Despotismo, preguiça ou ignorância da ASAE?

Às 24 badaladas do dia 31 de Dezembro de 2007, António Nunes festeja com largas baforadas de cigarrilha a entrada em vigor da proibição de fumar em zonas de utilização pública não delimitadas.

E fá-lo ostensivamente! À vista de todos ! Com a convicção firme de ser o mais bem colocado acima de uma lei cujo controlo, em primeira instância, sabe lhe pertencer inteiramente.

Após uma atitude que mais não teria merecido que uma demissão imediata e exemplar sem azo a explicações esfarrapadas - é mais que sabido que se encontrava numa zona não delimitada para fumadores - só seria de esperar a gestão escandalosamente irresponsável e déspota que se verifica na implementação das directivas de higiene europeias na comercialização de refeições.

Que se proceda a inspecções em cozinhas e espaços de consumo, visando o cumprimento das regras básicas de higiene e conservação de alimentos, dando seguimento a análises aleatórias de produtos, procedimentos e materiais, creio que estamos todos de acordo. Mas daí a condenar totalmente a comercialização de produtos caseiros, abalando economias familiares e condenando o consumidor ao produto industrial, liofilizado, de qualidade muito inferior, só pode fazer perder a paciência a todo o santo que se preze.

Vamos a exemplos concretos : Na Sexta-Feira fui almoçar por volta das 15 horas. Escolhi um snack familiar, bem conhecido pelos eurocratas cá do burgo, situado em pleno coração do quartier européen de Bruxelas. Como prefiro almoçar nas horas de menor movimento, entrei, naturalmente, a seguir à hora do almoço. Praticamente todas as mesas estavam por arrumar e limpar. Sentei-me com uma colega numa das mesas, coloquei o recheio na mesa ao lado, peguei no menu, pedi um dos pratos fait maison (não industrial, a cozinha é aberta, produtos e cozinheiros à mistura) e um copo de vinho tinto, da casa (não estava selado). Temperei o prato utilizando o galheteiro existente na mesa (igual ao que tantos de nós tem em casa). A seguir pedi um café que foi servido com leite num jarrinho à parte (e não em pacote fechado) e o açúcar num açucareiro normal (não empacotado) …

Ou seja, não me lembro ainda de ter visto nesta terra, em plena « boca do lobo », praticamente nenhuma das imposições histéricas agora proclamadas pela ASAE relativamente a estabelecimentos de produção caseira. Há regras básicas de higiene a respeitar, certo, mas nada que se compare àquilo que tenho lido e observado na imprensa e medias portugueses.

A quem é que passa pela cabeça impor tais regras, por exemplo, a um restaurante com estrelas da Michelin? Já por si bem apertadas, mas não caindo no ridículo das proclamadas pela ASAE. Mas isto está tudo doido nessa terra?!

O que é impreterível, isso sim, é correr-se com esse incompetente de uma vez por todas e arranjar alguém com idoneidade e sensibilidade suficientes para adaptar as directivas a cada caso específico e não da forma cega, preguiçosa (sim, porque dá trabalho fazer o estudo de cada caso) e despotista de um António Nunes completamente desfasado da realidade e, pior que isso, assumindo a velha postura tuga, bem evocada pelo Herman José, do « eu cá é que ponho e disponho, eu cá é que sou o Presidente da Junta»!

Excelentíssimo António Nunes, a sua credibilidade, a partir da última badalada de 2007… esfumou-se!

Para conhecer o "Guia para Controlo da Segurança Alimentar em Restaurantes Europeus": clique aqui .

33 comentarios:

Manuel Rocha disse...

Incontivel a vontade de concordar contigo em toda a linha (não digas a ninguém...), mas temos o dever de ver tb o outro lado e por isso farei então de mau grado o odioso papel de advogado do Diabo ( tb tem direito a defesa, certo ? )

Vamos lá então às dúvidas de fundo que o texto suscita passando ao lado do cigarro de fait-divers.

- O SR ASAE está ou não a aplicar a lei ?

- Se está, quem a tranpôs para a legislação nacional e quem a promulgou ? Quando ? Há muito tempo ? Se há, porque não tinha ninguém dado por nada?!

Gostava de discutir esta questão de fundo antes de discutir a questão de método. E explico porquê. É que quando noutras circunstâncias se reinvidica sempre mais e mais legislação e regulamentação( e por diversas vezes já usei este espaço para alertar para os riscos da excessiva regulamentação ) se tende a esquecer que é susposto
a lei ser aplicada, até porque se não for viremos logo dizer que é "decorativa".

Depois disto poderiamos discutir se a lei está a ser aplicada fora das balizas que a enquadra.

No caso de não estar, será bom ter presente que o bom senso tem que existir na concepção das leis. Bom senso na aplicação da lei é um conceito que acho que só entra no nosso ideário...

Dou um exemplo. Limites de velocidade e respectiva tolerância. Num limite de 90 sou apanhado a 100 com a minha 4L e tu a 150 com o teu Mercedes SLK. Se o policia for sensato multa-me a mim mas não a ti, pois o teu carro é mais seguro a 150 que o meu a 100...
Como é que se resolve isto ?

Concluindo . O bom senso é algo que a cidadania deve usar todos os dias como "lei informal". Se bastasse, as leis não faziam falta. Quando não basta,faz-se a lei. Não presta, revogue-se. Mas na aplicação a lei é lei. Depois disto vamos discutir o resto...:))


-

quintarantino disse...

Sensibilidade e bom senso. Por paradoxal que pareça, eis a receita para uma boa interpretação da Lei e, mais importante, para a sua boa aplicação.

Em todos os domínios.

Um dos males crónicos de Portugal é que legisla, mas depois não aplica, não cumpre.
E, pasme-se, tempos houve em que a craveira intelectual do legislador era de tal monta que a Lei era coisa bem feita, escorreita.

Hoje, infelizmente, estamos nas leis como nas palavras: prolixos.
São autênticas diarreias legislativas que, as mais das vezes, carecem de rectificações logo de segida.

A ASAE, neste particular, surgiu como um bálsamo no panorama nacional do incumprimento.
Nas feiras, nos cafés, nos restaurantes...

Quantos e quantos, por esse País fora, de portas abertas sem alvará de licença de utilização?
Alguns até em imóvel que nunca soube o que era lá isso de alvará de licença de construção...

E higiene? E segurança alimentar?

O problema é que, enebriados pelos seus aparentes sucessos, os homens da ASAE tranformaram-se em vedetas de televisão. Onde fossem, lá estava a televisão. E a rádio. E o jornal.

O efeito, que era o de mostrar que se actuava, que se dava o exemplo, penso que fez a mesma trajectória que o "boomerang" ... virou-se contra a ASAE.

É a boataria da colher de pau (seja ela qual for), do copo de plástico e da chávena de plástico, da "Ginjinha" que tinha deixado de existir e,a final, aí está de portas abertas e, quiçã, mais limpa...

E depois, o Nunes esqueceu-se que já há muito que se diz que à mulher de César não basta ser, há que parecer ...

aryanalee disse...

Que os legisladores fazem o seu trabalho...não tenhamos dúvidas!
Que as leis são feitas para serem implementadas e cumpridas...também concordo!
Que toda a lei é passível de diversas interpretações...é certo!
Que as sanções por incumprimento...
diferem? inexistem?....jamais!
É carnaval, divirtam-se.

António de Almeida disse...

-Os mais atentos certamente já terão reparado que desde o início do ano, a ASAE pura e simplesmente desapareceu. E é pena, mas os métodos praticados, levaram a um coro de protestos e indignações, que obrigaram a ASAE a recuar, por iniciativa própria, ou suspeito eu, por ordem de Manuel Pinho. Seria bem mais fácil despedir o sr. António Nunes, que se colocou ele próprio a ridiculo na questão da cigarrilha, não pelo acto em si, mas pela gestão desastrosa que fez do mesmo. Aliás, ninguém de bom senso, ficará calado perante uma multa aplicada pela ASAE, enquanto esta for dirigida por António Nunes, por fumar em local proibido. Mas pela teimosia governamental, cujo expoente máximo será José Socrates, suspeito que a ASAE esteja em banho maria, até que surja a oportunidade de transferir António Nunes, quiçá ainda condecorado, para mais com eleições em 2009, a ASAE vai ter algumas dificuldades na sua actuação. Pena que nos partidos da oposição, apenas o CDS-PP tenha pegado de forma correcta na questão, partido ao qual não pertenço, para que conste, o PSD, mais uma vez, desde que a actual liderança tomou posse, as imbecilidades sucedem-se, veio com aquelas inacreditaveis declarações de Mendes Bota, um dos vice-presidentes do partido, estamos conversados. O PCP e o BE aindam ainda um pouco á deriva em toda esta questão, misturando questões da lei do tabaco, com métodos de actuação, esquecendo-se de combater as próprias normas fundamentalistas que nos pretendem impôr, desvirtuando a nossa cultura. Muitas destas normas, a par do estúpido acordo ortográfico, foram o maior atentado á identidadde e soberania nacional, de que me lembro. Por mim, resistirei, continuo a abastecer-me do que quero, de forma clandestina, agora livre de impostos e da ASAE.

Joshua disse...

Até agora poucos parecem compreender que a ASAE não recuou nem avançou: trata-se meramente de agenda. Havia um tempo para agir e para exemplificar, multar e encerrar a doer.

Este, porém, é o tempo de serenar os ânimos e passar de mansinho levando o olvido das passadas agruras excessivas às mentes indignadas. É por isso natural que esqueçamos que a ASAE existe agora e pelos próximos longos meses.

Porque na agenda do Executivo, tudo o que havia a afrontar, foi afrontado à bruta em todos os domínios possíveis e com os dividendos mais que prováveis.

Mas a partir do momento em que as Eleições se aproximam, urge refrear esse ímpeto de coacção e de impendência de coima, de despedimento, encerramento e de castigo sectorial (os professores, esses obscenos e abundantes como pulgas, os marotos!, por exemplo)

Agora a ASAE recolheu as unhas do cortar e sanear a torto e a direito, assim como se mitigam igualmente as acções à bruta do Ministério da Saúde. São as eleições, estúpidos!

Só o caso da Educação, onde tem havido o mesmo tom brutal e estilo a eito-ASAE, com o completo caos pela caterva de despachos contraditórios e inexequíveis, pelas confusões introduzidas, a tendência é não refrear coisa nenhuma, pois a sociedade olha sem dó nem piedade, aprovadora, tal encostar à parede os professores.

Quanto ao Sr. Nunes, atenção que o indivíduo é apenas o testa de ferro de mais altos poderes e interesses: ele cigarrilhou, não por se sentir acima da lei, mas porque alguém que nós-bem-sabemos-acima-da-lei e à prova da investigação jornalística o contagia tudo do mesmíssimo Acima-da-Lei. O Acima-da-Lei é um estado de espírito revolucionário muito evidente nos nossos tempos portugueses. Basta atentar nas notícias graves e nas graves insinuações que não têm (nem parece virem a ter) consequências.

Isto da impunidade, do Sempre-em-Pedestre e da desconsideração pelo Povo através da falta de escrúpulos em toda a linha, vindo de cima, é uma espécie de Gripe Moral que contagia de alto a baixo todo o presente sistema ou regime. Porque há um estilo Cara de Pau que vai fazendo escola.

Como dizia Guterres, «É só fazer as contas.» Parafraseando Guterres, «Por uma Política sem Coração!»

PALAVROSSAVRVS REX

Borrego disse...

I don't have a photoblog ..... yet. But I am designing a webpage with a friend for my pictuers, and for Skip, my Traveling Frog.
In the mean time, come see a few of the things I have taken in this page:

http://trasquilando.blogspot.com

Bye

Borrego disse...

Ah....Y bom dia a tudos. Y muito Axê pra você.

Obrigado pr a vista

bluegift disse...

Manuel, vejo-te como alguém de bom senso, ora ainda bem que concordas.
Vou tentar responder a cada questão que colocas:

- Pelo que me apercebo indirectamente, a ASAE não está a aplicar a lei. Está a levá-la à letra em alguns "casos exemplares", o que em ambas as situações é erróneo e os resultados estão à vista pela onda de indignação a que se assiste;
- A Lei não sei, não fui procurar, mas o Guia data de 94, salvo erro. Ora, o Guia não fala em "é obrigatório" mas sim "deve-se", que é algo de muito diferente. Além disso não vi em lado nenhum que nas esplanadas seria obrigatório o uso de copos de plástico e outras barbaridades do género; Ninguém tinha dado por nada porque não se tinha ainda criacão uma estrutura para a sua aplicação. Acho que é esse o motivo, não sei.

Eu não estou contra a aplicação da lei, mas contra o abuso e leitura indevida da mesma. As leis são referências em cuja aplicação pode haver a introdução de atenuantes, tudo depende da situação que também deve estar definida. E ainda podemos adicionar a jurisprudência face a cada situação. O Quint saberá melhor que eu explicar este ponto.

Depois, eu não conduzo SLKs (arrrrgh! quando muito SLs) e se é bem verdade que corro menos riscos de despiste, também é verdade que se for embater na 4L os danos lhe serão mais lesivos, logo, é também a pensar nos outros que a lei de limite de velocidade é aplicada e deve ser respeitada ;).

bluegift disse...

Quint,
É isso mesmo: sensibilidade e bom senso, que é coisa que parece não ter sido aplicada.
Eu estou a favor da lei, lógico, há por aí casos impressionantes de falta de higiene, mas também não podemos ir de 8 a 80 entrando no ridículo de aconselhar colheres de plástico! Comprovadamente menos higiénicas que as de madeira. Isto já é ignorância.
E imagina agora o que seria um reputado restaurante começar a utilizar componentes liofilizados na confecção das refeições. Isto é ridículo! O guia não impõe essa situação, apresenta um parâmetros que os inspectores devem ter o bom senso de aplicar em função de cada situação específica, é tudo.

Tiago R. Cardoso disse...

Terá sido a ASAE a ter excesso de protagonismo ou os órgãos de comunicação social que lhe deram demasiada relevância ?

Parece-me que existindo uma lei ela deva ser aplicada, nem me parece correcto que se possa interpretar as situações de forma diferente, digo eu, que supostamente deveríamos ser todos iguais aos olhos da lei, coisa que não acontece.

Evidentemente que como em todo o lado existe fundamentalismos na aplicação das leis, mas o protesto das pessoas deveria ser no sentido de alterar o que está errado na lei, ou julgam que está errado e não em quem a aplica.

Seguindo a lógica, teríamos de protestar contra todos as entidades que aplicam e fazem cumprir a lei...

bluegift disse...

Aryanalee,
Obrigada (aqui não dou por nada). Diverte-te.

António de almeida,
Também acho que há algo de muito anormal nessa questão do António Pinho. Não percebo como é que ele não foi imediatamente demitido, a sério, ultrapassa completamente a minha compreensão. Eh pá, um responsável máximo que infringe a lei que protege, precisamente no dia do início da sua aplicação?! É muito, muito estranho.
Repara não é a lei que vai contra a soberania nacional (o acordo ortográfico é mais um disparate) é a forma errada e abusiva que eles estão a utilizar para a aplicar.

lusitano disse...

O problema, para mim, não está na aplicação da lei, está na lei e no método de actuação daqueles que verificam a aplicação da mesma.
A lei, ou leis, estão mal feitas porque não têm em conta a nossa própria cultura e modo de viver e regem-se por critérios do norte da europa, de gentes que merecem toda a nossa consideração e que em algumas coisas devemos "imitar", (ver o caso da Irlanda), mas que nada têm a ver com a nossa identidade.
Basta ver a alimentação, por exemplo!
Eles, de uma maneira geral, comem para viver, nós comemos para viver com gosto.
E por aí fora! Os espanhois estou certo que não irão nessa conversa!
O método de actuação é que é muitas vezes revelador do fraco entendimento que se tem da autoridade, ou seja, a autoridade não é aplicada "pedagogicamente", mas como demonstração de força, de poder.
Dêem um "pequeno poder" a um portugês, (por exemplo, porteiro) e ele transforma-se num policia de regime ditatorial!
Claro que exagero um pouco, mas verifiquem se isto não se verifica muitas vezes.
Quanto à cigarrilha do "chefe" está no mesmo plano da "exclusividade" do "primeiro chefe"!
A lei não é muito clara e por isso a ética que se lixe...

bluegift disse...

Joshua,
Pois, esperemos que tenhas razão e que se trate apenas de uma estratégia inicial, uma má estratégia, diga-se de passagem.
Também conocrdo que o "Acima-da-Lei é um estado de espírito revolucionário muito evidente nos nossos tempos portugueses", mas o que mais choca e não deve ser permitido é esse desrespeito pelos portugueses, é o rir-se do povo do alto do seu pedestal; isso nunca!

Borrego,
Obrigada pela tua visita.

Tiago,
A lei deve ser aplicada, isso é claro, ninguém está contra a aplicação de uma lei, mas sim contra a irracionalidade e falta de bom senso na aplicação desta ou qualquer outra. Diz-ma lá, qual é o problema de servir louça nas esplanadas, azeite regional em galheteiros normais, vinho da adega particular, etc.? Se houver um controlo e se detectar falta de higiene, tudo bem, mas como princípio? E só isso, é que pelo menos na Belgica, em França e na Holanda não me apercebo de nada semelhante. Porquê em Portugal? Está bem que tal como o Joshua diz, a coisa agora vai acalmar, eleições e tal, mas e depois? E o palhaço que ainda por lá anda a rir-se da plebe? Nã, não está certo.

bluegift disse...

Lusitano,
Todas as leis produzidas pela UE têm a participação de equipas mistas dos 27 países, desde a concepção à publicação. Cabe a cada membro adaptá-la o mais possível à realidade do seu país. Pode-se dar o caso de os nossos representantes não estarem a defender os interesses do país de forma satisfatória, mas isso é outra discussão.
Neste caso da ASAE, como se trata de um Directiva, são as entidades nacionais que devem escolher a forma e meios para obtenção dos resultados pretendidos. Ora, verifica-se que o meio escolhido, pelos vistos, não é o mais fidedigno, há seguramente uma má interpretação da lei! logo, há que mudar o meio e não a lei. Por outras palavras: mudar a ASAE, começando já agora pelo cabecilha da asneiredo. A Ética, mesmo que seja só aparente, é fundamental!

adrianeites disse...

concordo!

esse senhor não tem vergonha na cara!

bluegift disse...

Adrianeites,
Não tem!

Laurentina disse...

Para tudo e em é preciso bom senso na vida...coisa que falta á ASAE.
No entanto e que mal observe , será da minha vista ou desde que o Shôr Nunes passou a ser figurinha de cromos de quiosque deixou de dar nas vistas , mesmo de aparecer nas "rusgas" com a TV a tiracolo...!!!
Hummmmm que me cheira a esturro ai lá isso cheira, até pode nem ter mesmo esturricado (eheheheheh) ser so cheiro a "Bispo"...mas...

bom carnaval

beijão grande

Laurentina disse...

Eheheheh falta ali o "tudo"...

lusitano disse...

bluegift

De acordo!

O que não invalida aquilo que eu disse, ou seja, que em Portugal, a maior parte das vezes, a fiscalização das leis, reveste-se muito mais de um exercicio de poder pelo poder, do que de um exercicio pedagógico de explicação e posterior aplicação da lei.

Quanto ao dito senhor, e outros parecidos, está tudo dito...

Manuel Rocha disse...

Carissima e sensata Blue,

Vou confiar no teu julgamento nesta matéria porque não tenho informação.

Pretendi no meu comentário, introduzir as seguintes peças argumentativas.
. Lei é lei - é para cumprir.
. A lei não presta, muda-se!
. Leis indicativas ( tipo caderno de recomendações facultativas ) são um absurdo.
. A ASAE está em incumprimento ? Inquérito e penalização.
. Se não está, estamos a discutir o método.
. Do método, não gosto.
. Dos pressupostos disto tudo ( a paranóia regulamentativa inscrita no quadrado mental duma certa ideia de europa )ainda gosto menos.

Tudo isso à parte, gosto de uma mulher que sabe ser polémica, logo, "agradas-me, pequena" ( Ocatarinetabellachichix ) !

::)))

Silvia Madureira disse...

Existem leis que não deveriam ser implementadas e outras que deveriam...

De quem será a culpa?

beijo grande

O Guardião disse...

O senhor Nunes é muito básico, já que lá pelos seus lados só se limitam a fazer cumprir as leis, e quando não as percebem (ou não dão jeito) passam ao lado. Dirigentes desse calibre dispenso-os, assim como a uns outros que mesmo vivendo em Bruxelas assinam de cruz umas normas escritas por alguns fundamentalistas, mas que praticam exactamente o contrário.
Cumps

bluegift disse...

Laurentina,
O homem É um cromo! Espero bem que andem a cozinhar a sua substituição.
Bom Carnaval também para ti.

Lusitano,
A forma foi mesmo a mais mal escolhida, não tenhas duvidas. Alarvices de um poder em mãos erradas.

Manuel,
Ocatarinetabellachichix em terras de Astérix, é isso mesmo :D
Sou polémica por natureza, não há solução. Bem gostaria também de ser ainda mais sensata na insensatez! Senão, já viste a seca de vida que eu teria?
Voltando à Directiva, é o método que está errado, não duvides. Iguais na diversidade será o lema mais apropriado da UE. Se bem aproveitadas, as vantagens suplantam largamente as desvantagens.

Silvia madureira,
De quem o colocou lá. Pois...
Beijo também para ti.

Guardião,
Tem que haver coerência para se conquistar a credibilidade, sem dúvida. Há incompetência em todo o lado, neste caso, do lado português.

Compadre Alentejano disse...

A ASAE é o Sr.Nunes e o sr. Nunes é a ASAE, não há que ter dúvidas. Ele está para a ASAE tal como o ditadorzinho do Sócrates está para o governo.
Gostei imenso do blog O JUMENTO lhe ter chamado "Lili Caneças da ASAE". Com o mediatismo que o rapaz gosta, esta denominação até lhe fica muito bem.
Haja higiene e segurança alimentar mas sem fundamentalismos, nada mais...
Um abraço
Compadre Alentejano

Sniqper ® disse...

Mais uma vez culpamos o mais fácil, o outro, no caso a ASAE e a cara conhecida, o sr. António Nunes. Será que quando começou o baile da ASAE ninguém se preocupou em analisar os seus métodos? Caras tapadas, força policial em excesso, comunicação social ao quilo e silêncio dos portugueses, como sempre.
Agora reclama-se, tarde talvez ou não, mas será que chega reclamar ou o que se deveria fazer era tomar atitudes?
Este é mais um dos exemplos que aqui, neste Portugal, por cobardia ou preguiça, consentimos tudo o que nos atiram para cima, falamos mas volto de novo a perguntar... E atitudes?

antonio disse...

Li o referido guia (por acaso não, mas digo isto porque senão lá se vai o meu raciocínio) e não encontrei nada sobre o bom senso...

A lei não invoca o bom senso, é suposto ele existir.

Carol disse...

Sinceramente, concordo que o presidente da ASAE devia ter sido demitido mas, a partir do momento em que se abrem excepções à lei, quem teria moral para o fazer?!
Concordo com a fiscalização rigorosa que, a nível da restauração, antes da ASAE, não existia ( e sei bem do que falo, pois tenho um familiar a trabalhar nessa área há muitos anos.
É certo que também há exageros, mas parece-me que o meio-termo poderá ser alcançado.

P.S.: Quanto ao açúcar, Blue, depois do que já vi por ai, eu só quero do empacotado!

Carol disse...

Esqueci-me de agradecer a ti e ao Tiago a visita e os comentários ao meu novo projecto.
Beijinhos, amigos!

bluegift disse...

Compadre alentejano,
Também me parece que ele anda a querer armar-se em lilizinho, mas não deve ir longe, para isso é preciso mais que andar armado em selo a fazer fumarolas.

Sniqper,
Há que começar por algum lado. Creio que a contestação que se está a verificar na opinião pública com a ajuda dos blogues está a ser frutífera. Cada um faz o que pode.

Monsieur agent provocateur,
É isso mesmo, a bom senso deve estar subjacente a todo e qualquer processo de decisão, sem necessidade de mais. O problema está na escolha do decisor...

Carol dear,
Há moral de sobra para o fazer, acredita. Também concordo com a fiscalização rigorosa mas não histérica nem cega.
Quanto ao açúcar, se o estabelecimento tiver bons procedimentos de higiene, normalmente não haverá problemas. Eu só dei esse exemplo para demonstrar o quanto se está a exagerar no nosso país. Aqui para nós, nunca comas amendoíns e afins não empacotados...

Peter disse...

Fazes uma pergunta e a resposta é:

ESTÁ!

Arrogância e prepotência, começamos a estar habituados e o que é pior, acomodados.

"Se queres ver um vilão, pôe-lhe um pau na mão"

Carol disse...

Pois, eu sei...

C Valente disse...

Esperamos que a ASEA , não queira estragar tambem o carnaval
Bom feriado e saudações amigas

bluegift disse...

Peter,
Pois está, disso não tenho qualquer dúvida...

C_valente,
Já faltou mais. Um abraço também para ti.