Afinal, os burros somos nós...

Eu sou uma devoradora de livros. Gosto de ler, cirandar pelas livrarias, pegar nos livros e sentir-lhes o cheiro. Houve tempos em que os comprava de maneira quase compulsiva. Comprava por achar o nome giro, por conhecer o autor, porque lia um excerto e despertava-me a curiosidade... Mas o facto de passar a trabalhar por conta própria e ter responsabilidades para com colaboradores e senhorio, tornaram-me mais poupadinha.

Apesar disso, continuo a ir religiosamente às livrarias, a pegar nos livros, a sentir-lhes o cheiro e o toque, a descobrir relances da narrativa para me permitir divagar e imaginar como se desenrola...

Há alguns meses atrás, deparei com um novo best-seller. Confesso que esses não são normalmente os que atraem a minha atenção, mas por todo o lado ele dominava os escaparates e toda a gente me falava nele. Até fiquei curiosa, mas nunca o comprei. Mas dizem que o destino é mais forte do que qualquer outra coisa e acabaram por mo oferecer no Natal...

A autora do livro em questão diz que este constitui um mestrado que nos permite “perceber o poder invisível" da nossa mente, o poder e força do nosso pensamento. Diz o povo que “quando a esmola é grande, o pobre desconfia” e foi isso que senti. De qualquer forma, decidi ser um pouco mais condescendente e iniciei a sua leitura...

Neste momento, vou na página 35. Nem parece meu, ainda não ter concluído a sua leitura mas outros livros se atravessaram no meu caminho... Mas isso é outra conversa!

Rhonda Byrne defende nesta obra que “a lei da atracção é uma lei da natureza” e que é “precisa e exacta”, tal como a lei da gravidade. Esta lei da atracção é supostamente ditada pelo poder do nosso pensamento que tem a capacidade atrair tudo aquilo que desejamos. O busílis da questão é que é preciso programar esses pensamentos.

E isto porquê? Porque, segundo o livro, os nossos pensamentos são enviados para o Universo, e atraem magneticamente todas as coisas semelhantes que estão na mesma frequência.” E nós constituímos uma autêntica “torre de transmissão”. E porque é que não podemos pensar na negativa?
Porque o Universo não descodifica palavras, pensamentos, desejos expressos na negativa. Daí que, segundo a autora, se todos pensarmos de forma positiva num determinado assunto, isso irá realmente acontecer pois estamos todos na mesma frequência, a desejar o mesmo e da mesma forma. O mesmo acontecerá quando nos focarmos nos aspectos tristes, negativos das nossas vidas ou das dos outros.

Por outras palavras, quando há uma catástrofe, segundo a lei da atracção, ela dá-se porque muitos pessoas estavam na frequência errada, simultaneamente. Assim, não podemos pensar, desejar aquilo que não desejamos, isto é, não podemos pensar “Eu não quero ter um acidente!” quando tudo o que queremos é ter uma viagem tranquila. Então, para colocar o poder do pensamento ao nosso serviço, devemos pensar: “Quero ter uma viagem tranquila!”.

E, assim, graças a um daqueles livros por quem eu não dava nada, descobri a resposta àquelas questões que se colocam a todos, (bem, quase todos) os portugueses: mas em que país é que José Sócrates vive? Como é que ele pode achar que a economia apresenta um crescendo, que o desemprego diminuiu, que Portugal está bem e recomenda-se?

Pois é, meus, amigos, ele é que está certo! Ele leu O Segredo e está a aplicar rigorosamente a lei da atracção aí defendida!
O problema é que nós estamos todos na frequência errada...

32 comentarios:

António de Almeida disse...

-Todos na frequência errada não, a julgar pelas sondagens... E quem me lê sabe que não costumo poupar Socrates, o problema é que as pessoas o veêm como alguém que implementa reformas necessárias, a máquina socialista é muito poderosa, e está bem instalada nos diversos tentáculos do estado, por sua vez, as hostes laranjas teêm pouca vontade, nomeadamente os seus quadros médios e superiores, aquilo que será massa cinzenta, indiferentes á liderança errática de Menezes. O resto da oposição não conta para este campeonato.

Carol disse...

António: Quando digo que estamos na frequência errada é porque o livro defende que, para obtermos o que desejamos (um Portugal melhor, neste caso) devíamos ter pensamentos positivos, tipo:

- O emprego está a crescer;

- A saúde melhorou bastante;

- Quando chamarem o INEM, vou ser rapidamente atendido...

Ou seja, devíamos pensar como o nosso 1º e, assim, o Universo ouviria essa frequência e retribuíria na mesma onda...

bluegift disse...

Como estou com insónia acho que o a melhor é comentar o teu texto; assim, em vez de contar carneiros conto letras...
Gosto muito deste teu post, por várias razões.
Primeiro porque ele me lembra o quanto eu gosto de sentir um livro: a textura, o cheiro, a capa, a novidade. Um pouco como a diferença entre a versão deliciosa inglesa e a aberrante portuguesa dos Harry Potter's.
Depois, essas teorias tão impossíveis de negar quanto de confirmar, sobre a teia de interligação cosmológica em que estamos supostamente inseridos, lembraram-me um livro muito poético que adorei ler, o "Ilusões" do Richard Bach, também autor do fabuloso "Fernão Capelo Gaivota". O resto é um autêntico lixo mas estes dois são magníficos.
Por último, acho que o Sócrates tem razão. Repara, a situação já por si é complicada, imagina se o homem ainda por cima fosse negativo, onde é que iriamos parar? Deixa-o lá acreditar que isto vai melhorar, pode ser que assim a inspiração melhore.
(acho que resultou, é desta que vou dormir, só posso estar a sonhar... ;))

Sniqper ® disse...

Cara Carol,
Excelente texto de análise e de incentivo, começa e muito bem por despertar as mentes para o sentir, o cheirar, o manusear de um livro. Acções que se vão perdendo, umas pelo preço dos livros, algo que está errado porque de facto não são os autores a causa disso, sim a imensa roda desde a editora, passando pela distribuidora, e todas as inerentes acções de divulgação, uma máquina que engole euros, beneficia quem promove, prejudicando quem poderia usufruir do produto final, nós.
Quanto ao livro em questão, li alguma coisa sobre ele, como agora se diz na diagonal, e acho que não será das melhores abordagens na matéria, essa que hoje em dia toda a gente quer entender, a mente. Pensamentos não são energia, e muito menos essa anda pelo ar influenciando pela positiva ou pela negativa o Universo, se assim fose que maravilha, bastava um movimento universal positivo para anular de vez com essas nulidades que nos governam.
Quanto ao nosso P.R., acho que ele nem pensa positivo nem negativo, ou seja é um ser impulsivo, denota sempre nas suas intervenções expressões faciais que não transmitem confiança, vejo ali um grande vazio onde ressoam palavras ensaiadas, nada mais.
O Segredo está nas nossas mãos, pensando positivo, enfrentando as situações em conjunto, sem divisões de cores, afinal o que todos queremos é viver numa sociedade justa e com condições ou estarei enganado...?

Fa menor disse...

Carol,
muito me contas!
Há que tempos que esse "Segredo" me anda a intrigar! Tenho de o ler, tenho de o ler... nunca se sabe!

Quanto ao Socátas... cuidado! ele pode atrair mesmo os incautos que acreditarem nele ou naquilo que quer em que acreditem!

Manuel Rocha disse...

Carol,

Obrigado pela recensão dessa "tese de mestrado". Considero-me esclarecido e dispensado de ir mais longe...lol

Depois, com as premissas equívocas, acabas com uma conclusão quanto a mim certeira. Não tanto no que respeita ao discurso super-optimista do PM. Mas seguramente na pessimista alma lusa. Estamos fadados para o fado. E como sem matéria prima não há letra para a choradeira, especializamo-nos a "catar" desgraças...:))

rouxinol de Bernardim disse...

Sorri ao ler este texto bem elaborado. Mas... dizem que a fé remove montanhas... eu não acredito mas há quem o faça!

SILÊNCIO CULPADO disse...

Carol
Adorei que falasses da paixão por livros. Uma paixão que já poucas pessoas têm e que deveria ser incentivada.
Relativamente ao pensar positivo, essa deverá ser a postura para a construção. Porém, enquanto o nosso Primeiro-ministro mistifica os resultados para ganhar eleições e, muito possivelmente, iniciar um novo mandato que, provavelmente, não irá cumprir, há um vasto conjunto da população com problemas que não se mitigam com estes exercícios de magia.

O Guardião disse...

Pensando de modo positivo, para não entrar em comprimentos de onda errados, desejo as maiores felicidades ao engº Sócrates... na China, que é a economia que ele deseja.
Cumps

quintarantino disse...

Quem me conhece sabe que eu não tenho problemas em reconhecer um bom argumento quando o vejo ou leio.
Serve isto para dizer que gostei da abordagem que fazes (desculpa lá o tratamento informal, mas afinal entre irmãos andar com você para aqui e para ali não calha) e, ò céus, do que diz a nossa comentadora Sniqper.

Um dos problemas de Sócrates é precisamente a ausência absoluta de expressão facial que leva a que se fique sempre desconfiado.
Em tempos Vasco Pulido Valente apodou António Guterres de "picareta falante" e todos acharam imensa graça (nunca percebi bem porque raio uma picareta há-de ser falante), mas a Sócrates que apelido se poderia dar?

Já o disse e repeti-o aqui novamente: a Sócrates falta-lhe a visão de estadista. E é por isso que tem de praticar aquele discurso de optimismo que soa a falso. Tivesse ele uma verdadeira dimensão de estadista e as reformas que está a implementar (e algumas, queira-se ou não, são necessárias) obedeceriam a uma lógica estrutural e o País aceitaria que se falasse verdade. Assim têm de apontar para as meias tintas.

Parte disso também resulta da nossa incapacidade de ultrapassar quezílias corporativistas e de interesses de "classe" ou até individuais.

Peter disse...

Vir aqui já se tornou um hábito. Adoro visitar livrarias e nunca dispenso a minha ida diária à FNAC (Chiado). Gosto de ver, palpar, folhear, manusear, sentir o cheiro dos livros. Costumo dizer que sou um "comprador de livros compulsivo", porque não consigo dar vazão e as pilhas vão crescendo. Mas se surge um bom livro, ou pelo menos um que me desperta a atenção e eu não o comprar, corro o risco de ele se esgotar e de não o reeditarem.
Também eu comprei, depois de muitas hesitações, o livro em questão. Lá ficará numa das rimas por largo tempo.

Carol disse...

Costumo dizer, enquanto menina que sou (sim, já tenho mais de 30 mas hei-de ser sempre uma menina!), que comprar livros é como comprar carteiras. As mulheres adoram o cheiro, o toque de uma boa carteira... A diferença é que a carteira estará cheia de nada e assim continuará, nas mais das vezes e os livros estarão repletos de palavras, ilusões, aventuras. Para além disso, dar-nos-ão riqueza espiritual e intelectual, far-nos-ão viajar para lugares, memórias inimagináveis...

"Ah, que prazer ter um livro para ler..." e, ao contrário do que diz Pessoa, fazê-lo!

Carol disse...

Maninho, se me tratasses por você, arriscavas-te a um bom par de estalos quando te encontrasse!! lol

Sniqper ® disse...

Caro Qintarantino,
Acho imensa graça ao seu modo de estar na vida, ou seja aparenta ser um pessoa com uma formação académica boa e detentor de uma boa qualidade de escrita, mas...
Como eu gosto do mas..., é sem dúvida alguma um homem que gosta de "provocar", no bom sentido da palavra, entenda o termo como lançar uma pedra a um lago para agitar as águas calmas, percebe a figura?
Não me incomoda absolutamente nada a sua persistência, na identidade do Sniqper, se é um homem ou uma mulher, mas...
Como manda a lógica, digo eu, quando se analisa a escrita de alguém, procura-se perceber a sua mensagem no que escreve. No caso meu caro faz muito tempo que sabe a identidade do Sniqper, ou melhor o sexo, se isso é assim tão importante para analisar os meus textos, mas...
Se por um acaso de tempo ou falta de análise do conteúdo do Kolmi ainda não percebeu, então vou-lhe facilitar a vida a si e a quem lhe interessar tal pormenor, basta ler o seguinte texto:
Maria vs Sniqper, publicado neste link:
http://kolmi.blogspot.com/2007/07/maria-vs-sniqper.html, espero que após a leitura do mesmo, este vá servir para deixar esclarecidos/as os/as que tanto precisam de saber quem é quem para avaliar a qualidade dos textos publicados.
Cumps.

quintarantino disse...

Sniqper, olhe eu vou ler lá o tal post mas acredite que me é indiferente se é homem ou mulher. A sério que é...
Se conseguir, leve a coisa mais em tom de brincadeira do que provocação (pelo menos num sentido destrutivo).
Como disse, e acredite ou não, concordo com o que escreveu em comentário. Mais nada. E não me custou nada afirmar isso.

Tiago R. Cardoso disse...

Ora a está comprovado que afinal nós é que estamos errados, somos de facto uns ingratos, não compreendemos este grande estadista.

Quanto a este tipo de livros que originou a tua teoria, não gosto e agora fiquei com mais certeza, só servem para provar que afinal nós é que somos os ruins.

Amiga, obrigado pelo esclarecimento.

indomável disse...

Carol, (posso tratar por tu? é que não quero levar os dois estalos prometidos ao Quint...)

Bom, ia eu a dizer...
Ter na mão um livro completamente novo, tocar-lhe, sentir o seu magnetismo ainda antes de o abrir, o cheiro acre das suas folhas por abrir, adivinhar-lhe o negro das palavras, os sentimentos cruzados das suas mensagens... tudo isto me apaixona e me faz ficar horas numa livraria ou numa feira do livro.
Uma das melhores experiências que tive na vida foi em Londres. Que tem isso de especial, perguntar-me-ão, tanta gente que esteve em Londres e a achou formidável. Mas não é de Londres propriamente dita que falo, é de algo que existe em Londres, ou melhor, vários algos.
Em Londres existem as maiores e mais belas livrarias em que estive. Vários andares repletos de livros, cada andar para cada categoria e no topo do prédio, uma cafetaria onde podemos estar calmamente a beber um belo café ou um tea, numa mesa coberta dos livros que tencionamos levar connosco, como companheiros, como amigos...
Toda esta narrativa para expressar a minha gratidão por me recordares que existe uma enorme magia neste prazer da leitura. Outro grande prazer mágico é descobrir que nos acontecem... os livros. Já o disse no meu blog, a mim acontecem-me livros, aqueles que estava á espera de levar comigo um dia e aqueles que são uma imensa surpresa e que me vão acontecendo quase porque uma lei superior assim o determina.
Esse que mencionas não me despertou a atenção, confesso, talvez por ser best-seller e nos dias que correm os best-sellers não são as minhas leituras preferidas. Talvez por se tratar de um livro que promete a solução para todas as nossas questões e eu ser uma incrédula que não aceita que alguém tenha todod esse conhecimento...
Seja como for, e sabendo nós como é o nosso PM, acredito seriamente que ele tenha lido o livro, afinal é adepto de best-sellers dos tempos que correm, ou não fosse ele o maior adepto do Tratado de Lisboa!
Sim, concordo contigo, estaremos todos no comprimento de onda errado, sendo que o nosso Primeiro é o único que marcha certo nesta parada...

joshua disse...

Sou extremamente positivo e cheio de esperança. No entanto, gosto de uma escrita ácida como um soco no estômago ou um mergulho num lago congelado: Kafka, literatura sapiencial e espiritual, muita filosofia e toda a literatura que em 37 pude albergar, fizeram-me um espírito Proteico e Bifacial no bom sentido, porque as minhas palavras se ferem de morte, permitem a renovação da vida.

Quanto à Política, sendo uma arte e uma arte de sábios e excelentes, está entregue a medíocres e possidónios com verbo de encher e Oco. Nada de bom se pode esperar deles, apenas a plasticina do que convenha aparentar momento a momento, Carol.

PALAVROSSAVRVS REX

quintarantino disse...

A TODOS aos que possam, venham ao Porto conhecer uma das livrarias mais belas do mundo.
A Lello.
Vejam aqui
Livraria Lello

Sniqper ® disse...

Caro Quintarantino,
Eu entendo perfeitamente a sua posição, sei que é uma pessoa de bem e sem receio de manifestar as suas opiniões, parabéns pela sua conduta. Bem como sei que lhe é indiferente quem é o Sniqper, o mesmo acontece comigo, estou na blogosfera por gostar de escrever, por isso quem gostar de me ler, fico feliz, quem não gostar, paciência não me afecta de modo algum, nem pessoal nem criativo.
Quanto à minha expressão provocação, entenda isso na vertente positiva, afinal vamos seguir a linha do texto da Carol, pensar positivo é um modo de afastar os negativos, esses que todos os dias nos penalizam com as suas "pedradas", agitando as nossas vidas, aumentando assim o nível de stress, o que nos coloca mais indefesos perante o seu avanço, bem programado e com um único fim, desgovernar este Portugal.
Cumps.

NINHO DE CUCO disse...

Continuando.

Quint,
Entendo que não é importante a expressão facial do Sócrates e até acho que ele se emociona como qualquer ser humano. Tem um bom auto-domínio o que é muito bom.
Também não concordo contigo quando dizes que a Sócrates lhe falta uma visão de estadista. Eu acho que ele até a tem.
Em meu entender o que falta a José Sócrates é honestidade intelectual e uma consciência de classe que o impeça de estar ao lado dos interesses dos poderosos e atirar aos probrezinhos umas esmolitas sem arripiar caminho no modelo que cava mais injustiças e desigualdades e que contribuiu para que Portugal descesse um lugar no ranking do PNUD.
Lídia Soares

quintarantino disse...

Lídia a expressão facial não é o "nec ultra plus" nem podia ser. Quando a referi pretendia apenas dizer que o rosto deixa antever muito do que nos vai no íntimo. Se assim não fosse, aos políticos não se pediria que estudassem a aparência, mesmo a facial.
Repara nos olhos e no semblante do Paulo Portas e fica com a sensação que ele não acredita em metade do que está a dizer. E é pena. Não que eu concorde com o homem, mas porque ele é combativo, persistente e arguto.

Quanto ao José Sócrates, Primeiro-Ministro penso que quando se "aposta" em:

- lançar grupos profissionais uns contra os outros;
- destruir subsistemas de ensino (o profissional, por exemplo e já aqui falei disso), sem que se veja consistência nas alternativas;
- encerrar urgências e maternidades sem cuidar de reforçar os equipamentos dos serviços centralizados e/ou disponibilizar a tempo e horas equipamentos e meios alternativos,

não se tem uma visão integrada das coisas. Não há ali um projecto galvanizador. A não ser esse de que falas e, se o é, então não é estadista.

Mas isto sou apenas eu e a minha muito modesta opinião de quem ainda assim mais acusa o toque de alguma "arrogância" governativa.

Sniqper, eu também creio firmemente que você é uma pessoa de bem e sem receio de manifestar as suas opiniões.

Temos tido os nossos incidentes de percurso, mas isso não impede que saiba distinguir o trio do jóio.

Quero explicitar que não é o Sniqper que me é indiferente, é o se é homem ou mulher. Valorizo mais as pessoas por aquilo que pensam, dizem e escrevem.

Carol, prometo que me calo a partir de agora. Afinal, hoje é o teu dia.

Blondewithaphd disse...

The Secret is all about good sense. Something that is lacking so much in this country.

(Carol dearest, page 35 is, in my mind, a record. Trust your instincts and be positive and that's the secret. Follow it up;))

Teresa Durães disse...

lol gostei da ironia!

Carol disse...

Indomável, aquele par de estalos fica pela promessa. Eu detestaria que o meu irmão me tratasse por você e, sinceramente, prefiro que ninguém o faço. Mas também há excepções...
Mas tu podes!

Ia aconselhar uma visita à Lello, mas o meu irmão antecipou-se...

Quanto ao livro, apesar de não fazer o meu género, vou lê-lo até aofim mesmo que demore. Para mim, ler é sempre bom e há sempre algo a aprender com a leitura.

Nesse aspecto e tal como na música, sou muito ecléctica.

Carol disse...

Blondie, I always try to do that!

Carol disse...

Graças a este post e aos comentários, percebi que há mais compradores compulsivos de livros e amantes de livrarias do que imaginava.

Gosto de ir respondendo aos vossos comentários, mas hoje está a ser muito difícil. Entre ida ao médico, trabalho e aniversário de alguém muito especial, o tempo foge... Pelo facto, peço desculpa.

Indomável, o que eu queria dizer é que estás totalmente à vontade para me tratares por tu! A mensagem anterior estava um pouco confusa...

O livro, quanto mais não seja, tem a mais valia de nos tentar incutir a ideia de que devemos ser mais optimistas e isso, se for alcançado, já é bom. Mas não pensem que temos ali uma grande obra literária!

sol poente disse...

Carol
Só a cultura liberta o homem. Amar os livros é quebrar cadeias.
Também o teu post revelando a tua visão das coisas, contribui para o esclarecimento que conduzirá a que se combatam, cada vez mais, as situações injustas.

Apela-se a uma postagem colectiva de apoio à inocência e contra a pedófilia para o próximo dia 14.

Continua, Carol e Notas Soltas para que a informação livre se mantenha activa e cresça o seu espaço de actuação.

Abraço a todos

NÓMADA disse...

Quint
Desculpa lá mas lá vou eu dirigir-me a ti.
Relativamente ao que as campanhas de imagem ensinam aos políticos,todos nós sabemos quais os objectivos e não são os do esclarecimento nem da verdade.Mas temos que lidar com isso, são sinais dos tempos. Porém espreitando por debaixo do verniz sempre se vislumbra algo que nos ajuda a identificar o actor.
Para mim Sócrates é quase perfeito nesse aspecto. Acho-o bem parecido, bem falante, com uma postura convincente e gosto do ar dele. Sou fã daquela postura.
Também não sei se o homem não tem visão de estadista. Salazar não a tinha? Dizes que ele não tem uma visão integrada por causa de um conjunto de medidas com as quais não concordas e eu também não. Mas eu não sei se ele não tem uma visão integrada. Eu acho tudo muito coerente e é isso que me assusta.
Assusta-me pelos motivos que atrás apontas e assusta-me porque me vou dando conta duma realidade, que confronto, quando contacto Associações de Solidariedade, quando viajo em transportes públicos pelo interior do país, próxima das pessoas do Portugal profundo do qual não nos apercebemos a partir dos nossos gabinetes.
E o que eu sinto, amigo Quint, é que estamos a regredir em direitos e em garantias. E não vejo essas maravilhas de recuperação de que fala o nosso PM.
Não quero seguir o fado nem o pessimismo mas a querida Carol que me perdoe, mas também não quero ser como o rapaz optimista que desejava ter um cavalo e que ficou todo contente quando, pelo seu aniversário, o pai lhe ofereceu uma ferradura. É que depois só faltavam mais três ferraduras e depois era só o cavalo.
Um abraço a todos e beijinhos à Carol que está aqui em grande força.

JOY disse...

Olá Carol,

Também gosto desse simples acto de entrar numa livraria e tocar os livros ,confesso que não sou leitor deste tipo de literatura que tem solução para tudo,em relação ao nosso Primeiro acho que ele está a tentar convencer-se daquilo que diz e nesse caso talvez este livro o ajude ,não querendo eu ser um pessimista primário ,acho muito dificil que imagem do pais que Socrates apregoa se venha a concretizar nos tempos mais próximos.

JOY

bluegift disse...

Carol,
O teu livro até que terá um fundo de razão. Repara bem nos fãs que por aqui comentam. Diz lá se a pancada de um não será pior que a do outro?! E, melhor ainda, estamos todos juntos!!! Viva!!!

Joshua,
Adoro a tua foto.

Blonde,
Muito bem dizes tu:
"The Secret is all about good sense. Something that is lacking so much in this country."
It suuuuurely is!
But after all that's the very best of it.

Indomável,
Quem gosta de livros não pode perder a verdadeira experiência sobrenatural (já que o tema anda por lá) que é visitar as livrarias londrinas atulhadas de livros fantásticos. Imperdível!
(não desfazendo na Lello, mas por outras razões mais estéticas que ... livrosensitivas...).

Paulo Vilmar disse...

Carol!
Há tempos não lia um texto tão bem escrito(sobre política), com uma ironia tão fina que levou diversas pessoas a imaginarem o contrário do que realmente dissestes! Parabéns.
Beijos!