Na política, pelos vistos, é de besta a bestial!

Gosto de pessoas assim. Ponto.
Cheias de certezas absolutas onde outros hesitam.
Capazes de numa simples frase resumirem extensos pareceres da Procuradoria-Geral da República, de cilindrarem interpretações jurídicas e de nos animarem os dias.
Fala, obviamente, do jornalista do "Público", José António Cerejo.

O dito jornalista, em declarações a uma estação de televisão, garantia que o então deputado "não podia desempenhar qualquer actividade profissional. Ponto."
Ficou-me no goto esta sua capacidade redutora de transformar em dogma o que escrevera.

Eu tenho a impressão que o jornalista não deve ser uma pessoa muito, mas mesmo muito, perdulária na gestão do seu tempo.
E tenho de memória, e uma rápida pesquisa através do Google permite confirmar o que vou dizer, imensos escritos seus em que são sempre visados políticos do Partido Socialista.

Não sendo infelicidade ou obsessão de quem escreve, então é azar da pessoa colectiva visada que, a avaliar por muito do que por aí se escreve, acolheu no seu seio recolheu a maior cáfila de meliantes de que há memória.

Isto porque sou dos que não acreditam, nem aceitam a teoria da conspiração que alguns puseram a correr que naquele periódico tudo mudou desde que uma certa OPA correu mal!

Admitindo, por absurdo, que tudo o que Cerejo escreve é a mais cristalina das verdades e tudo o que Sócrates afirma rotunda falsidade, o que se alcança com aquelas notícias, para além da notícia em si?

Nada.
É que o português comum gosta de ser ele a ter o exclusivo da má-língua, mas convive mal com o bota abaixo sistemático.
Desconfio bem que com esta algazarra nem o jornal aumenta a tiragem, nem fere de morte José Sócrates.

Aliás, as reacções, se é que eram esperadas, não foram tão acaloradas quanto isso.

Jerónimo de Sousa, por exemplo, garantiu que não vai "usar como arma de arremesso" as notícias do Cerejo.
António Pinto Leite afirmou que "apreciações de ordem moral e ética devem ser feitas com rigor" e lembrou que em 2009 o que vai contar será "a relação entre o grau de credibilidade de Sócrates perante os portugueses e a situação no PSD".

Cavaco Silva foi ainda mais lapidar: "É bom que tenhamos agora quatro dias em que não se fala de política, para os portugueses não pensarem nisso e os próprios políticos poderem gozar com tranquilidade".

Isto é, vale o que vale o que o Cerejo escreve.
Para mim, que aqui tenho criticado a acção do Primeiro-Ministro nalguns sectores, até já fede tanta insistência do “Público” nesta tecla.

Pode não ter nada a ver, mas não sei se repararam que bastou Correia de Campos sair do Ministério da Saúde para logo muitas das carpideiras analistas que temos saírem a terreiro a bradar que não se faz.
No futebol é de bestial a besta; na política, pelos vistos, é de besta a bestial!

42 comentarios:

António de Almeida disse...

-Não sou eu que irei defender ou atacar o jornalista José António Cerejo. No entanto ao que apurei, trata-se de alguém que faz jornalismo de investigação, e que demora no mínimo uns seis meses a mostrar trabalho na redação, sendo frequente que alguns companheiros olhem para ele como alguém que trabalha pouco. Até ao momento em que surjem "pérolas" destas é claro, aí lucram todos, e quando surje um desmentido nos termos em que o PM o fez, também aqui não estou a emitir juízos de valor, dá-se um cerrar fileiras, mesmo por parte daqueles que manifestaram muitas reservas iniciais aos "factos" noticiados. Segundo um jornalista com responsabilidades na RTP, que em tempos chefiou J.A.Cerejo, trata-se de alguém meticuloso, que não publica sem verificar e cruzar fontes, o que leva por vezes os chefes, ávidos por vender, a exasperarem. Provavelmente, e agora já estou a emitir a minha opinião, J.A.Cerejo não simpatiza lá muito com o PS, buscando aí eventuais "casos", que noutros sítios também encontraria, mas tenho para mim, que o jornalismo de investigação é extremamente necessário, lamentando que não existam muitos mais, pois certamente o que não faltará é matéria por aí, não apenas no PS, e se muitos mais acontecimentos vierem a público, penso que uma renovação total dos politicos não faria mal ao país, e se alguém tivesse certeza que ao entrar na política veria a sua vida profissional vasculhada, alguns não iriam para tal actividade, outros teriam mais rigor na sua actuação. A fronteira para mim, coloca-se em assuntos do foro pessoal, isso são não noticias, quero lá saber quem anda com quem, nunca comprei uma revista cor de rosa.

quintarantino disse...

Provedor do Leitor no "Público". Esclareço que também nada tenho contra o dito jornalista, mas consulte-se o link acima para se ver que, às vezes, as coisas descambam.

Carol disse...

Um dia sonhei seguir o jornalismo. Queria ser jornalista de investigação ou repórter de guerra... Se o tivesse decidido fazer, qualquer que fosse o caminho escolhido, seria meticulosa, esforçar-me-ia por verificar a credibilidade das minhas fontes e, acima de tudo, procuraria ser isenta e imparcial.
Não me parece que seja o caso.

Vou passar amanhã para reler. Certamente, haverá mais para comentar, mas a esta hora... Yuo know me, bro!

SILÊNCIO CULPADO disse...

QUINT
Não é só a nível político que se passa de besta a bestial. Os valores andam por baixo numa sociedade doente que, para lamber as feridas, procura rever-se nas figuras de proa.
Relativamente às notícias sobre o Primeiro-ministro há que ter em conta dois factores fundamentais:
a motivação do Público que, a estar ligada a vendettas pessoais, em nada abona a estrutura ética dos seus mentores, e a questão jornalista de fundo que não pode, ou não deve, ser questionada.
Efectivamente José Sócrates tem estado debaixo de fogo o que, até poderá ser salutar numa democracia que se preze e com políticos que nada têm a esconder. O problema consiste quando as evidências apresentadas não conseguem ser desmentidas de forma convincente. Neste caso, aparecem pessoas, sobretudo do seu quadrante político, ou grupo de interesses, a atacar os profissionais da comunicação, que estão a fazer o seu trabalho.
Com todos os vícios que se possam atribuir à comunicação social, e devemos fazê-lo dentro daquilo que defendo como crítica construtiva visando a correcção e a melhoria, é a comunicação social livre que nos dá o garante da democracia. É bom que não o esqueçamos.

Zé Povinho disse...

O jornalismo tem um pecado capital que é a dependência de grupos económicos, com interesses que nem sempre são coincidentes com as políticas dos governos. Quanto a este jornalista, não o conheço muito bem apesar de ter lido algumas notícias com a sua assinatura, contudo devo notar que o PS, ou melhor o governo, também faz a gestão das notícias como se vê pela saída imediata da investigação sobre membros do PP para minimizar os dano. Tudo boa gente e com a imprensa a reboque.
Abraço do Zé

NINHO DE CUCO disse...

QUINT
Vamos falar claro sobre a questão das críticas ao governo PS e ao PM. Há críticas e críticas.
Há os que criticam para apoiar porque reconhecem que, se disserem tudo a favor, perdem audiência e portanto há que dar uma no cravo e outra na ferradura, para ressalvar o essencial. Desta prática tenhamos como referência o grande mestre Cavaco Silva. Não é por acaso que o JN, de hoje, refere que nas hostes cavaquistas se fala da preocupação do PR por a credibilidade de José
Sócrates estar em queda pelas sucessivas querelas que envolvem o primeiro-ministro e obrigam a constantemente dar explicações - casos do referendo europeu, dos estudos sobre o novo aeroporto, da remodelação governamental e até das investigações do Público dos últimos dois dias.
Depois há aqueles que, são o cidadão comum como eu, sem cartão partidário, e que ouvem e analisam as diferentes correntes de opinião e que ficam com um saldo negativo na imagem de credibilidade de José Sócrates.
Porém estes críticos legítimos, que não estão presos a teias partidárias, e manifestam o seu sentir com toda a frontalidade, ouvem logo uns ais fundos dos falsos críticos que revidam de imediato dando com a marreta na cabeça do opositor. Há pois grandes diferenças entre as verdadeiras críticas e o faz de conta.
Lídia Soares

quintarantino disse...

Lídia Perfeitamente de acordo que os valores andam por baixo.
Também estamos de acordo com a necessidade imperiosa e absoluta de uma Imprensa livre e de o próprio visado (ao caso José Sócrates) se apresentar convincente nas explicações.
O problema é que começo a crer que seria sempre a mesma coisa. Fossem as mesmas convincentes ou não.
Puxei o exemplo de Correia de Campos por isso mesmo. Fiquei pasmado de ver agora Dias Loureiro defender o ex-ministro.

quintarantino disse...

Zé Povinho Grande verdade a que o amigo aqui deixou.
Quanto ao aparente contra-ataque sobre o PP e Telmo Correia terá vindo de que lados (a ser político)? A quem interessa mais um PP debilitado?

quintarantino disse...

Ninho de Cuco Pois há, há críticas e críticas.
Mas verdadeiramente importa falar e colocar as coisas em cima da mesa. De qualquer forma, reafirmo que me parece que ao caso se está a pretender mostrar e até provar a falta de carácter de José Sócrates. E isso, também o digo de novo, parece-me perigoso. Basta não se saber parar a tempo. Lembra-se da história de António Vitorino? Parecia a queda do império romano e, no fim, aos costumes quase nada!

Menina_marota disse...

Lembro-me como as "coisas" reverterama favor de Mário Soares, quando ele, foi agredido no Porto...

Andar constantemente a bater no "ceguinho" não leva a lado nenhum, a não ser começar o próprio povo a desconfiar...

Eu não gosto da política actual, confesso, mas acho de mau tom andarem a vasculhar o "lixo", a não ser que seja, por uma COISA MESMO MUITO IMPORTANTE!

E, a propósito, não votei no PS nem em Socrates...

Um abraço e bom Carnaval ( que as máscaras caiam... ) ;))

Tiago R. Cardoso disse...

Alguns factos interessantes,

Grande jornalismo, sim senhor, andar a vasculhar a vida de alguém desde à 20 anos, aguardo com entusiasmo saber quantos chupas-chupas o Sr. José Sócrates roubou quando andava no jardim infantil.

Responder como se fosse o único "santo" no país, ele fez aquilo tudo, era tudo dele, pois eu acredito, quem não conhecer a realidade do país acredite também.

Dois dias seguidos a disparar nas páginas de um jornal, coincidência, pois...

Alguns políticos da oposição a não aproveitarem a deixa, fácil, estam a ver que pro este caminho Sócrates passará de mau a vitima e de seguida novamente PM.

Maria P. disse...

Muito bem.
Por este tipo de notícias e ou não-notícias é que acreditar ou tomar posição cada vez é mais improvável.
As pessoas desligam-se destes enredos que não levam a lugar algum...

lusitano disse...

É velho o ditado: «Quem anda à chuva molha-se».

Houve tempos em que me incomodava o ataque sistemático aos politicos, porque achava que eles tinham direito à sua privacidade e até a alguns erros cometidos no passado.
Mas perante as respostas dúbias e muitas vezes ridiculas como esta da exclusividade que não estando "consagrada" na lei, não constitui ilicito, dá vontade de perguntar se não deviamos vasculhar muito mais para percebermos até que ponto estamos a ser governados por "gente de bem".
Acrescento ainda, (e não é pessoa do meu agrado), que não me lembro de tanta gente se incomodar com o ataque ao primeiro ministro, quando foi com Santana Lopes...
Quanto ao jornalismo...às vezes parece-se com os pareceres juridicos, tem sempre resposta àquilo que se pretende...

NuNo_R disse...

Isto no fundo é bom é para entreter o povo, que gosta sempre de uma "boa peixeirada" na politica.
Pois se até os politicos desvalorizam este caso e o "outro", somente a plebe para esfregar as mãos.

É do género " lixas-nos a nós povinho, mas tb não te ficas a rir" eheh

NÓMADA disse...

Quint
Não sei se se está a tentar provar a falta de carácter de José Sócrates. O Público poderá estar agora o cidadão comum, como eu, que não anda a mando dos partidos, já não será bem assim. Agora as coisas devem ser postas em cima da mesa para que as conheçamos e façamos os nossos juízos que serão necessariamente diferentes de uns para outros.
O mal não está em vasculhar a vida dos políticos. Quem não deve não teme. Eu não me importo de ser escutada nas chamadas que faço, por exemplo. E no fundo, apesar da fumaça, esta é sempre varrida pelos ventos dos interesses e a verdade nunca se apura. Mas não é só sobre José Sócrates que deverão incidir as investigações jornalísticas. Devemos conhecer os comportamentos éticos, ou não éticos, de todos os que são, ou pretendem ser, poder e governar os nossos destinos.
Agora repito: vendetttas e mortes políticas não ajudam a democracia. E não me refiro apenas à comunicação social mas a muitos comportamentos de políticos e figuras da praça. Quando não se lhes dá o que querem toca a desancar. Isso enoja-me.
Por outro lado, a minha opinião é que José Sócrates resistirá a tudo embora fiquem marcas no que respeita à sua credibilidade. Porém nenhum outro político, e muito menos os que lideram os partidos da oposição, tem a sua inteligência, o seu espiríto de perseverança e de trabalho e o seu espiríto hábil e atento. É um homem de grande categoria mesmo quando está a mentir (ou pelo menos é convicção de muitos de que o está). Ninguém o vence nos debates do parlamento mesmo os mais afortunados em termos de retórica. E o seu principal adversário, o PSD,mesmo quando tem razão fica KO, estendidinho ao comprido.
E tem conduzido a política externa com mestria. O recente acordo celebrado com Hugo Chavez é para ser aplaudido de pé.
Apesar de não ir votar nele porque não gosto de muita coisa que vejo, ainda assim o prefiro ao Menezes, sinceramente.
E agora que abri a minha alma em termos de política, por favor não me apontem as armas: já nos basta a comunicação social estar ao serviço do poder. Pelo menos na blogosfera deixem-nos ser livres.
Lídia Soares

Joshua disse...

Em primeiro lugar, José Sócrates controla a seu bel-prazer o grosso dos Media Nacionais. E controlar, quando se sabe do mister, signigifca muito, muita margem de minimização de estragos. O que não possa fazer, o burburinho anedotesco da licenciatura e das assinaturas de favor que por aí ande não contam para as contas finais. Ponto.

Só o Público parece por vezes desalinhado de esse controlo com artigos de investigação delicados e beliscadores como os de Cerejo relativos ao passado adolescencial do Zé. Ponto.

Os estragos do Passado do Primeiro Ministro sobre o Presente do Primeiro Ministro são minimizáveis pelo controlo exercido pelo Primeiro Ministro sobre a generalidade dos Media. Ponto.

O PS tem um espírito implantado de monopolismo governativo e de dois pesos e duas medidas em relação à honestidade nos políticos, basta ler e ver a velha raposa Mário Soares ou mesmo o paradigmático Almeida Santos para compreender o alcance do dictat: para os amigos tudo, para os outros nada. Nada se tolera a Santana. Tudo se tolera a Sócrates. Mas mesmo tudo.

Santana e o PSD nunca controlaram os Media e mesmo quando Sócrates, naquela célebre sessão do Parlamento, falava desse controlo, a coisa era na verdade uma uma anedota. A gestão de Santana e do PSD com a questão Marcelo-TVI demonstra a inépcia e o nervosimo descontrolado de esses tais sobre os Media.

Em síntese, Sócrates não tem de se preocupar: todos sabemos do seu maquiavelismo, do seu apetite para salazarentar, da sua vaidade ilimitada e sem semancol, da sua cara de pau e indiferença-desprezo infinitos para com o Povo, da sua auto-concepção messiânica-de-si e de imprescindível aos desígnios nacionais.

Por sua vez, a generalidade do Povo com rendimentos miseráveis tem o mesmo empenhamento na democracia como teve na ditadura ou sob qualquer regime: ZERO.

Porque o regime, República, Monarquia, Anarquia, Democracia, é-lhe irrelevante, desde que tudo corra bem. Sócrates é-lhe, ao Povo, irrelevante, desde que a coisa pública ande. O homem é habilidoso da câmara?, o zé-assinaturas de favor?, o espertinho das licenciaturas instantâneas? E daí.

Vamos mas é votar nele que fica bem na fotografia e tem coragem para meter as corporações em respeito, desde que não seja em ano de eleições - hão-de pensar.

PALAVROSSAVRVS REX

As Sombras de Fim do Dia disse...

Eu gostei, do que li, do que foi debatido, não me sinto mal, nem incomodado. Mas uma coisa é certa, politica e futebol, nem o diabo escolhia!

Compadre Alentejano disse...

Todos nós sabemos que a política é uma hidra com muitas cabeças, logo, os políticos também.
O jornal Público apenas está a fazer o seu trabalho , e julgo eu, com grande coragem,
O que me chateia nisto tudo, é haver políticos tal como os ídolos, com pés de barro. Nós pensamos que são impolutos e, afinal de contas, estão num lamaçal autêntico.
Conheço o Cerejo desde os tempos do Expresso,é um excelente jornalista de investigação e vai até ao fim. Vais ver que ainda saltam mais coelhos...
Um abraço
Compadre Alentejano

quintarantino disse...

Menina Marota, há tanto tempo que não nos líamos. Tenho de me penitenciar por tal falha. Quanto a Mário Soares, a agressão de que fala não é a da Marinha Grande?

quintarantino disse...

Tiago o problema nem estará nos chupa-chupas, se tudo isso não obedecer a um desígnio escondido!

quintarantino disse...

Maria P, minha cara e enorme amiga, não podemos, nem devemos desligar. Nem isso, nem deixar de pensar. Isso traz perigos incomportáveis.

Peter disse...

Tenho muito pouco tempo e cada dia que passa, menos tenho, por isso não o desperdiço a ler jornais. Folhei-os e leio as "gordas".
Mas quero falar um pouco sobre Correia de Campos:
- considero o SNS uma das boas realizações do PS;
- é possível que necessitasse de ser remodelado e rajustado, face às actuais situações sociais, humanas e económicas;
- mas Sr ex-Ministro, não se fecham serviços, que podem ser maus, mas que são algo a que as pessoas recorriam e como tal se sentiam apoiadas, sem oferecer algo de melhor.

quintarantino disse...

Lusitano, olhe que não, olhe que não. Houve, de facto, quem se preocupasse com os ataques a Santana, mas também havia muito lacrau de dentro (até parceiros de coligação) que os promoviam.
Quanto ao jornalismo, e quando este é como os pareceres jurídicos encomendados, não vale nada!

quintarantino disse...

nuno_r, não creio que no caso vertente a haver orquestração as coisas passassem por um conluio entre o autor das notícias e o visado.

quintarantino disse...

nómada, olhe que eu importo-me que me ouçam as minhas comunicações. Uma conversa ou uma palavra fora do contexto e é o caraças.
Fez uma boa síntese no que concerne a José Sócrates.

quintarantino disse...

Joshua, ponto!

quintarantino disse...

as sombras de fim do dia, olhe que a política pode ser uma arte fascinante se feita com elevação e dignidade. E o futebol bem jogado até não é mau. Infelizmente, nada disso abunda.

quintarantino disse...

Compadre Alentejano, ainda haverá mais para vasculhar? O Senhor nos ajude ...

quintarantino disse...

Peter, concordo plenamente com o meu amigo. O Serviço Nacional de Saúde como está é um caos, mas reparou que agora, depois do amigo se ter ido, é que surgem alguns "figurões" a dizer bem dele e do SNS? Dias Loureiro é um exemplo. Onde esteve ele durante este tempo? E porque não falour antes?

bluegift disse...

"Vira-se o feitiço contra o feiticeiro" e é o que o Público vai ganhar com essas mesquinhices.
Também não percebi porque é que o ministro da saúde saíu; provavelmente não estava para estragar a vida com chatices, e, provavelmente, com razão. Estamos mal...

C Valente disse...

Não gosto do sr engenheiro, mas penso que esta politiquice de má lingua, pois muitos e muitos engenheiros deste país e arredores, usou e abusou deste tipo de actividade agora acusada ao PM, e que era e provavelmente ainda é moeda corrente, conheci algumas situações identicas na C.M. Lisboa, para mim o importante e as acções agora praticadas
Saudações amigas e o meu obrigado

quintarantino disse...

Bluegift, estamos mal, estamos. Já lá dizia o D. Carlos que isto era a piolheira!

quintarantino disse...

C Valente, o meu amigo em poucas palavras disse muito.

Peter disse...

Quintarantino

Daquilo que eu disse (pouco) o que considero mais importante é isto:

"não se fecham serviços, que podem ser maus, mas que são algo a que as pessoas recorriam e como tal se sentiam apoiadas, sem oferecer algo de melhor"

Primeiro destrói-se e depois constrói-se?

Senão porque é que as pessoas comuns se manifestaram às centenas, ou milhares, em todo o lado?
Foram todas manobradas pelo PCP?

Infelizmente na n/imprensa há muita gente a querer dar nas vistas e muito desejo de vender papel. Perde-se o tempo com "tricas" em vez de se procurarem abordar, com honestidade, os reais problemas que nos afectam.
O que me interessa a mim que o 1º Ministro seja Engenheiro, ou "Engenhêro"?

O que é o PSD actualmente?
Um "saco de gatos".

quintarantino disse...

Peter, eu já aqui, na blogosfera, disse algures que no SNS e com Correia de Campos se equacionou um plano ambicioso, demasiado até, onde me parece que falharam algumas das variáveis.

E depois, no fervor e furor de controlar o défice, o Governo fez tábua rasa de um princípio elementar neste domínio: primeiro arranjam-se alternativas sérias e capazes.

Quanto à alusão ao PCP, penso que Sócrates ao acusar a CGTP esgrime um espantalho que já não assusta tanto quanto isso.

No mais, e também já o disse, acho que são muitos os que não querem saber se Primeiro-Ministro é engenheiro, doutor ou trolha. Querem é que governe bem e que tenha carácter.

Joshua disse...

Tarantino, ponto de interrogação???
Reparaste no texto do Cerejo? E no que respondeu, quando interrogado sobre a matéria?

Dizer 'Ponto' é um tique muito dele.
Mas também de um certo cromo entrevistado na TV, de cigarro em riste, que a cada frase lacónica, acrescentava pedantolasmente: Ponto.

Fora isso, não tens dado acordo de ti! Que se passa? Ponto de interrogação?

PALAVROSSAVRVS REX

antonio disse...

Quint, em calhando o homem para além de jornalista tem formação de jurista, que é assim uma subespécie de advogado, mas mais lerdinhos das ideias... vai ver o homem tem desculpas! ;)

quintarantino disse...

Joshua tenho andado mais por aí do que por aqui. Imperdoável, eu sei.

quintarantino disse...

António, jurista é advogado lerdinho das ideias? Mau ...

Fragmentos Culturais disse...

Confesso que 'política' não é um assunto que goste! Convicção absoluta!!

Aspectos que focou e em que lhe dou razão:
1. A nossa veia de má língua acompanha-nos desde os primórdios da nacionalidade.
Leia-se a poesia trovadoresca, 'cantigas de escarneo e maldezer'!

2. A 'mania da perseguição' também faz parte, infelizmente, da política nacional, desde sempre.
Recorde-se D. Teresa e seu filho o fundador deste 'Reino Portucale'!

3. A citação do Presidente da República, representante de todos os Portugueses, fez-me 'varar' de espanto!?!

4.Gostei do trocadilho feito à volta dos vocábulos 'besta' e 'bestial'!

Finalmente... quase parece um país de 'opereta'!!

Sensibilizada pelo olhar atento em 'fragmentos'! Não tenho andado muito comunicativa... fragmentos da vida...

Continuação de excelente semana!

quintarantino disse...

Fragmentos Culturais, grato e ainda bem que nalgumas coisas me compreendeste e percebeste.

C Valente disse...

E parafraseando o post acima, e os burros somos nós
Saudações amigas com um abraço