Um aeroporto a Sul... Oh Mário Lino desculpa, mas aquilo não era um deserto ?

Impressionante é o mínimo que se pode dizer sobre a questão do novo aeroporto de Lisboa. Como é que é possível a alguém compreender o que se passou com a discussão sobre a localização dele?

Foram horas e horas de debate por todo o lado, principalmente no Parlamento, onde constantemente um Governo teimava em não se mexer, onde um partido maioritário continuava a bater palmas e apoiar, onde um ministro entrava em delírios com miragens no deserto, onde até terroristas foram chamados ao barulho.

Pormenorizo alguns dos argumentos.

Dizia o Sr. José Sócrates do alto da tribuna:

"Estamos a avançar para a OTA dando continuidade a uma decisão que já bem dos anteriores governos."

"Mostrem-me estudos onde se prove que existem outras opções e melhores que a OTA !"

O senhor ministro Mário "Jamais" Lino, após um agradável jantar e respectivos digestivos, avançava com mais argumentos. Na visão dele, na margem sul não existia nada, nem pessoas, nem escolas, nem hospitais, nem qualquer tipo de infra-estruturas; era a visão do deserto, acompanhada pelo famoso "Na margem sul, jamais!"

Mas o argumento principal surgiu de Almeida Santos…

"Imaginem o que era uns terroristas dinamitarem as pontes, iriam cortar o acesso ao aeroporto!"

O Conselho de Ministros reuniu-se para analisar o relatório do LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil), a decisão foi tomada, o Sr. Mário Lino, sentado do lado esquerdo de José Sócrates (porque seria do lado esquerdo?), esteve presente no anúncio do PM: a localização será em Alcochete!

Mais, o mesmo homem que apelidou o sul como um deserto, tomou a palavra e avançou que esta solução é muito mais barata, rápida e vantajosa que a OTA.

Assim tivemos direito a uma volta de 180º, onde subitamente tudo muda, incluindo "dogmas" que até à pouco tempo eram inquestionáveis.

Seria a altura de se tentar entender a alteração de posição.

Agora já temos estudos;
Agora a Margem Sul já não é um deserto;
Agora, pelos vistos, os terroristas foram presos;
Agora, pelos vistos, os documentos são para ser lidos e analisados e não para serem lidos na diagonal.

Não teria sido muito mais interessante e saudável para a saúde mental dos cidadãos, defender alguma coisa baseado em estudos e argumentos reais?

Evidentemente que tudo não está resolvido, o barulho irá continuar.

De um lado, alguns cantaram vitoria; eles é que eram os senhores da razão, foi graças à luta deles que o governo mudou de posição.

Do outro lado vieram os defensores da Ota, que continuam a apresentar estudos e argumentos em seu favor e destruindo Alcochete.

Outros apareceram a defender ainda outras soluções, manter a Portela, Portela+1…
Sinceramente são tantas que já nem sei...

Todos estão de acordo numa coisa, querem a "cabeça" do Sr. Ministro das Obras Publicas, uns para festejar outros para zurzir a raiva.

Entretanto como disse ontem o meu colega e amigo Quintarantino, sobre o referendo europeu, e que se pode aplicar a esta polémica sobre o aeroporto, "o bom povo que encosta a barriga ao balcão das tascas encolheu os ombros, cuspiu as cascas dos tremoços e bebeu mais uma "bejeca". No fundo, serve isto para dizer que o povo se está nas tintas..." e acrescento eu "o pessoal quer é ver um jogo de futebol, o resto que se lixe!"

37 comentarios:

António de Almeida disse...

-Quem estiver interessado no estudo, tenho-o disponível para consulta n'O Andarilho. Esrou mais satisfeito com o fim da Ota, do que propriamente com a opção de construir Alcochete. Subsistem alguns problemas, será mesmo necessária uma cidade aeroportuária? Que futuro para os terrenos da actual Portela uma vez desactivada? Espero que não seja o prolongamento da Alta de Lisboa, pois todos sabemos como se financia o poder local. Aliás, o que não faltam no nosso país são pato-bravos e elefantes brancos. Adivinham-se umas obras públicas, interesses imobiliários e derrapagens orçamentais. Aspectos positivos, com a construção a necessitar de mão de obra nos próximos anos, irá diminuir o desemprego na Moldávia, Ucrânia, Bielorrússia, Brasil, Marrocos, Cabo Verde entre outros países, e crescer a economia espanhola, que empregará os seus tecnicos qualificados e venderá as matérias primas. Mas a Ota ainda seria pior.

Peter disse...

Tiago

Há muitos anos que a Ota era o local escolhido para o futuro Aeroporto de Portugal. Era ponto assente...ou quase. Por isso, o "pessoal do costume", foi comprando terrenos pelo "preço da uva mijona", certo que iria realizar com a sua futura venda para fins imobiliários, uma grossa maquia.
Não vou analisar este aspecto, assim como não vou analisar tantos outros que têm vindo a lume e que me levam, como leigo e pessoa pouco esclarecida, a não ser defensor da Ota, antes pelo contrário.
Além de utente eventual das viagens de avião, tenho um filho que faz parte do pessoal de voo de uma companhia de aviação.
Pensava eu, na minha ingénua condição, que a preocupação nº 1 para a construção de um aeroporto, fosse a SEGURANÇA dos utentes e pessoal de voo. Pensava...
Escolhe-se um local (a Ota) que tem uma rota de aproximação principal extremamente difícil, no enfiamento de um monte de mais de 600m de altitude, com um microclima em que os nevoeiros são frequentes. Já sei, hoje em dia não são dificuldades intransponíveis, mas são dificuldades.
Embora não incluída na rubrica "Segurança" há a considerar que a construção do Aeroporto nesse local não permitiria a expansão do mesmo, pelo que, dentro de 25/30 anos ter-se-ia de construir outro, o que agradaria ao "pessoal do betão armado". Mas aí eles não se safavam, porque o aeroporto de Lisboa perderia a sua capacidade de placa giratória do tráfego aéreo, sendo substituído por Madrid, pois os espanhóis não perdem tempo com discussões de "lana caprina" e logo partiriam para o aumento da capacidade do seu.

Claro que a opção por Alcochete, tomada agora por Sócrates (não vou analisar os "porquês") está a desencadear uma onda de protestos entre o "pessoal do costume", que exige ser ressarcido pelo Estado, do dinheiro investido na compra de terrenos e até já ameaça levar o assunto ao Tribunal europeu.

Dá vontade de rir.

Peter disse...

António de Almeida

À sua pergunta?

"Que futuro para os terrenos da actual Portela uma vez desactivada? Espero que não seja o prolongamento da Alta de Lisboa, pois todos sabemos como se financia o poder local."

Respondo com outra:

- Por que motivo estão a construir o Metro para lá?

Erotic Spirit disse...

ainda continua essa discussao ... meu Deus sai de Portugal ja vao 18 anos e ja se ouvia essa telenovela... sou de perto de Ota. Mas o incrivel e que ainda nao ha aeroporto e ja vao 18 anos para fazer a decisao!!! Incrivel!
estou de boca aberta!

Shame, shame, shame

Zé Povinho disse...

Não tenho dados para me meter nesta discussão, mas ficou-me uma sensação esquisita saber que os empresários do Norte gostaram mais de Alcochete do que da Ota, vá-se lá saber porquê.
No meios disto tudo acredito que há muita negociata relativa a imobiliário, mas isso também é uma constante dos grandes projectos neste Tuguistão.
O JAMAIS virou um grande TOUJOUR e lá vamos cantando e rindo, levdos...
Abraço do Zé

bluegift disse...

Já me fizeste rir logo de manhã.
Eu não percebo nada do assunto, mas pelo que li e ouvi até agora parece que a Ota oferecia menos condições de segurança, apesar da localização ser a ideal do ponto de vista geográfico.
Verdade, verdadinha, eu acho que a decisão foi tomada tendo em conta os custos e nada mais. Se bem que já sabemos que estas coisas saem sempre quase ao dobro das previsões...
E depois, aquilo é mesmo um deserto! Ora nada melhor que preencher um deserto em vez de ir congestionar ainda mais a zona da Ota. É melhor para os alentejanos e os turistas sempre ficam mais próximos do Algarve e Alentejo.
Na realidade, é igual ao litro! Deixa-me mas é ir beber uma bejeca ;)

Mas o aeroporto da Portela será desactivado? Não me parece.

indomável disse...

Ora cá estou eu novamente, não me consigo calar!

Ora vá lá ver:
Há já 2 décadas que se discute a questão do aeroporto na Ota. Políticos e outros fazíam finca pé que deveria ser ali e mai nada... todos gritavam que havia ali interesse imobiliário, de certeza!
Uma das principais razões para não se fazer em Alcochete e foi o motivo que levou o Sr. Ministro a pronunciar o célebre "jamé", foi o facto de aquela ser uma área de rota de aves migratórias. Ora todos sabemos que sendo zonha protegida certamente que não será aprovado o projecto pela UE, ou será? Estarão interesses imobiliários mais importantes aqui?
Outra gargalhada que me levou às lágrimas ontem, foi uma peça feita pela SIC, com Durão Barroso a exclamar: "Não se fará novo aeroporto enquanto houverem crianças à espera de uma operação há três anos!"
É caso para dizer, branco mais branco não há!

Márcio disse...

Uma decisão acertada!

Tentem imaginar o que seria caso a opção mantivesse na OTA... o tamanho dos artigos de opinião espalhados na blogosfera e na imprensa em geral, seriam do dobro do tamanho, pois haveria muita coisa mais para críticar.

Em tudo na vida, todas as decisões por mais sensatas e positivas que possam parecer à primeira vista, tem sempre, mas sempre, outros pontos que possam ser criticados e julgados. Acho muito bem que se apontem os lados menos positivos, e até o Sócrates já disse que ainda não é 100% certeza da decisão porque está muita coisa em jogo.

Uma decisão para ser aplaudida.

quin[tarantino] disse...

Acabo de ler isto:

Aeroporto: Cravinho lança críticas fortes contra Alcochete

O socialista João Cravinho desferiu fortes críticas contra a escolha de Alcochete para albergar o novo aeroporto internacional de Lisboa, denunciando o que descreve como manipulação da opinião pública e de interesses económicos como motivos para a opção agora tomada.

Num documento datado de 8 de Janeiro e intitulado «Ota, a melhor solução nacional», a que a Rádio Renascença teve acesso, o antigo ministro das Obras Públicas, desde há muito a favor da opção Ota, contesta todos os argumentos para a escolha da margem sul, denunciando falhas e falsidades em todas as justificações encontradas.

No entender de Cravinho, a opção por Alcochete torna a infra-estrutura num projecto de dimensão sub-regional (e não nacional), por manifesta falta de coesão territorial, além das fragilidades ambientais que a localização apresenta, com zonas de relevância ambiental que necessitam de preservação.

Por outro lado, não há acessos, pelo que será necessário construir, não uma, mas duas ou mais travessias ferro-rodoviárias sobre o Tejo.

O actual administrador do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (BERD) fala ainda numa explosão populacional e no aumento consequente da especulação imobiliária, sendo que, quanto ao (alegado curto) futuro da Ota, Cravinho garante que nem daqui a 65anos estará esgotado.

Uma das razões apontadas pelo ex-governante para a localização na margem Norte é o facto de a maior parte dos passageiros ser predominantemente do Norte, ao mesmo tempo que questiona se todos os Governos até agora estariam errados ao escolher Ota.

diário digital.

E se for verdade?

Rosa disse...

Espantada. Banza. Anos a fio era Ota, num instante Alcochete. Ou fazem de nós parvos, ou há aí alguém que está a esconder o jogo.

Miss Vader disse...

E é preciso um aeroporto novo? Mais valia escolas em condições.

Raquel disse...

Olá!
Vim conehcer seu blog, voltarei para ver as novidades!!
Até
http://sex-appeal.zip.net
http://cara-nova.zip.net

São disse...

Além da saúde mental, teria sido também bom que preservassem a bolsa dos portugueses, já de si tão depauperada.
Para que serviram tantos estudos?!
Esta tragicomédia está a sair caríssima ao país: só isto mostra a incapacidade gestora de quem nos tem (des)governado!!

osbandalhos disse...

Alguém esperava uma decisão boa? Qualquer decisão seria sempre má. Num país, que deu a um aeroporto o nome de um político morto num desastre de avião, ter esperança é ainda mais ridículo que ter dinheiro e ser "burro" é o que está dar.

Sofia disse...

Nesta questão dos aeroportos, confesso que o que me faz real confusão é falar-se nisto há tanto tempo, que seria necessário um novo aeroporto e investir-se na Portela todos os anos, com um terminal novinho em folha, estreado o ano passado. Parece que temos afigurações a país rico... entretando e durante 18 anos ou mais foram gastos rios de dinheiro em estudos sobre a construção do aeroporto novo, agravando-se este esbanjar de dinheiro que tanta falta faz na saúde e na educação, nestes estudos manipuláveis pela prioridade de critérios em que assenta cada um... parece-me que o que falta mesmo neste país é um bocadinho de bom senso!

Metamorfose disse...

Nem palavras existem para definir a postura deste governo e é nela que eu me centro, porque o aeroporto aqui ou ali, sempre vai dar origem a discussão, nunca se consegue agradar a todos, mas o diz e desdiz, faz e desfaz de quem nos governa é que é triste de se ver. Excelente reflexão. Beijos e bom fim de semana.

O Guardião disse...

Ora bem, o Cravinho porque é que não se deixa ficar quietinho lá no BERD, aquele degredo dourado com que foi premiado devido à incomodidade que causou? Já cá temos o Lino e o Sócrates a dar cambalhotas não precisamos de mais malabaristas para isto ser uma festa.
Salta uma bejeca aqui para a mesa do canto.
Cumps

Carol disse...

Ah, mas atenção porque, pelo que ouvi à hora de almoço, esta será apenas uma opção preliminar. Far-se-ão, ainda, mais uns estudos e, só depois, teremos a decisão final.
Eu até sou a favor de preliminares, mas nesta situação... Oh, meus amigos, não havia "nexexidade"!

Joshua disse...

Mas o mais humano ao pronunciar-se, o mais cristão mesmo, o melhor político que temos, dentre todos os líderes Políticos, foi Jerónimo de Sousa. Nunca fui PC, mas de Jerónimo gosto muito.

E foi de quem mais gostei nesta história. Não gostei, depois do desgaste do assunto e do seu esperado desfecho, da cavalgada sôfrega do Portas PP ou do Menezes do PSD.

Estou cansado desta Oposição sempre com uns dias de atraso, sempre menstruada de hesitação e de fragilidade.

A única Oposição que existe ao Governo socratino é a Blogosfera: os demais líderes políticos vão atrás dela, não à frente de ela. VÃO ATRÁS. SEMPRE ATRÁS.

Meditem, observem e verão.

Abraços, Tiago!
PALAVROSSAVRVS REX

Erotic Spirit disse...

Concordo com a Miss Vader... sera mesmo preciso um aeroporto novo? Mais umas obrasitas na Portela e la fica um aeroporto todo catita lol
Penso que a discussao sobre o aeroporto so serve pra quando existem assuntos mais serios que ninguem quer discutir. Assim tipo areia pro olhos

:)

Blondewithaphd disse...

Como é que é possível que de tantas certezas tão absolutas anos a fio se passe com uma penada para a outra banda (em todos os sentidos literais)?

migvic disse...

Não fales mal do futuro aeroporto Jamé.

ana disse...

Eu não sei se percebi bem, mas antes do anúncio de Alcochete o secretário de Estado do Ambiente não tinha aprovado o estudo de impacte ambiental do traçado do TGV na zona próxima duma localidade da qual me escapa agora o nome e que previa a ligação à Ota?

Alguém sabe esclarecer esta questão

Daniel J Santos disse...

A pergunta é porque razão se defendia algo com tanta convicção e fundamentalismo, para subitamente mudarem de direcção ?
Penso que para alem dos aspectos monetários outros estaram mais escondidos.
Considero no entanto que o lugar de Mário Lino ficou impossível de sustentar, se ficar só bem provar que não passa de uma marioneta nas mão do PM.

Shark disse...

Num país decente Mário Lino demitia-se. E pediam-se explicações a sério a quem sustentou Ota anos a fio se, afinal, aquilo não valia nada.

Manuel Rocha disse...

Lá teremos de convir que estas coisas dos estudos do que quer que seja, em sistemas de economias aberta, têm sempre o seu quê de arte de adivinhação...uma infraestutura como um aeroporto internacional tem impactos onde quer que seja, e por conseguinte qualquer opção será sempre atacável...quanto aos movimentos de interesses subjacentes, também não vale a pena alimentar ilusões: sendo a terra propriedade privada e não estatal, se não ganham uns ganham os outros e os "uns" ficam contra...

Disto tudo já falou , apenas não notei ´que alguém já se tenha questionado se daqui a 15 anos a aviação comercial tal como a conhecemos hoje continuará de boa saúde. Esse tipo de projecção ninguém quer fazer, mas com a carestia do petróleo, é dificil que não não venham aí maiores custos de viagem e menos dinheiro para viajar...Não ?!

antonio disse...

Os meus camelos estão tristes e assustados, dá pena ver os bichos, mas eu lá lhes vou segredando ao ouvido, tenham calma...

O Guardião disse...

Vim aqui emborcar uma bejeca que o sol do deserto pode afectar a minha moleirinha, como se viu com o tal de Lino.
Cumps

SILÊNCIO CULPADO disse...

Os estudos sobre localizações e alternativas ao aeroporto da Portela foram feitos há mais de 6 anos. O que se tem seguido são meras campanhas de entretenimento.
Estão em causa sobretudo os jogos de interesses e são eles que definem de que lado está a força.
Se assim não fosse o governo não tomaria uma decisão antes de definir qual vai ser o futuro do TGV. É que com TGV a Portela não ficará esgotada num futuro próximo e a opção Portela+1 seria a mais conveniente.
Entre a Ota e Alcochete, defendo Alcochete. Não é só por causa de ser menos oneroso visto não necessitar da preparação dos terrenos pantanosos. Tem também a ver com as rotas aéreas e com as condições de saturação previstas.
Quanto a João Cravinho ou empresários Norte versus empresários Sul, faz-me recordar algo engraçado que me ocorre e que são sinais dos tempos. Quando se falava na Ota, Mário Soares era todo amores com Sócrates e este até o escolheu como candidato à Presidência da República.
Uma vez feita a opção por Alcochete o velho leão do PS, Mário Soares, fartou-se de malhar no Sócrates na Conferência promovida pela Fundação Mário Soares na Gulbenkian, em que ambos discursaram.
Relativamente à questão do Sócrates ter arripiado caminho, se fosse só por isso, eu até o admirava. Corrigir a mão quando se reconhece que se vai em rota errada só fica bem.

7 Pecados Mortais disse...

Aos fim de vários anos, chegou-se a uma conclusão, finalmente, seja ela qual for.
Como nota, Portela + 1 seria a opção mais viável.
Contudo o Sr. Ministro esqueçeu-se, segundo ele, que Alcochete era um Deserto. Tornou o Deserto numa ilusão real, naquela zona que anteriormente, afirmou que "jamais!" se construia.
Depois de tantos estudos e euros gastos teve a clareza, na minha opinião, de ao tomar esta atitude, fazer com que se gaste menos dinheiro. Para os pilotos, sempre foi a escolha perfeita, devido às dificuldades da OTA. A ver vamos, quanto mais teremos que desembolsar, para pagar a construção, assim como as obras rodoviárias que vão ser negociadas e construídas. Certo é, também, que depois de tomada a decisão, esta não agradou a "gregos" e "troianos" , assim como não agradaria se a decisão fosse a OTA. Acha paciência! E nós que vamos pagar isto tudo? "E o burro sou eu?..." - como já dizia o outro...

NÓMADA disse...

Estou como o Joshua: só Jerónimo de Sousa é que é igual a si próprio.

Pata Negra disse...

Cá para mim ainda não é a decisão final e, ainda que seja, se demorou tanto tempo a decidir imaginem o tempo que não vai demorar a construir. Mas a que mais me faz rir é a da estimativa dos custas, alguma vez isso valeu para alguma coisa em Portugal?!.
O povo, que se está nas tintas, vai deixar de se encostar ao balcão das tascas - é a ASAE senhores! - e vai continuar a ver passar os aviões e os comboios.

NuNo_R disse...

o que o homem disse foi "em alcochete é já_amanhã"... e foi mal percebido por todos... eheh

JOY disse...

Durante anos a Ota foi descutida por politicos incompetentes ,autarcas com a única preocupação dos dividendos que as autarquias circundantes iriam usufruir e expeculadores imobiliários e esqueceram-se de perguntar a opinião dos principais interessados na infrastrutura ,Pilotos,Operadores Aéreos,Controle de Tráfego Aéreo de uma forma geral técnicos ligados á aviação comrcial,ou seja pessoas que realmente percebem dos aspéctos técnicos que estão inerentes a um projecto destes.Estou ligado profissonalmente á industria aéronáutica e desde sempre ouvi dizer que a OTA era um pésssimo local para um aeroporto, por todas as razões que são conhecidas e que já o eram á 10 anos não se entendendo porque se andou a perder tempo e a gastar dinheiro .
Um dos motivos poderá ser aquele que o Peter aponta no seu comentário.(Expeculação imobiliária).

Bom fim de semana para todos.
JOY

FERNANDA & POEMAS disse...

Olá querido amigo Tiago, passei para deixar-te um beijinho de carinho e amizade.
Fernandinha

Osvaldo Lucas disse...

António de Almeida disse: "(...), será mesmo necessária uma cidade aeroportuária? Que futuro para os terrenos da actual Portela uma vez desactivada?"
Não precebo quem terá interesse em fazer uma "cidade". Com presumíveis ligações ao comboio da Ponte, a un novo ramal via nova ponte e TGV, com 2 autoestradas perto e 500 mil casas desocupadas em Portugal não sei se mesmo os patos-bravos se arriscam...

O futuro da Portela será o acolher serviços que estão espalhados por N edíficios habitacionais no interior da cidade - libertar estes espaços -, implicando mais fácil acesso (as pistas existentes podem e devem servir como estradas) e talvez se consigam trazer pessoas da linha de Sintra para o interior de Lisboa. Afinal são instalações open-space de boa qualidade, ou não?
Isto responde também a uma pergunta de Peter: o Metro serve para levar os passageiros enquanto naõ está desactivada o aeroporto e seguidamente é um óptimo acesso para os trabalhadores dos serviços.
A ideia de fazer um novo pulmão de Lisboa (opinião de António Costa)é uma estupidez completa. Se querem melhorar a qualidade do ar arranjem maneira de melhorar a mobilidade.

Aproveito e meto mais umas perguntas:
Porque é que o TGV não TERMINA em Alcochete? R: Porque sai mais barato se assim for.

Porque é que o Campo de Tiro não vai para Santa Margarida (Abrantes) onde se faz treino de tiro com blindados?
R: Porque, tal como aconteceu com a "OTA ser a melhor opção" esqueceram-se de perguntar aos militares se havia algum inconveniente...

C Valente disse...

A sua historia e palavras dão força, mas sabe que por vezes os problema é outro, o nosso cérebro prega-nos partidas. mas espero voltar em breve, Saudações amigas e o meu obrigado