Alguém pediu um referendo ou o PSD e o PS é que o prometeram?

Viva, viva, três vezes viva. Sócrates, José Sócrates decidiu.
De imediato se plasmaram análises infindáveis pela blogosfera, jornais, rádios e mesas de café.
O bom povo que encosta a barriga ao balcão das tascas encolheu os ombros, cuspiu as cascas dos tremoços e bebeu mais uma “bejeca”.
No fundo, serve isto para dizer que o povo se está nas tintas sobre se há referendo ao Tratado de Lisboa ou não.
Aliás, o bom povo quer lá saber do conteúdo do Tratado de Lisboa.
O bom povo está-se marimbando para o tratado.
Ponto final parágrafo.

E devia existir referendo ao Tratado de Lisboa ou não?
Quem acha que os políticos ainda têm de cumprir as promessas eleitorais que fazem, está naturalmente furibundo e com direito a rasgar as vestes na praça pública.
Os cínicos têm direito a encolher os ombros, pensar que é mais do mesmo e continuar com a sua vida.
Outros empenhar-se-ão em apontar os riscos de um referendo. Corria-se o risco de sermos a “bête noire” do tratado. Uma vergonha. Chumbar o contrato de direito internacional público que viera a ser assinado em Lisboa seria uma desonra.
Alguns ainda levarão tudo isto à conta do habitual folclore que enxameia a nossa política.

A esta hora muitos devem ter ido buscar o famoso livro de Alberto Pimenta, “Discurso sobre o filho-da-puta”, Editorial Teorema, 2000, para ali alicerçarem parte dos seus pensamentos mais recônditos nesta matéria.

Mas foi “porreiro, pá”.
Foi especialmente glorificante ver o esloveno Janez Jansa puxar-nos as orelhas…
Foi especialmente glorificante ver o Manuel Alegre, ou O Alegrete, em mais uma das suas tropelias a dizer como quem não diz que o seu companheiro/camarada é um troca--tintas…
Foi especialmente glorificante ver a emérita Edite Estrela explicar que a promessa se referia ao defunto tratado constitucional…
Foi especialmente gratificante ver Alberto João Jardim tornar-se num “compagnon de route” do PCP e exigir um referendo…
Foi especialmente espectacular ver o PCP defender aqui o diametralmente oposto do que defendera para o aborto…
Foi hiper divertido ver o PSD dar uma volta de 180º e quase todos assobiarem para o lado... coisas!

Mas, afinal, e assim em jeito de remate final
Se PS, PSD e até o PP são e estão a favor do SIM, íamos fazer um referendo para quê?
Para esclarecer o tal do bom povo que se está marimbando no Tratado de Lisboa sobre quê?
Íamos gastar tempo e mais dinheiro numa coisa da qual se adivinhava o resultado?
E se o resultado não fosse vinculativo por não reunir as condições previstas na Constituição da República Portuguesa, no seu artigo 115º número 11 (“O referendo só tem efeito vinculativo quando o número de votantes for superior a metade dos eleitores inscritos no recenseamento”)?

Foi você que pediu um referendo?

37 comentarios:

António de Almeida disse...

-Se o resultado não fosse vinculativo, deveria prevalecer mesmo assim o resultado fosse ele qual fosse. Já se realizaram 3 referendos em Portugal, mesmo não vinculativos os resultados foram respeitados. O problema, é que em matéria europeia não se pode dizer Não! Continuem a construir uma Europa nas costas dos cidadãos, e depois admirem-se se assentarem os alicerces em cima de pólvora. Eu gostaria de poder ter votado Não, mas aceitaria democraticamente uma vitória do Sim, como aceitei derrotado no último sobre a IVG. O que tenho dificuldade em aceitar são negociatas de bastidores e pactos de silêncio. Tenho esperança que a Irlanda vote Não, e até quem sabe, uma vitória dos tories em Inglaterra, seguida de referendo, talvez a Dinamarca ainda não seja assunto totalmente encerrado, e se assim acontecer, Socrates ainda irá ficar com as orelhas mais a arder. Quanto ao trapezista de Gaia, nem me apetece comentar, aí a esperança é mesmo ver a direção do partido levar uma vassourada, não sendo adepto de A.J.Jardim, desta vez estou com ele, e por muito que me custe, até com Pacheco Pereira. Ah, penso que ninguém que lê este espaço suspeitará que eu seja um simpatizante comunista!

Bruno Pinto disse...

Epah a política não passa de uma palhaçada. Prefiro ver o Um Dó Li Tá, que um debate na Assembleia da República. Eles andam ali para se promoverem individualmente, para somar vitórias pessoais, por uma questão de carreira e vaidade. E não para servirem os cidadãos. E cada um de nós, no lugar deles, provavelmente, faríamos igual. Essa é que é essa.

Shark disse...

O autor coloca várias perguntas e, do somatório das mesmas, penso que percebe-se que é contra o referendo. Faz mal. O referendo e a eleição universal são formas do povo manifestar a vontade. O que pensa e o que quer. E se o povo não sabe o que é o Tratado de Lisboa a culpa só pode ser de quem não o informou.

ana disse...

Não preciso de saber o que é o tratado para saber que não quero esta Europa.
Mas estou como quem escreveu, para todos o Sócrates é que é o estafermo mas já os do PSD deram uma cambalhota mas são uns cidadãos espectaculares. Tenham dó.

O Guardião disse...

A Europa dos cidadãos que nos prometeram transformou-se na Europa dos directórios onde os grandes e poderosos decidem à distância telecomandando os destinos dos pequenos que deixaram de fazer parte da equação. A Europa das Nações já ouviu o toque de finados. Falar em Democracia e independência nacional é a partir de agora um puro exercício de retórica.
A submissão do nosso governo e as explicações dadas para a recusa do referendo são a evidência de que a razão se submeteu ao poder de quem de facto manda, mandando às urtigas o poder de decisão que segundo a Constituição Portuguesa apenas nos cabe a nós portugueses, e que resulta da última revisão da carta, feita expressamente para referendar tratados internacionais, com votos a favor, também do PS e do PSD.
Tenho vergonha do meu país, quando este se coloca de joelhos perante ameaças externas simplesmente intoleráveis como agora aconteceu.
Cumps

Laurentina disse...

Pois é ...e quem é que sabe o que contem escrito e não escrito esse tal de tratado?
Eu vivo em Portugal, que por estranho que pareca fica na ponta ocidental extrema da EUROPA, certo?
Ora a mim ninguém me perguntou se eu queria essa coisa de livre transito de pessoas e bens, que além de ser uma valente treta na pratica, as pessoas ainda pode ser, agora os bens eheheheheh deixem-me rir, não me serve.

Mais, terá sido por acaso que o Ministerio dos Negocios Estrangeiros criou uma comissão para estudar o conteudo do tratado de Lisboa???!!!Veio nos jornais para quem quis ler...
Ai então, é tão porreiro pá, que eles também não sabem o que é?
Meus queridos amigos sem vos querer ofender porque muito vos preso e admiro, eu quero mais é que eles todos sejam deitados ao mar, em primeiro lugar o cretino do Shcocas, que veio lá da juventude social democrata disfarçado de XUXIALISTA e de engenhocas.Abomino gente mentirosa, revela tudo sobre o caracter...

Eu tinha adorado vestir a fardeta de ir á missa ao domingo para ir votar NÃO e depois ainda se me dava o prazer de ir almoçar fora uns couratos acompanhados de umas cascas de tremoços guisadas, regado com um bom carrascão do pipo, pipo esse cheio de teias de aranha por fora e tudo isto nas barbas da ASAE,já que não há dinheiro para mais...


Já era para estarmos calejados e á espera do cumprimento das promessas...


beijão grande para todos

Laurentina disse...

eheheheh, falta ali uma cedilha...

O Guardião disse...

Volto aqui só para reforçar o meu raciocínio, os principais actores numa Democracia são sempre os cidadãos. Aos políticos compete apenas a nossa representação de acordo com os compromissos assumidos quando se apresentam a sufrágio. Estas são as regras da verdadeira democracia, o resto...
Cumps

JOY disse...

Pois é ,a Laurentina disse tudo aquilo que eu queria dizer,Socrates em cada dia que passa mostra mais a sua faceta de mentiroso compulsivo,e esta já não é a primeira pêta que nos prega e de certeza que não será a última ,independentemente de pensar que se houve-se referendo teriamos na melhor das hipóteses 15 a 20% da população a votar este referendo sobre um assunto que a maioria das pessoas desconhece os contornos ,mesmo assim o referendo deveria ser realizado primeiro porque o P.M. se comprometeu depois porque os cidadãos têm o direito de se pronunciar sobre um assunto que tem a ver com ao seu futuro ,nem que sejam só estes 15 ou 20%.

JOY

Tiago R Cardoso disse...

O que se viu ontem na Assembleia da Republica foi um numero de circo, era só gente a dar cambalhotas, José Sócrates fez o esperado, refugiou-se em desculpas esfarrapadas, gostei particularmente da questão do nome, de facto mudando o nome o tratado já não é o mesmo, grande desculpa.

Vimos o PSD numa de apoio mas discordo das razões, confusos ? eu também.

Tivemos o CDS com pose de europeísta, descendo do alto do céptico.

Vimos o PCP de duas caras, uma para o aborto outra para a Europa, quando convêm haja referendo, quando não convêm não deve existir.

Pra rematar o Jardim a apoiar o PCP-Madeira, no mínimo insólito, para não dizer ridículo.

Mais uma vez foi passado um atestado de estupidez ao povo, tudo serviu de desculpa, até o facto de Portugal poder dar um exemplo para outros países terem de fazer o referendo, como se Portugal alguma vez lidera-se alguma coisa.

Embora acredite que muitos não liguem nenhuma à questão do referendo nem ao tratado europeu,acredito que é exactamente por se fazerem atitudes destas que o "povo" continua na sua, uns tremoços e umas "bejecas", acompanhadas por um jogo de futebol.

Enfim, é os políticos que temos ou se calhar que merecemos...

Márcio disse...

Toda a gente está se maribando e depois queixamo-nos que o país está como está... queriam o quê? Que os políticos que estão lá a ganhar aos milhões viessem tirar-nos da cama, do café e juntar o povo todo naquilo que queremos e desejamos ter?
Ponto final parágrafo.

Francisco Castelo Branco disse...

Eu queria um referendo
Até para discutir a Europa profundamente. Visto que em 21 anos nunca se fez....
Enfim, não será desta e acho que também não vai ser num futuro próximo
É pena, até porque existem muitas questões que deviam ser levantadas......

bluegift disse...

Desculpem lá, mas vê-se logo pelos comentários que as pessoas estão mais interessadas em votar contra o Sócrates do que num tratado para o qual, verdade seja dita: SE ESTÃO COMPLETAMENTE A LIXAR!
E a prova disso é que nem sequer conseguem distinguir entre um Tratado Constitucional e um Tratado Europeu. No meu blogue, quando fiz a coluna dedicada ao novo Tratado tive que mudar o nome inicial quando percebi que já não se tratava do mesma forma de acordo. Claro que raros foram os que notaram.
Não é uma Constituição Europeia, é apenas mais um Tratado que ratifica os anteriores, nada mais. O anterior morreu logo no início das negociações do Tratado de Lisboa.
Agora, se está a servir de pretexto para bater no Sócrates, eh pá, avancem! Mesmo que fosse necessário fazer o referendo lá se arranjaria outro pretexto para lhe bater, por isso, é igual ao litro... Ao menos defende a dignidade nacional já que há tantos cretinos cada vez mais interessados em a denegrir. Esperem pelas eleições, lá, podem bater-lhe à vontade sem lixar muito o país.

A Irlanda NUNCA irá dizer não a uma Europa que a vez sair da miséria e ignorância internacionais. Os Irlandeses aproveitam os fundos europeus em prol do país e não para os delapidam em projectos pessoais como os Portugueses. Há uma pequena grande diferença entre os 2povos.

Quint, gosto mais desse novo look. É mais emblemático B)

bluegift disse...

@Francisco Castelo Branco, precisas de um referendo para discutir a Europa? Olha, podes começar pelo meu blogue que tem uma ligação directa ao
Tratado e podes até discutir as tuas dúvidas directamente com alguns dos Comissários. No site Europa tens n ligações que te permitem compreender melhor o que se passa. Tens mesmo o número verde 00800 6 7 8 9 10 11 da Europe Direct que te orienta no que te atormenta.
O que é que te falta? Espero que não seja a regataria do costume, que só tem a ver com a sempre desejada mudança de cadeiras e o espírito auto-destrutivo e egocêntrico deste povo.

antonio disse...

Eu agora só me dedico a assuntos sérios! Oh Quint quando é que encostamos a barriga ao balcão e despejamos umas bejecas? Que isto do tratado deixou-me a garganta seca...

indomável disse...

Boas,

quando li o post tive logo ideia da resposta que queria aqui deixar. Depois ao ler os comentários fui reparando na enormidade de equivocos criados à volta da ideia de europa e como cada um entende este tratado de Lisboa. Quando cheguei ao comentário da Bluegift estaquei e fiquei feliz por mais alguém partilhar a visão comigo.
Meus senhores e senhoras, o debate de ontem no Parlamento mais não foi que um ataque directo ao nosso PM. Um referendo ao actual Tratado de Lisboa serviria apenas para gastar recursos e dar uma lição ao governo.
Eu não podia estar mais de acordo em darmos uma lição ao governo e respectivo PM, mas não pactuo com ilusões demagógicas.
Quem tem estado de costas voltadas para a Europa têm sido os seus cidadãos. Quem se interessa por saber o que se vai passando em Bruxelas? Existem centros de informação sobre a história e tratados por todo o país. Existem sites para cada uma das Instituições europeias, alguém se interessa por aceder e tentar compreender o que se faz?
Se em Portugal as pessoas preferem ir para a praia porque não acreditam nos políticos, antes apanhar banhos de sol que respeitar o seu direito de voto, queriam referendo para quê? Para dar uma lição ao Sócrates?
Tenham dó!
É verdade que a nossa sociedade está a chegar ao limite, os governantes revelam um profundo desrespeito por quem os elegeu... mas quem de facto os elegeu? Quantos dos que aqui comentaram foram de facto votar? Quem venceu de facto as eleições, meus amigos? Foi a abstenção, o sol, a praia, o passeio, o lazer!
Centenas de pessoas passaram anos, décadas presos, foram torturados, perseguidos, forçados a emigrar por defenderem uma coisa que hoje libertinamente descuramos. O português médio sacode a água do capote e pouco lhe importa que venha atrás. O voto? Eleições? Isso é bom é para os politicos que andam a mamar tudo o que podem!
E pode alguém dizer com sisnceridade que não faz o mesmo se puder?
A mentalidade dos politicos portugueses não é diferente da do seu povo, só é mais visível e é bem verdade que eles têm uma responsabilidade superior.
Sócrates já merecia um castigo, mais que não seja por ser um mentiroso convicto e inveterado. Mas não digam que é obrigação dos politicos informar-nos sobre a Europa, porque é responsabilidade de cada um de nós informar-se por tudo o que se passa à sua volta, pelo menos para poder queixar-se quando esteja descontente...
Bluegift, vou já ao teu blog aceder a esses links de que falas.
Abraço a todos

Dalaila disse...

mediante todos esses sim, eu concordo que não haja referendo, para quê as pessoas não votam, estão a marimbar-se, não querem saber, vão para a praia, para o café, passear ou ficar em casa, mas não vão dar o seu contributo... esta questão seria mais uma vez escadalosamente preterida pelos cidadãos, como os outros...

Sendo assim....

Manuel Rocha disse...

Indomável:

Posso assinar por baixo ?
Obrigado.

Quint:

Lá do meu lado está um comentário que tem o seu nome mas não tem a sua prosa....ombre, que passa ?!

Fa menor disse...

Eu não pedi nada a ninguém! Aliás, eu já nem peço nada...

Blondewithaphd disse...

You know what? Don't get me wrong but I frankly don't have strong views on the subject. It's one of those things that, as Shakespeare would say, are "Much ado about nothing" or in good Portuguese "Muito Barulho por Nada". I think that all the "Barulho" is just a diversion from much more serious matters.

Daniel J Santos disse...

Tentei vender o meu automóvel mas não consegui, tinha um aspecto demasiado antigo. Decidi então fazer umas alterações, uma pintura diferente, coloquei-lhe uns cromados, por fora ficou bonito. Assim com um aspecto novo por fora mas exactamente com as mesmas coisas por dentro, consegui vender a minha viatura, no entanto no fundamental continuava a ser a mesma "sucata" de antes.
Foi exactamente isso que foi feito, 90% da constituição está lá deram-lhe foi o nome de Tratado, e foi isso que Sócrates nos vendeu, a mesma coisa num embrulho diferente.

SILÊNCIO CULPADO disse...

Desta vez estou com a Bluegift.
E mais: se o PSD e o PS dispensam o referendo o seu eleitorado iria, se chamado a opinar, seguir a orientação de voto destes dois partidos. A afluência às urnas não chegaria aos 50%... Pura perda de tempo e dinheiro.
Aliás não ofusquemos o brilho com que Sócrates tem conduzido a política externa.
Como portuguesa orgulho-me da forma como o fez.
Agora que deveria haver um esclarecimento sistemático, com debates entre diferentes partidos, para esclarecer as confusões que subsistem, claro que deve haver. Mas para isso não é preciso referendo.
Tenho, como cidadã, muitos reparos a fazer a Sócrates em termos de política interna. Mas é preciso saber separar as águas.

Zé Povinho disse...

Ficou provado que a nosa opinião não conta nada para os nababos que mandam via Bruxelas, mas também ficou provado que o nosso governo treme a mete o rabinho entre as pernas cada vez que recebe um telefonema "dos chefes". Falar grosso é só para consumo interno, mesmo.
Abraço do Zé

Compadre Alentejano disse...

Eu não pedi nenhum referendo, alguns políticos andaram a oferecer um referendo sobre o Tratado Constitucional, tivesse ele o nome que tivesse, e eu aceitei. E agora, como são políticos,falharam...mentiram...
faltaram à verdade...
Bem. o certo é que perderam uma boa oportunidade para pôr o povo português a discutir a Europa.
A verdade é que o "Sô Zé" teve medo que o povo mostrasse a sua revolta contra as malfeitorias que anda a fazer e o castigasse com um rotundo NÃO. O meu era de certeza!
Um abraço
Compadre Alentejano

Guilherme Santos disse...

As promessas são par cumprir e o programa eleitoral em principio também.
Não interessa quem está no poder, seja qual for o partido, no caso tanto o PS como o PSD disseram que iriam fazer o referendo e agora nada, é por causa de isto que estamos como estamos, sem a mínima confiança nos políticos.

FERNANDA & POEMAS disse...

Olá querido amigo, com tantos comentários bons no teu belíssimo texto, deixo-te muitos beijinhos de carinho e amizade.
Fernandinha

Manuel Rocha disse...

Quin:

Desculpe o despropósito de usar este espaço para pedir desculpa pelo "tom" de certa resposta lá do outro lado...pensava sinceramente que era algum camuflado...há por aí fenómenos que me baralham...

:)

Silêncio:

Gostei deste seu comentário. Acho sinceramente que é de grande valor pedagógico separar as águas...

:)

Rosa disse...

Noto, e com ironia o escrevo, que basta uma só vez falar-se ao questionar-se outros que não apenas o Primeiro-Ministro para que logo se calem muitas das vozes que por aí povoam os circuitos dos comentadores profissionais.
Foram apontadas várias discrepâncias de discuro e prática a vários actores da cena política, mas apenas um queriam que fosse o bomo da festa.

quin[tarantino] disse...

Eu venho aqui esclarecer a bem da verdade que, desde que PSD, PS e PP se puseram do lado do SIM e aqueles dois a não quererem o referendo (um de forma assumida e outro a deixar adivinhar), me interrogava qual a necessidade de um referendo.

A Bluegift deixou aqui algumas questões e é bom que se diga que este tratado não é a versão limada de arestas da Constituição.
É um novo documento.

Quem quiser entreter-se, aqui fica este link tammbém:

Centro de Informação Europeia Jacques Delors

Pata Negra disse...

Que se lixe o referendo, o aeroporto, o TGV e a inflação!
Eu gostava de saber é como nos vamos ver livres destes "democratas", se alguma vez vou ter dinheiro para andar de avião, se vou ter de encostar o carro ou se estes tipos vão acabar por proibir o pão de cereais!

Lampejo disse...

Quin,

Eu não pedi referendo nunhum...mas...


Um flecha tuas postagem
(seu moço)

(a)braços..:)

Peter disse...

Ninguém dá nada a ninguém, de uma maneira ou de outra, tudo se paga.
Se houvesse referendo eu não iria votar. Para quê? Que resultados práticos conseguiria?
Nenhuns, apenas afirmar-me como cidadão português e não como cidadão europeu.
Como posso fazê-lo se passo a vida de mão estendida a pedinchar?
Estou a pagar o meu preço: fechar os olhos para que a torneira continue a correr.

Peter disse...

Ainda cá voltei:

- inteiramente de acordo com a "bluegift"; o que é preciso é "bater no Sócrates". Este é o sentir dos que são a favor de referendar um documento sobre o qual, uma boa parte dos portugueses, não fazem a mínima ideia.

Tive hoje a minha satisfação:
ouvir o Jerónimo de Sousa louvar a atitude do Sócrates em ter mudado a sua atitude, abandonando a localização Ota para o Aeroporto de Portugal e optando por Alcochete.

Ao menos valha-nos isso...

Joshua disse...

Pedir um referendo é ser demagógico e populista a partir de baixo.

Recusá-lo é trocatintar a partir de cima.

São Burros, que se entendam.

PALAVROSSAVRVS REX

migvic disse...

Uma boa decisão democrática, porque:

Não vão obrigar ninguém a fazer uma coisa que, ninguém quer fazer ou que ninguém quer que se faça.

Espectadora Atenta disse...

Eu pedia um referendo, se me deixassem! Mas passam a vida a passar-nos atestado de incompetencia para avaliar...

C Valente disse...

Obrigado pelas palavras
Saudações amigas sempre