Os números da nossa (des)ilusão

É oficial.
Finalmente, no bom caminho.
De nivelar tudo por baixo, deixando de fora uma pequena percentagem da população que ficará na margem dita dos privilegiados .

Digo isto sem qualquer ponta de ironia, pois essa esgotei-a ontem à noite num repasto conspirativo que envolveu um polvo assado (que me saiu fracote) e as presenças tonitruantes do António lá do Sem Penas, do Joshua do blogue mais Palavrossaurus Rex da blogosfera, aqui o escriba e o seu parceiro Tiago… o tema de conversa foi a constituição de uma Frente Unida Anti-Qualquer Coisa … ao fim de um par de "Foral de Évora" posso ter lapsos de memória, não?

De volta à vaca fria, como soi dizer-se… de acordo com o Instituto Nacional de Estatística o valor médio da inflação nos últimos cinco anos foi de 14,2%, mas as despesas dos consumidores com habitação e transportes, por exemplo, subiram mais de 20%.

Isto enquanto também se ficou a saber que no ano passado a inflação média anual foi de 2,5%.
Um pequeno lapso que certamente algum secretário de Estado há-de explicar com um passe de mágica.

O Governo previra 2,3%, excedendo em 0,3% o valor máximo recomendado pelo Banco Central Europeu, e mesmo assim o tiro foi ligeiramente ao lado.

O grave da questão é que, de acordo com o que foi ontem dado à estampa, esta é já a décima vez consecutiva que o Governo falha as previsões da inflação.

Desde 1998, o erro médio de previsão do valor inscrito no Orçamento do Estado é de 0,63 pontos percentuais.
Quer dizer, António Guterres, Durão Barroso, Santana Lopes e José Sócrates não sabem fazer contas e também não arranjam quem as saiba fazer.

Um dos problemas que este erro de cálculo levanta é que as previsões da inflação servem de base para o cálculo dos aumentos salariais na Função Pública e, por arrastamento, no sector privado.

Logo, a perda de poder de compra dos trabalhadores, desde o ano 2000, devido sobretudo ao esforço de consolidação orçamental, também deriva, numa pequena parte, de erros de estimativas.

Aliás, penso que se pode dizer sem margem de grande erro que a generalidade dos consumidores vê os salários a subir menos do que as despesas fixas.

Para se ver os malefícios destas previsões falhadas e erros subsequente, note-se que, de acordo com o INE, a classe de Habitação, Água, Electricidade e Gás regista um aumento de 20,3%.

Nos Transportes, a inflação em cinco anos foi de 22,3%.
Na Educação regista-se uma variação de 34,9%.

Assim sendo, mesmo os aumentos de 8,5% nos Produtos Alimentares e Bebidas Não Alcoólicas, de 1,8% no Vestuário e Calçado, 8,2% Acessórios e Equipamento Doméstico, e 14% na Saúde sabem sempre a enormes amargos de boca.

É por isso que, tal como ouvi um dia dizer a um brasileiro, também por cá existem muitos portugueses a quem cada vez mais “sobra mais mês no fim do ordenado”.

Verdade?

37 comentarios:

São disse...

Discordo, o tiro não é ao lado ...é bem no coração da classe média!

E os privilegiados funcionários públicos, essas vis criaturas que levaram o país ao estado miserável em que se encontra vão para o nono ano consecutivo de perda de poder de compra!!

Boa noite!

Joshua disse...

O Polvo tinha mel e o Maduro Foral de Évora, no copo-balão, era Olimpicamente Divo ao paladar e odoroso-celeste, mas o odor a ironia permanece-me ainda mais intenso na Carne Viva, depois que, unidos, os quatro, conspiramos Contra Isto Tudo Tal Como Está.

Quando um dia Guterres gaguejou o PIB estava a profetizar em Gago-Gaffe o estado de Gago-Erro-de-Cálculo-Gaffe-Crasso e Permanente com que o Fosso se Abre e Alarga inexorável no Portugal de Agora Mesmo.

No Fosso propriamente dito não há senão Nada. Nas extremidades dele, estamos nós, magros, encostados à parede do cada vez Mais Menos que Só Nada; na outra, estão os outros, os Poucos, Cevados em Tudo e Vinte Vezes Mais Num Mês que nós num Ano, Sempre Mais Que Alguma Coisa e um Pouco Mais Ainda e Mais e Mais.

A Sociedade no seu Conjunto é Alarve e Estúpida no Zero que se Consente que lhe Consintam. A Mentalidade Empreendedora vigente é Zarolha-a-Zero, ao engendrar tacanha a conflitualidade e a desmotivação no lado amplo, fraco e nosso do Fosso, injustiça vigorosa!, que não se transformam em Produtividade e Alegria de Viver nem com uma arma apontada à nuca.

No meio, repito, não há Nada e na Extremidade Fraca, Ampla, Nossa, cada vez haverá menos porque o Fosso Alarga-se. Não nos resta senão o Conspirarmos e Resistirmos, ainda não sabemos exactamente como, mas tudo começa na Palavra e a Palavra tem de ser o mais Sáuria Possível ou Não-Seremos senão a base ampla, Fraca, Nossa, Estrume Estranho de um País já Destruído e Irremediável.

PALAVROSSAVRVS REX

rosa disse...

Não creio que se possa chegar ao ponto de tentar ver neste sucessivo erro apenas incompetência, pois existem outras variáveis que devem ser tidas em conta.

A economia já era aberta e hoje ainda mais com a globalizaçãoe a nossa entrada na União Europeia.

Qualquer ligeira oscilação num
mercado mais relevante tem enormes implicações entre nós.

Mas é difícil de aceitar e até explicar como se podem conciliar aumentos salariais baseados em taxa de inflação que não se realizam, assim como aumentos de bens na casa dos dois digitos.

bluegift disse...

Daí se conclui que a estratégia "polvo" não será seguramente a escolhida na conspiração mafiosa a empreender ;)

Os governos fazem as contas que lhes convêm na propaganda e apaziguamento da população e os sindicalistas portugueses, e bichos afins, em vez de regularem essa acção (que dá muito trabalho) limitam-se a esbracejar histericamente e a vomitar demagogia garantindo assim o sustento descansado do bolso e da sua veia oportunista.

Um "bom" Governo nunca será devidamente justo sem uma boa Oposição. E essa, actualmente, não tem nem força, nem consistência, nem credibilidade.

Acho que não nos resta melhor conspiração que a da palavra certeira, isenta do oportunismo e lamechice que começa a invadir também o espaço bloguístico, antes um verdadeiro espaço de conspiração de geeks, artístas e rebeldes. Afinal, não é por acaso que sempre foram estes os mais temidos pelos governos autocráticos.

Manuel Rocha disse...

Muito pertinente esta reflexão.

Mas há uma outra complementar que se impõe, a seguinte: a inflacção deriva do quê ? Da pressão da procura, certo ? Quer dizer que a maioria dos bens que registam subida dos preços mantêm uma elevada procura mesmo que aumentem os preços! Importa pois que, para destes números se deduzir uma quebra efectiva na qualidade de vida dos cidadãos ( e não estou a dizer que ela não exista, atenção...), desagregar certos números. Por exemplo, no sector da alimentação e bebidas não alcoólicas, quais os grandes "contribuintes" desses aumentos ? Os hectolitros de Fantas, Bulikaos e coisas que tais que fazem sempre parte do lanche dos meninos que frequentam a escola e estão identificados como um dos contributos para a obesidade infantil ? É que se é nesses, acho que estão baratos! Se é nos bens de primeira necessidade ( pão, massas alimentares não pré-preparadas, frutas e legumes, leite ) aí o caso mudaria de figura.

E por aí adiante...:))

ana disse...

Lenta e silenciosamente estão a criar uma nova sociedade: remediados/pobres dum lado e ricos do outro.
A dita classe média é quase um mito urbano.

Zé Povinho disse...

O descaramento do nosso 1º, dizendo que só tinha falhado neste indicador, a inflação, demonstra bem que se está perfeitamente nas tintas para o assunto. A vergonha não atinge indivíduos com esta arrogância imensa. Prejudicar a grande maioria dos portugueses não é preocupante para o senhor Sócrates, afinal sempre beneficiou alguns, que por acaso até já eram os que mais tinham. Assim se encara a política neste país.
Abraço do Zé

Tiago R. Cardoso disse...

Pois discordo, eu até que nem sou apreciador de polvo até que gostei, evidentemente que gostei mais da conspiração que foi alinhavada.

O interessante foi o facto de ainda se vierem gabar que acertaram em todos os itens, menos no mais importante, aquele que faz a diferença na bolsa de muita gente.

Mas como dissestes, de facto enganam-se sempre no mesmo, eu ingénuo acredito mesmo que não é de propósito, eles é que tem alguma dificultado no calculo...

Entretanto todos os anos se avançam com aumentos escandalosas e totalmente desproporcionados com a realidade salarial da maioria dos portugueses.

Acredito realmente que quando baixaram o IVA nos ginásios foi um incentivo para o pessoal frequenta- los, de forma a perderem mais uns quilos para conseguirem apertar mais o cinto.

Enfim, é o que temos...

bluegift disse...

Percebo mais ou menos o que afirma. A inflacção, salvo erro, é determinada considerando os bens de 1ra necessidade, o célebre "cabaz de compras", no qual se inclui as tais massas, etc. Eu tenho a impressão que fantas e afins, não entram no cálculo. Se calhar estou a fazer uma grande confusão. Corrija-me, se não se importa.

Em alguns países europeus está proibida a venda de bebidas açucaradas nas escolas, e os bares e refeitórios têm normas estritas de introdução de matérias saturadas e açucaradas na confecção e venda de alimentos. Daí que a Cocacola agora tenha apenas água, minutemaid e pouco mais nas máquinas de distribuição automática das escolas. Era bom que o nosso governo fizesse o mesmo.

bluegift disse...

manel rocha, é para si o comentário mais acima.

João Moreira disse...

Todas as previsões são falíveis, mesmo tentado-se fazer o mais rigoroso possível.
Acredito neste governo e posso constatar que têm feito um excelente trabalho.
O barulho das oposições tem na origem o facto de em muitos aspectos se estar a tocar "poderes" instalados, que já faziam parte da engrenagem viciada de muitos sectores.

as-nunes disse...

Mesmo assim, contas feitas por alto, as do INE.
E os trabalhadores cujos salários não são aumentados nem um cêntimo, há mais de 5/6/7 anos, dos últimos?
Se nos dermos ao trabalho de nos auto-flagelar a fazer essas contas então teríamos que pensar seriamente no que vai ser a nossa vidinha. O pastel dá cada vez para menos pintura!
Nem sei mesmo como é que a malta aguenta sem grandes refilices, daquelas à séria!
Claro que é verdade, verdadinha, "cada vez sobra mais mês no fim do ordenado".
António

Metamorfose disse...

E de que maneira meu amigo, então este mês que no seu 1º dia só ouvias falar em aumentos, estou a ver que não chega ao fim dele, está realmente a crescer imenso mês. Só gostava de saber o cabaz mensal dos nossos políticos, para ver se gastam o mesmo que nós!!! Já que os ganhos são diferente.
Beijos

Dalaila disse...

esses núemros, quando roalm na cabeça, é pior que as contas do supermercado

o rol de enganos é tanto... que nem sei no que acreditar.

Shark disse...

É de facto muito dificil suportar aumentos constantes em quase todos os produtos essenciais que vão muito além dos máximos da inflação e dos aumentos salariais.

Penso que o objectivo devia ser igualar por cima e não nivelar por baixo que é o que está a suceder. De há uns anos a esta parte.

Manuel Rocha disse...

Bluegift,

Apanhei o comentário...

Sim, por norma a referencia é o cabaz de compras. Mas se a composição "formal" deste não varia muito, já a "informal" não é bem assim. Rúbricas como "leite e derivados" inclui de ano para ano os novos derivados que surgem, como os leites aditivados, os achocolatados em doses individuais, os iogurtes não sei quê....por aí...o mesmo com as massas alimentares, que tb integram as pre-preparadas em doses individuais...
As próprias empresas por questões de tratamento fiscal pressionam no sentido da inclusão de certos produtos "de valor acrescentado" nas rúbricas base...

Posso ver isto melhor para não correr riscos de falar de barato, mas há meia dúzia de anos já era assim, isso sei !

O essencial das minhas questões tinha também outro sentido, que é a necessidade, que valorizo, de não cairmos na armadilha de combater demagogias com outras demagogias... e nesse capitulo as estatisticas são uma armadilha terrivel !...::))

Olhe, Blue...lá no meu lado ficou algo sobre aquela questão da poluição - problema ambiental - sim ou não ?

Márcio disse...

É um facto, e os números torna-os inegaveis... Mas temos que acreditar que isto irá melhorar. É preciso dar tempo para reconstruir aquilo que outros andaram a destruir...

Carol disse...

Verdade, verdadinha. E teme-se o que o futuro traz...

missixty disse...

Não me dás novidade nenhuma, desde há 5 anos para cá que venho a perder poder de compra! Não é só as coisas estarem mais caras, o ordenado em vez de subir, acaba por descer!

António de Almeida disse...

Desde 1998, o erro médio de previsão do valor inscrito no Orçamento do Estado é de 0,63 pontos percentuais.
Quer dizer, António Guterres, Durão Barroso, Santana Lopes e José Sócrates não sabem fazer contas e também não arranjam quem as saiba fazer.

-Não poderia estar mais em desacordo com esta parte trancrita do texto, não sabem fazer contas? Quer dizer, Guterres tenho algumas dúvidas, mas Sousa Franco sabia fazê-las muito bem, os outros todos também as fizeram, ou tiverem alguém por eles, as contas estão bem feitas, sendo até muito simples de explicar, errando nas previsões, as quais nunca em 10 anos pecaram por excesso, sempre por defeito, quanto poupa o estado anualmente? O custo é óbvio, pagam-no os funcionários públicos! É preciso mais explicações? Se existisse boa fé, poderiam ser encontrados mecanismos de compensação, rectificações, houvesse vontade, errar previsões, ou ambição nas metas não seriam o problema.

quin[tarantino] disse...

ó António, a expressão, como bm percebeu, era no gozo.
E o amigo chegou lá direitinho...

bluegift disse...

antónio almeida, pagam os funcionários públicos? Então e os outros, não pagam?

sniqper ® disse...

A perfeita imagem do que se faz em Portugal, reuniões transformadas em repastos bem regados, e a isso chama-se pensar e analisar o estado do país!
Gostei imenso desta bela frase ...servem de base para o cálculo dos aumentos salariais na Função Pública e, por arrastamento, no sector privado.
Sem comentários, porque realmente é pela sua voz que se confirma a existência de duas classes de portugueses, certo? Quais serão os mais prejudicados?
É caso para pensar com mais uma garrafinha da Fundação Eugénio de Almeida, clarifica o pensamento.

quin[tarantino] disse...

Caríssimo, por onde tem andado? Há tanto tempo... aquilo não era uma reunião, antes um encontro de amigos. Houve quem até sugerisse a sua presença. Para uma próxima, não?

Daniel J Santos disse...

No fundo quem se lixa é quem fica no fundo da pirâmide e é o suporte dela, indiferentemente se sectores, eu disse sectores não disse classes sociais, que foi o que eu li do texto.

Bruno Pinto disse...

Moral da história: e governantes que saibam fazer umas continhas de vez em quando, não?!

ANTONIO DELGADO disse...

Apesar de não ser especialista em economia sei muito bem o que estas questões, nestes últimos cinco anos, me têm esvaziado os bolsos. Os erros de calculo de que fala talvez sejam filhos da pouca inclinação dos portugueses para o calculo e as matemáticas e quando são os NOS NOSSOS POLITICOS a maneja-las o resultado fica demonstrado.
Sou de dizer, como um dos comentadores afirmou para trás, "cada vez sobra mais mês no fim do ordenado". Como funcionário de Estado que sou não me considero privilegiado, entrei num concurso público onde pediam um trabalhador com determinadas características, concorri e depois de várias provas fui aceite. Mas não tenho duvidas que o meu poder de compra baixou drasticamente e as condições de trabalho têm-se deteriorado de forma acelerada. Há pouco estimulo e muita falta de confiança com o que se está a viver e para vir. Além disso a progressão das carreiras estão congeladas o que resulta outra baixa económica individual. e a carestia de vida aumentou como muito bem expressa. Mas há um factor que nunca é atendido e é muito importante: são os efeitos anímicos que isto tem sobre a população e infelizmente elas tem consequências muito graves com reflexos na própria forma de trabalhar e na produção...não é nada de bom parece que o eterno “levantai hoje de novo”...como se diz no hino e uma anátema da qual não nos livramos... De quem é
a culpa?
Será que tinha razão o tal Flávios que no tempos dos romanos registou, nas suas crónicas que os povos daqui não se governam nem deixavam governar?

Um abraço
António

Carol disse...

Bem, eu estou com Bluegift: só os funcionários públicos é que pagam?! Como diria o outro, olhe que não, olhe que não!

C Valente disse...

Esperamos que o povo para o anao não se esqueça, sebem que com estes politicos, venha o diabo e escolha
Saudações amigas

cadeiradopoder disse...

Bom blog, vou adicionar link. Cumprimentos.

O Guardião disse...

Isto nunca esteve tão bom, tão rosado e próspero. Também se estes saem, logo aparecem os outros, apregoando o mesmo com discursos mais a dar para o laranja.
Já sabem que eu voto em branco por issto mesmo, mas nunca é demais recordar.
Cumps

Compadre Alentejano disse...

O melhor polvo é o de Santa Luzia/Tavira. É uma delícia.
Um bom post, embora demolidor para a classe média.
Os governantes agora vão agarrar nestes dados do INE, entregam-nos ao seu SNI (Secretariado Nacional de Informação) e vão dar uma versão cor de rosa. É a vida...
Um abraço
Compadre Alentejano

antonio disse...

A Blue apanhou perigosamente a alegoria do polvo…

Quanto a revoltas eu desde já afirmo que não assinei nenhum foral, nem o jantar foi em Évora.

Quanto ao nivelar por baixo, felizmente nem tudo é assim, o ordenado dos nossos gestores e do Vítor Constâncio é regulado por cima da referência europeia. Nem tudo é mau neste país.

antonio disse...

Ah! A tertúlia foi interessante e os que apostaram que eu não dava com o caminho de regresso pagam o próximo jantar!

Joshua disse...

Tarantino e demais companheiros de tertúlia, já sinto saudades da antecipação do que seria encontrarmo-nos os quatro pela primeira vez, que corações e que rostos, saudade do que, e muito bem, em conversa, em encontro humano, afinal se efectivou.

O Polvo foi comido. O Bom Vinho foi bebido em brinde implícito e ele é sempre símbolo de toda a Poesia, de todo o Sangue Derramado por Amor, de toda a Diva Inspiração que os momentos especiais convocam.

Abraço aos meus Três Blogueteiros.

PALAVROSSAVRVS REX

António de Almeida disse...

-Bluegift, pagam os funcionários públicos, porque apenas estes dependem das negociações com o governo. Os outros, apesar de tudo, têm um maior grau de autonomia, motivado por trabalharem no sector privado, conheço várias empresas, que nos últimos anos têm aplicado a chapa 3%.

Paulo Vilmar disse...

Tarantino!
O que me entristece é ver que o povo (não o polvo) implica com os pobres políticos, por besteirinhas, pequenos erros de cálculos, alguns esquecimentos, que em nada mudarão a realidade bela e opulenta da população!
Os políticos daqui, devem ter freqüentado as mesmas aulas de cálculo que os daí! O engraçado de tudo, pelo menos aqui, é que quando estão na oposição os erros de cálculos quase não aparecem, mas, basta uma eleição...
Abraços.