Composição : Assembleia da República.

A Assembleia da República é um lugar muito grande, com muitas cadeiras, e eu vejo na televisão que umas estão ocupadas outras não, fica em Lisboa.

No centro da sala fica uma cadeira muito alta onde se senta um senhor, que está lá para mandar calar os outros. O meu pai diz que é o Presidente da Assembleia da República, que é o Senhor Jaime Gama.

Por baixo senta-se um senhor a quem chamam Primeiro-Ministro, que é o senhor José Sócrates e dos dois lados dele uns a quem chamam Ministros. Às vezes parece assim em minha casa na mesa grande quando o meu avô fica no centro e nós todos à volta.

O resto das cadeiras são ocupadas por uns senhores e senhoras a que chamam deputados, mas cá em casa o pai chama-lhes outras coisas, algumas não percebo bem.

Ele uma vez disse que aqueles senhores eram uns cromos. Na altura fiquei muito triste, pois faço colecção de cromos e nunca me saiu um cromo desses, ao que o meu pai me disse "Ainda bem !!!", eu não percebi...

A mamã diz que a Assembleia da República é um lugar onde uns senhores vão para beber um café, ler o jornal de graça e conversar com os amigos, diz ainda que gostava era de ver aqueles senhores todos com enxadas e vassouras nas mãos. Eu também não percebi, e quando lhe perguntei ela mandou-me estudar e estar calado.

Ontem estava à espera de ver o meu programa preferido, que se chama "A ilha das Cores", quando vi imagens de uma conversa, que estavam a ter na Assembleia da República sobre uma coisa que chamavam de tratado.

O meu avô explicou-me que o tratado que falavam, era um papel onde estavam escritos os termos da rendição de Portugal aos invasores europeus.

Eu mais uma vez não percebi nada, nem sabia que estávamos em guerra, mas se o avô diz, eu acredito, afinal ele sabe sempre tudo.

Depois fui perguntar à minha querida avó o que era para ela aquilo tudo e ela respondeu-me, que gostava muito de cozinhar caldo verde e adorava arroz de feijão.

Na sala de aula, a minha professora ensinou que as pessoas podem ver os debates mas que não podem falar, nem que seja para dizer olá a alguém, ela disse que foi lá uma vez e perguntou à Senhora Ministra da Educação pela mãe dela e logo foi mandada para a rua mas que antes o polícia lhe pediu o nome e mais umas coisas.

Eu só sei que a Assembleia da República é um lugar muito divertido e por isso já pedi ao meu pai para comprar os bilhetes para ir lá, ao que ele respondeu "nem que me pagassem!!!". Eu não entendi, então o meu papá não gosta de rir?

Eu adoro rir, ainda por cima se tiver uns senhores engraçados a dizer uns disparates aí é que eu me divirto e se ainda fizerem umas acrobacias, uns saltos e umas piruetas, então é que é.

37 comentarios:

NuNo_R disse...

Com tantas cadeiras que há por lá, uma podia ser para mim...

Eles são tantos a fazer nenhum, que mais um por lá, não se notaria a diferença :D


ABR...PROF...

António de Almeida disse...

-Escrevemos quase sobre o mesmo tema, eu destaquei António José Seguro, não sou socialista, mas tenho de elogiar quem não segue o rebanho. Em França os socialistas eram pelo referendo, votaram pelo referendo, sondagens indicam que a maioria dos franceses era pelo referendo. Que Europa querem construir, onde só podemos dizer sim?

MIMO-TE disse...

Olha por isso é que eu prefiro rir, como o menino... :)))

Bjo
Mimo-te

DS disse...

Acho piada! Realmente o mundo é diferente visto com os olhos de uma criança! Só espero é que alguns desses senhores estejam lá a fazer algo de útil, algo mais de que fazer rir os putos!
Bjos!

Tiago R. Cardoso disse...

NuNo_R,
Por acaso também estava a precisar de uma, já agora também uma secretária, é preciso pousar o jornal e o café em algum sitio.

António de Almeida,
"Que Europa querem construir, onde só podemos dizer sim?"
Pelo que tenho visto, nem isso podemos fazer, nem dizer sim nem não, muito menos dar opinião.

Mimo-te,
Tens razão, é que se não levarmos isto a rir estamos bem arranjados.

ds,
Olha que eu desconfio que não, embora se possa, segundo a mãe, ler um jornal, tomar um café e conversar com os amigos.

lusitano disse...

Visto sobre este prisma, até que a "coisa" nem está muito mal...

O problema é que para fazer aquilo que fazem não eram precisos tantos e já que é para rir, ao menos que tivessem graça...

Ah, e para circo, faltam os leões...ou não...

Rui Caetano disse...

Deveriam reduzir as cadeiras e o número de deputados.

quintarantino disse...

O texto como exercício de ironia fina está bem imaginado e pede meças.

Contudo, leva-nos para terrenos muito próximos do populismo e de uma visão extremamente reduccionista da realidade.

Sou defensor de uma alteração profunda no sistema eleitoral que permita a redução do número de eleitos, por exemplo. De facto, penso serem excessivo o número de deputados mas não é por aí que surge a questão das cadeiras vazias.

Aliás, quando no hemiciclo surge essa imagem, convém que se tenha a noção que aquelas não são reuniões de plenário e que também na Assembleia da República as regras do quórum de funcionamento e deliberativo se aplicam.

A má imagem que os deputados possam ter corresponde, isso sim, ao reflexo máximo que os portugueses possam ter do sistema político no seu todo; basta que queiram assistir a uma reunião da Assembleia de Freguesia ou da sua Assemleia Municipal para rapidamente se aperceberem que por ali o panorama pouco melhor é.

Muita prosápia, alguma basófia, demagogia quanto baste? Lá isso é, mas é o que as massas que se interessam pelo fenómeno político na sua vertente mais militante e menos reflexiva apreciam.

Carol disse...

Olha, Tiago, adorei a abordagem irónica com que abordaste este tema. Mas, e há sempre um mas, as coisas nãp podem ser tão lineares.

Há gente na AR que, acredito, estará ali para fazer o seu trabalho e outra que nem por isso, como em todas as classes profissionais.

Concordo que se reduzisse o número de deputados, mas acho que a mudança não passa só por aí.

Parece-me que seria muito útil e benéfico que os eleitores votassem realmente em quem quesissem e não numa lista de nomes que, nas mais das vezes, não nos dizem.

Vou-te dar um exemplo: existe um deputado,, no partido da oposição, que conheço desde a mais tenra idade e que nunca na minha vida poderia contribuir para que ele ocupasse a cadeira que está a ocupar. E porquê? Porque é uma pessoa desprovida de carácter, apesar de aparentar ser bom rapaz, pois desde o namoro que o vi maltratar física e psicológicamente a actual esposa.
Como poderia eu votar em alguém assim?!

Blondewithaphd disse...

You know what? I liked it!
It's the popularized vision of politicians, truth lying somewhere in between the irony.

antonio disse...

Bom texto Tiago com um fino sentido de humor, apesar de teres começado mal... não gostei nada daquele: fica em Lisboa.

Alguma piada do seu avô e que o menino não percebeu... quando cresceres vais perceber melhor e se tiveres sorte virás viver para Lisboa.

Peter disse...

Uma bela composição para começar bem o dia. Fartei-me de rir.
O teu avô é que tem razão.

Tiago R. Cardoso disse...

lusitano,
Então não tem piada, por exemplo o deputado Renato Sampaio, que passou o debate com um corta-unhas na mão a tratar de unhas e peles, é só rir...

Rui Caetano,
No mínimo, no mínimo...

quintarantino,
concordo com muito que tu dizes, também concordo com a reformulação do sistema, a lei que permite que se veja na televisão uma sala vazia, onde deputados estão reunidos em enumeras comissões, a alegarem que não estão no parlamento mas que estão ao serviço dele no exterior, entre outros, está totalmente errada.

E olha que as crianças olham para tudo isto da forma mais simples, não analisam as coisas, limitam-se a descrever o que vêem, dai visão extremamente reduccionista da realidade.

Tiago R. Cardoso disse...

Carol,
Para se chegar ao objectivo é preciso encarnar a personagem, a leitura linear é uma forma simples de ver as coisas, estamos a ler este texto como adultos, deveríamos o ler como uma criança que lê as coisas e não as analisa apenas olha para elas de forma simples, isto é preto, isto é branco, não pergunta porque é preto e porque é branco, dai a forma linear.

Numa visão adulta da situação, concordo contigo, destes um bom exemplo e eu no comentário ao Lusitano dei outro, evidentemente que a imagem do mau, como todos sabemos, tapa sempre o bom que se faz, ainda por cima se o mau for muito mau.

Blondewithaphd
Obrigado, no meio da simplicidade está o complexo, ele está lá.

António,
Acredita que neste caso o "Lisboa" está lá só como localização sem outros fins, olha que é a única coisa que só tem uma leitura.

Peter,
gostei, o amigo leu o texto e destacou uma das que lá estavam...

Fa menor disse...

Eu também gosto muito de me rir! Dar gargalhadas mesmo! E o teu texto está um espectáculo!
Só não concordo muito com o facto de a Assembleia da República ser um lugar para se rir... Um sítio onde se mata e se esfola gente não pode ser um lugar para rir. Tenho pavor a filmes de terror...

NINHO DE CUCO disse...

Tiago
A Assembleia da República tem para mim um enorme significado porque eu ainda vivi no tempo da União Nacional.
Respeito profundamente este orgão de soberania que é o garante da vida democrática.
Poder-me-às dizer que a AR espelha uma realidade do País que nós gostariamos de não ter. Poder-me-às dizer que é necessário melhorar a qualidade da nossa democracia e dos políticos que mais se servem do que nos servem. Poder-me-às dizer que há formas de funcionamento que têm que ser corrigidas. Tudo isso eu aceito, Tiago.
Gostei da forma como se comportou António José Seguro. A honradez acima de tudo. Já não aceito que PS/PSD se comprometam, perante os portugueses, a fazer um referendo ao Tratado e depois não o façam. Pessoalmente não morro de amores pelo referendo mas sou escrava da palavra e do compromisso. Envergonho-me de quem não os sabe honrar. O que está mal não é a AR mas sim o uso abusivo que os deputados fazem do voto dos portugueses.
Por isso espero que quem se rebela contra a falta de cáracter não vá, nas próximas eleições, votar naqueles que a encarnam.
Lídia Soares

Compadre Alentejano disse...

É um dos melhores textos irónicos que li até hoje. Parabéns.
Faltou dizer que, um grande número daqueles deputedos nem chega a abrir pio, durante uma legislação. É uma miséria, porca miséria...
Um abraço
Compadre Alentejano

Paulo Vilmar disse...

Tiago!
Aqui, dizem da Câmara dos deputados que se tapar vira circo se cercar vira manicômio! Acho que é mais ou menos assim em todo o mundo...Belo texto!
Abraços!

Tiago R. Cardoso disse...

Fa menor,
amiga temos de rir, sinceramente temos mesmo que rir, é que se não for de outra maneira somos contagiados por este climas de depressão psicológica que se sente neste nosso amado país.

Lidia,
Eu também respeito imenso o parlamento, desde miúdo e ainda hoje se mantem um gosto de ver os debates no parlamento, gosto imenso da troca de ideias, do debate, da picardia politica, não sei... Daquele toma lá dá cá.

No entanto, para serem respeitados tem que se dar ao respeito, é para mim uma falta de respeito o deputado ir lá para o parlamento durante um debate, no caso o socialista Renato Sampaio, cortar as unhas e tratar das peles, ali à frente de toda a gente, é para mim uma falta de respeito fazerem comissões parlamentares por tudo e por nada, algumas nem sabem o que estão a investigar e depois não aprovarem uma para saber se nós somos o tapete de entrada em Guantanamo, onde os americanos passam aqui para limpar os pés.

Alguns exemplos da falta de vergonha, podia avançar com mais, o Quintino falou ontem das incompatibilidades, nos comentários ao texto ficou-se a saber mais umas coisas, hoje a Carol avançou com mais um exemplo.

Eu respeito a instituição, mas quem lá está tinha de se dar ao respeito.

Compadre Alentejano,
totalmente de acordo, dai a mãe do miúdo dizer que vão para lá para ler o jornal, tomar o café e conversar com os amigos, eu acrescento para acenarem conforme manda o chefe.
Um abraço, compadre e força !

Paulo Vilmar,
Pelo que tenho lido não é à toa que Portugal e Brasil são irmãos, em muitos aspectos senão na maioria as mentalidades são parecidas.
Um abraço transatlântico.

Sniqper ® disse...

Humor, o remédio para as depressões que essa gente, perdão, os Senhores Mui Nobres Deputados nos causam, gostei.
A descrição está excelente, um bom retrato da Assembleia da República, um espaço lúdico, onde impera o entretenimento palavroso, que me faz um nervoso terrível, mas enfim.
Uns gritam, outros acusam, outros dormem, outros folheiam jornais e muitos são os que ocupam o seu lugar em outro lugar, porque de cadeiras vazias é uma visão constante.
Para terminar gostaria de deixar uma ideia genial, digo eu, modéstia à parte...
Quem sabe se não seria um sucesso uma colecção de cromos, afinal seria uma forma de andarmos entretidos a trocar caras uns com os outros, mas de facto existe um problema, as repetições...
Bem, ficou a ideia, e mais não digo porque de facto nada existe para dizer sobre a politica em Portugal, a não ser talvez, tirem-me deste filme, quero o meu dinheiro de volta...

bluegift disse...

Muito bom texto, Tiago, fizeste-me rir com a boa dose de ironia que colocaste na visão da criança. A brincar a brincar vão-se dizendo as verdades. Estás a ver porque é que os deputados deviam ter exclusividade? Talvez houvesse menos circo e mais trabalho de conjunto.

SILÊNCIO CULPADO disse...

Tiago
Fomos nós que elegemos essa gente e somos nós que os mantemos com a nossa indiferença ou com a defesa cega dos partidos em que votamos.
Para vermos outro filme temos que mudar os personagens e o argumento.
Porém assusta-me o descrédito nas nossas instituições democráticas e a forma como o mesmo é alimentado de ânimo leve. É que eu não quero uma ditadura como alternativa ao que está.
O teu texto é muito giro e bom para levantar questões. Questões que devem ser ponderadas.

Tiago R. Cardoso disse...

Sniqper,
De facto acho que levarmos a coisa com humor é a melhor solução, se não estava-mos bem arranjados.
No aspecto dos cromos repetidos tem razão, é que já os originais são o que são imagine se tivermos de levar com os mesmos várias vezes.

Bluegift,
Incompatibilidade e boa educação, já escrevi noutro comentário, cortar as unhas durante o debate é no mínimo pouco educada, mas se calhar é menos grave que algumas asneiras que eles dizem.

Lidia,
O descrédito está a passar o limites do ridículo, caminha em passos largos para o abismo, mas não estou a ver possibilidades de melhoras, nem com renovações que com caras diferentes trazem as mesmas ideias nem com movimentos cívicos, que a única diferença que trazem é dar a palavra a quem quis sair de um partido por falta de protagonismo ou por não conseguirem mandar nele.
Infelizmente fomos nós que os elegemos, talvez não por acreditarmos neles mas por acharmos que os que estamos a votar não são bons, são é menos maus que os outros.

joshua disse...

Muito bem, Tiago. Temos todos esses mitos e caricaturas plantados na nossa experiência de vida.

Os Ingleses também têm um Parlamento. O nosso Parlamento é mais CataVento e FazdeConto!

Abraço

PALAVROSSAVRVS REX

jo ra tone disse...

Ah!
Assim fico a perceber de política!
Se nas aulas de Introdução à política me tivessem falado desta forma, um grande político tinha daqui saído!
Parabéns pelo texto, Tiago.

Templo do Giraldo disse...

http://templodogiraldo.blogspot.com/

Passem por aqui e comentem. SAUDAÇÕES

Carol disse...

Agora que li o texto da forma que ele merecia, percebi ainda melhor a tua ironia ou, até, sarcasmo. Vejamos:

- A criança assume-se como tal: descomplexada, ingénuo e inocente. Ela desconhece e não percebe muito do que a sociedade lhe revela e "agarra-se" à família para a tentar perceber. As figuras masculinas, bem como as suas opiniões são preponderantes e já se vai ver porquê...;

- A avó assume o papel da típica mulher portuguesa de há uns anos atrás e corresponde ao velho chavão machista "O lugar das mulheres é na cozinha!";

- A mãe tem como função cuidar da educação dos filhos, daí aquele "Cala-te e estuda!". De qualquer forma, já tem uma opinião (nada abonatória, diga-se)formada sobre os políticos e a Assembleia da República;

- O avô parou no tempo e nem sequer percebe que a Europa, agora, é um continente mais amistoso. Para ele, a UE nada mais é do que um grupo de países invasores com quem assinámos um acordo de paz e, claro, de subserviência.

Agora, meu amigo, percebi a real dimensão do teu texto e verifiquei que fizeste aqui uma crtica política e social. Excelente trabalho!

Carol disse...

Esqueci-me do pai, coitado... O líder da casa e da família, aquele que mais impressiona a criança pelas suas opiniões que, para a sua idade, são um pouco confusas.

Maria P. disse...

Excelente texto.
Parabéns.

Tiago R. Cardoso disse...

Joshua,
Obrigado, como o mundo dos adultos é complicado, todas estas imagens, embora algo exageradas fazem parte do meu imaginário.

Jo ra tone,
Obrigado, é uma forma simplificada de ver as coisas, demasiado porque é vista no perspectiva de uma criança, claro que na simplificação está o complexo, como já disse antes ele está lá.

Templo do Giraldo,
Uma entrada publicitária, agradeço o seu comentário ao texto e ao assunto em discussão.

Tiago R. Cardoso disse...

Carol,
explicastes tudo nas tuas intervenções, de manhã vistes a parte do parlamento e agora desmontastes as personagens, muito bom, obrigado.

Maria P.
Obrigado, tomara eu escrever textos como tu tiras fotografias.

C Valente disse...

Felizes os inocentes, por não entenderem a podridão dos cromos
Sauduações amigas

Pata Negra disse...

Pois meu filho, chegou a altura de começares a pensar como a tua família! Diz também à tua família que eles andam a tratar de mudar a lei eleitoral para que votem só em alguns!
E que a tua família te conte que houve tempo em que não era tanto assim!
Um abraço botante

Francisco Castelo Branco disse...

Muito bom texto
E excelente abordagem.....

Agora de quem é culpa de estas situações se passarem? Nossa ou deles?

É que infelizmente, não há ninguém que meta os "independentes" no poder. Nessas cadeiras.
Porquê? por acaso faziam melhor trabalho e de certeza que estavam por lá.......
Agora há que tentar mudar isto.
Por algum lado. Há que lutar.

Tiago R. Cardoso disse...

C Valente,
Tem toda a razão.

Pata Negra,
Já me explicaram isso, aliás até me explicaram que por este caminho, um dia destes só os políticos é que poderam votar, o povo é estúpido e não tem nada a votar no que não sabe, basta ver a questão do tratado.

Francisco Castelo Branco,
Concordo, a culpa é nossa, infelizmente os cromos são sempre os mesmos e nós tentamos votar no menos mau.No entanto eu pessoalmente não acredito muito em independentes.

Cati disse...

Que texto delicioso... adorei! A Assembleia da Repúlica e o País vistos pelos olhos de uma criança e da sua família! Ideia fantástica e muito bem escrita!

Fez-me lembrar quando eu era pequena e fazia esse tipo de perguntas ao meu pai e à minha mãe... É engraçado que, anos volvidos, eu continue a achar a situação familiar!

Um grande beijinho e parabéns pelo texto!

Tiago R. Cardoso disse...

Cati,
O melhor era quando fazíamos essas perguntas e tínhamos respostas diferentes conforme a posição de cada um.
Para ti também e obrigado.