Porque nunca haverá um Requiem!

Andava eu a navegar nas páginas online de um dos meus periódicos de referência, para o caso o Der Spiegel, quando diante dos meus olhos me surgem dois daqueles paradigmas que, perdoem a minha parcialidade, muito favor faziam à Humanidade se jamais tivessem existido. Ali, lado-a-lado, Fidel e Hitler. E, nem de propósito, como se fosse um pseudo-estudo em Semiótica, no meu ângulo esquerdo de visão, o cubano, no oposto, o teutão, ambos em fotos a preto-e-branco, tais memórias que se querem passado mas que persistem e, esperemos, continuem ad eternum, espinhos na memória colectiva do horrendo que já recaiu sobre o género humano.

Como sempre, admiro o espírito auto-flagelatório dos alemães, a eterna lembrança da Guerra, a omnipresente culpabilização (ainda que a detestem quando vem dos outros), o não limpar a História (nem me venham falar dos Neos porque esses os há em todo o mundo). Andava eu, dizia, a navegar por ali à procura, precisamente, de informações sobre a recente renúncia à presidência de El Comandante, porque era sobre isso que eu queria escrever hoje, quando me salta ao caminho Der Führer (curioso como até nisso não há imaginação). Inverti a marcha.

Fidel Castro renunciou mas deixa um legado histórico. Cuba não vai mudar já do dia para a noite. O passado não se apagará porque Fidel sai do palco. E quando o velho tirano morrer fisicamente continuará a existir na memória das vítimas do seu regime. E quando estas também, por sua vez, morrerem, Fidel viverá na História. Afinal, Fidel é eterno. Não pode haver um Requiem por quem não morre, ou será que pode?

Tal como nunca houve um Requiem por Hitler que vive, ainda. E está tão vivente que se publicou agora um estranho dicionário, com o nome bizarro de Wörterbuch der 'Vergangenheitsbewältigung', ou qualquer coisa como Dicionário para a Pacificação com o Passado, no qual se listam as palavras anátema que invocam os tempos Nazis. Não se trata somente do tabu de usar expressões como “Endlösung”, que, convenhamos são muito específicas e ninguém, na plena posse das suas faculdades mentais, se lembraria de proferir. São palavras tão banais como “Selektion” que são expurgadas e piores do que politicamente incorrectas (se nos quisermos lembrar de um dos posts desta semana : Politicamente correcto ? No raio que os parta!).

Apraz-me pensar: “Coitados dos alemães, não bastava não baptizarem crianças com o nome Adolf, como têm de ver limitado o seu vocabulário à conta do dito cujo”, mas não penso porque não vitimizo os alemães e porque isso seria dar a importância que não quero ao monstro (apesar de querer dar importância ao monstro para que nunca seja esquecido – complicado?).

Portanto, Hitler e Fidel não são enterrados e esquecidos. Não lhes fizemos, nem faremos, um funeral, catarse dos nossos males, ainda que certos historiadores blasfemos e, pasme-se, as cabeças pensantes de países que connosco mantêm seculares alianças e que levaram com a Blitzkrieg e a Luftwaffe em cima (oops, se calhar não devia usar estes termos), queiram ver fechados certos capítulos dolorosos da nossa História comum.

E assim foi. Queria vir escrever sobre o Fidel e como penso que Cuba não se libertará dele e acabei por dar tempo de antena ao Hitler. As voltas retorcidas que o pensamento dá! Ali continuavam ambos à minha frente no ecrã, Fidel e Hitler, pólos antagónicos dos extremismos. Rivais ideológicos (talvez de um tempo em que a ideologia era inflexível porque era a Ideologia, não sei). Exemplos da divergência consumada.

Mas será mesmo assim? Quando o Comunismo se torna totalitário e o Nacional-Socialismo ditatorial haverá uma tão grande diferença? Poderão dizer que sim, que são incomparáveis e argumentar com a parafernália verborreica do aparelho ideológico. Aceito. Porém, (todavia, não obstante…) vergar povos à imposição de ideias, à censura do pensamento e à limitação do livre-arbítrio, seja em que extremo for do espectro, não é igualmente vergonhoso e horrífico num caso e no outro?

Conclusão: Nem Fidel, nem Hitler, nem outra qualquer epítome correligionária ou corolária de qualquer um dos visados.

21 comentarios:

quintarantino disse...

Ni Fidel, ni Hitler ... viva la revolucion!

Eu tenho uma camisola do Che mas é mesmo para me armar. Faz-me lembrar uma marca de roupa, que entretanto desapareceu, que até tinha umas coisas giras e um nome adequado a estas cousas: "Soviet Chic". Não sei se algguém se lembra ...

Sabem o que é que tinha mesmo piada?
Era Fidel Castro exilar-se em Miami!

quintarantino disse...

Eu agora deu-me para ser um comentador múltiplo. Fiquem com esta evidência/suspeita...

Em 2005, a revista FORBES especulou que o patrimônio de Fidel Castro atingiria aproximadamente 550 milhões de dólares.

A revista chegou a esse número pela soma do patrimônio das empresas estatais do governo de Cuba.

Com essa fortuna acumulada, especulou a revista, ele teria alcançado o décimo lugar na categoria "governantes e membros da realeza mais ricos do mundo".

A Revista Forbes disse à BBC que, para estimar a presumível fortuna de Fidel, calculou o valor de mercado de várias empresas estatais cubanas, e atribuiu um percentual do valor assim obtido ao patrimônio pessoal de Fidel Castro.

Um porta voz da Revista Forbes confirmou à BBC que a revista não tem nenhuma prova de que Fidel Castro tenha contas bancárias no exterior, embora a revista continue insistindo em que Fidel teria "uma fortuna".

Estes dados foram prontamente negados por Fidel, que considerou esta notícia uma infámia. Na oportunidade, Fidel Castro desafiou: "Se eles provarem que tenho um conta no exterior de 900 milhões, de um milhão, de 500 mil, de 100 mil ou de um dólar, eu renuncio a meu cargo e às funções que desempenho".

Nada foi provado até os dias de hoje. Fidel ainda afirmou que a revista Forbes está ligada aos serviços de inteligência dos EUA e relembrou que o presidente Ronald Reagan nomeou o editor da revista Forbes para o cargo de coordenador das transmissões de rádio da Voz da América que eram dirigidas à União Soviética, durante a Guerra Fría.

Mencionou que outros muitos meios de comunicação, por todo o mundo, buscam de maneira suja e baixa desprestigiar a revolução, "anular Cuba e pintar Castro como um ladrão".

Quase toda a população cubana, ouvida pela BBC na Ilha, duvida das alegações feitas pela Forbes, mas Vladimiro Roca, que vive em Miami e pertence ao grupo oposicionista Todos Unidos, disse, embora sem apresentar nenhuma prova, estar seguro de que tal fortuna existe e que Castro se vale dela para "administrar e se manter no poder".


Se o homem foge para Miami, tem este "graveto" todo!

FERNANDA & POEMAS disse...

Meus queridos amigos, bom fim de semana para todos vós.
Deixo, beijinhos de carinho e amizade.
Fernandinha

António de Almeida disse...

Quando o Comunismo se torna totalitário e o Nacional-Socialismo ditatorial haverá uma tão grande diferença?

-Sim, há diferença, o nacional-socialismo é universalmente reconhecido como prática maléfica, e de facto com eles o horror atingiu um requinte e uma especialização nunca antes observado.
-Mas o comunismo foi a mais hedionda e abjecta praga que um dia assolou a Humanidade. Marx é que teria feito um favor ao mundo se não tivesse existido, Estaline foi o maior facínora da História, comparar Hitler com tal pulha, é comparar um vulgar carteirista com Al Capone. Aliás, antes de Hitler ainda surgem Mao e Pol Pot, quanto a Fidel, já vai tarde, Cuba será um lugar melhor quando os hermanos Castro desaparecerem. Querem investigar as mentiras por trás da revolução? Procurem Camilo Cienfuegos, foi ele quem verdadeiramente derrotou Batista, Castro usurpou o poder depois. Felizmente que o comunismo e o nazismo estão mortos, os neo são meia dúzia de parvos.

joshua disse...

O problema, Blondie, é que quer Hitler quer Fidel são na verdade um Colectivo bem alargado de pessoas muito permeáveis ao autoexclusivismo e ao monopólio das Mentes e dos Medos.

Não houve um contágio da Loucura aquando de Estaline e de Hitler. Não houve um contágio da insularização comunista da Ilha aquando da fortuita emergência em cena de Fidel: Estaline, Hitler e Fidel são muita gente
à sombra de Fidel, Estaline e Hitler. E, por muito que nos custe, eles 'andem' aí prontos a eclodir, ovos da mais putrefacta merda violenta e impura.

Portanto, o mal está entranhado em nós, é preciso dizê-lo. Dele somos tão capazes como aqueles nomes malditos e ininumáveis. Dito isto, acresce afirmar que temos de matar todos os dias o Fidel e o Hitler que nos habitem.

Temos de expurgar o filho da puta oprimente e convencidolas que haja em nós: aquele que troça da Fé dos outros e das suas convicções pessoais tecido urdido a par da vida-mistério de cada qual e a vida de cada qual não merece qualquer esgar desprezivo como quem liquida e executa os que tenham défice de racionalite e do corte epistemológico Ciência/Religião, treta pedantolas e história mal contada, totalidade mal integrada.

Sim, temos de matar em nós todos os dias aquele que chasqueia e nenoscaba a Igreja dos outros, os próprios outros por serem outros, a Família dos outros, as opções livres dos outros.

Não te admires que eu, nestas coisas, não subscreva o final definitivo da fase Hitler e da Fase Estaline e da Fase Fidel e da Fase Pol Pot e da fase Sócrates. Está tudo em aberto ainda. Têmo-los a todos como excrescências de carne e acção maléfica possível dentro da nossa própria carne. E é preciso muito mais que a negação de isto para vencer isto, simplesmente porque isto começa no Coração, no Pensamento e, em certos dias e anos como os que vivemos, cheios de tecnocratas insensíveis, manipuladores de números e de estatísticas enganosas, o potencial de morte, da insensibilidade e mais crassa dureza de cerviz está muito mais ao rubro, ainda mais possibilitado.

Está sempre na nossa mão.

PALAVROSSAVRVS REX

Manuel Rocha disse...

Gostei da reflexão, Blonde.

Iria comentar algo com o sentido das palavras do Joshua. Mas ele fé-lo melhor do que eu seria capaz...:)

Caro António Almeida,

Não resisto a uma nota sobre o seu comentário, que é a seguinte: culpar Marx pelo que se tem passado em certos comunismos é o mesmo que culpar J Cristo pela inquisição ! Tenha paciência mas essa saiu-lhe infeliz...:(

Carol disse...

Blondie, my dear, para mim ditadura é ditadura, independentemente do quadrante político que representa.
No mais, concordo com António de Almeida - Hitler é visot por muitos como o maior facínora de todos os tempos, mas isso não é totalmente verdade.

quintarantino disse...

Pegando nas palavras do Manuel Rocha nem Cristo é culpado pela Inquisição, nem Marx certamente será por todo o esplendoroso mal do comunismo (no fundo, o marxismo com uma pitada de leninismo que, com diferentes variáveis, nunca deu frutos mais que mirrados) e certamente que nenhum dos nossos antepassados é culpado pelas nossas asneiras.

E, se prosseguirmos, vamos ao tema da Blonde da semana passada: se os antecessores não têm culpa das asneiras dos vindouros, porque carga de água os vindouros têm culpa das asneiras dos antepassados?

Querem um exemplo politicamente incorrecto? Eu dou ... um alemão que nasça hoje tem culpa de, eventualmente, o seu pai ou avô ter combatido na frente russa? Ou de ter pertencido às SS?

Fica aqui a pergunta.

Quanto aos dois "cavalheiros" abordados no tema de hoje temos mesmo de conceder que praticamente pouco os distingue ... tivesse Fidel Castro tido arte e engenho para declarar uma guerra à escala nacional-socialista e havia de ser o bom e o bonito. Digo eu!

Cada um deles, a seu tempo e seu momento representaram e encarnaram o rosto do Mal. Mais nada.

Claro que a Fidel coube a sorte de oportunisticamente lhe ter cabido em sorte, e ao Che e ao Camilo e a tantos outros, derrubar outro traste de seu nome Fulgêncio.

Hitler teve azar.

Primeiro meteu-se-lhe na ideia que havia de expurgar a Humanidade dos seus erros genéticos e biológicos e, à custa disso, todos os pensadores e intelectuais que tiveram o azar de ser vagamente conotados como contribuintes para o ideário nacional-socialista foram convenientemente arrumados na gaveta ou catalogados como perigosos facínoras.

Depois teve o supremo azar de ser burro como uma porta em gestão de estratégia militar.

E assim se queimou.
Hoje sabe-se, mas não se quer discutir, que os Aliados souberam, a dada altura do percurso, do que se passava nos Dachaus, Treblinkas e Auschwitzs mas que, apesar disso, os combóios lá continuavam a chegar. Curioso, não é? Especialmente se levarmos em linha de conta que cidades como Dresden foram bombardeadas a pedido da URSS e sem que tivessem qualquer valor estratégico.

No fundo, no fundo ... muitos de nós seriam uns trastes se as circunstâncias lhes dessem a oportunidade a tal.

Pol Pot era um imbecil, mas era um idiota letrado.
Imbecis e iletrados seriam apenas Mao e Stalin, mas tal não os impediu de funcionarem como verdadeiros rolos compressores esmagando vontades, pessoas, povos e nações. Alguém sabe ou quer falar dos povos deslocalizados por Stalin? Alguém quer falar do Tibete?

Veja-se Sarajevo onde vizinhos um belo dia acordaram e se passaram a matar alegremente.
Veja-se o Ruanda ...

Tantos, tantos mares de sangue ...

Finalizo com este remate ... quantos já foram ou conhecem pessoas que foram a Cuba em turismo (não como visitantes, antes como turistas) com a desculpa "antes que aquilo acabe" ... e falam todos das casas velhas, dos carros dos anos 50, das praias e, em calhando, de mulheres.

Prostituição, pedofilia, fome e presos políticos? Desculpe, está-me a tapar o sol ... importa-se de se chegar para o lado!

Está-se mesmo a ver que o próximo destino é a Coreia do Norte!

bluegift disse...

Também me lembrei do Lenine, que lá "anda" embalsamado num maosuleo subterrâneo na Praça Vermelha. É visitado todos os dias por filas super extensas de turistas e russos. Ele lá está, vivinho da silva.
Mas o Fidel, não sei. Então que dizer dos chamados grandes guerreiros do antigamente, o Gengis Khan e outros? E o Napoleão? O culto impressionante que é feito a um dos maiores imperialistas sanguinários de todos os tempos?
A História, pouco a pouco, terá que ir fazendo uma separação das águas, nem sempre muito isenta diga-se de passagem.

bluegift disse...

Quint,
Tenho eu culpa do que os portugueses ou os ingleses andaram a fazer pelas colónias? Ainda por cima sendo eu contra o colonialismo? Deve ser...

NuNo_R disse...

Boas...

Já se falou aqui de alguns dos mais tenebrosos seres que viveram ao cimo da Terra, mas eu queria referir um que todos conhecemos e que passou ao lado desta caixa de comentários. E Então o nosso ditadorzeco em ascensão não se poderá comparar a estes "seres maléficos"?
Então ele não nos anda a fazer bastante mal e a tentar tornar a nossa vida pior e miserável?!

Está bem que ainda não moreu ninguém nem nenhum povo, raça ou etnia foram exterminados, mas para nós Tugas já começou o "abate"cdesenfreado aos nossos direitos básicos.
Cada vez mais a nossa Liberdade é restringida, o nosso acesso à Saúde limitada, a Insegurança e o Crime vivem nas nossas ruas, a Educação piora dia para dia...
Então não será isso mau também?

é claro que depois poderão dizer que não é comparavel ao que aconteceu na Alemanha e que se vive em Cuba,mas por este andar e se "ele" levar embalo e for apoiado pelo "exterior2, não faltará muito para estarmos pior que os paises referidos...


abr...prof... bfds

Blondewithaphd disse...

Jesus, Maria, José tanto epíteto junto!!! Ele é imbecil, facínora, pulha, traste, burro, parvo, filho de uma senhora de comportamento dúbio... Pois eu acho que por muitos nomes que lhes apliquemos (aos supra-citados) é um favor. Essas criaturas lá têm designação? Lá podem ser adjectivadas?
Agora que nunca vi uma tão grande colecção de nomenclaturas nefastas, ai isso julgo que não e aqui nesta casa muito menos;)

lusitano disse...

Realmente às vezes parece que é mais "legitimo", ou menos condenável, matar e torturar à esquerda, do que à direita.
Se pudessemos bastava perguntar aos que foram torturados e morreram se se achavam mais felizes por o terem sido à direita ou à esquerda.
Lembremo-nos que apesar de tudo ainda temos um ditador embalsamado e visivel aos olhos de todos!!!em Moscovo.
Que raio de humanidade esta!!!

António de Almeida disse...

-Caro Manuel Rocha, talvez a minha comparação tenha sido de facto infeliz, fruto de ter escrito ontem á noite no meio duma polémica que ainda dura, entre vermelhos e liberais, que já anda por vários blogues, qualquer tema sobre o qual eu escrevesse teria forçosamente de sair tiro ao comunismo, este post da Blondie foi uma dádiva, sorry Blondie, mas o meu amigo também não foi lá muito feliz, pois comparar tácitamente Jesus Cristo a Karl Marx, é comparar a obra prima do mestre com a prima do mestre de obras. O primeiro foi um profeta, que por sinal tem muito pouco a ver com a igreja fundada em seu nome, o segundo tem muito a ver com a ideologia cujos principios foram por ele teorizados, quanto muito será alheio aos crimes do comunismo. Claro que Lenine, Trotski, Estaline e outros é que foram os criminosos, Marx foi um pensador cuja obra será daqui a 1 século irrelevante.

Kalinka disse...

Olá Tiago
para mim, nem um nem outro!

Bem que adoraria tirar uns dias da minha rotina habitual, casa-trabalho e ir sem direcção, por aí...Mas será que queria mesmo? Sózinha...
estou cansada de andar sózinha...

Queria ter as rédeas da minha vida e das minhas vontades na mão, neste momento não pode ser AINDA...

Queres vir comigo ao cinema?

Bom fim de semana.
Um abraço.

Blondewithaphd disse...

Antonio de Almeida,
No offense taken! (Gostei dessa da prima do mestre de obras. Muito lol!)

Manuel Rocha disse...

Ehehe...

António Almeida,

Mas olhe que eu não os comparei, pelo contrário, usei para mero exemplo de coisas que não têm nada a ver uma com a outra !

A partir daí um destes dias podemos polemizar sobre o resto, pois eu acho que cada um deles no seu oficio foram optimos mestres...de obras, se quiser. Pelos mestres de obra em geral devo dizer-lhe que os tenho em grande apreço, sobretudo quando deixam obras bem feitas, como foram os casos...:))

Sniqper ® disse...

Analisando os eternos debates, ouvindo as milhentas opiniões populares, fico pior do que estava, ou seja...

Nunca entendi o que treta é essa de Esquerda, Centro e Direita! Parece conversa de instrutor de escola de condução!

Depois, claro lá chega a bela da história da Ditadura e da Democracia, aliás engraçado, começam ambas por D...Hummm!

Como conclusão, chego ao final e pergunto:

- Será que na Democracia, onde tudo se resolve pela votação da Maioria, essa não será recheada de Ditadores?

Enfim, de conversa anda o Mundo cheio, de análises também, mas muito escasso em acções, é pena.

Tiago R. Cardoso disse...

Interessante este comparar de ideologias opostas que quando levadas ao estremo, aos olhos do mundo deixam de ter diferenças.

De facto é digno de estudo ver como dois caminhos tão diferentes levam ao mesmo lugar, falo no lugar em relação a transformar a adaptação radical de conceitos, levados ao extremismo da ditadura.

Como sempre o homem consegue desvirtuar as coisas interpretando-as à sua maneira, transformando ideologias em extremismo, enfim, normal...

Lampejo disse...

Blondewithaphd,

Eles Indivíduos sádicos!

O primeiro um lunático e racista, o outro um ditador que acreditou em um sistema que nunca deu certo em lugar nenhum e que ele utilizou em seu próprio proveito!

Obsessivamente mentirosos aproveitadores cínico, vaidoso até à demência, desprovidos de qualquer sentimento moral superior e de qualquer boa intenção por mais mínima que fosse, exceto, talvez, no sentido de usar as palavras mais nobres para nomear os atos mais torpes.

Assassinos,sem jamais demonstrarem remorsos,estupradores, exploradores de mulheres, opressores vis de seus empregados, agressores de suas esposas e filhos.

em suma,o panteão dos ídolos do esquerdismo universal,duas deformidades morais de fazer inveja à lista de vilões da literatura universal!

Desculpem-me pelo desabafo.

Bom fim-de-semana!

(a)braços e flores :)

antonio disse...

Blonde, como num ápice a história os sentou aos dois ao lado um do outro, em foto de família...

Seria isso possível se recuassemos cinco anos? Seria isso possível sem Bush? ;)