Proteger a Biodiversidade? Certamente, desde que não dê trabalho…

As sondagens valem o que valem, mas algumas são interessantes pelos aspectos que abordam e principalmente pelos resultados apresentados.

A Comissão Europeia apresentou um estudo realizado pela Organização Gallup, onde o tema central era a biodiversidade, de onde se extraíram alguns resultados a ver com atenção :

Portugal e Grécia são os que mais pensam que a perda da biodiversidade é um grave problema tanto nos seus países (67% e 70%, respectivamente) como a nível global (87% e 82%, respectivamente).

No conjunto europeu, 43% dizem que a perda da biodiversidade é um grave problema no seu próprio país.

Sete em cada dez cidadãos europeus pensam que o declínio e possível extinção de espécies, habitats naturais e ecossistemas são problemas globais muito graves.

61% dos europeus vê os esforços para deter a perda de biodiversidade como uma obrigação moral (68% em Portugal); 55% justifica a acção porque o bem-estar e a qualidade de vida dependem dos recursos naturais.

75% estima que a «sua diminuição pode ter consequências económicas negativas» para a Europa. Em Portugal, pensam assim mais de seis em cada dez pessoas, ou seja, 63 %."

Muitos dirão imediatamente, sim senhor, a Europa está consciente do problema e nós por cá estamos realmente bastante atentos.

Será?

Eu faço a interrogação porque segundo o mesmo estudo, "poucos são os portugueses que sabem o que é BIODIVERSIDADE(deixo um link) e os problemas do seu empobrecimento. Assim, 19,8% dos portugueses inquiridos dizem não estar informados sobre o que é a perda da biodiversidade; 46,6 dizem estar pouco informados e 25,7 dizem estar bem informados. Apenas 6,7 admitem estar muito bem informados."

Resumindo, por cá somos muito conscienciosos, estamos preocupados, mas não sabemos do que se trata, pelos vistos gostamos é de estar na "moda", falar de Ambiente, dar uma de modernos e depois ficamos sentados no sofá no quentinho de um aquecimento central a gasóleo, a pensar no assunto.

Avanço com mais um exemplo…

Asseveram que 60% dos cidadãos europeus aceitavam pagar a energia eléctrica mais cara, se ela fosse obtida de fontes limpas, ou seja, aproveitando as energias renováveis.

Este para mim é o exemplo do falar para parecer moderno e na "moda"; acham mesmo que o pessoal se fosse confrontado com aumentos de electricidade que a tornassem bastante mais cara, não ia barafustar?

Vejam que ainda há tempos o regulador português quis aumentar os preços de uma forma abrupta e que foi travado à ultima hora, com a intervenção do Primeiro-Ministro, José Sócrates, evidentemente depois de muito barulho, principalmente por parte dos consumidores.

Tendo-me na contingência de trocar de carro (o mesmo está a chegar ao ponto em que se chego a uma portagem e estico a mão para pagar, me arrisco a que o portageiro me dê uma esmola), penso num híbrido.

E isto mesmo sabendo que por aquele preço mandaria vir de fora um desses topos de gama muito em voga por cá e ainda me sobrava uns trocados.
Faria o mesmo?

Outras perguntas a que podemos procurar dar respostas sinceras…

Deixaria de andar confortavelmente no seu automóvel, para ir de transportes públicos?

Abdicaria das suas comodidades, aquecimentos centrais, ares condicionados, etc.?

Aceitaria pagar mais, sabendo que assim estaria a proteger o ambiente, na conta da luz, por exemplo?

Isto de ambiente é muito bonito, mas é só se não atingir o bolso de ninguém e não der muito trabalho, porque no dia em que realmente formos confrontados com a situação, muitos meterão as mãos nos bolsos e assobiarão para o lado.

37 comentarios:

António de Almeida disse...

-Tendo comprado carro novo há um ano, hibrido nem foi equacionado como opção, em matéria ambiental deixa uma pegada ecológica muito pouco verde, em matéria fiscal, porque hei-de ser eu a fazer o esforço, para o governo arrecadar impostos? Em relação ás energias renováveis, existe a questão da rentabilidade, mas julgo que deve ser feito um esforço. Quanto á biodiversidade, pois, claro que nos devemos preocupar, mais até as autoridades, que devem ter em conta os riscos, na altura de aprovar infra-estruturas que alterem significativamente o ordenamento territorial.

Manuel Rocha disse...

Bem na "mouche", Tiago !

As sondagens valem pelo que valem, mas as contradições obrigam a pensar.

Dos exemplos gostei. Menos do carro hibrido, confesso ( demasiado neo-verde para o meu gosto...:)Poderia ter falado em coisas mais prosaicas como da alimentação e em geral da muito pouco "ambiental" origem e formato das nossas opções de consumo alimentar correntes. Mas o que escreveu basta para que muita gente "assobie para o lado"...:))

7 Pecados Mortais disse...

Como disse, o António de Almeida, para querermos um melhor ambiente, temos que ser eternos devedores ao estado, que por sua vez, distrai-se nesta matéria, ainda que não seja dos piores. Estaria correcto sermos mais ecológicos e eu seria um dos primeiros a dar o passo, agora com a carga fiscal que querem implantar, torna-se impossível e impraticável aos nossos bolsos (pelo menos, falo pelo meu). É certo muitos Portugueses, andarem na "Moda" e nem sequer saberem o que é Biodiversidade. Em relação ao ambiente, faço sempre o meu trabalho: separar o lixo, desligar os aparelhos das próprias tomadas. No Verão, tenho os estore fechados para protecção do calor e no Inverno, janelas fechadas para evitar o frio. Tenho aquecimento Central e não o uso, por questões económicas e por não ajudar o ambiente. Coloquei na minha viatura (GPL) e sei que é reconhecido como carro ecológico por investigações que efectuei (aqui mais um exemplo em que o Estado não dá a devida atenção). O Estado aumentou a carga fiscal sobre as oficinas que colocam este dispositivo nos carros...logo ficou mais caro adaptar os veículos. Já devia ter sido retirado o dístico azul (alteração da lei), que por sinal é muito bonito, pelo novo sinal, já usado noutros países, um simples e pequeno dístico a mencionar carro ecológico/GPL. Em relação aos paineis solares, fiz essa proposta ao meu Condomínio, mesmo sabendo que seria um investimento caro inicialmente, teria o seu retorno e vantagens. Ninguém aprovou e mesmo a burocracia exigida para os colocar é de bradar aos Céus. Quem aprova este sistema, porque coloca tantos entraves?? O Estado que responda...
Já agora e bem mencionado por outros a libertação de Co2 nas nossas estradas ajuda imenso...e venha a lei que os proiba, assim como proibiu os fumadores...Aceito e aplaudo a ideia, mas não se pode tirar os direitos dos fumadores (liberdade de opção, por um acto não criminoso, repito, não criminoso). São precisos criar meios e não tentar po-los como "delinquentes" (Eu sou fumador). Antes mesmo da lei sair, por uma questão de mentalidade, eu já evitava o uso do tabaco em locais fechados. Por isso Tiago, há muita coisa a pensar e mentalidades a mudar. Abraços.

Joshua disse...

O Tsunami de 2005 deu origem a turistas mais engajados com a situação social dos pobres habitantes das costas da Tailandia.

O mundo todo, em especial os EUA, estão à espera de uma razão forte para quebrarem o cíclo vicioso do Petróleo. Enquanto não houver, vão lentos.

Portugal e o resto do mundo tomaram o ambientalismo como uma Religião em que se 'acredita', mas que não se pratica.

PALAVROSSAVRVS REX

antonio disse...

E os sacos de plástico da ASAE? Hoje nos restaurantes o tradicional queijo cortado às fatias, a tacinha das azeitonas e o pão, tudo embrulhado em plástico de acordo com as mais correctas práticas da higiene...

Será que colhemos mais benefício do que prejuízo? Alguém ensina umas regras ambientais à ASAE?

PS: eu sei que a ASAE apenas fiscaliza, mas tinha que bater em alguém, aqui mais perto...

Carol disse...

Olha, Tiago, eu sei o que é a biodiversidade e ensino-o aos meus alunos. Aliás, isso faz parte dos programas. No entanto, não me fico por aí. Em minha casa e no centro de explicações, faz-se separação de lixo, reutilizam-se folhas de papel, há uma garrafinha de água dentro dos autoclismos, utilizam-se lâmpadas economizadoras (que, por acaso, contêm mercúrio, mas isso é outra questão), etc, etc.
O esforço é inglório quando constato que, nas suas casas, não são encorajados a ter os mesmos cuidados...
Quanto ao híbrido, segundo alguém que me é próximo e trabalha no sector automóvel, não será tão verde quanto isso.
Luz e água mais caras? Nada contra, desde que os serviços sejam os melhores. Àgua com arsénio e alumínio, não muito obrigada. Tenho aqui uma factura de água de 35€. O consumo de água resume-se a 5€, o restante são impostos... Assim, não admira que os portugueses reclamem.

JOY disse...

Assumo que não sou conhecedor profundo dos conceitos de biodeversidade,mas para mim o ambiente não é moda mas sim um aquestão de atitude por isso
Tiago tocas-te quanto a mim num ponto importante ,este pais vive de modas ,e o ambiente tempos a tempos é moda toda agente se preocupa toda agente opina toda gente dá ideias mas depois no momento H agarra-se no carro para ir comprar o jornal ao quiosque que fica 400 metros á frente,enterra-se na areia da praia as beatas de cigarro,o lixo vai todo ao molho para dentro do contentor,estes são simples exemplos do nosso dia a dia a nivel governamental penaliza-se fiscalmente quem quer investir em tecnologias amigas do ambiente ,enfim o ambiente é mais do que conversa é atitude e mentalidade e enquanto esta não estiver presente em cada um de nós de uma forma convicta não vai passar disso mesmo de uma moda .

Joy

jo ra tone disse...

Passei por este tema tempos atrás, e achei muito preocupante o rumo que estamos a levar... Falou-se inclusivamente na extinção da espécie humana, o que poderá vir a ser uma realidade...
Quanto aos transportes um dos grandes causadores de poluição, não entendo , como é que continuam a haver milhares de ligeiros a circular apenas com um ocupante (o condutor)Isto é uma pequena parcela daquilo que está mal, concerteza!
Abraço

quintarantino disse...

Procuro ser bom rapaz... separo o lixo, mas o ecoponto frente a minha casa costuma quase tanto lixo fora como dentro; nos autoclismos meti uma garrafa com areia que, ocupando espaço, diminui a quantidade de água; no chuveiro desligo a água quando chego o sabonete; lavando os dentes e escanhoando-me a mesma coisa; ando a trocar de lâmpadas... e qual é o benefício que retiro? Não sei... queriam-me aumentar a luz até 30%; a água, o saneamento e a recolha de lixo este ano subiram 9% e o serviço é o que é ... por vezes tenho a sensação que são os próprios organismos públicos que se estão borrifando ... no mais, eu também comprei carro novo mas foi a gasóleo ... não é por isso que sou menos ambientalista ... acho eu!

bluegift disse...

(gasóleo?? Ai o que tu foste dizer Quint... apaga já isso, rápido! lol!)

Tiago, é uma atitude a desenvolver como faz a Carol. O bichinho há-de ficar.

Em Bruxelas, o lixo é colocado em sacos de plástico de várias cores conforme o tipo (excepto nas zonas com mais imigrantes e casas sociais). Em alguns bairros da periferia o custo dos sacos de plástico é enorme (p.e. 6€ por 10 sacos de 30 litros), como forma de obrigar as pessoas a produzir menos lixo.
Só há uma pequena incongruência no meio disto tudo: é que não há nada de mais anti-ecológico que o plástico!
Enfim, é preciso aumentar a consciência em relação ao problema e que o governo ajude, lógico.

(garrafinha de água e de areia no autoclismo, para quê? Com essa é que já me baralharam...)

Osvaldo Lucas disse...

Já pagamos os sobrecustos da energia eléctrica, directa ou indirectamente.
http://www.pcp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=29694&Itemid=390

A questão da biodiversidade é esquisita.
A ideia que tenho é que queremos manter tudo como está. Não podemos cortar sobreiros e fazer um campo de golfe porque o ecossistema do montado é "mais rico" do que o de um campo de golfe. No entanto o sobreiro e respectivo ecossitema não parece ser uma "espécie" particularmente ameaçada. Vide http://www.dgrf.min-agricultura.pt/ifn/Graficos.htm#Figura%202
Também me parece que os termos "em risco de extinção" é usada por vezes abusivamente. Ou seja abrangendo as categorias "Vulnerável, raro e crítico". Vide http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=2108&iLingua=1

Blondewithaphd disse...

Another touchy subject! Talk about the environment is quivalent to talking about civic responsibilities in a country not very much used to them, or better saying, in a world not much used to them.
Já disse algures num outro lugar que quando me vêem num supermercado com um daqueles saquinhos de pano com letrinhas e coisas dessas me devem todos achar a criatura excêntrica do burgo. Tant pis! O problema é mesmo que em Portugal proteger o ambiente à custa de alterações no nosso modus vivendi é uma chatice.

Sofia disse...

Hummm... dificilmente poderia estar mais de acordo, mas depois de ler o que li, segue-se agora uma fase de reflexão, porque todos podíamos fazer um pouco mais, não é?

Manuel Rocha disse...

O Quint vai acusar-me de voltar a fazer uma pergunta daquelas muito estúpidas para as quais toda a gente já sabe a resposta, mas eu não me importo, e portanto aqui vai ela:

Porque será que quando o tema não é propriamente bater no governo ( qualquer um, tt me faz )e implica com o nosso exercicio pessoal e directo da cidadania, baixam logo as "audiências" ( que é como quem diz os comentários ) ?!

Tiago, este fenómeno tb merecia um estudo estatistico...::))

Blue,

A garrafa do Quin diminui em 1,5 litros cada descarga do autoclismo ( elementar, cara urbanita...:))

quintarantino disse...

Manuel Rocha ontem aquela resposta era, por um lado,a brincar com o amigo e, por outro, porque a nossa Blonde não está ainda totalmente recuperada da sua perda.

A sua pergunta de hoje foi muito oportuna.
Eu também já havia dado por ela.

SILÊNCIO CULPADO disse...

Sr.Manuel Rocha
Não se pode ser apressado a tirar ilacções. Sou comentadora assídua e ainda não comentei porque vim do hospital com o meu filho e não por o texto não bater ao governo. Aliás até sou mais apreciadora deste tipo de textos que vou passar a comentar com os 4 blogues que possuo e que farão subir as audiências.

Alvorada disse...

Excelentes questões!
E como já foi sugerido por outros comentadores podiam mesmo ser simplificadas noutras mais elementares, como os sacos para as compras.
Ah baixam as audiências ?! ( risos )
Realmente, é caso para perguntar porque será ?!
Mas podem sempre recuperá-las com um post sobre a ASAE e as regras de fumo novas, pois parece que "está a dar"!! ( muitos risos...)

SILÊNCIO CULPADO disse...

A questão da biodiversidade e dos impactos ambientais negativos, tem que ser tratada com um macroplano que envolva todas as vertentes que lhe estão associadas. Não é com medidas avulsas que se revolvem problemas dessa dimensão.
Obviamente que a educação cívica, e a procura sistemática de práticas ambientais correctas, ajudarão a combater os efeitos nefastos da presença do homem "civilizado" na terra mas terão efeitos mínimos no que se refere à travagem da degradação dos ecosistemas.
O macroplano tem que dar atenção às alternativas que têm que ser encontradas aos principais vectores de poluição, nomeadamente a nível de indústrias e de transportes, e não através de impostos sobre impostos que, além de massacrarem o contribuinte já massacrado, na prática terão um peso diminuto no que se refere à diminuição dos impactos ambientais negativos.

Laurentina disse...

Boa , gostei .
Eu cá faço a minha parte e não é pouca...ou seja até será pouca mas se todos fizessemos a nossa parte outro galo cantaria.

beijão grande

NINHO DE CUCO disse...

Um dos aspectos que o Tiago focou foi a questão da aquisição dum carro ecológico. Efectivamente é nos transportes que encontramos uma parte significativa das emissões de CO2 responsáveis pelo aquecimento global com as conhecidas implicações na vida na Terra.
Esse é um dos principais vectores que requer uma regeneração. Porém essa regeneração não se faz, também ela, de forma avulsa através da compra, por quem pode, dum carro ecológico. Há medidas de fundo que têm que ser tomadas e acompanhadas de mudanças de mentalidades. E, como sempre, os exemplos têm que vir de cima. Enquanto os governantes não se quiserem misturar com a maralha nos transportes públicos, trocarem as frotas dos ministérios por carros de alta cilindrada, não tiverem um plano nacional de transportes, não construírem infra-estruturas que permitam andar de bicicleta ou em troutinetas com bateria, não vale a pena pensar em carros ecológicos. Pelo menos eu não pensarei.

NÓMADA disse...

Tiago
Nós vivemos em sociedades egoístas em que as pessoas não dão ponto sem nó mas não me parece que se deva pedir-lhes sacrifícios acrescidos quando há outros que, sem fazerem sacrifício, se estão nas tintas.
A Carol deu um exemplo sobre o qual me tenho debruçado muitas vezes: as taxas que vêm incluídas no consumo da água. O consumidor menos abonado poupa, poupa, poupa e no fim, pagando 5 euros de consumo, paga uma conta de 35euros. Para quem tem grandes jardins e piscina as taxas fixas são provavelmente as mesmas e, num grande consumo, têm um peso diminuto.É justo?
Claro que me sinto disponível para sacrifícios em prol do bem comum desde que esteja convencida que é para o bem comum. E não estou. Nem pouco mais ou menos.

bluegift disse...

Manel,
Não conhecia a técnica, pensava que bastava a 2a alternativa de descarga, que é mais curta e só esvazia metade. De qualquer forma, caro ruralito, se colocares uma garrafinha a ocupar espaço, isso significa que para as situações mais "preenchidas", terás que accionar 2 vezes o autoclismo! Nã... não me convence essa ideia. Faz-me lembrar a dos sacos de plástico dos belgas... (acho que no centro de Lisboa também temos essa infeliz inovação).

Zé Povinho disse...

Vivemos num país de aparências e que privilegia o politicamente correcto. Não admira que as sondagens produzam resultados enganadores, tudo depende da pergunta colocada, e creia meu amigo, que algumas são escolhidas propositadamente para a obtenção dos resultados pretendidos.
Abraço do Zé

bluegift disse...

Só mais uma achega, que serve também para dar mais argumentos ao Manel na sua cruzada anti-urbana.
Pior que a poluição dos automóveis é a dos camiões! Bruxelas tem talvez o nível mais elevado de poluição da europa ocidental graças a eles. Há milhares e milhares de camiões que preenchem a cintura externa da cidade no trajecto que liga uma boa parte da Europa aos portos do Mar do Norte. Os desastres rodoviários são mais que muitos devido a esta circulação altamente rentável para os bolsos do governo e empresários, mas desastrosa para a população e terrenos. Há que revitalizar urgentemente as linhas férreas para que se ocupem deste transporte. Portugal ainda está a tempo de o fazer antes de envenenar o país por completo como aconteceu e ainda acontece aqui.

Manuel Rocha disse...

Minha Senhora:
( desculpará mas não me dá jeito nomeá-la por “silêncio culpado”…)

Antes mais votos de boa saúde para o seu filho.
Agradeço a referência nominal, mas devo dizer que estava muito longe de pensar em si quando deixei a minha nota. Fiquei impressionado por saber que comenta em “quatro frentes” ! É obra ! Eu só conseguiria com uma “empresa de comentários”….:))

Verifico que trouxe o governo “de regresso ao baile”, desta vez pela mão de um “macro plano”. Interessante ! Sugere uma comissão multiministerial que elabore uma anteproposta para discussão na subcomissão parlamentar de economia e finanças antes de subir ao Ministro da Presidência para….?! Enfim ! Entretanto o ecoponto em frente de casa do Quin continuará a transbordar , não porque em relação ao “macro plano dos três R’s” só se pratica ( pouco ) o último, mas porque o governo falhou nas previsões de….! E é claro que sem um decreto-lei que proíba o multi-empacotamento dos bens de consumo e um inspector da ASAE junto á caixa dos supermercados nós, inocentes criaturas, somos “obrigados” a trazer para casa os alhos porros cobertos por celofane sobre uma esferovite lilás !
Entendo ! Às segundas e quartas reclamamos que somos marionetes do governo; ás terças e quintas que afinal ainda somos insuficientemente manipulados!

O “ninho de cuco “ surfa esta onda “governamental” e diz-nos que precisamos de mais um outro plano ainda ! Não “macro”, mas de transportes, que obrigue os vizinhos a juntarem-se dois a dois ( será pedir muito?!) quando fazem o mesmo percurso para o trabalho, coisa impossível de acontecer sem um decreto qualquer. Faltam ainda mais infraestruturas, claro, coisas que como sabemos se fazem sem impostos. E quando estiverem prontas as reclamadas vias especificas, faltarão os cadeados de aluguer e a vigilância electrónica para os velocípedes. Entretanto o comboio da linha do Estoril continuará a transitar a meia lotação enquanto a marginal está congestionada, pois faltará o há muito reivindicado rácio de um agente da PSP por carruagem, condição sem a qual não há segurança possível !
Se eu tivesse escrito este texto, teria sido exactamente neste tipo de lógicas que estaria a pensar enquanto batia as teclas para escrever “assobiarão para o lado”.:)


Nómada:

Na minha parvónia a taxa dos consumos de água é agravada à medida que aumenta o escalão volumétrico. É claro que se eu achar que ainda é pouco posso sempre ir propor isso na última quinta feira do més na Assembleia Municipal cá do burgo...:)


Blue,

Os tanques antigos ainda não tinham essa opção. Não vale a pena deita-los fora só por isso, pois não ?

:)

Peter disse...

Uma grande verdade o último parágrafo.
Só uma observação: normalmente utilizo os transportes colectivos, não me estou a chatear à procura de lugar.
Mas reconheço que o automóvel é, para muitos, um instrumento de trabalho e, para outros, uma necessidade.
Na vilória onde nasci, vivia um vizinho meu que, para ir de casa para o local de trabalho, que distava aí uns 500m ia de automóvel.

Carol disse...

Osvaldo, sinceramente prefiro um montado a um campo de golfe. Não sei se sabe, mas as árvores diminuem o efeito da erosão, dão-nos sombras, tornam a nossa paisagem mais bonita, produzem oxigénio... Campos de golfe servem para? Desperdiçar ainda mais água! Ah, claro, tornar os dias dealguns mais agradáveis.

Blue, olha que a garrafita no autoclismo não obriga a duas descargas. E, sabes como é, escuso de atirar aquele para o lixo e comprar um mais moderno (apesar do apartamento só ter dois anos, não tive direito a essas modernices de duas recargas...).

SILÊNCIO CULPADO disse...

Sr.Manuel Rocha
Pode tratar-me por Lídia porque estou perfeitamente identificada. Não tenho empresa para comentar mas também não me repito nos comentários. Hoje faço-o excepcionalmente porque não tem sido um dia fácil e estou mais sensível.
Boa noite

quintarantino disse...

Manuel, então? A Lídia quando referiu o macroplano pretendua certamente nomear uma forma/política de planear, gerir e administrar recursos.
Antes uma comissão de sábios que me andarem sempre a ir à carteira...
Sabe, é que para além dos bardinas que comodamente despejam o lixo onde a eles mais jeito lhes dá, também não custava nada que a recolha fosse mais eficiente.
Sei lá, um serviço de monitorização permanente...

A todos, lá quanto à guerra das audiências, não andamos cá para isso. Eu pelo menos não ando. Quero é que me leiam e percebam

Pata Negra disse...

Resumindo e concluindo, a natureza é muito bonita mas o nosso conforto ainda é melhor. Queremos "ter o paraíso com o inferno à volta"...
Um abraço da província

bluegift disse...

Só se for um inspector da ASAE a fumar, senão não tem piada. Ora essa, a lei não fala especificamente em supermercados!

Carol, fazes bem. Eu passo a vida a recuperar e adaptar objectos e mecanismos antigos.

sniqper ® disse...

A maior e mais grave poluição é continuarmos a deixar o Mundo nas mãos dos loucos, não será?
Esses iluminados elaboram tratados, mas colocar em prática é outra coisa, e nós claro continuamos a deixar, como tal o caminho para percorrer cada dia é mais curto, é a vida, essa que dizemos que não escolhemos mas que deixamos que os outros decidam por nós...!
Que raio de seres somos afinal?

FERNANDA & POEMAS disse...

Olà Querido Tiago, como todos os teus amigos comentadores tem textos longos e muito bons, por sinal, eu deixo-te muitos beijinhos de carinho e amizade.
Fernandinha

SILÊNCIO CULPADO disse...

Quint
Desculpa-me a agressividade mas o meu dia hoje não está pelo melhor.
Tanto quanto sei isto é um espaço de opinião em que se confrontam ideias mas não há iluminados porque, se os houvesse, não estariam aqui a perder tempo com os blogues (eu incluída, naturalmente).
Claro que não há guerras de audiências nem teria que haver. Só que eu venho do hospital, abro o computador e a primeira coisa que faço é clicar no Notas porque de manhã não consegui comentar e dou com o comentário do Sr.Manuel Rocha a dizer que este tema despertava poucos comentários por não bater no governo. Ora eu acho que é um tema com muito interesse e isso irritou-me como me irrita que certas pessoas se assumam como donas da verdade. Que mostrem as credenciais. Eu não tenho problemas em apresentar as minhas.
Beijinhos e desculpa lá

quintarantino disse...

Lídia, caríssima entre amigos não se pede desculpa quando se expressa a opinião. És sempre bem recebida e apreciada.
O Manuel também.
Eu só queria fazer uma "trivela" para recentrar a discussão. Mais nada.
Depois manda novas sobre o teu filho.

Dalaila disse...

O ambiente equilibrado, só num país onde a parte económica e social tb estivessem, daí o sustentavel... acho que o ambinet precisa de uma reviravolta, abdicando cada um de nós de pequenas coisas...

mac disse...

Carro hibrido apesar de gostar de ter um, até porque o preço da gasolina pesa no bolso, o preço deste carro não é para a minha carteira.
Deixar o carro em carro e ir de transportes publicos também não é opção: se eu utilizar o carro, chego mais do meia-hora a casa. Meia-hora, nos dias de hoje é muito tempo. A rede de transportes públicos teria de ser melhorada muito substancialmente.