O segredo, afinal, está nos sapatos!

Era uma mulher com um ar sempre sério e que ganhara fama de áspera e de não tolerar grandes familiaridades.
Entrava na sala sempre serena, mas com um ar ríspido.
Passava horas a fio no seu gabinete embrenhada em leituras múltiplas e, apesar do seu reconhecido mau génio, nunca recusara acompanhar e aconselhar qualquer trabalho, tese ou o que fosse…

Ele sempre fora um homem com um ar patético que nem os seus fatos habitualmente oscilantes entre o cinzento, preto e azul conseguiam disfarçar.
Aliás, como muitos seus compatriotas, aderira relutantemente à moda dos sapatos de risca.
O convívio com eminências pardas da finança da alta-roda, da banca, do patronato mais recheado na carteira cedo o fizera perder a mania de calçar peúga branca, essa praga que muitos, em cruzando a perna, ostentavam num contraste feérico com o sapato preto.

Nunca lhes havia passado sequer pela cabeça que um dia seriam conhecidos muito para além das suas redomas. E, no entanto, hoje eram-no.

E ele, numa viagem que fez a Itália, sem querer, deu um valioso contributo para que todos os que a conheciam a ela ficassem desconfiados quanto às reais razões daquele seu ar severo e ao mesmo tempo sofredor.

O nosso homem, já mais cosmopolita mas ainda assim com ar enfadonho e parolo, deu-se ares de piadista imitador do Seinfeld e esclareceu que tinha ido a Milão com a ideia de comprar sapatos italianos, mas afinal até era capaz de comprar um par de portugueses.

Ante a insistência, e sem que se vislumbrasse qualquer resquício de compra, ainda asseverou que o sapato lusitano é bom, pelo menos o que vai para Itália, porque sai daqui a 200,00€ e depois vende-se a 600,00€. No mínimo.

E o homem disse tudo isto sem pestanejar e assim com o ar mais sério do mundo.
Até estaria tudo bem não se desse o caso do nosso homem com ar pateta se chamar Manuel Pinho, ser ministro da Economia num país onde esta anda pelas ruas da amargura.
E onde cerca de 90% dos indígenas no dia em que dessem 600,00€ por um par de sapatos eram de imediato internados num hospital psiquiátrico … se os houvesse!

Mas não, para o nosso Pinho dizer coisas destas era do mais normal que há. Aliás, ao homem nem lhe passou pela cabeça que, como ministro, dizer que fora a Itália com a ideia de comprar sapatos italianos quando por lá andava o calçado português a ver se aumentava as exportações, era digno de se lhe pregar uma marretada!

Enquanto isso, e vendo como a nossa mulher acossada por todos os lados, a legislar que é uma coisa sem par e sem cabeça, tronco e membros, e a há muito ter deixado de conseguir mostrar que, por muita errada que esteja nos procedimentos, estava certa na substância, um dos seus antigos alunos lembrou-se …

“Olha, a professora anda sempre mal disposta porque não usa nem calçado português de 600,00€ o par, nem sequer tem uns italianos na sapateira”, pensou!

E concluiu o seu raciocínio: “Pobre dela, ali com os calos apertados nuns sapatitos de terceira água. Fosse eu e também havia de andar sempre com um ar furibundo e a não conseguir encaixar as peças”.

E assim se descobriu a razão para aquele ar de zangada com o mundo da nossa ministra da Educação, a Senhora Dona e Professora Doutora Maria de Lurdes Rodrigues!

Andasse ela atenta e saberia que o segredo está nos sapatos.
Experimentem andar com uns “Prada” ...
Ficam logo uns optimistas como o nosso Primeiro Sócrates!

Olarila ...

28 comentarios:

António de Almeida disse...

-Desperdício de dinheiro, ir a Itália comprar sapatos, quando por cá se compram exactamente os mesmos, muito mais baratos, sejam eles Prada, Valentino, Boss ou quaisquer outros. Mas Manuel Pinho é capaz de afirmar na China que Portugal é um país atractivo para os investidores pela sua mão de obra barata. O homem é um caso perdido em termos de habilidade política. Quanto á ministra da educação, espero que o P.M. não a deixe cair para dar novamente ouvidos á esquerda, nomeadamente á sra Ana Benavente, não que eu esteja de acordo com o método de avaliação proposto, já estou mais quanto á recuperação do sr. director da escola, e o fim dos orgãos de decisão colegial, suportados por resquícios dum sistema político que já não existe, em lugar da responsabilização pelos actos, e pelo funcionamento. O método de avaliação proposto é francamente mau, mas ceder á FENPROF será muito pior. O que precisamos mesmo é reformar todo um sistema de educação errado, e colocar uma aposta séria na economia, para tal seria necessária uma nova constituição, expurgada de conteúdo político.

Paulo Vilmar disse...

Quintarantino!
Teus textos estão cada vez mais brilhantes! Conseguistes juntar a crítica política, a ironia fina e uma estória divertídissima! Dizer o quê? Com sapatos assim, até a ministra baila...
Abraços!

lusitano disse...

É pá, e se eles trocassem de sapatos?
A senhora com o sapatinho italiano do senhor já não teria os pés apertados e com outra disposição de vida talvez já ouvisse e atendesse algumas criticas para melhorar o que anda a fazer!
O senhor com os pés apertados por um "rasca" sapato português, (embora sejam cá feitos todos), de tanta dor ficava crispado e já não conseguia falar, o que seria uma benção para todos nós.

lusitano disse...

Ah, o texto é brilhante!!!

Tiago R. Cardoso disse...

No inicio do texto pensei que estava perante o inicio de um romance entre as personagens, depois vi que afinal eram personagens dos marretas.

Protesto contra a mania de mesmo nas coisas boas estes governantes e muitos cidadãos consigam de denegrir tudo isso.

Onde é que será que eles foram encontrar estas personagens todas, erro de casting ou simplesmente falta de vocação para o lugar que ocupam ?

Carol disse...

Os teus textos continuam a surpreender pela aliança infalível entre a crítica certeira e a ironia...
O srº Ministro é mesmo um pacóvio e de cada vez que abre a boca só sai asneira. Quanto à srª Ministra, sinceramente, acho que não vai lá nem com os melhor Manolo nos pés!
Sou e sempre fui a favor da avaliação dos professores, porque acho que ela poderá trazer outra vitalidade ao ensino. Mas, por favor, implementar esta avaliação de professores neste timing não lembrava nem ao diabo! Isto já para não falar do exame de admissão para todos os professores com menos de cinco anos completos de serviço. Quer dizer, ser obrigatória a obtenção de nota mínima de 14 valores em qualquer uma das três provas, é um disparate de todo o tamanho! Um professor que tenha 20, 20, 13 não pode ingressar na carreira docente durante um ano porque tirou um 13 e era suposto ter um 14?!
Haja pachorra para aturar isto!!

Zé Povinho disse...

Dois dos expoentes máximos do anedotário nacional, que por acaso até são ministros do nosso (des)governo. O Goraz por acaso retratou-os bem.
Abraço do Zé

Peter disse...

Um texto brilhante, actual e que me fez sorrir.

Finalmente foi descoberto o porquê de ar de "zangada com o mundo" da Ministra da Educação.

Quanto ao seu parceiro do Governo, vale a pena perder tempo a falar dele?

Cati disse...

É uma visão brilhante dos acontecimentos. Fantástico texto!

Já não tão fantástica foi a atitude do ministro. Essa foi mesmo estúpida. E pedante.

E a ministra também não é fantástica. E nem sequer professora. É triste, sizuda, carrancuda e má, e não vai lá nem com sapatos Prada a fazer pendant com mala Gucci e fato Yves Saint Lauren. Em cima daquele corpinho, até o ouro me parecerá sempre pechisbeque.

Mas isto sou eu.

O teu texto Quint... FANTÁSTICO!

Beijo

Dalaila disse...

é verdade que veio alterar tudo, é verdade que é uma vergonha o que estão a afzer aos professores, mas está a coincidir com toda a administração pública, mas só se fala dos professores, porque têm sindicatos dignos

quinntarantino disse...

ANTÓNIO DE ALMEIDA eu não sei se costuma ler os comentários aos comentários mas ia-lhe pedir que fizesse um pequeno exercício de reflexão e parasse para pensar quantos anos a sua querida Direita tutelou o Ministério da Educação e com que resultados?

Pode começar pela última ministra que a Direita teve.

No mais, gostaria de lhe recordar ainda a existência de muitos outros sindicatos para além da FENPROF.

E ainda que admita que nem todos os professores fazem parte da Esquerda pela qual nutre um "ódiozinho" de estimação e que, ultimamente, para si parece representar o rosto de todos os males.

Pessoalmente penso que a bandalheira no ensino resulta mais do caos que é o Ministério da Educação e de anos de laxismo de muitos membros da comunidade educativa.

Finalizo recordando que também no ensino privado pululam "perigosos" esquerdistas pelo que os apregoados resultados escolares não dependem certamente das opções ideológicas de cada um.

PAULO VILMAR, eu, meu caro amigo, nem com sapatos "Prada". Sou mesmo pé de chumbo!

antonio disse...

Andas muito cáustico para com os teus amigos do PS... mas o ministro tem razão, já que por cá não compramos produtos portugueses; só mesmo indo ao estrangeiro, pois os nossos empresários da distribuição e retalho ganham mais vendendo o estrangeiro de qualidade inferior!

quinntarantino disse...

LUSITANO por aqui já se sabe o que eu penso e para que lado inclina o meu coração, mas ao caso penso que o melhor mesmo é depachar o Pinho e a Maria de Lurdes.

Um porque nunca fez ou teve jeito e senso; ela porque, embora tenha razão no que pretende, não consegue chegar onde quer e em jeito!

TIAGO R. CARDOSO ó incréu, quem te disse que também os personagens de "Os Marretas" não podem ser alvo de uma versão romanceada?

quinntarantino disse...

CAROL, também sou e serei a favor da avaliação pois não concebo que um dos principais intervenientes no processo educativo, face aos resultados atingidos no Ensino, passem entre as gotas de chuva sem se molharem!

ZÉ POVINHO grato pela intervenção e pela visita!

quinntarantino disse...

PETER sucinto e com questões a merecerem resposta óbvia!

CATI grato pela torrente de elogios :)

quinntarantino disse...

DALAILA basta ler o Lei número 12-A/2008, de 27 de Fevereiro para se ver o que estão a fazer. Tens razão.

ANTÓNIO caústico e azedo ... com os meus amigos do PS e com quaisquer outros que governam a pensar no benefício de uns em prejuízo de muitos.

Quanto aos disribuidores e empreendedores lusos tu já viste que devemos ser dos poucos países do mundo em que, mesmo que haja concorrência, quem sai sempre a perder é o consumidor?

Compadre Alentejano disse...

Bom post com uma ironia q.b.
O rapaz, o Sô Pinho queria imitar o chefe, o Sô Zé. Como este só calça Prada, o Sô Pinho disse aquela bacorada, arrependeu-se, e voltou para os sapatos portugueses.
Ista é a palhaçada à portuguesa...
Um abraço
Compadre Alentejano

Blondewithaphd disse...

Mixing shoes and education?! Most fitting indeed. We all know that education in Portugal wears very tight shoes. Auch! But now we're clarified as to why it happens.
Need I say something about the other Minister than presumably went on a shopping spree to Milan?

quintarantino disse...

COMPADRE ALENTEJANO, o moço merecia mesmo era andar descalço em cima de brasas ... a ver se aprendia a não dizer disparates daquele tamanho!

BLONDEWITHAPhD it does wear tight shoes no? And it really hurts!

bluegift disse...

Teremos romance à vista? Será?! Mal posso esperar pelos próximos episódios!

O Guardião disse...

O Pinho é um verdadeiro cromo, e pelo menos politicamente um verdadeiro zero à esquerda. A Lurdinhas, parece uma desencantada da vida, que se lembrou de infernizar a vida aos professores e aos alunos deste país, sei lá se por se sentir ela própria frustada com a vida.
São naturalmente boas pessoas, não desfazendo, mas o seu lugar é certamente longe das pastas que lhes confiaram.
Cumps

António de Almeida disse...

-Quint, costumo passar sempre por cá a ver os comentários, e não tenho ódios de estimação, aliás não tenho ódios! Quanto á direita, respondo-lhe, por alguma razão, não sou filiado nem no PSD nem no CDS-PP, não só pelos desastres da educação, em rigor vêm pelo menos desde que me conheço, 1976, 77 por aí, provavelmente até anteriores, só que aí eu não tenho conhecimento para tanto, por isso abstenho-me. De facto critico a esquerda nesta matéria, porque a esquerda impôs ao país um sistema que não funciona, verdade que a direita já o poderia ter revisto, nomeadamente nos 10 anos do prof. Cavaco Silva, mas até aí, a educação foi o calcanhar de Aquiles, a educação e a Saúde. Voltando ao presente, está de facto em marcha uma tentativa dum certo PS, animado pela vitória que representou para eles a queda de Correia de Campos, de tomar posições no partido, Ana Benavente não fez aquelas declarações isoladamente, ela é franco-atiradora duma estratégia maior, dum certo sector encostado a Manuel Alegre, que procura empurrar este último para aquilo que o próprio não quer. Não me revejo em José Socrates, mas em minha opinião, Ferro Rodrigues seria infinitamente pior, são opções, mas como o Quint sabe, também não cauciono tudo o que vem da direita, pelo contrário, sou ainda mais exigente para com o meu campo político.

quintarantino disse...

O GUARDIÃO, caríssimo, eles lá terão qualquer fundo de bondade, de inteligência, de serenidade e de sensatez mas quem lhes disse que tinham jeito para a política ou visão de Estado não foi amigo deles!

ANTÓNIO DE ALMEIDA, caríssimo vamos então trocar umas ideias sobre o assunto:

- um dos problemas da nossa Educação, nos tempos mais recentes, foi que se passou da rigidez que certamente todos seremos unânimes em admitir no período antes do 25 de Abril para um período do maior laxismo possível.

Professores eram, então, quase todos os que o desejavam e alguns, certamente cheios de boas intenções, tinham tanto jeito para aquilo como eu para ser talhante.

- A Esquerda não impôs nada ao País pois no processo da escola inclusiva participaram todos, todos foram culpados. Seria bom que se tivesse isto em mente. Como diz, e bem, até o PSD com Cavaco Silva pactuou com essa teoria da escola inclusiva e do "eduquês".

Se quiser porque provavelmente no Ministério da Educação ninguém manda, antes, mandam um conjunto de eminências pardas que são doutoradas nisto e naquilo, uns quantos sindicalistas, muitos professores e afins. Essa é que é essa!

Não tivemos, até hoje, uma equipa ministerial à altura das exigências e das necessidades.

Paralelamente, e como bem sabe, somos um País de capelinhas e capelas onde ninguém se pode ajudar ...

- Maria de Lurdes Rodigues parecia prometer muito, mas rápidamente perdeu o norte.

Não se pode, ao mesmo tempo, querer fazer tudo contra tudo e todos. Nem impôr uma visão da escola sem que a mesma tenha uma sequência lógica.

Vamos lá ver se nos entendemos: não vejo qual o mal que possa vir ao mundo em haver um director escolar; não vejo qual o mal dos professores serem avaliados; não vejo qual o mal dos alunos terem um estatuto que lhes consagre direitos e deveres ...

Não se pode é gerir um processo desta magnitude contra tudo e todos ao mesmo tempo. E muito menos sem se conseguir gerir o rumo dos acontecimentos e sermos nós a marcar-lhe o ritmo.

Maria de Lurdes Rodrigues padece nitidamente de vários males.
Tem um constante ar de sofredora e de distância.
Entrou, ou deixou que alguém o fizesse por si, em conflitos estéreis e fúteis.

Se quiser recuar neste blogue,aos tempos em que eu escrevia para mim próprio, verá que no caso de Margarida Moreira contra o professor não sei das quantas Charrua aquilo tinha sido muito mais fácilmente gerido se não tivessem renovado a comissão de serviço ao cavalheiro. Em vez disso, quiseram fazer do senhor um exemplo e deu no que deu...

Convenientemente ninguém parece ter reparado que o professor Charrua viria uns tempos mais tarde a declarar, já estava no Carolina Michaëlis, que não fazia ideia que a indisciplina era assim tanta.

Meu caro António de Almeida, o Charrua estava há largos anos na DREN e até andou pelo Parlamento eleito pelo PSD! Note, pelo PSD, não pelo PS...
E teve aquela saída lapidar. Ele, um professor a trabalhar na DREN.

- No mais, eu não comungo das opiniões de Manuel Alegre e muito menos das de Ana Benavente, mas também penso que esta tem direito à sua opinião e à honra.

Valter Lemos quem é? Disse o que disse a que propósito? Logo ele que está numa equipa que criou ou deixou criar uma vergonha chamada NOVAS OPORTUNIDADES?

- No confronto Ferro Rodrigues/José Sócrates, não vá por aí.

Não sei se é a leitura mais correcta que possa fazer, mas deduzi que ao escrever o que escrever estivesse a pensar que sou mais próximo de Ferro Rodrigues do que de José Sócrates. Engana-se e muito, pois em Ferro Rodrigues nem votei.

O que não concebo na acção política de Sócrates são os tiques de autismo (para não lhes chamar de arrogância) que lhe descortino e que são aliás visíveis nalgumas expressões faciais e do discurso. Nem nele, nem em muitos que o acompanham.

Cria, meu caro, que aqui este socialista fica profundamente incomodado quando se quer enveredar pela dicotomia Direita = só faz tudo bem/Esquerda = só faz tudo mal!

Fazem-se coisas boas e más à Esquerda e à Direita.
Terá de concordar comigo. Ao menos nisto.

Vieira Calado disse...

Calha bem que eu sempre digo que o calçado é sempre da maior importância!
Até para jogar à bola, quanto mais para ser ministro (a)...
Nós coitados (e os clubes de futebol ditos «pequenos», temos de calçar sapatos indonésios...
Um abraço

António de Almeida disse...

-Claro que concordo com a sua última frase, também com outras afirmações, mas a última frase subscrevo-a sem problemas, só que quando falo em esquerda-direita, falo também na constituição, que deveria ser um documento ideologicamente despido, neutro, e não o é. Também percebo que ainda é recente a memória do Estado Novo, que apesar de tudo, as revisões constitucionais têm representado um progresso nesse campo, já foi tudo muito pior, tempos houve em que existiam sectores económicos vedados á inicativa privada. Em qualquer caso a esmagadora maioria dos meus ataques ideológicos á esquerda, não têm o PS como alvo, e sim o PCP e o BE, ao PS critico muito mais as acções práticas, aliás não muito diferentes das que o PSD teria se fosse governo. Um dos problemas da esquerda a meu ver, é a falta duma direita forte, só a título de exemplo, há já uns anos que o PSD se reclama de centro direita, temos então um partido que pretende ter grande influência na nossa sociedade, procurando ocupar o esaço do centro e da direita. Até hoje, indique-me um líder que se tenha reclamado de direita? Mesmo Paulo Portas no CDS-PP tem alguma relutância, dir-meá é um problema que a direita terá de resolver um dia, será, mas julgo que a luta democrática esquerda-direita faz avançar as sociedades, basta verificar todos os países onde essa lógica existe.

Fa menor disse...

Boa! Gostei dessa dos sapatos da senhora.
Mas ainda acho que os calos não lhe andam ainda muito apertados... ou já andam dormentes...
ou se calhar não é muito sensível à dor.
Mas isto digo eu, que só vejo ao longe e mal.

quintarantino disse...

BLUEGIFT, romance? Cruzes credo ... tu vê lá nas que te metes ... romance? Entre pares de sapatos ou ministros?

VIEIRA CALADO o segredo de uma boa estabilidade reside, de facto, nuns pés bem calçados!

quintarantino disse...

ANTÓNIO DE ALMEIDA, meu caro, a Constituição da República Portuguesa padece de alguns males e reflecte opções ideológicas mas, se virmos bem, no seu âmago todos as reflectem com maior ou menor densidade.

Problema maior que as opções ideológicas estabelecidas em matéria económica, são as inconstitucionalidades por omissão!

Quanto à questão do espectro partidário um dos problemas é que, na sua génese, alguns dos partidos queriam posicionar-se em lugares que já estavam ocupados por outros.

O PS deslocou-se para a direita (e ainda bem, digo eu que sou absolutamente avesso e contra alianças com PCP's e BE's) e obrigou o PPD a ir um pouco mais para a direita ... no fundo, estes dois (nalgumas alas e famílias políticas internas) quase se podiam fundir, assim obrigando à constituição de novos partidos.

Até o próprio CDS padeceu desse mal, sendo essa uma das explicações para o facto de Paulo Portas ter avançado para a mudança de nome para PP e ter derivado para um discurso populista que, embora associado à direita, de verdadeira direita de ciência política nada tem!

FÁ MENOR nem tanto, nem tanto ...