Hoje deu-me para vos dar música!

Já alguma vez batalharam contra um tema impossível?

Contra um assunto que poderia ser um texto a pedir meças e, sabe-se lá porquê, não vos sai nada? Pois, é que eu, à altura de estar especado frente ao computador a escrever este texto, estou assim.

Fosse um criador, um literato ensaiaria dizer que estava numa fase de bloqueio. Assim, nem sei que lhes diga…

Imaginem que se me meteu na cabeça que havia de escrever sobre música. A coisa andou a atormentar-me (e ainda o faz pois tenho a certeza que no fim de ter escrito esta coisa horrorosa, me arrependerei), mas como também me caracterizo por uma certa teimosia…

Recordo que, tendo sempre ignorado soberbamente a vastíssima colecção de discos de fado de meu pai (o que, na generalidade, ainda faço tirando o Marceneiro, o Ferreira Rosa e a Noronha, nos da velha escola), havia por lá uns discos dos Shadows, Cliff Richards, Tom Jones e de uns The Archies que me abriram portas ao admirável mundo novo do “yé-yé”.

Já um pouco mais “espigadote”, e também já por terras de Portugal abandonada que foi a minha saudosa Pretória (hoje Tswhane), deu-me para começar a ouvir o Luís Filipe Barros no “Rock em Stock” e o António Sérgio, especialmente no “Som da Frente”.

E foi num concurso qualquer do Luís Filipe Barros que me saiu na rifa o meu primeiro álbum.
Nada mais, nada menos que os Camel com o “Rain Dances”. Iniciava assim uma discografia que contou com centenas de álbuns e hoje conta com centenas de cd’s.
O passo seguinte foi comprar os The Police que rebentavam com as colunas com o “Reggatta de Blanc”.

Andei depois por ali entre os Talking Heads (de quem tenho a discografia toda) e muito do que era new wave (sei lá, assim coisas tipo Martha and the Muffins que tinham um êxito e depois desapareciam…).
Digamos que era um tipo de gosto variado… os ditos Camel encontraram parceiros no Mike Oldfield, nos Yes, nos Van der Graaf Generator, enquanto que dos The Police cheguei ao ska e ao reggae … algures lá pelo meio entraram-me porta dentro os Sex Pistols e os Ramones que, para mim, metiam aqueles num bolso!

Devia ser um gajo meio esquisito, pois passei a ser assim uma espécie de enciclopédia ambulante a quem os amigos consultavam para se inteiraram e informaram sobre tendências, discos e novidades.
Um, com apurado sentido para a música que a cocaína haveria de abafar, tinha uma daquelas bandas de garagem e que, aqui e ali actuava nuns bares com “covers”, sabendo-me perito em inglês nomeou-me “pilha letras” oficial da sua banda… eu ouvia as músicas e tentava sacar as letras em versão completa... coisas que a "internet" veio simplificar!

Com outros dois percorríamos discotecas onde passávamos tempos infinitos a ouvir discos e, quando o “graveto” escasseava e o dono se distraía, um ou outro disco saiu abafado dentro daqueles famosos blusões muito largos que se usaram! Sim, sim… foi assim que conheci os XTC e pus as mãos nos Joy Division

Estes últimos, saídos da escola do som de Manchester, levaram-me a conhecer meandros mais soturnos por onde passavam coisas ainda hoje complicadas de ouvir para muito gente. Death in June, Virgin Prunes, Test Department e Diamanda Gallas são apenas exemplos de sons quase industriais que me afagavam um espírito atormentado!

Já mais nos trintas é que me dignei olhar para aquilo que antes desdenhara: os “seventies” e “sixties”… sim, imaginem que eu, a certa altura, achava tipos como os Stones e os Doors poucos dignos de crédito, apenas dando atenção aos Velvet Underground, ao John Cale e à Nico.

Hoje, como lhes disse, na casa dos quarenta, consegui repescar quase de tudo… e é por isso que até tenho um catálogo incipiente em que tive de classificar em grandes grupos a colecção de discos… agora, conforme a estação e o estado de espírito, o som.

Se estiver mal disposto ou “down”, sai metal ou um som mais acelerado. Não sei se é por os anos irem de chumbo mas ultimamente muito tenho eu ouvido de Metallica, Led Zeppelin e AC/DC

Não posso deixar de finalizar sem publicamente afirmar que com este texto pretendo mesmo desafiar uma enorme amiga a aprender a gostar de Nick Cave! Com ou sem os Bad Seeds...

E vocês? Que sons vos apaixonam?

49 comentarios:

quintarantino disse...

Peço imensa desculpa a quem estava à espera que eu falasse de Santana Lopes e dos elogios a Sócrates e das flechadas a Menezes ou da entrada de Ralph Nader na corrida presidencial americana ... há dias em que nos apetece ter ideias tontas!

Manuel Rocha disse...

Fez muito bem Quint...:))

Pela parte que me toca achei o post excelente ! Autêntica lufada de ar fresco. Chamo a isto irreverência prática ! E gosto !

:))

NuNo_R disse...

Boas...

Eu oiço um pouco de tudo. Depende do meu estado de ânimo.
Mas uma coisa é certa, música não pode faltar...
Mas em geral ouço ChillOut, Lounge , Hard-Rock, Heavy e gothicMetal...


abr...prof...

António de Almeida disse...

-O meu amigo faz aqui umas quantas referências que também são minhas, como o Rock em Stock ou o Som da Frente, e quando podia um saltinho até á febre de sábado de manhã. Era também a minha adolescência. O meu primeiro álbum, considero-o assim porque foi o primeiro onde investi o dinheiro da mesada, foram os Ramones - End of the century. Na sua lista há uma falha óbvia de época, os Pink Floyd, que se não estiver errado, julgo que aprecia. Poderia também falar de Clash, U2, David Bowie, Deep Purple, e os mais recentes, Nirvana, Soundgarden, Pearl Jam, Red Hot, Dave Mattews, Joe Satriani, Jeff Buckley, Beck, Bjork, Radiohead, Dead can dance, This Mortal Coil, Cocteau Twins, Japan, Massive Attack, Cramberries, Suede, Blur, Divine Comedy, P.J.Harvey, Portishead e muitos outros, estes são apenas alguns dos autores das largas centenas de pilhas de CD's que andam espalhadas entre o meu escritório, sala e automóveis.

Paulo Vilmar disse...

Quintarantino!
Fora os grupos brasileiros, que nos anos 80 foram muitos e bons,sempre ao estilo do velho e bom rock inglês, senti-me contemplado com tudo que escrevestes!
E dá-lhe metal pesado, com estes tempos... Podes ouvir Sepultura, também vale a pena!
É isso ou façamos com aquela senhora e compramos uma escada para o paraíso...
she's buying a stairway to heaven...
Abraços!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Um bom post! Não sabia que tinha vivido em Pretória (África do Sul).
Também não gosto muito de fado e tanto quanto sei admira um fadista do Porto! :)
Prefiro Robbie Williams ou Aimee Mann ou Sting e nessa linha!
Fiz um comentário honesto no outro post, mas mal compreendido. Aprendi a lição! Mas sou homem de rigor...
Também me sucede o que lhe sucedeu hoje. Nessas situações, apago as luzes, dirijo-me às estantes e tiro um livro e geralmente encontro um tema inspirado no livro, no autor ou na área. Ou trato do autor e apresento-o! Não planifico nada... E o resultado é um post surpreendente! Foi o que lhe aconteceu... :))

Blondewithaphd disse...

Dearest, what an amazing and surprising post!!! Loved it! However, I'm afraid I'll stick to Cliff Richard and The Police (can you believe I arrived late as hell to their concert a few months ago? Stupid, silly me!!).
And please, please, please don't think less of my poor soul for liking Sir Cliff;)
Nick Cave?! Man... we've already talked about it, haven't we? :)

Here's the deal, you join me for Backstreet and I'll try my very best and very hard to listen to Cave.

lusitano disse...

quintarantino

A diferença de idades leva-me a dizer que quanto a fado o teu gosto é impecável, embora se pudessem juntar uns outros, entre os quais Herminia Silva a quem tive o prazer de ouvir cantar fado a sério.
Quanto aos Shadows e outros desse tempo e logo a seguir também são boas escolhas...
Os outros não me pronuncio por desconhecimento de os ouvir tempo suficiente.
Atenção, não estou a dizer que no meu tempo é que era!...estou a dizer que não tenho experiência suficiente para uma "qualificação" própria.
De resto o post é excelente...

bluegift disse...

As coisas que uma pessoa descobre quando os gostos musicais são revelados. Eu pensava, por ex, que o antónio de almeida (quando é que certos internautas vão aprender a fazer nicks?) era de uma época mais 50/60s. E esta, hein?!

Voltando ao excelente tema que escolheste para hoje e à excelente forma como o apresentaste (sim, escreves com muita facilidade, não inventes desculpas;)), direi que gosto de todos os géneros musicais, e quando digo todo é mesmo todo! Da clássica à worldmusic, apesar de, evidentemente, só apreciar algumas das músicas de cada género.
Vou apenas referir-me ao gosto musical dos géneros principais que referiste: pop/rock/alternativa e pouco mais.

Inclui na minha discografia todos os grupos que citaste excepto os "Death in June, Virgin Prunes, Test Department e Diamanda Gallas". Inclui ainda os do antónio de almeida e dos outros comentadores até ao momento.
Adiciona ainda (bem resumidinho):
Sigur ròs, DaftPunk, DePhazz, lambchop, elbow, cousteau, eels mark kozelek, five for fighting, coldplay, prefab sprout, echo and the bunnymen, new order, psycadelic furs, soft cell, matt bianco, tears for fears, aztec camera, ultravox, thompson twins, sade, sigue sigue sputnik, smiths, tom waits, ryan adams, limpkin park, laurent garnier, múm, chemical brothers, zero7, thievery corporation, gold frapp, and so on.

Dentro dos géneros "mais actuais", gosto de algum house, techno e trance, p.ex. felix de house cat, e de muito pouco, mesmo muito pouco hip-hip; deve ser o género musical onde encontro menos músicas interessantes e a aparecerem e morrerem com uma rapidez extraordinária. A determinada altura acho mesmo um verdadeiro vómito, é tipo vira-o-disco-e-toca-o-mesmo desde há 15 anos a esta parte...
E fico por aqui, senão ficas sem caixa de comentários ;)
Da próxima vez tenta abordar o tema por géneros, um a um.

Nick Cave, gosto de algumas. Não sei se vais conseguir convencer a nossa colega, é um género de música mais... digamos... masculino, não encontro melhor termo.

bluegift disse...

Boa Blonde, gostei dessa! Aí está uma estratégia muito bem incluída na boa arte da negociação ;)

Carol disse...

Este teu post foi uma surpresa bastante agradável... E fez-me recordar os velhos tempos, em que te ouvia a ouvir música. Graças a esses momentos aprendi a apreciar música.

Pena que o fado não te tenha tocado. O pai conseguiu influenciar-me e actualmente aprecio ouvir os que nomeaste, mas também Camané e Ana Moura (de quem sou fã incondicional).

De resto, gosto muito dos Jethro Tull, Chris Cornell, Dave Mathews Band, Metallica, Yes, Three Doors Down, Leonard Cohen, Stone Temple Pilots, U2 (que adoro), Creed, Evanescence, Satrianai, Steve Vai, etc.

E dos portugas, ninguém fala?

Pela minha parte, gosto muito da loucura do Reininho e de sus muchachos, do Jorge Palma, Dos Clã, Sérgio Godinho, Zeca Afonso, Carlos Paredes, Gonçalo Pereira, entre outros.

Nick Cave também gosto. O bilhete para o concerto seria uma boa prenda de aniversário?

Carol disse...

Ah, esqueci-me do excepcional Tom Waits!

lusitano disse...

Tom Waits também gosto...

quintarantino disse...

MANUEL ROCHA, homem de Deus nem sabes as saudades que tinha de te ver por aqui a "palrar", mas convém não fazer batota.

O amigo fugiu às questões como um verdadeiro político e isso não vale.

Nós queremos é saber o que é um homem da biodiversidade, da ecologia e reflexão gosta de ouvir.

NUNO e vamos dois ... conforme o estado de alma, conforme o som!

Alguns dos teus gostos já os conhecia de ver posts no teu excelente blogue.

quintarantino disse...

ANTÓNIO DE ALMEIDA, amigo vamos fazer um esforço para colocar de lado o formalismo do "você"? Se puder ser ... afinal, somos os dois uns "teenagers" de espírito.

Pink Floyd, Clash, U2, David Bowie, Nirvana, Pearl Jam, Red Hot, Jeff Buckley, Beck, Bjork, Radiohead, Dead Can Dance, This Mortal Coil, Cocteau Twins, Japan, Massive Attack, Cranberries, Suede, Blur, Divine Comedy, P.J.Harvey, Portishead? Sem problema algum.

O meu problema ali era mesmo falta de espaço, mas admito que deixei imensa gente sem referência que faz as minhas delícias.

PAULO VILMAR, recordo assim de repente como gostos tropicais e que não mencionei também os Secos e Molhados, os Mutantes e a Rita Lee, o Gilberto Gil, o Ney, o Caetano, o Milton ... a Marisa Monte, os Mamonas ...

quintarantino disse...

J. FRANCISCO SARAIVA DE SOUSA, é verdade meu caro ... quase onze anos! E como eu gostava de África e como eu aspiro a um dia poder regressar, embor atenha sabido há pouco que alguns dos meus locais emblemáticos (como a minha antiga Hercules Primary School) terão desaparecido.

Aimee Mann? Not bad, not bad at all!

Caríssimo, os seus comentários são sempre bem recebidos. Interpretei-o como franco. E a franqueza acima de tudo.

BLONDEWITHAPhd, I'll go with you see Backstreet Boys in the day you eat soup with potato ..

Carol disse...

Ah, os Mamonas, que saudades! Mas também gosto do Djavan, da Vanessa da Mata, de Sting, Pink Floyd, Michael Bublé, Creed, Alter Bridge, David Gilmour, Lúcia Moniz...

Blondewithaphd disse...

Quinn, I'm not buying that blackmail you know? Comparing music to soup! Are you nuts?

The deal is still on and it's my deal or no deal! (and don't you soup me!)

quintarantino disse...

LUSITANO, então havia lá eu de interpretar que o facto de não se conhecer significa que não achemos que tem qualidade?

Eu próprio já não consigo acompanhar tudo o que por aí se faz. O que me vale agora são as herdeiras, especialmente uma que insiste em Rihanna's, Beyonce's e afins!

Conheço a Hermínia Silva e admiro-lhe o tom feito malícia de algumas interpretações.

BLUEGIFT, que fique claro, cristalino e transparente que gosto de todos os géneros musicais, e quando digo todo é mesmo todo!

Da clássica à worldmusic...

Eu agora vou ser como o pilha galinhas e aproveito os nomes que escreveste ... queres ver?

Sigur Ròs, Lambchop, Cousteau, Eels, Coldplay (andam um bocado lamechas), Prefab Sprout (venham de lá esses ossos!), Echo and the Bunnymen, New Order, Psycadelic Furs, Soft Cell (tainted love!), Ultravox, Sade, Smiths, Tom Waits, Ryan Adams, Limpkin Park, Múm, Chemical Brothers, Thievery Corporation, Goldfrapp...

E agora, para veres quão titânica seria a tarefa, já foste vendo pelos comentários suplementares que fiz mais estes: Bruce Springsteen, Faith Hill, Rage Against the Machine, Kraftwerk, Tangerine Dream, Brian Eno, Robert Fripp, Richard Wagner, Mozart, Beethoven, Jeith Jarrett, Pat Metheney, Miles Davis ... arf, arf ...

quintarantino disse...

CAROL, obrigado pelos elogios, mas tu és suspeita!

Olha lá, tu bem sabes que eu também gosto do Camané e daqueles fadistas.

Claro, GNR, Jorge Palma, Clã, Né Ladeiras, Delfins e afins também não escapam.

Obrigado pela oferta do bilhete, mas é melhor pensares noutra coisa.

BLONDEWITHAPhd, there's no blackmail here.

You just listen, alright?
I'm older, right?
You are younger?
Double right?
Old ones tell young one to eat soup? Yes or no?

Carol disse...

Suspeita, moi?! Hump!

Se o bilhete não é boa ideia, aguardo dicas...

Blondewithaphd disse...

But I eat soup... (just not with potato...).
E pronto lá tinhas de vir com as hierarquias e puxar dos galões! Só me falta dizeres que também gostas dos Cure!!!!

quintarantino disse...

CAROL, depois se verá ...

BLONDEWITHAPhD, menina, menina ... nunca ouviste dizer que a "velhice" é um posto?
Olha, já que falas nos The Cure ...

antonio disse...

Olha eu já estive deitado de costas no chão a escutar o original gerador de Van der Graaf - no museu de ciência de Boston.

Foram os maiores estrondos, relâmpagos e flahs que já senti até hoje. Para o meu ouvido pouco afinado foi música e da melhor que o céu nos costuma dar...

Miguel Ângelo disse...

Gostei imenso deste texto, sem recorrer à política, fazem-se coisas maravilhosas. Não é fantástico? Fico pasmado com a cultura musical, embora eu goste imenso de música, pop/rock comercial (antiquíssima, ou até mesmo recente). Não sei porquê, mas dá-me aquela nostalgia, que julgamos ter menos vinte anos, da onda de teenager, soa bem ao ouvido, é com esta música que me recordo daquela moça. Ena pá, deixo o assunto para outra hora, fico irremediavelemente por aqui...

quintarantino disse...

ANTÓNIO, ousarás tu, homem de Cristo, desdenhar da genialidade que certos acordes musicais nos revelam?

MIGUEL ÂNGELO, olha, e muito simplesmente, apenas te quero dizer o quanto me honrou o teu comentário. Sei-te leitor atento e tu bem sabes o quanto persisto para que passes a algo mais!

bluegift disse...

Pera aí! Eu gosto dos Cure!! >:(
(queres que eu contrate alguém para deitar batata na tua sopa, queres?! ai, aiiii...)

E tu Quint, estás a pedir mais? (eu sei que o meu português está cada vez mais estranho, nã précisa lembráre!). Então aí vai uma miscelânea de géneros:
Os que citaste menos Beethoven (da 9na gosto, felizmente...) e não estou a ver quem são os Faith Hill e Rage Against the Machine. Mais:
Durutti Column, Novastar (este aposto que não conheces eheh), james, carmel, rickie lee jones, simply red, barry white, jacques brel, john coltrane, cassandra wilson, diana krall, craig armstron, mike oldfield, sakamoto, neil young, geofrey oryema, jitendra abisheki, yellow jackets, steve winwood, tchaikvsky, bach, mendelssohn, madredeus, xutos, gnr, isabel silvestre, jorge palma, pretenders, zeca afonso, toto, sétima legiao, trovante, heróis do mar, amália, lúcia moniz, jordi savall, berio, imogen heap, b-52's, diana ross ("i'm coming out" é um clássico), michael jackson ("up the wall" é outro clássico), elton john, fleetwood mac, genesis, madonna, orchestral manoeuvers in the dark, phil collins, peter gabriel, prince, simple minds, thompson twins, tina turner, ramstein, satie, debussy, mozart, virginia astley, hector zazou, caetano veloso, vinicius moraes, toquinho, bette midler (the rose, outro clássico), gabriel o pensador, steven gutheinz. Pronto, são os principais por enquanto.
Há ainda uma série deles actuais mas ainda não passou o tempo suficiente para saber se vão ficar por um só albúm e alguns meses de êxito e pouco mais, tipo joseph arthur ou os timbaland.
Hoje em dia é muito difícil acompanhar a produção a este nível. A Carol citou uma série deles que não conheço, vou procurar saber quem são.

Já agora vê se te lembras do nome de uma cantora vanguardista, que fala mais do que canta e deu vários concertos com efeitos especiais, simples mas muito estéticos, em Portugal. Música entre o contemporâneo e o electrónico. Um pouco como a imogen heap em "hide and seek". Não me lembro nada do nome apesar de ser das minhas preferidas de sempre.

quintarantino disse...

BLUEGIFT, mau maria ...

Ora, então chegamos a acordo nestes ... Durutti Column, James, Carmel (quase nem acredito que conheces), Rickie Lee Jones, Barry White, Jacques Brel, John Coltrane, Cassandra Wilson, Diana Krall, Ruyichi Sakamoto, Tchaikvsky, Bach, Mendelssohn, Madredeus (os primeiros), Xutos & Pontapés (alguns), GNR, The Pretenders, Sétima Legiao, Heróis do Mar, Amália, B-52's, Fleetwood Mac, Genesis, Madonna, Peter Gabriel, Prince, Ramstein, Satie, Debussy, Mozart, Virginia Astley (também conheces), Hector Zazou ...

E agora lembras-te destes?

Flying Lizards, Dead Kennedy's, Young Marble Giants, Sugarcubes, Devo, Yellow Magic Orchestra, David Sylvian, Dr. Feelgood, Skids, The Knack, Lene Lovich, Corpo Diplomático, Tantra, The Tourists, Bad Manners, Specials, Madness, Peter Tosh, Ali Farka Toure, Ry Cooder, Altered Images, The Passions, Can, Triunvirat, Jefferson Airplane (os primeiros a gravar uma música completamente psicadélica de seu nome "White Rabbit"), Janis Joplin, Little Richards, Beach Boys, Telex (uns belgas, uns belgas), o francês Plastic Bertrand do "Ça plane pour moi" ...

Laurie Anderson é o nome que procuras?

bluegift disse...

É isso! Laurie Anderson!

Os Carmel deram, pelo menos, um concerto excelente e memorável em Lisboa, na Aula Magna. Mais tarde vim a saber que ela é belga! Imagina...

E Flying Lizards, claro. Dos outros todos gosto mais ou menos, muitos já nem me lembrava, só não estou a ver quem são os Skids, The Knack, The Tourists, Bad Manners, Specials, Altered Images, The Passions e os Can. Provavelmente conheço uma ou outra música mas não os estou a localizar.

Os Creed, que a Carol falou, já sei quem são e gosto muito. Michael Bublé, Alter Bridge, Faith Hill e Rage Against the Machine, já estive a ver e não aprecio confesso.

Há umas muito giras francesas e que ficavam muito no ouvido, essas que falas são uma exemplo.

Na música francesa há um cantor de quem não gosto nada e que é um verdadeiro ídolo por estes lados(ainda é um ídolo!) O Johnny Halliday! É impressionante o número de fãs. Eu não gosto do homem nem um bocadinho...

Ainda me lembro de mais alguns: o rui veloso, juan luis guerra, montserrat caballé, o incrível luciano pavarotti, callas. Há uma cantora de ópera fantástica que não podes deixar de ir ver se alguma vez aí for: a nathalie dessay. Deixo-te uma das suas melhores interpretações; mesmo que não aprecies o género é difícil resistir: Glitter and Be Gay.
Ainda por cima é magrinha, coisa bem rara nestas andanças.

Tiago R. Cardoso disse...

Excelente post, de facto estivestes muito bem.

Tanto no texto como agora aqui nos comentários mostra que percebes da "poda".

Antes de avançar com alguns grupos deixo uma introdução :

Nunca liguei muito a musica, comecei a ouvir, com atenção andava já na secundária.

Foi nessa também altura que descobri o RAP, atenção que não falo desta estupidez comercial que está na moda, falo dos tempos onde era feito por meia dúzia de pessoas, ouvido por outra meia dúzia, não pressionado por questões de vendas nem de famas, onde o que importava era a mensagem a intervenção.

eu volto já com nomes, entretanto...

Bluegift
"e de muito pouco, mesmo muito pouco hip-hip; deve ser o género musical onde encontro menos músicas interessantes e a aparecerem e morrerem com uma rapidez extraordinária. A determinada altura acho mesmo um verdadeiro vómito, é tipo vira-o-disco-e-toca-o-mesmo desde há 15 anos a esta parte..."

Colega, já falamos...

Márcio disse...

Não sei porque... a verdade é que cada vez que leio algo sobre música... acabo sempre por me desiludir. Porquê? Porque já não se houve música portuguesa... em português!

Fora o fado, esse som imortal... agora "foge-se" para bons internacionais. Será que é por isto também que as nossas rádios não passam música portuguesa?! Pois, parece-me bem que sim... infelizmente!

Os meus sons?! João Pedro Pais e Mafalda Veiga. Depois? Depois tenho outros, muitos outros...

António de Almeida disse...

-Bluegift, nasci em 65, basta fazer contas, e contextualizar os anos da minha adolescência, passados em Lisboa, onde um espaço foi incontornável, o mítico Rock Rendez Vous.

Carol disse...

Oh Márcio, a malta já aqui falou nos portugas e não foi só de fado.
Já se falou em GNR, Palma, Zeca Afonso, Delfins,Rui Veloso, etc.

Eu acrescentaria, ainda, os Xutos (apesar de não gostar de algumas), os irmãos Catita, Ena Pá 2000, os Sétima Legião, Madredeus, Resistência, Ritual Tejo, Heróis do Mar e muitos outros!

Hip Pop e RAP sinceramente não me dizem nada...

quintarantino disse...

TIAGO, vai e volta, mas sem demorares ...

MÁRCIO, cruzes ... olha lá, é preciso ler-se tudo ... comentários também.

Alfredo Marceneiro, João Ferreira Rosa, Maria Teresa de Noronha, Hermínia Silva, Camané, Ana Moura, e Amália Rodrigues foram chamados pelo lado do fado.

Depois entraram Jorge Palma, Sérgio Godinho, Zéca Afonso, Madredeus, Né Ladeiras, GNR, Clã, Delfins, Xutos e Pontapés, Heróis do Mar, Sétima Legião e Corpo Diplomático ... onde é que tu te perdeste, Márcio? Onde?

Ou não falavas de nós?

bluegift disse...

(acho que o Tiágô vai pôr batatas na MINHA sopa! cá por mim é fã do hip-hop... estamos feitas Caróli...)

quintarantino disse...

BLUEGIFT e ele há lá medo?

Tiago R. Cardoso disse...

Public Enemy, Cypress Hill, Mind Gap, Body Count, NWA e toda aquela vaga que trazia uma mensagem, onde todas as letras eram intervenção, significavam um despertar de mentes , onde eram ditas as palavras da revolta, onde se punha os nomes as coisas.

Não esta coisa comercial que dizem ser hip-hop, onde é consumido e deitado fora rapidamente.

No entanto, colega, escondidos e longe dos circuitos comerciais, por cá existe um movimento interventivo e escondido do comercial, onde grupos que continuam a contar as historias da repressão que sentem todos os dias, onde contam e gritam o que relamente se passa nas nossas cidades, em zonas longe dos holofotes e aquilo que sentem na pele.

É esse RAP que eu gosto, onde está uma mensagem, como gosto de tudo aquilo que nos transmita uma mensagem, um sentimento, longe de sentimentalismos falsos apenas embrulhados para vender.

Mas não só de RAP, vive o homem.

Dai eu me fascinar também com o fado, sente-se se ali uma força, um transmitir de emoções, um sentimento, uma alma.

Como tiro energia de uns GOTAN PROJECT, com a força de uma nova perspectiva do tango, um passar de energia.

Como gosto de uma musica mais alternativa "Vive la fête", como de tugas Xutos, como de um Gabriel O Pensador, como de uns Sétima Legião, como de uma opera "Carmina Burano", tantos e tantos...

bluegift disse...

Tiago,
Também aprecio o RAP vadio, mais conhecido por Slam, a poesia urbana. Muito mais interessante que o comercial, sem dúvida. E os outros que citaste também gosto. Há um francês muito interessante, chamado Grand Corps Malade que tem feito um trabalho óptimo nesse campo.

quintarantino disse...

TIAGO, "Carmina Burana", de Carl Orff, não preenche bem o conceito de ópera.

Vê lá, não me arranjes conflitos desnecessários com os puristas!

A "Carmina Burana" é uma cantata.

O Fortuna,
velut luna
statu variabilis,
semper crescis
aut decrescis;

vita detestabilis
nunc obdurat
et tunc curat
ludo mentis aciem,

egestatem,
potestatem
dissolvit ut glaciem.

Sors immanis
et inanis,
rota tu volubilis
status malus,
vana salus
semper dissolubilis,
obumbrata
et velata
michi quoque niteris
nunc per ludum
dorsum nudum
fero tui sceleris.

Sors salutis
et virtutis
michi nunc contraria
est affectus
et defectus
semper in angaria.

hac in hora
sine mora
cordum pulsum tangite;

quod per sortem
sternit fortem,
mecum omnes plangite!

Tiago R. Cardoso disse...

Amigo Quint,
Que se lixe, gosto, não considero importante rotulos, que me desculpem os puristas.

Mas faz parte do meu imaginário, lá isso faz

Fa menor disse...

Quint,
eu já adivinhava que tinhas um excelente ouvido para a música.
Confirmou-se!
Olha, gostei!

Há sempre sons que nos apaixonam e que nos deixam marcas.

Quanto a mim, não tenho preferencias assim tão especiais por artistas ou géneros musicais. Tudo depende mais do momento, ou do som que se me depara ou... olha nem sei bem. Gosto de música e ponto final.

quintarantino disse...

TIAGO, como?
Então tu não queres aprender?
Não queres saber sempre mais do que aquilo que sabes?

FÁ MENOR eu só fiz as referências para situar em termos de lapsos temporais. Acabei por ser injusto por muitos músicos e música do meu gosto.

Eu estou como tu...
Dependendo do momento e da disposição... a música!

jo ra tone disse...

Desde sempre gostei da música quando bem ritmada.
Principalmente daquela em que apareciam as violas.
gostava e gosto de apreciar ainda. se bem que não conheço ou então (estarei eu desactualizado), dos músicos que conseguem (fazer gemer ) as guitarras.

Hoje gosto de ouvir sem cansar aquela

"Ó tempo volta pa trás..."
e os "corridinhos"

Não gosto daquela que se vende ao metro

joshua disse...

Quanto a Livros e a Música, sou um Omnívoro: há coisas de que gosto mais, outras de que gosto menos, mas a surpresa e o Gostar Imenso estão sempre ao dobrar de uma inesperada esquina: por isso nada desdenho ou recuso, antes mergulho inteiro na experiência musical, como coisa nova ou retomada, e ela vibra, disfere emoções e pensamentos no âmago do meu ser. Quando fui, em 2004, a uma ante-estréia da Tosca, no Coliseu do Porto, confesso que chorei de Puro Prazer (pode-se chorar disto também, mas não está ao alcance de todos!) porque poucas coisas há que me preencham mais que um bom concerto ou um bom espectáculo ao vivo de uma natureza densa e rica como é afinal a Ópera.

Ouvir Fauré delicia-me.

Bach põe-me de joelhos.

Brahms enche-me a alma.

Beethoven comove-me.

Carl Orff excita-me (os Carmina Burana e os Catuli Carmina oiço-os desde os sete anos de idade).

Mozart apaixona-me.

Monteverdi suaviza-me o Sáurio-em-Mim.

Falla, Verdi, Joaquín Rodrigo, toda a Galáxia da Música Planetária clama por que a oiça eu. E ainda estou virgem de infinita matéria musical, confesso.

Em matéria de Música, quase tudo me comove e me preenche e, juro!, se não precisasse de comer e de beber, viveria certamente de Música e de Leitura desde de que na presença igualmente enlevada da minha amada Esposa e amada Filha.

PALAVROSSAVRVS REX

quintarantino disse...

JO RA TONE, um Manuel de Falla, um Paco de Lúcia, não? Talvez até um virtuoso da guitarra eléctrica?

JOSHUA, ainda assim falharam-te aí alguns ... um Wagner, que colosso! Os russos, quase todos eles ... um Vivaldi ... um Debussy ... um Gershwin ...

Erotic Spirit disse...

Loved this post eh eh funny I don't know u that well and already thought of u as a musical guru eh eh eh

I like a little bit of everything, not picky... depends on the mood, time of the day, etc. Most times it is the music that sets the mood though.

:)

JOY disse...

Amigo Quint

Fizeste muito bem em mudar momentaneamente de agulhas ,para um assunto igualmente interessante,
Musica ,sem a qual desde que me conheço não vivo,os meus gostos musicais andaram sempre á volta dos Joy Division,Virgen Prunes,Dead Can Dance,Siousxie And Banshees,Cure,Chameleons,Killing Joke,Cocteau Twins,Bauhaus,Fields of Nephilim,Clash,Mission,Death in June,Police ,Pink Floyd,Peter Gabriel,Supertramp,Iron Maiden,Pantera,enfim e outras que me falha agora a memória,recordo com muita saudade as tardes passadas em casa com a malta á espera do Som da Frente do António Sérgio ,ainda hoje tenho dezenas de cassetes com musicas gravadas do Som da Frente e do Rock em Stock,das noites passadas no Bairro Alto no Gingão e nas catacumbas ,grandes noites do Rock Rendez Vous ,Enfim um pouco de nostalgia não faz mal a ninguém.

Um abração para ti
JOY

Um abraço

quintarantino disse...

EROTIC SPIRIT don´t make me blush. Guru? Me? No way ... just like you, a music lover.

JOY, ainda bem que gostaste.
Nestas troca toda de nomes passou-me a Siouxsie ... era de facto notável e com o Budgie, quando fundaram os Creatures, também soava maravilhosamente.

Recebe um grande abraço. Nem sabes o quanto apreciei teres vindo novamente dar-nos a tua opinião.

Fragmentos Culturais disse...

Bem, 'Quint', entraste num tema que adoro: música!

Mas há tanta coisa que gosto!!
Algumas referências foram aqui feitas... mas a minha 'base' profunda aquela onde 'me' reencontro... o Jazz!!

Instrumental, vocal [no feminino. Não há vozes masculinas, em jazz.... vá-se lá saber por que razão!?] Casos como Tom Waits e Jimmy Carter são raras excepções e há quem os considere 'não voz' no caso do primeiro e 'voz feminina' no caso do segundo.

Jazz?? A-d-o-r-o!!
A listagem seria infinita!!

Bom... e depois tenho 'alguns amores': Pink Floid, Supertramp [um 'crash',desde sempre], U2, Oasis, James [hum! maravilha!] Portishead, Coldplay... e... e...

Tenho um amor recente, antes mesmo dos 'Awards' [comecei a ouvi-la na Internet] e fiquei! Amy Winehouse!

Isto tudo são apenas 'gotas' de um oceano vastíssimo [e nem passei pela 'erudita'...]

Sensibilizada pelo seu olhar amistoso em 'fragmentos'!

Excelente fim-de-semana!