-miamendes disse...

Porque nao, campanhas de educacao por parte do ministerio de educacao e do ministerio da saude?! Acho que sim que ajudaria. Mas a razao de tudo isto passa e todos nos sabemos pela globalizacao, pela importacao de habitos consumistas, pela correria maluca da vida em que vivemos e em que acreditamos ja nao ter retrocesso.
Eu nao sou pelas campanhas anti-Macdonald's. Eu tambem me delicio com um Big Mac e deixo que os meus o facam. Mas como em tudo tem que haver bom censo. Nao ha mal nenhum no fast food. Senao deixarmos que ele passe a fazer parte dos nossos habitos diarios.
E' mais facil pela manha, e com a desculpa da falta de tempo, abrir o armario e encher a lancheira, com as ditas bolachas, sacos de batata frita,etc. do que preparar a sandes e lavar a fruta.
Mas a saude dos nossos filhos e o seu futuro, merecem-nos esses esforco. Ou nao?
E para ser franca nao nos rouba assim tanto tempo, 10 minutos, 15?
Vale a pena saltar da cama mais cedo um puquinho! Sao os nossos filhos. Os unicos que nao deviam ser vitimas do nosso egoismo.

Carol disse...

Joshua, todos os que têm opinião própria são indigestos. Parece que se é mais agradável quando se seguem as modas de que o Tiago falava ontem...

António, eu também não gosto da palavra proibir e nada tenho contra quem é obeso. O que me preocupa são os custos que isso trará aos obesos e a todos nós! Tenho 32 anos e não sofro de colesterol, apesar de também cometer o pecado da gula muitas vezes. Tenho alunos de 12 anos com níveis de colesterol elevadíssimos. Com o avançar da idade e sem ninguém que os eduque alimentarmente (se em 12 anos os pais não o fizeram, se calhar já não podemos contar que o consigam), considero muito preocupante o futuro destas gerações.
As proibições, por mim, resumiriam-se a estes espaços, porque parece-me incongruente estar na sala de espera de uma consulta de nutricionismo e estar a olhar para uma máquina de doces e refrigerantes!


j francisco, essa foi realmente a minha intenção. A saúde é o nosso bem mais precioso e pô-lo em risco, em tão tenras idades, parece-me um verdadeiro atentado.E a obesidade está aí, a ganhar terreno de uma forma brutal!


tagarelas-miamendes, as campanhas não são suficientes. Veja-se o que acontece com as álcool ou do uso de preservativo... Daí considerar que se devem tomar medidas mais radicais. Essas máquinas não surgem com o intuito de nos facilitar a vida, mas sim do lucro fácil porque sabemos como é difícil resistir a determinadas tentações. Note-se que nunca falei nas cadeias de fast food (que não frequento), pois considero que devem existir. O que eu digo é que temos de educar alimentarmente os mais jovens e fazê-los perceber que qualquer excesso nunca é benéfico.
Não tenho filhos, mas acho que valem a perda de uns minutos por dia a preparar-lhes um lanche condigno.

Osvaldo Lucas disse...

Se o organismo tem mecanismos para nos dar horas para comer, ou seja "avisa" quando estamos em falta de energia ou similar o problema não está em comermos pão integral, batatas fritas, chocolate ou outra coisa qualquer desde que nos dê as calorias que precisamos (no caso também as proteínas que os mais jovens precisam em maior quantidade).

Não creio que faça qualquer sentido proibir - tirar da vista - comidas hipercalóricas. Afinal o problema não está nas calorias em si, mas na quantidade que se ingere versus a quantidade que se gasta.

Carol disse...

Osvaldo , o problema é que, na maior parte dos casos, os míudos mexem-se pouco, muito pouco. E isso de não interessar o que comemos, desde que na medida calórica certa, não é bem assim. O que comemos pode facilitar ou dificultar determinadas funções do organismo, como certamente sabe.

bluegift disse...

Caroli, bom tema este, apesar de não se falar de sexo ;)

Não tenho agora acesso aos números, mas do que me lembro sobre este assunto, a obesidade é mais grave nos paises mais industrializados, se bem que a chamada dieta mediterrânea, tão elogiada, esteja a ser substituída pelos alimentos fast-food, açucarados e cheios de sal.
É preciso reduzir drasticamente a comida fornecida pelas multinacionais e é a influência destes gds grps éconómicos que tem impedido a tomada de medidas restritivas à venda nas escolas de produtos mais saudáveis.
Nas escolas da Bélgica as máquinas e venda automática e os bares e cantinas só podem vender produtos saudáveis, tipo água, sumos, sandes, coisas desse género. Mas esta medida só tem 2 anos mais ou menos. As crianças belgas são das mais obesas da Europa, adultos idem... mas neste caso a cerveja e as "frites" tb ajudam....

Peter disse...

Esse problema também me afecta, embora não directamente. Sou um "cota" muito "cota", que nem sei o que ainda anda a fazer por aqui, mas que se preocupa com o seu IMC. Como sabes o normal é ele oscilar entre 18,5 e 25. Neste momento estou com 25,8 mas a tentar baixar dos 25.
Porém tenho um neto filho de pais divorciados, que está "balofo" e o motivo é óbvio e já o explanaste no texto.
Mas como é que o pai (meu filho) pode resolver o problema se o filho só está com ele de 15 en 15 dias e apenas contacta com a ex-mulher por e-mail?

Carol disse...

Blue , minha querida, de facto, este é um problema dos países desenvolvidos. Nos países em desenvolvimento (?!), os problemas alimentares são muito, muito distintos.
Os números da realidade portuguesa não são fiáveis, pois os primeiros estudos sérios sobre a temática ainda estão em processamento. Teremos que aguardar, mas suspeita-se, nomeadamente, pediatras e nutricionistas, que Portugal já apresente números alarmantes. Esperemos que estejam errados. Pelo sim, pelo não acho que era melhor seguir o exemplo dos belgas!

Carol disse...

Peter , nem acredito no que li! Não sabes o que andas aqui a fazer?! Olha, antes de mais nada, andas a conversar e a ensinar muita coisa a quem lida contigo e isso é algo que quanto mais "cotas", melhor fazemos!
Quanto ao IMC (Índice de Massa Corporal), confesso que o meu também já viu melhores dias, mas ando a tratar do assunto...
Quanto à situação do teu neto, de facto, é complicado. Mas, será que os avós não podem servir de ponte entre os pais? Se é que conseguem estar e falar com o míudo...
Irrita-me tanto que as pessoas tenham filhos e, em situações de divórcio, os usem como arma, sem pensar no seu bem-estar!

bluegift disse...

ok, já tenho alguns números. Alarmantes!
O peso excessivo nas crianças aumenta en cerca de 400.000 casos cada ano (números oficiais, nem se imagina os reais...). Estranhamente, os números mais alarmantes (de crescimento) provêm dos países mediterrâneos. Na Espanha, Portugal e Grécia a percentagem de aumento é de 36%!
Os paises com maior número de obesos são (por enquanto) a Grã Bretanha e a Polónia, com uma situação semelhante aos EUA.
Dados provenientes da EuroCoop em 2005.

Carol disse...

Blue , que seria de nós sem ti?! Afinal, parece que as minhas preocupações se justificam... Porque serão os países mediterrânicos os que apresentam números mais assustadores?

Um Momento disse...

Deveras preocupante sim , este assunto , e pior é realmeente quando maior parte da população adulta acha melhor mesmo a alimentação de "cartão".
Deparo-me imensas vezes com criancinhas a fazer birra pois querem tudo menos a sua alimentação "normal" ,e para esses pais ou acompanhantes,será bem menos "saturante" dar-lhes o que eles querem que os repreender e dizer"nao" para a criancinha não continuar aos berros...
Quanto a retirar as máquinas de alimentos menos saudáveis... iria ser um enorme prejuizo para as carteiras do estado pois...

Bom dia desejo

(*)

antonio disse...

Obesidade e calvice, eis dois temas aos quais assobio para o lado... do que é que se estava a falar?

lusitano disse...

Carol
No Colégio dos meus filhos, como o bar é de exploração "exterior" uma das regras impostas foi a "não existência" à venda de "cheetos" e outras coisas como tais.
Alguns pais discordaram, mas eu aplaudi, bem como outros claro.
a mim não me preocupam os "custos da obesidade" mas sim a saúde e o bem estar das crianças, como a ti claro!
O que agora não controlam vai ser muito mais dificil de controlar mais tarde.
Como em tudo na vida é preciso obviamente ter cuidado com os "fundamentalismos", pois já andam aí no ar com umas coisas de que é preciso controlar a alimentação dos portugueses, (até já falaram do "assado" de Domingo), e podemos correr o risco de um dia decidirem legislar sobre o que cada um pode comer.
Tirando isto, é minha a tua preocupação...

FERNANDA & POEMAS disse...

Olá querida Carol, o tema é actual e muito pertinente... Ainda bem que o focas-te... Trista realidade das nossas crianças!
Beijinhos de carinho e amizade.
Fernandinha

bluegift disse...

Carol dear,
Consumimos cada vez mais porcarias, pizza-huts, macdonalds, cheetos, mars e outras tretas do género. Em vez de o fazermos de vez em quando tronou-se prática corrente.
Pode-se comer o cozido, o assado, o que se quiser da comida tradicional portuguesa, desde que não se acrescente a fastfood e as guloseimas artificiais que nos invadem hoje em dia. Os produtos puros, nunca fizeram mal a ninguém. Daí a nossa dieta, mediterrânea, ser a melhor da Europa. É preciso reduzir ao máximo a invasão dos produtos bárbaros, nada mais. E andarmos um pouco mais a pé ou assim...

O Guardião disse...

É um facto de que são mais as nozes do que as vozes. Fala-se muito, mas a verdade é que ataca-se muito mais as comidas tradicionais do que as que mais contribuem para a obesidade. Se a culpa é da ASAE, da globalização ou dos pais, isso é um pouco indiferente, mas vejamos os nossos filhos e netos, e logo compreendemos que estão muito mais virados para os Mac ou as fritas do que para o peixinho cozido ou a sopa. A normalização está aí, pois é, mas será que m conta estes problemas?
Cumps

Osvaldo Lucas disse...

O problema não será a quantidade? Ou será que niguém engorda se comer sandes "saudáveis", peixe e saladas em doses industriais?

Que tal só dar 0,50€ dia para a sandes/cheeto/bolo do petiz a meio da manhã?

E que tal colocar apenas 2/3 da área disponível do prato ao "obeso" em questão - pelo menos ao jantar?

Carol disse...

Um momento O problema passa muito por aí. Se os adultos acham normal, vão habituar os míudos assim e, depois, vêm os AVC's, as paragens cardíacas, o colesterol alto, a hipertensão, etc, etc.


António , agora percebo o nome "Sem Penas". Ou seri "Sem pêlos"? Lol

Lusitano , aplaudo a atitude desse colégio!
Quanto aos custos a que me refiro, esses incluem os financeiros mas, também, os problemas de saúde e a falta de qualidade de vida.

Fernandinha , sempre presente! Obrigada!

Blue , eu sei os benefícios da dieta mediterrânia. Não entendo é porque é que nos esquecemos disso e estamos a pô-la de lado!

Guardião, mas nós é que habituamos os míudos a comer esse tipo de coisas...

quintarantino disse...

Primeiro penso que se devia começar em casa, onde, que eu saiba, a responsabilidade ainda é dos pais.

Mais legumes, mais peixe, mais
fruta ... pois, mas já viram bem o preço das coisas? E os horários praticamente inconciliáveis de filhos e pais? Ou seja, a tentação é ir para o pré-cozinhado, o congelado, o pré-feito, o não sei quantos ... o frito que o grelhado deixa fumos dentro de casa ...

Nas escolas penso que em algumas o panorama já melhorou e bastante. Digo isto com base nas que conheço.
Onde as minhas filhas andam (e é numa escola pública), já foi decretado veto a uma série de alimentos e bebidas. Apoio.

E finalmente também as nossas ruas já não são o que eram. Ali já não se joga à bola, nem à apanhada, nem se pode andar de bicicleta ... nalgumas nem a pé!
E áreas verdes do domínio público ainda são, em muitos locais, miragem.
Por isso, os mais novos ficam em casa. Especados na "internet", na "playstation" modelo 1, 2 ou 3, na "Wii" ou na televisão!

Arranjem solução para estas coisas e verão como as coisas melhoram.

Carol disse...

Osvaldo Lucas , é evidente que a quantidade influencia. Mas a qualidade não será também importante? E, atenção, o que eu defendo não se aplica, apenas, a obesos!
Tenho 32 anos, meço 1,61cm e peso 58kg. Estou longe de ser obesa e, no entanto, procuro aplicar estes princípios à minha própria alimentação. Mais que não seja porque tenho problemas hormonais e porque zelo e prezo muito a minha saúde e a minha qualidade de vida.

Tiago R. Cardoso disse...

Por que será que o peixe tem sempre de vir a discussão ?

Eu até estava numa de ser politicamente correcto e anunciar que sim senhor que temos de ter uma alimentação saudável, correcta, respeitar a roda dos alimentos, muita verdura, etc.

Tudo verdades, temos de transmitir o que é correcto aos novos, que o diga o meu miúdo que todos os dias leva sempre sopa ao almoço e ao jantar.

O problema é que o pai não é assim, esforçar esforço-me agora umas bolachas de chocolate, pacotes de batatas fritas, pizzas, folhados recheados com chocolate e outros cremes, isso sim vale a pena.

Não serão os nossos filhos o reflexo do que nós somos ?

Carol disse...

Quin , o problema também passa pelo preço dos produtos, tens razão. Mas, se calhar, é preferível gastar mais um bocado na alimentação, do que gastá-lo depois na farmácia, nos nutricionistas, nas bandas gástricas.

Os horários também complicam as coisas, mas podemos sempre preparar as refeições em doses maiores e congelar o excedente, para mais tarde utilizar.

Quanto ao facto dos míudos não se mexerem, aí não vejo grandes alternativas. Muitos deles, mesmo habituados a isso, não gostam de se exercitar. Olha, contra mim falo que a muito custo me arrasto para o ginásio! Mas há sempre a hipótese de darem umas caminhadas com a família, ao fim de semana, fugindo, assim, à tradicional ida ao shopping.

Carol disse...

Tiago , é óbvio que são! Nós devíamos dar o exemplo e, muitas vezes, damos o errado! Mas, pelo menos, aí em casa ainda se come sopa!

Carol disse...

Tiago , se não gostas de peixe, podes sempre incorporá-lo na sopa. Bem passadinho vai que nem ginjas!

Blondewithaphd disse...

Nem de propósito, hoje a DeCo começa uma campanha para a redução de publicidade a comidas destinadas a crianças, as quais não tenham valor alimentar acrescido.

Vou só dizer uma coisita. Não toco num gelado desde os meus 19 anos, lembro-me do último que comi, que não comi todo, aliás. Deixei de comer gelados pela quantidade de aditivos E (E330, por exemplo). E confesso que sempre que vou às compras não consigo evitar ver o que as outras pessoas na caixa à minha frente compraram. Deve ser um tipo qualquer de voyerismo doentio, mas surpreende-me a quantidade de porcarias que as pessoas compram e quando digo as pessoas digo aquelas que têm a responsabilidade de governar a casa.
Duvido que alguém deteste mais do que eu cozinhar, mas será assim tão difícil fazer umas sopas e saladas e comida que contenha, de facto, comida?

Já agora Peter, o IMC foi recentemente corrigido para 19/19.5para evitar outros extremos.

Carol disse...

Blondie , pelos vistos, eu e a DeCo estamos em sintonia!

Sabes, às vezes, deixamo-nos vencer pela preguiça e não fazemos as tais sopas, comidas e saladas de que falas. Eu própria me deixo levar pela tentação, mas procuro sempre colmatar as minhas falhas com uma sopinha à maneira!

Quanto a não gostar de cozinhar, join the club!

Compadre Alentejano disse...

As autoridades deviam de criar um "cordão" sanitário à volta das escolas, em que fosse expressamente proibido vender a chamada comida de plástico.
Entreguem esse assunto à ASAE...
Um abraço
Compadre Alentejano

osátiro disse...

Nos meus tempos de "teen ager", passava a vida a jogar futebol, dia em que não jogasse não era dia.
Coclusão: só muito mais tarde soube o que era obesidade.
A melhor soluçã:desportos nas escolas, mas a sério, não é com brincadeiras...

Lampejo disse...

Carol,

Já diz o ditado, somos aquilo que comemos, hoje a obesidade infantil se tornou uma epidemia mundial, e o que antigamente era sinônimo de fartura e riqueza, hoje pode ser considerado doença. Os indesejáveis quilinhos a mais, estão aparecendo cada vez mais cedo em nossas crianças por conta do sedentarismo “comodismo” da vida moderna e da falta de limites de “certos” pais.
A prática da atividade física é um meio de se controlar esse problema.
A criança aprende pelo modelo dos pais, por isso quando os vêem exercitando, tal atitude serve de estímulo para que ela aprenda desde cedo a adquirir hábitos saudáveis. Quando os pais são sedentários, os filhos provavelmente o serão, e futuramente podem desenvolver doenças como hipertensão, diabetes e problemas cardíacos.

Agora, independentemente de qualquer proibição seria interessante que conscientização de uma boa alimentação comece em casa...
A crianças não tem idéia do que vem a ser uma alimentação saudável.

Não podemos esquecer que no meio de tudo isso existe o fator hereditário.


(a)braços e flores :)

Manuel Rocha disse...

Concordo que há uma consciência de racionalidade alimentar que será preciso (re)construir no fim deste nosso percurso colectivo e deslumbrado pelas "ruas da terra da abundância".

Mas não sou apologista de mais regulamentação. Basta disso. Eu sei que é mais cómodo ser-se marionet, mas temos de crescer como pessoas, certo ?

Carol disse...

Compadre Alentejano : Olhe que essa ideia de meter a ASAE ao barulho talvez não seja má! Lol

osatiro : Nesse tempo não havia parança!

Lampejo , é verdade, devemos apostar no exercício físico e numa educação alimentar desde o berço.

Carol disse...

Manuel : Eu também defendo que não devemos ser marionetes, mas quando não há quem ensine... Parte-se para a regulamentação!